Na certeza de que com Deus tudo posso, criei este BLOG para que você conheça o pensamento e o carisma de S. vicente Pallotti, fundador da União do Apostolado Católico (UAC). Ele foi um dos primeiros, na Igreja, a dizer que todos os batizados são apóstolos de Jesus Cristo. Por isso, você também é convidado a viver intensamente a sua fé, fazendo muitas coisas na Igreja, conforme o seu estado de vida, para que o Cristo seja mais amado e seguido. O seu testemunho de fé é muito importante.
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
quinta-feira, 20 de julho de 2023
segunda-feira, 17 de julho de 2023
O livro O Toque da vida é uma obra que apresenta um estudo dos sentimentos mais profundos dos seres humanos, dos traumas adquiridos na infância e traz ainda uma riqueza de técnicas para melhor enfrentá-los e assim, melhorar a qualidade de vida. Logo no início, somos convidados a dar um mergulho no nosso inconsciente, a nos conhecermos melhor e a aprimorarmos a nossa habilidade de enfrentamento dos problemas. De linguagem simples, como pretendeu seu autor, no decorrer da leitura, o relacionamento escritor e leitor é aprimorado e atinge o nível do diálogo informal entre terapeuta e paciente versus consciente e inconsciente. Num jogo leve e solto Padre Valdeci aos poucos desvela nossos traumas e apresenta técnicas para podermos superá-los, buscando muitas vezes a nossa criança interior.
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sexta-feira, 16 de junho de 2023
Olá amigos e amigas.
Como é bom poder partilhar com vocês algo que possa edificar
as suas vidas. A minha partilha de hoje é sobre o lançamento do meu novo livro:
Do limite à prosperidade, a retomada da vida.
Esse tema nasceu do contato com a Palavra de Deus, de muitas
leituras científicas, e dos atendimentos de inúmeras pessoas, de todas as
idades, que me procuraram para orientação e para terapias. Diante do sofrimento
delas, foi impossível ficar inerte apenas olhando o bonde da história passar.
Isso não seria coerente com o estilo de vida que escolhi, que é de servir a
Deus e os irmãos.
Foi pensando em ajudá-los a ampliar o seu grau de consciência
de si, diante de tantas questões levantadas e com poucas respostas, que decidi
escrever algo que pudesse dar pistas para aqueles que já não sabem mais como
seguir adiante. Sabemos que um livro não pode resolver problemas, mas pode
indicar caminhos de superação.
Ele começa com uma reflexão antropológica em que o ser
humano, imagem e semelhança de Deus, se encontrou em um labirinto sem saída,
por ter feito uma escolha errada, perpassando por textos bíblicos que procuram
redimensionar a vida desse humano decaído pelo pecado, para ressurgir como uma
nova criatura em Cristo.
Para que pudesse olhar para a pessoa na sua integralidade,
foi usado também o recurso das ciências humanas, para tentar dar respostas a
tantos sofrimentos que impedem os indivíduos de serem quem eles desejam ser.
Muitas serão as dicas para ajudar o leitor a tomar consciência da sua própria identidade e, assim, redimensionar a sua trajetória pessoal, para ser mais próspero no campo da felicidade, da ressignificação da vida, dos hábitos mais saudáveis, e com isso ter mais saúde física, mental e espiritual. Desejo muita felicidade a você que sempre fez parte da minha vida.
Para os que desejarem adquirir o livro: "Do limite à prosperidade", é só copiar o link abaixo. Deus em tudo e sempre.
https://loja.uiclap.com/titulo/ua33648sexta-feira, 2 de junho de 2023
segunda-feira, 22 de maio de 2023
Você sabe o que significa:
UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO (UAC)
A UAC é uma Associação de Fiéis, de Direito Pontifício, espalhada pelos cinco continentes. Ela é formada por Padres e Irmãos, Irmãs Consagradas e Leigos que aderiram ao carisma apostólico deixado por São Vicente Pallotti (Palotinos). Sua principal missão é Reavivar a Fé e Reacender a Caridade entre os cristãos e levar todos a uma vivência do seu batismo. Segundo ele, todos, pela força do Batismo, são convidados a levar a Boa Notícia de Jesus em todos os lugares aonde as pessoas atuam, no estado de vida em que se encontram.
