sexta-feira, 8 de maio de 2026


 

Tema 5: As treze procuradorias

Após termos conhecido a grandiosa obra evangelizadora da UAC, passaremos para a sua parte organizativa.

Em 1839, em Camaldoli, enquanto estava em retiro com os monges camaldulenses, Pallotti escreveu documentos fundamentais que definiram a identidade da obra, a União do Apostolado Católico (UAC). Foi nesse período que ele amadureceu a ideia de que o apostolado não era exclusividade do clero, mas um dever e direito de todos os batizados. Ele redigiu normas que buscavam organizar a vida espiritual dos membros da sua congregação, focando na caridade e na imitação de Jesus Cristo como o “Apóstolo do Pai Eterno”.

Para que tivesse bom êxito, Pallotti teve a intuição de criar centros de ação denominados “Procuras” (procuradorias). São treze no total, e treze são os Procuradores, auxiliados pelos respectivos colaboradores (membros agregados). As “Procuras” foram colocadas sob a proteção dos doze Apóstolos e criou a décima terceira sob a proteção de São Paulo, Apóstolo dos Gentios. A protetora da Sociedade é Maria Santíssima, a Rainha dos Apóstolos.

A instituição das Procuradorias tinha como objetivo prover às necessidades presentes e futuras do mundo (OO CC I, 13). O fundamento da reflexão sobre este tema é um dos pontos principais do carisma, do pensamento, da vontade e da ação de São Vicente Pallotti.

Para compreendermos o significado das treze procuradorias, criadas por Pallotti, devemos entrar no espírito de sua obra, que era de convocar todos os batizados a formarem um exército de anunciadores da boa notícia de Jesus. Essa ideia surgiu em um tempo em que a sociedade de Roma se encontrava distante da religião e a caridade era escassa. Para que isso fosse possível, necessariamente, deveria ter um grupo de apoio, para que tal desejo fosse concretizado. Sendo assim, reuniu um grupo de leigos piedosos e propôs criar uma força tarefa que pudesse colaborar com o apostolado de Jesus Cristo.

A ideia fundamental

A ideia principal das procuradorias era fundar grupos, comunidades apostólicas que pudessem responder às necessidades da Igreja universal e local e dos diversos ambientes e circunstâncias. Pallotti, ao falar da Procuradoria Geral, diz: “Onde mais em Roma do que em qualquer outra cidade é necessário que exista um grupo de pessoas zelosas, que formem como mola propulsora, que mantenham o vigor e o zelo de todos os católicos de qualquer parte do mundo” (OO CC I, 19-20). As Procuradorias, portanto, são fruto do amor, porque só o verdadeiro amor vê as necessidades dos outros e procura fazer de tudo para ir ao seu encontro.

O conceito de procuradoria

O conceito de “Procuradoria” brota da essência do carisma palotino: “Caritas Christi urget nos” (“O amor de Cristo nos impele” – 2Cor 5,14). O sentido essencial das procuradorias é que elas deveriam ser uma resposta concreta às necessidades do mundo, da Igreja e do homem (Chiamati per nome, p. 107). Porém, o projeto tal como foi idealizado nunca foi concretizado plenamente, nem durante a sua vida, nem ao longo da história da União do Apostolado Católico (UAC) e os motivos são vários.

  1. Resistência do clero: Na época de Pallotti, a evangelização era considerada uma tarefa exclusiva do clero e dos religiosos. A sua proposta “ousada e profética” de inserir os leigos ativamente na missão da Igreja gerou reações negativas entre os membros do clero da época.
  2. Contexto de crise: A implementação ocorreu em um período de profundas crises sociais, políticas e espirituais. Pallotti buscava “reavivar a fé e reacender a caridade” em um mundo que ele via como necessitado de uma resposta coletiva de todos os batizados, e não apenas da hierarquia eclesiástica.
  3. Inovação teológica: Ele teve que fundamentar sua obra na ideia de que todos os batizados, independentemente de seu estado ou dons, possuem uma corresponsabilidade na evangelização. Essa visão de que “todos são chamados a evangelizar” só foi plenamente reconhecida e validada pela Igreja muito mais tarde, durante o Concílio Vaticano II (1962-1965).

