quinta-feira, 21 de julho de 2011

Encontro de formadores palotinos

Os formadores Sul-americanos estiveram reunidos para seu encontro anual de partilha e estudos sobre a formação, em Palotina - Pr, dias 18 a 22 de julho de 2011. Participaram quinze padres e um diácono, das diversas províncias da América do Sul.
Pe. Adalto Chitolina, SCJ, psicólogo do IATES - Curitiba, ministrou um curso de três dias sobre a formação humana nos seminários.




sábado, 16 de julho de 2011

As figuras de Dom Júlio Endi Akamine, SAC



Com o passar do tempo, a gente percebe que não aprende muitas coisas novas. Mas, é possível aprender coisas velhas. Algumas são milenares. Eu soube, recentemente, que o japonês raciocina por imagens. Isso lhe confere uma maneira muito própria de encarar a vida.

Dom Julio é prova disso. Ele pensa por imagem e sua mãe pensa por imagem. Não fosse assim, o novo bispo, ao fazer seu agradecimento no final da celebração de ordenação, não teria citado, dentre os inúmeros conselhos que sua mãe lhe deu, a imagem da árvore, que se mantém nítida em nossa mente: “Filho, não se esqueça! Quanto mais você sobe numa árvore, mais fino fica o galho e mais forte fica o vento”. Também, ao fazer a primeira pregação na apresentação em sua Região Episcopal Lapa, usou a imagem da atual competição de futebol dizendo: “a primeira pregação do bispo tem de ser como a final da Copa América entre Brasil e Argentina... tem de se jogar tudo”.

A belíssima liturgia de ordenação, com suas inúmeras imagens culturais, não escondeu o mais importante, o senso do sagrado. Por sinal, tudo o que foi oferecido favoreceu o essencial do sacramento. Como cantamos no ofertório: “de todos esses bens, escolhemos o pão, escolhemos o vinho, para o sacrifício”.

Em nome de nossa Comunidade Provincial, quero louvar a Deus agradecendo a confirmação de sua Palavra na Sociedade do Apostolado Católico: “A semente caiu em terra boa e deu fruto” (Sl.64/ 65). Dom Julio Endi Akamine, SAC é a confirmação de que a Família Palotina é terra boa, que a Paróquia Santa Marina é terra boa, que a Arquidiocese de São Paulo é terra boa.

Meu amigo e irmão, Julio “semente”, Julio “ponte”, Deus já havia lhe dado a virtude de unir e aproximar as pessoas. Esse seu testemunho foi marcante em nossa comunidade. Agora o será mais ainda para toda a Igreja. Com sua maneira própria de ser e sem se cansar de fazer o bem, viva seus melhores dias no serviço de seu Ministério Episcopal na Igreja de São Paulo.

São Paulo, 10 de julho de 2011.

 Pe. José Elias Fadul, SAC

sexta-feira, 15 de julho de 2011



Eu vos vejo em Deus, falo convosco em Deus, abraço-vos em Deus, saúdo-vos em Deus, amo-vos em Deus e em Deus me encontro sempre convosco e em todas as vossas obras. (São Vicente Pallotti)

(Charles de Foucould)
Pai, eu me abandono a ti. Faça de mim aquilo que queres.

Qualquer coisa que tu faças de mim eu Te agradeço.

Estou pronto a tudo; aceito tudo.

Que se cumpra a tua vontade em mim e em todas as criaturas.

Não desejo outra coisa, meu Deus.

Coloco a minha vida nas tuas mãos.

Dou-a a Ti, meu Deus, com todo o amor do meu coração, porque te amo.

Por que é uma necessidade do amor dar-me e abandonar-me nas tuas mãos

com infinita confiança... porque tu és Pai.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Comunidade Palotina acolhe D. Júlio



A Paróquia São João Batista, Vila Carrão, acolheu os participantes da ordenação Episcopal de D. Júlio. Foi uma festa familiar e com muita descontração. A alegria de todos manifestava a satisfação de termos dado mais um Bispo para a Igreja. Parabéns, D. Júlio, que Deus o proteja e o ilumine sempre.

                                                                                                                


domingo, 10 de julho de 2011

D. Júlio Endi Akamine, SAC


Brasão Episcopal de D. Júlio Akamine

Os adornos externos ao escudo são: o capelo verde (chapéu prelatício) com dois cordões de cada lado do escudo e, na ponta de cada um dos cordões, seis borlas. Cada grau hierárquico é identificado por particularidades artísticas: no caso dos bispos, o chapéu, os cordões e as borlas são todos de cor verde; também a quantidade de borlas e suas posições são próprias dos bispos.

1. O Pinheiro sobreposto ao Círculo vermelho e o Fundo prata (branco)
É sabido que o Pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) cresce em meio à floresta densa, sobressai sobre a vegetação e estende seus galhos e sua sombra sobre outras árvores. Como o pinheiro não nega a sua sombra, seus frutos e a sua proteção às outras plantas e animais da mata, assim o ministério episcopal deve ser marcado pela dedicação e pelo desvelo do próximo. O conjunto forma­do pelo Fundo branco (prata) e pelo Círculo vermelho faz alusão ao Japão, terra de origem dos avós de D. Julio. No Japão, eles tinham lido num panfleto: "No Brasil, há uma árvore com frutos de ouro. Basta estender a mão para colhê-los!".
Aqui, eles não encontraram a riqueza prometida. Encontram, porém, outra árvo­re: a árvore da cruz e da vida.  