Atividades feitas por membros da UAC em Teresina - PI
sábado, 6 de maio de 2023
segunda-feira, 6 de março de 2023
PARTICIPANTES DA ASSEMBLEIA DA UAC NACIONAL - 2023
NOVO CONSELHO NACIONAL DA UAC DO BRASIL
Nos dias 03 a 05 de março de 2023, aconteceu em Curitiba, PR, a VII Assembleia Nacional da União do Apostolado Católico – UAC. Estiveram presentes, além dos membros do Conselho Nacional de Coordenação do Brasil, representantes dos Conselhos Locais existentes nas paróquias. Participaram os Superiores Maiores dos padres e irmãos palotinos e das Irmãs palotinas do Brasil.
A Assembleia teve seu início na noite do dia três, com o
jantar, seguido da adoração ao Santíssimo Sacramento. No segundo dia, após a
oração, o Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC, fez uma formação com o título:
Tema: A sinodalidade a partir do carisma palotino. Lema: Caminhar juntos
escutando a Palavra. O Senhor os encontrou no caminho. Houve um momento em
grupo para refletir sobre o assunto proposto e plenário.
Na parte da tarde, houve a prestação de contas pelo ecônomo,
Leossandro, e em seguida, a senhora Deyse da Conceição fez um resgate histórico
das atividades do Conselho Nacional. Dando continuidade ao processo eletivo,
Leossandro e o Pe. José Francisco Filho, após uma breve apresentação sobre os
procedimentos da votação, deu-se início aos vários escrutínios, para eleger o
novo Conselho Nacional da UAC.
Após a eleição, os futuros membros escolhidos passarão pela
aprovação do Conselho Geral de Coordenação, que até o momento ainda não
recebemos a notificação da aprovação. No último dia, na manhã de domingo, foram
aprovadas os Estatutos do Conselho Nacional, para ser posteriormente aprovado
pelo Conselho Geral.
Às 11h, na capela interna do seminário palotino, houve a
missa de encerramento e o envio dos membros.
No dia 14/03/2023, o Conselho Geral de Coordenação da UAC confirmou a nomeação dos novos membros do Conselho Nacional de Coordenação do Brasil, a saber:
Presidente: Pe. Antônio Júnior Diogo, SAC
Vice presidente: Romário Reis Nascimento Carvalho
Secretária: Cláudia Medianeira da Costa Gomes Athayde
Segunda secretária: Daiane da Paz
Ecônomo: Thiago Silva Rodrigues Legal
CONSELHEIROS:
Zamar Fernandes Garcia
Pe. Francisco José Marques Filho, SAC
Ir. Aneide Resmini, CSAC
Ir. Maria do Espírito Santo da Silva, MSAC
MEMBROS EX OFFICIO:
Pe. Gilberto Antônio Orsolin, SAC
Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC
Ir. Helena Pimenta, CSAC
ASSEMBLEIA NACIONAL DA UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO - UAC
Curitiba, 03 a 05
de março de 2023.
Tema:
A sinodalidade a partir do carisma palotino
Lema:
Caminhar juntos escutando a Palavra. O Senhor os
encontrou no caminho
Estamos vivendo um momento muito importante para a nossa
Igreja que é o sínodo, convocado pelo Papa Francisco, e hoje veremos o que é um
sínodo e em que isso pode influenciar nos trabalhos a serem realizados pelos
membros da UAC.