A palavra italiana “procura” (procuradoria) deriva do latim procurare e pode ter vários significados: cuidar, prover, obter, poder plenamente, representação, agir por procuração. Essa organização tinha um esquema relativamente simples. Pallotti a descreve no capítulo “Sobre a necessidade e a utilidade da instituição das Procuradorias, sobre seus progressos, sua estabilidade e sua expansão (Stawicki, p. 436).

Com as procuradorias, Pallotti instaura uma nova dinâmica de obediência, ou seja, ela não deve ser vista como uma imposição, mas como um meio de alargar a visão. Ela exige “deslocamentos”, ou seja, sair da própria zona de conforto, para buscar respostas que respeitem diferentes abordagens e sensibilidades.

Ele toma como exemplo a Família de Nazaré, modelo de unidade e local onde se trabalha em conjunto. Lá prevalecia não o eu, mas o nós. Desta forma, o trabalho na Igreja deixa de ser um projeto isolado de líderes (padres, leigos ou superiores) para se tornar uma obra comunitária. Substitui-se o espírito de domínio pela atenção voltada a Jesus e ao próximo. Portanto, a cooperação eficaz não nasce da vontade de “vencer” ou de impor uma ideia, mas do desejo compartilhado de cumprir uma missão. A unidade torna-se possível quando todos respondem, com autenticidade, aos apelos de Cristo e dos irmãos. Essa sua postura converge para o conceito atual de “Igreja sinodal e em saída”, proposto pelo Papa Francisco, onde o caminhar junto e a abertura ao mundo são as prioridades.

As treze procuradorias:

1.      A primeira, sob a proteção de São Pedro, zelará pela formação espiritual, científica e pastoral do clero.

2.      A segunda, sob a proteção de Santo André, promoverá a obra dos retiros e missões populares.

3.      A terceira, sob a proteção de São Tiago Maior, incentivará o zelo do clero, secular e regular, e do povo, pelas missões estrangeiras, imprimindo-lhes o maior impulso possível.

4.      A quarta, sob o patrocínio de São João, promoverá as obras pias dentro da cidade, a saber: oratórios, congregações, confrarias, pias uniões e associações religiosas.

5.      A quinta, sob o patrocínio de São Tomé, cuidará empenhadamente da educação religiosa, cívica e literária da juventude, masculina e feminina, especialmente da classe indigente.

6.      A sexta, sob o patrocínio de São Tiago Menor, tratará de agregar à Pia Sociedade as comunidades de qualquer espécie, e fará por manter nelas o fervor, animando-as a prestar a sua colaboração, com o fornecimento de objetos necessários ao culto e ao fomento da devoção particular do povo.

7.      A sétima, sob a proteção de São Felipe, empenhar-se-á por afervorar o zelo do clero e do povo em prol da cultura religiosa e moral dos camponeses no próprio ambiente ou nas cidades quando para aqui vierem, nos dias santos.

8.      A oitava, sob a proteção de São Bartolomeu, promoverá a prática mais efetiva das obras de misericórdia espiritual e corporal em favor dos pobres prisioneiros e dos condenados à pena de morte.

9.      A nona, sob a proteção de São Mateus, fará o mesmo a favor dos enfermos dos hóspedes e a outros, desamparados em suas próprias casas.

10.  A décima, sob o patrocínio de São Simão, velará pela mais completa formação religiosa e moral dos militares, e tratará outrossim de conservar sempre aceso e operante o zelo e a caridade dos nobres.

11.  A décima primeira, sob o patrocínio de São Judas Tadeu, propagará as várias práticas de devoção aprovadas pela Igreja, como o santo Rosário, a os diversos escapulários, a adoração perpétua, a Via Sacra, etc.

12.  A décima segunda, sob o patrocínio de São Matias, estimulará o exercício mais ativo da caridade e misericórdia em favor dos verdadeiros necessitados, também estrangeiros, de qualquer idade, sexo, estado e condição, nos casos urgentes, e distintamente, dos órfãos e viúvas, dos jovens e donzelas em perigo, e das famílias dos pobres envergonhados.