A etimologia da palavra:
“Sínodo” é uma palavra antiga utilizada pela
Tradição da Igreja, cujo significado recorda os conteúdos mais profundos da
Revelação. […] Indica o caminho que os membros do Povo de Deus percorrem
juntos. Remete, portanto, para o Senhor Jesus que se apresenta a si mesmo como “o
caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), e para o fato de os cristãos,
seguindo Jesus, serem chamados nas origens “os discípulos do caminho”
(cf. At 9,2; 19,9.23; 22,4; 24,14.22).
O dia 11 de outubro de 2022 marcou o 60º aniversário
da abertura do Concílio Vaticano II pelo Papa S. João XXIII. Nós, na União do
Apostolado Católico, sabemos bem que um mês após o encerramento da primeira
sessão do Concílio, este mesmo papa canonizou São Vicente Pallotti. Os
ensinamentos do Concílio Vaticano II articulam, claramente, o apelo universal à
santidade e a missão de todos os batizados como apóstolos de Cristo. Como
sabemos, mais de um século antes, Pallotti promoveu ideias semelhantes.
Sinodalidade: é caminhada que cada membro da Igreja
deve fazer, para juntos vivermos o espírito do Vaticano II.
Refletindo
e caminhando juntos, os membros da Igreja poderão aprender com as experiências
e perspectivas uns dos outros, guiados pelo Espírito Santo. Iluminados pela
Palavra de Deus e unidos em oração, seremos capazes de discernir os processos
para procurar a vontade de Deus e dar seguimento aos caminhos para os quais
Deus nos chama – rumo a uma comunhão mais profunda, a uma participação mais
plena e a uma maior abertura ao cumprimento da nossa missão no mundo.
Em
outras palavras, a sinodalidade permite que todo o povo de Deus caminhe em unidade,
escutando o Espírito Santo e a Palavra de Deus, para participar na missão da
Igreja, na comunhão que Cristo estabelece entre nós.
Em
última análise, o caminho a ser percorrido é a forma mais eficaz de manifestar
e pôr em prática a natureza da Igreja como povo peregrino e missionário de Deus
que, pelo batismo, tem em comum a mesma dignidade e a mesma vocação. Por meio
dele, todos somos chamados a ser participantes ativos na vida da Igreja.
Nas
paróquias, nas pequenas comunidades cristãs, nos movimentos leigos, nas
comunidades religiosas e noutras formas de comunhão, mulheres e homens, jovens
e idosos, somos todos convidados a escutar-nos uns aos outros para ouvirmos os
murmúrios do Espírito Santo, que vem guiar os nossos esforços humanos, exalando
sobre a Igreja um sopro de vida e de vitalidade e conduzindo-nos a uma comunhão
mais profunda para a nossa missão no mundo.
À
medida que a Igreja embarca neste caminho sinodal, devemos esforçar-nos por nos
basearmos em experiências de escuta e discernimento autênticos no caminho de
nos tornarmos a Igreja que Deus nos chama a ser. Essa é uma grande oportunidade
que temos, para melhor discernirmos os passos que deveremos dar juntos.
O Concílio Vaticano II revigorou a sensação de que todos os batizados, tanto a hierarquia como os leigos, são chamados a ser participantes ativos na missão salvífica da Igreja (LG 32-33). Os fiéis receberam o Espírito Santo no batismo e na confirmação e estão dotados de diferentes dons e carismas para a renovação e edificação da Igreja, como membros do Corpo de Cristo.
Como se dá esse caminhar juntos?
O
primeiro passo para caminharmos juntos é escutar o outro, para ouvirmos o que o
Espírito Santo tem a dizer à Igreja, escutando juntos a Palavra de Deus na
Sagrada Escritura e na Tradição viva da Igreja e, depois, escutando-nos uns aos
outros e especialmente aos que estão à margem, discernindo os sinais dos
tempos. De fato, todo o processo sinodal visa promover uma experiência vivida
de discernimento, de participação e de corresponsabilidade, onde se reúne uma
diversidade de dons para a missão da Igreja no mundo.
Destina-se
a inspirar as pessoas a sonhar com a Igreja que somos chamados a ser, a fazer
florescer as esperanças das pessoas, a estimular a confiança, a curar as
feridas, a tecer relações novas e mais profundas, a aprender uns com os outros,
a construir pontes, a iluminar mentes, a aquecer corações, para assim termos
uma motivação maior nos trabalhos apostólicos.
Em
outras palavras, o objetivo do processo sinodal não é apenas para fazer uma
série de exercícios que começam e param, mas um caminho de crescimento
autêntico rumo à comunhão e à missão que Deus chama a Igreja a viver no
terceiro milênio.
A
Igreja existe para evangelizar. Nunca podemos estar centrados em nós mesmos. A
nossa missão é testemunhar o amor de Deus no meio de toda a família humana.
Este processo sinodal tem uma dimensão profundamente missionária. Destina-se a
deixar que a Igreja testemunhe melhor o Evangelho, especialmente com aqueles
que vivem nas periferias espirituais, sociais, econômicas, políticas,
geográficas e existenciais do nosso mundo. Deste modo, a sinodalidade é um
caminho pelo qual a Igreja pode cumprir mais frutuosamente a sua missão de
evangelização no mundo, como fermento ao serviço da vinda do Reino de Deus.
Qual a contribuição do Sínodo para os que vivem o carisma palotino?
O
carisma é sempre impulsionado pela força do Espírito Santo na vida de uma
pessoa ou de uma comunidade. Os palotinos nasceram pela experiência da
descoberta do infinito amor de Deus para conosco. Os carismas surgem conforme
às necessidades da Igreja. Pallotti recebeu de Deus e nos transmitiu essa sua
experiência como um dom para todos. Ele se tornou um canal, para que os
batizados tomassem consciência da sua missão no mundo. Não somos meros
expectadores, mas podemos participar ativamente da obra da salvação, instaurada
por Cristo neste mundo. Portanto, o sínodo, além de confirmar aquilo que a
União realiza no mundo, traz mais estímulo para empenharmos ainda mais o que
fazemos, com a certeza de que agimos segundo a ação do Espírito Santo na
Igreja.
Assim
entendemos o carisma de Pallotti em seus três aspectos:
1. Íntima
experiência de fé.
2. Experiência
da vontade de Deus, através dos sinais dos tempos.
3. Como
impulso do Espírito Santo.
Como
um palotino atua na realidade em que se encontra?
O palotino se destaca com
a promoção do leigo, para que ele tome consciência, da missão recebida no
batismo. O cristão não é um a mais dentre os batizados, ele também é
responsável pela salvação das almas. O palotino contribui com o apostolado da
Igreja, como missionário anunciando o amor de Deus para todos.
Por isso, o nosso
compromisso com a Igreja está na formação e na preparação dos leigos, para o
apostolado e, assim, oferecer um modelo de cooperação deles na ação apostólica.
Isso deve ser considerado por nós como uma tarefa urgente a ser executada, para
correspondermos com as necessidades do nosso tempo. É nossa missão ajudar o
leigo a descobrir o seu lugar na Igreja e no mundo, no qual eles vivem. Por
isso, devemos estimulá-los e prepará-los para que participem na vida das
comunidades eclesiais de maneira ativa nas organizações da Igreja; nos
conselhos pastorais, em nível paroquial e diocesano, nos ministérios leigos,
nos serviços especializados com tempo integral.
Na execução desta sua
missão, a Igreja dirige particular interesse aos pobres, aos sofredores, aos
menos afortunados na sociedade humana, aos humildes e aos simples, que, muitas
vezes, são obrigados a viver em condições desumanas.
O nosso olhar deve estar
voltado para Jesus, o Apóstolo do Pai, que veio a este mundo resgatar os que
estavam perdidos. No meio da estrada, o ressuscitado acompanhou os passos dos
discípulos que estavam confusos e angustiados por terem perdido o Senhor das
suas vidas. A melhor imagem que temos no evangelho que mostra essa realidade é
a dos discípulos de Emaús.