A décima terceira Procuradoria, sob a proteção de São Paulo, não tinha um campo determinado de ação, mas devia ter a preocupação por todo o mundo, para animar e incentivar as demais procuradorias (Cf. OO CC I, 369; 2Cor 11,28; OO CC I, 369-373; III, 13-15).

As motivações que levaram a criação das procuradorias

Pallotti entendeu que o apostolado não é exclusividade dos padres. Ao criar essas divisões, as “Procuradorias”, ele permitiu que um sapateiro, um conde e um bispo trabalhassem no mesmo projeto, cada um contribuindo com o que tinha de melhor. Se um hospital precisava de reforma, ele acionava a classe dos operários para a mão de obra e a dos comerciantes para os materiais. É importante salientar que este modelo de atuação na Igreja foi revolucionário para o século XIX, pois antecipou em mais de cem anos a ideia do “protagonismo dos leigos” que só se tornaria central na Igreja após o Concílio Vaticano II, pelos Documentos: Apostolicam Actuositatem (Decreto do Concílio Vaticano II, 1965): Decreto sobre o Apostolado dos Leigos, que afirma a vocação própria dos leigos de buscar o Reino de Deus tratando das coisas temporais. A Lumen Gentium (Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II, 1964): o Capítulo IV deste documento trata especificamente dos leigos, definindo-os como parte do “Povo de Deus”.

As procuradorias: Uma rede de cooperação

Para Vicente Pallotti, a Igreja não é somente uma estrutura, um aparelho, uma instituição com seu pessoal e administração. Ela é, ao mesmo tempo, uma assembleia de irmãos, uma coletividade de fiéis, uma comunidade viva, uma família (Stawicki, p. 425).

No livro Mês de Maio, Pallotti faz Maria convidar os cristãos à cooperação: “Portanto, ó Filhos, se Deus vos fez poderosos na Terra, usai de tal poder para a propagação da Santa Fé, para conservá-la e reavivá-la entre os Católicos. Sois Nobres? Usai a vossa nobreza para a propagação da Fé” (OO CC IV, 335).

De fato, Pallotti liga as Procuradorias ao ambiente da oração e de Pentecostes, ambos indispensáveis para saber discernir os “sinais dos tempos” e para receber o dom mais divino de cooperar com Deus na salvação eterna das almas (Cf. OO CC X, 86-87; XIII, 195, 252).

As atividades promovidas pelos membros da União

As procuradorias, no tempo de Pallotti, sem dúvida, tiveram um papel importantíssimo para o desenvolvimento de muitas frentes caritativas, a saber: Pediam contribuições para combater a miséria. Distribuíam objetos sagrados para alimentar a devoção popular. Intermediavam emprego para artesãos. Ofereciam retiros para os soldados e os preparava para a páscoa. Além das missões populares e tantas outras atividades.

A partir de 1846, circunstâncias desfavoráveis ao primeiro projeto obrigaram Pallotti a concentrar suas forças na organização da Congregação dos padres e irmãos e a chamá-la de “alma e motor” de toda a União (Cf. OO CC III, 3-7)[1]. Pallotti confiou a ela a missão de portadora e realizadora do sistema das Procuradorias. O papel das religiosas do Apostolado Católico, analogamente ao dos padres e dos irmãos, consistia em animar a caridade e o zelo apostólico das pessoas de seu sexo nas comunidades religiosas e no mundo (Cf. OO CC II, 555-558). Mesmo lhes dando um papel de animadoras e inspiradoras do mundo feminino, Pallotti evita chamá-las de alma e parte motriz de toda a união. Isso porque Pallotti compreendeu que, segundo a prática da Igreja, essa tarefa só podia ser assegurada por uma associação sacerdotal. De qualquer maneira, Pallotti não deixou de sublinhar cuidadosa e explicitamente a corresponsabilidade das irmãs no objetivo de toda a União. Nesse sentido, eis um texto que mostra a paridade das duas Congregações:

“Como a Congregação dos Padres foi fundada com o objetivo de animar sempre mais o clero secular e regular, para as obras do santo ministério evangélico, num sagrado vínculo de competitiva caridade e zelo e de animar todos, de todo estado, sexo, posição e condição para as obras de caridade e de zelo da maior glória de Deus e da salvação das almas, assim, a Congregação das monjas institui-se para animar sempre mais a caridade e o zelo das pessoas religiosas e seculares do próprio sexo. Como os padres da Congregação devem estar dispostos a exercer qualquer obra do santo ministério, assim as monjas devem estar dispostas para qualquer obra de caridade e de zelo, principalmente no que se refere à educação cristã e civil das meninas pobres e à conversão e santificação das almas, mediante exercícios espirituais a pessoas de toda idade de sexo feminino” (OO CC II, 559).

Parece-nos que esse “como” e “assim”, repetidos duas vezes no texto, são um verdadeiro apelo de Pallotti a não marginalizar o mundo feminino da União do Apostolado Católico, pois também a elas foram confiadas a missão e a responsabilidade de ser “alma e motriz” da União. Mais tarde, em um esboço sobre a Congregação feminina, Pallotti precisa: “As regras delas serão substancialmente as mesmas da Congregação (dos Padres), com as análogas diversificações para as monjas. O mesmo se diga das constituições” (OO CC II, 558).

Pallotti, em 1836, escreveu: “Dentre todos os Operários (eclesiásticos e leigos), os que puderem consagrar-se inteiramente à Direção e ao regulamento da pia Sociedade, reunidos em Comunidade bem ordenada pelo vínculo de competitiva e humilde caridade, sem formarem comunidade religiosa, poderão formar o corpo central e motriz da pia Sociedade” (Cf. OO CC IV, 355. 399. 436; V, 47. 59. 76).

As Procuradorias, evidentemente, foram concebidas como uma rede e lugar de cooperação de todos – padres, religiosos, leigos, homens e mulheres de todas as culturas, línguas e nações – para responder, em todos os campos, às necessidades do tempo e do lugar e com todos os meios oportunos e necessários. Pallotti queria também as Procuradorias como um espaço que permitisse a todos alcançarem as profundezas, onde o particular se abre ao universal. Em outras palavras, as Procuradorias de Pallotti eram as portadoras da catolicidade, ou seja, de um sopro de abertura, de diálogo e de universalidade.

Para Vicente Pallotti, os termos “meios oportunos e necessários” são a chave mestra de sua prática missionária. Ele não era um teórico abstrato; ele era um homem de ação que entendia que a caridade precisa de ferramentas concretas para funcionar. Em outras palavras, esses meios representam a logística da fé.

1. O que são os Meios Necessários?

São os recursos fundamentais sem os quais a missão simplesmente não acontece. Pallotti tinha uma visão muito realista de que “não se evangeliza de barriga vazia”. Para ele, isso incluía:

  • Recursos Financeiros: Dinheiro para sustentar órfãos, escolas e missões.
  • Estrutura Física: Casas de caridade, Igrejas e oficinas de trabalho.
  • Pessoas: O capital humano (leigos, padres e religiosos) disposto a trabalhar.
  • Conhecimento: A formação teórica e técnica para realizar o bem com eficiência.

2. O que são os meios oportunos?

Aqui entra o gênio estratégico de Pallotti. O “oportuno” é aquilo que se adapta ao tempo, ao lugar e às circunstâncias. Ele acreditava que a Igreja deveria usar as ferramentas do seu tempo.

  • Comunicação: Se no século XIX o meio oportuno era a imprensa e os folhetos, hoje Pallotti certamente estaria usando a internet.
  • Inovação: Ele criava escolas noturnas para operários porque, naquele momento, era a oportunidade de integrar educação e fé para quem trabalhava o dia todo.
  • Flexibilidade: O meio oportuno é o “remédio certo para a ferida aberta agora”. Se a necessidade do momento era o combate ao cólera em Roma, esse era o meio oportuno, e não apenas a oração contemplativa.