Os discípulos de Emaús sabiam o que queriam: permanecer com Cristo, mas Ele morreu tragicamente. Este era o motivo da desolação e da frustração. Por isso, ficaram confusos. Escutando-os, Jesus tira deles o que os perturbava tanto. Foi dando feedbacks, falando das Escrituras. Ele falava de algo que eles já conheciam. Somente fez reverberar dentro deles aquilo que estava amortecido pela dor da perda, as certezas da vitória final, a ressurreição. Ele tinha que sofrer, mas venceu a morte. Ele utilizou de imagens, para que eles próprios tirassem as suas conclusões. No diálogo, ao longo do caminho, Ele foi esclarecendo aquilo que eles não tinham compreendido. A empatia foi perfeita, tanto que pediram para que permanecesse com eles. “Ficai conosco, Senhor, pois já é tarde”. A confusão mental os cegava e os impedia de perceber a realidade que os circundava. Por isso, devemos estar unido na escuta da Palavra e em oração comunitária, para podermos sentir a presença do Senhor em nossas vidas e, assim, receber dele o envio em missão.
O processo sinodal a exemplo dos
discípulos de Emaús
1.
Como caminhavam = desolados (pensamentos
limitantes, negativos, frustração);
2.
Como Jesus os abordou? (Lentamente
participa da vida deles – pôs-se no meio deles);
3.
Como conduziu a conversa? (Lc 24,17 –
Pergunta sobre o assunto da conversa deles. Se interessa por eles);
4.
Como eles caminhavam? (Repetindo o
negativo – os últimos acontecimentos);
5.
Quais eram os seus sentimentos? (confusão
mental, tristeza, desesperança, dúvidas, sem perspectiva de futuro);
6.
Quais foram os passos dados por Jesus?
(usa da empatia, ouve para depois explicar tudo);
7.
Ouviu-os para depois atualizar os acontecimentos
passados, com uma nova perspectiva;
8.
Qual foi a resposta deles, após ter mais
clareza dos fatos? (entusiasmo, alegria, desejo de recomeçar, sair anunciar o
que ouviram e viram); “Fica conosco...” e saíram avisar a comunidade = ação
concreta.
Descobriram o fio condutor de toda a experiência de vida, após ouvir as Escrituras e confrontar com a realidade, por mais dura que fosse. Os sinais foram importantes: escuta da Palavra, estar com Jesus e o partir o pão. Tudo isso gera uma ação imediata. Houve uma mudança radical de vida e de atitude. Eles souberam retomar a caminhada. Eles descobriram o que, realmente, precisavam para ter uma vida cheia de sentido.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2022
DA REGRA FUNDAMENTAL DE SÃO VICENTE PALLOTTI - PARTE II
1. O mistério da encarnação de Jesus
Para conhecer melhor a relação íntima de Pallotti com Cristo, é interessante observarmos como ele desejava se configurar à vida santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rezando sobre cada momento da vida de Cristo, Pallotti desejava que fosse destruído nele as imperfeições de cada momento de sua vida terrena.
“Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma vossa infinita misericórdia, creio firmemente que neste momento, segundo a força infinita do merecimento da sacrossanta concepção da santíssima humanidade de Jesus Cristo no seio da Virgem Maria, vós estais destruindo em mim todas as monstruosidades da minha concepção, todas as consequências da minha concepção no pecado, e estais comunicando a mim os merecimentos da concepção de Jesus”.[1]
O Salmo 51 se refere assim, quando o salmista arrependido de seus pecados afirma: “Eis que eu nasci na iniquidade, minha mãe concebeu-me no pecado” (Sl
51, 7). Também
no livro de Jó, encontramos referência ao desprezo de si e o reconhecimento do
pecado original: “Como te arrebata a
paixão! E lampejas os olhos, quando voltas contra Deus a tua cólera, proferindo
teus discursos! Como pode o homem ser puro ou inocente o nascido de mulher?...”
(Jó 15, 12-16).
Nesta sua meditação, sobre o mistério da encarnação de Jesus, Pallotti pede sempre que seja destruído nele suas imperfeições. A concepção de Jesus no seio de Maria Santíssima nos faz recordar a obediência de Maria à lei santa de Deus. Pallotti nos deixa como segundo ponto fundamental da Regra: “Todos devemos viver na perfeita observância da lei santa de Deus e da santa Igreja; e em perfeita castidade, obediência, pobreza e perseverança na congregação, com a observância perfeita das santas regras e constituições.”[2]
2. Objetivo da encarnação de Jesus
“Meu Deus, minha misericórdia infinita, por vossa mesma misericórdia, creio firmemente que, pelo infinito merecimento do Espírito de sacrifício com o qual Jesus Cristo veio ao mundo, desde o presente momento vós destruís para sempre em mim toda a tendência para a terra, o sangue, a carne, e todas as consequências do sacrifício de Jesus Cristo”.[3]
O objetivo da encarnação de Jesus é salvar a humanidade, nos livrar da morte e da escravidão do pecado. Pallotti reza esta graça recebida na encarnação de Jesus que destrói nele toda a tendência às coisas terrenas. O Espírito de sacrifício de Jesus expressa sua obediência à vontade do Pai. O objetivo da encarnação de Jesus é, também, realizar a vontade do Pai e, assim, por meio dela, recebemos a graça da redenção.
3. Jesus gerado no ventre de Maria Santíssima
“Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma vossa misericórdia infinita, creio firmemente que, pelo infinito merecimento da inabitação de Cristo no seio virginal de Maria Imaculada durante nove meses, desde o presente momento vós destruis para sempre em mim todas as deformidades da minha inabitação no seio de minha mãe e todas as humilhantes conseqüências de tal inabitação, comunicando-me o merecimento e as virtudes da inabitação de Cristo no seio de Maria”.[4]
Diante do grandioso mistério da encarnação de Jesus, Pallotti deseja para si a destruição de todas as deformidades em sua concepção e a graça da encarnação de Cristo. Ele deseja que lhe seja comunicada as virtudes de tal mistério. Os nove meses que Maria aguardou em seu ventre, até o nascimento de Jesus, nos recorda a perseverança de Maria, sua fé e confiança na Palavra do Anjo: “Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1, 32)
4. O nascimento de Jesus
“Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma misericórdia infinita, pelos merecimentos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos e por todos os merecimentos da Igreja de Jesus Cristo, creio firmemente que desde o presente momento e para sempre, pelo mérito infinito do nascimento de Jesus, vós destruís em mim a deformidade do meu nascimento e todas as suas humilhantes consequências, comunicando-me o mérito do mesmo nascimento de Jesus Cristo”.[5]
A oração sobre o nascimento de Jesus faz com que Pallotti deseje a santidade em que Jesus nasceu. Pallotti deseja que seja destruído nele o pecado de seu nascimento, em comparação com o nascimento de Cristo pobre na gruta de Belém. Sua humildade, a sua sabedoria infinita, o seu silêncio, a sua oração: “Nosso Senhor Jesus Cristo nascido criancinha, no retiro da gruta de Belém, apesar de ser a sabedoria infinita, contudo sujeitou-se, por nós, a condição dos bebês que não falam, enquanto por nós orava a seu eterno Pai.”[6]
5. Circuncisão de Jesus
“Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma vossa infinita misericórdia, pelos merecimentos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos e pelos merecimentos de toda a Igreja de Jesus Cristo, creio firmemente que desde o presente momento e para sempre, pelo mérito infinito da circuncisão de Jesus Cristo, vós destruís em mim toda a indignidade contraída por mim por não ter aproveitado a graça do santo batismo e me comunicais o mérito da mesma circuncisão de Jesus Cristo.” [7]
“Quando se
completaram os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe dado o nome de
Jesus, conforme o chamou o anjo antes de ser concebido.” (Lc 2, 21)
Comparando a circuncisão de
Jesus com o seu batismo, Pallotti continua afirmando que Cristo destrói nele a
indignidade que adquiriu, por não ter aproveitado a graça do batismo.