O ideal das procuradorias

Se quisermos ser fiéis ao carisma de Pallotti, devemos também olhar com fé e com amor o mundo de hoje e reconhecer os sinais dos tempos, as atuais necessidades das pessoas e procurar responder a elas. Este encargo é dever de todos os membros e associados da UAC, especialmente os seus responsáveis.

As indicações particulares dadas por Pallotti, a respeito da organização das Procuradorias, requerem modificações e adaptações aos nossos tempos e à legislação eclesial. Permanece, porém, imutável e sempre atual a ideia essencial: a construção de comunidades-grupos, instituições que possam responder às necessidades do mundo, da Igreja e do homem de hoje. O número e o tipo de procuradorias dependem das necessidades atuais: tantas necessidades, tantas procuradorias.

As necessidades são muito diversas nas diferentes partes do mundo, nos diferentes ambientes. Existe, portanto, a necessidade de criar procuradorias adaptadas às necessidades concretas. Existem, no entanto, necessidades universais, as quais surgem em todos os ambientes. Poder-se-ia, portanto, propor a instituição de procuradorias com base em uma linha de necessidades universais, tais como:

1.      A evangelização, as missões populares, a reevangelização;

2.      O ecumenismo;

3.      A construção e salvaguarda da justiça, da paz e do amor;

4.      Atingir as periferias existenciais;

5.      O trabalho com as famílias;

6.      As obras vocacionais.

As diversas Procuradorias podem colaborar entre si e podem trabalhar autonomamente. As procuradorias, vistas à luz do carisma de Pallotti, podem ser um ótimo lugar para realizar a vocação apostólica e a maturidade humana da pessoa. Pois, a condição fundamental para o desenvolvimento do ser humano é a abertura ao amor.

O caráter caritativo das Procuradorias, já por sua natureza, favorece o desenvolvimento do amor que não busca o seu próprio interesse, mas tudo suporta... (cf. 1Cor 13). Porém, é preciso direcionar as nossas ações às necessidades concretas da Igreja e do homem, para favorecer o desenvolvimento autêntico do amor, que se baseia justamente nas necessidades concretas e não envolve apenas discussões teóricas (Chiamati per nome, p. 108).

O caráter missionário das Procuradorias favorece também o desenvolvimento da criatividade de uma autêntica comunidade apostólica. A atividade autêntica do grupo e a colaboração com outros grupos garantem o escopo caritativo e defendem do egoísmo e do individualismo.

O caráter comunitário favorece também o desenvolvimento da pessoa, porque esta pode se desenvolver e se realizar de modo autêntico, somente na comunhão com os outros e com Deus.

Outra oportunidade que as Procuradorias oferecem para o desenvolvimento do ser humano é a realização dos diversos carismas de cada um, segundo o dom que recebeu (cf. Rm 12,8). A diversidade das Procuradorias oferece a possibilidade de trabalhar segundo os nossos carismas pessoais.

Por fim, podemos dizer que o mistério do Cenáculo está muito ligado às Procuradorias e é modelo para todas as comunidades da União do Apostolado Católico. Assim, como em Jerusalém, na comunidade dos primeiros discípulos, o Cenáculo é a fonte dos dons do Espírito e o lugar da maturação dos apóstolos. Também hoje, o mesmo mistério pode dar ao homem o dom da plenitude da vida cristã.

 

Para refletir

  1. O que eram as procuradorias idealizadas por Pallotti?
  2. Por que razão Pallotti não conseguiu implementar esse seu projeto de evangelização?
  3. Como podemos atualizar, em nossas comunidades, esse modo de evangelizar?

 



[1]Pallotti chama a Congregação dos padres e irmãos coadjutores tanto de “alma e parte motriz da pia Sociedade” quanto “parte central e motriz da pia Sociedade”. Atribui, ainda, um papel semelhante ao da décima terceira Procuradoria, ou seja, o cuidado pelo conjunto, o papel inspirador, a vigilância por uma cooperação harmoniosa.


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