6. Fuga para o Egito e retorno a Nazaré
“Meu Deus, minha misericórdia infinita, por vossa mesma misericórdia, pelos merecimentos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos e por todos os merecimentos de toda a Igreja de Jesus Cristo, creio firmemente que desde o presente momento e para sempre, pelo infinito mérito da infância de Jesus Cristo, de sua fuga para o Egito e da estadia lá e por sua volta a Nazaré, vós destruís em mim toda a deformidade da minha infância, todas as inclinações para a terra, todas as consequências de miséria e deformidade da mesma infância minha, e me comunicais o merecimento de infância de Jesus Cristo, de sua fuga para o Egito e do retorno a Nazaré.”[8]
Meditando o momento da fuga da sagrada família para o Egito, e o retorno a Nazaré, Pallotti deseja a destruição nele de todos os defeitos e inclinações terrenas de sua infância.
“Nosso Senhor Jesus Cristo
perseguido por Herodes, sujeitou-se aos sofrimentos da fuga para o Egito e do
exílio naquele país. Por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, devemos sofrer
sempre, com amor e com santa alegria, qualquer sofrimento sobrevindo em
conseqüência de qualquer perseguição, em qualquer tempo e situação.”[9]
[1] Propósitos e Aspirações p. 115 nº. 367
[2] FALLER, Pe. Angsgar SAC. Regras Fundamentais da
Sociedade do Apostolado Católico p.48 nº. 2. Santa Maria 1991
[3] Propósitos e Aspirações p. 115 nº. 368
[4] Propósitos e Aspirações p.116 nº. 369
[5] Propósitos e Aspirações p. 116 nº.370
[6] FALLER, Pe. Angsgar SAC. Regras Fundamentais da
Sociedade do Apostolado Católico p. 49 nº. 9. Santa Maria 1991
[7] Propósitos e Aspirações p.
116 nº. 371
[8] Propósitos e Aspirações p. 116-117
nº. 372
[9] FALLER, Pe. Angsgar SAC. Regras Fundamentais da
Sociedade do Apostolado Católico p. 51 nº. 14. Santa Maria 1991
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
DA REGRA FUNDAMENTAL DE SÃO VICENTE PALLOTTI
A imitação de Jesus Cristo - PARTE I
São Vicente Pallotti, na sua Regra Fundamental, pede a todos os membros da União do Apostolado Católico, que imitem a Cristo em todos os momentos da vida.
Observando a oração de nosso
fundador, é conveniente que sigamos os passos apresentados por ele, para que rezemos e meditemos como ele
rezou e meditou, para que assim nos configuremos a Cristo e à sua vida Santíssima.
Sob a Luz da oração de Pallotti, nós desejamos rezar sobre a vida de Cristo desde sua concepção, no ventre Santíssimo de Maria, até a conclusão de seu ministério apostólico, com a manifestação do Espírito Santo, em Pentecostes, no cenáculo.
Meditação de São Vicente
sobre a Vida de Jesus Cristo
“A regra fundamental da
nossa mínima congregação é a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, para
imitá-lo com humildade e confiança, com toda a possível perfeição, em toda
atividade da vida oculta e do público ministério evangélico, para a maior
glória de Deus, nosso Pai celeste, e para a maior santificação de nossa alma e
dos nossos próximos. Por isso, quem quer que entre para essa congregação, deve
ser trazido pelo perfeito amor de Deus e do próximo, para assegurar também a
eterna salvação da própria alma.”[1]
[1] FALLER, Pe. Angsgar SAC. Regras Fundamentais da
Sociedade do Apostolado Católico p.48 nº. 1. Santa Maria 1991. Primeiro ponto
da Regra Fundamental com 33 pontos, simbolizando a idade de Cristo, deixada por
Pallotti aos membros da SAC. O grifo é nosso.
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