2. A lamparina acesa e a Bíblia aberta
São simbolos do estudo e do ensino: a lamparina é símbolo da ciência o de quem busca o saber; o a Bíblia aberta, na heráldica, significa erudição e ensino. Os símbolos indicam que há uma sagrada circularidade entre o que o Bispo é com os cristãos e o encargo que ele tem frente a eles. "Cada Bispo deve poder repetir como Santo Agostinho: 'Se se considerar o lugar que ocupamos, somos mestres; mas, pensando no único Mestre, somos condiscípulos vossos na rnes­ma escola' ( ... ). Aquilo que ouviu e recebeu do coração da Igreja, cada Bispo devolve-o aos seus irmãos, quem deve cuidar como o Bom Pastor" (Pastores Gregis, 28; 29).  
3. Cruz do Infinito em fundo azul
A cor azul significa a justiça e o zelo. A Cruz do Infinito, em vermelho (sangue de Cristo) e realçado pelo dourado (nobreza), é formada por dois símbolos matemá­ticos do infinito (Infinito em posição vertical). Esse símbolo foi muito usado por S. Vicente Pallottl em suas anotações espirituais para exprimir os dois polos de seu mundo espiritual: Deus Amor Infinito e o seu anelo insaciável de glorificar Deus. Essês dois polos estão separados ontologicamente e, ao mesmo tempo, unidos pela Misericórdia de Deus. O símbolo do infinito em posição vertical indica tanto o movimento descendente da graça de Deus e quanto o ascendente da glorificação dos cristãos.
Listel e Lema

O listel contém o lema episcopal: Bonum facientes infatigabiles (não vos canseis de fazer o bem - GI 6,9). Para Deus, nenhuma iniciativa de bem, nenhum ato de bondade e de solidariedade é em vão. O Pai vê e reconhece o bem que realiza­mos por causa de Cristo e em seu nome. O bem que fazemos, mesmo que não seja reconhecido pelos outros, está destinado à glorificação da ressurreição. Crer na ressurreição da carne significa crer que não só daremos, no Pai, o nosso último respiro, mas que nEle encontraremos toda a nossa história glorificada e transfigurada na história de Cristo.

Ordenação Episcopal de D. Júlio Endi Akamine, SAC


D. Júlio Endi Akamine, SAC, foi ordenado Bispo Auxiliar da diocese de São Paulo. A Província São Paulo Apóstolo agradece ao novo bispo pelos trabalhos realizados junto aos palotinos e roga a Deus para que o ilumine neste novo ministério apostólico. Este video foi tirado de:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quarenta anos da Juventude Palotina do Brasil

A Juventude palotina do Brasil completou 40 anos de presença na Igreja Católica. A festa comemorativa ocorreu na cidade de Cambé - Pr, na Paróquia Santo Antônio, nos dias 24 e 25 de junho de 2011. Houve uma grande participação de jovens das diversas partes do Brasil. Contamos também com a presença de muitos daqueles que foram os pioneiros neste trabalho evangelizador, entre eles estavam também o Ministro da Integração Nacional, Gilberto Carvalho. Ele foi um dos primeiros a participar da Juventude Palotina. A todos, a nossa saudação e gratidão por este belo trabalho que resistiu a tantas adversidades. Que Deus os abençoe.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

A vida no novidiado

Este vídeo apresenta aspectos da vida do noviciado Sulamericano palotino, em Cornélio Procópio - Pr.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A arte de ser feliz

Pe. Valdeci de Almeida participou da sétima Semana da Saúde, promovido pela direção da Santa Casa de Misericórdia de Cornélio Procópio - Pr. Ele falou sobre formação do ser humano: personalidade e caráter, com o sugestivo título: "A arte de ser feliz". Segue um resumo do que foi dito e também, no vídeo, flash da palestra.


Viver é uma aventura, saber viver: uma arte. O ser humano, devido a tantas atividades e por não saber trabalhar com suas emoções, “acaba se atropelando na escola da vida”. Por isso, muitas pessoas vivem estressadas e tantas outras desequilibradas emocionalmente por desconhecerem a arte de ser feliz, pois a felicidade é um trabalho interior, e deve ser diário. Ser feliz é o desejo de todos, mas, ser de fato, nem sempre é uma tarefa fácil devido a tantos condicionamentos pelos quais passam o ser humano ao longo de sua vida, e tudo isso traz consequências para a formação do seu caráter. A melhor maneira para encontrar a harmonia do espírito, é estar atento às próprias movimentações interiores, identificar qual é a maior dificuldade em sua vida e como a gerencia em momentos de tensão e conflito. Neste processo, criar um ambiente de amizade e companheirismo, no trabalho, ajuda no autoconhecimento e assim possibilita encontrar a melhor saída para dirimir os conflitos desnecessários, ajuda a tornar o ambiente mais saudável e gostoso de ser vivido. Sendo assim, fomentar o espírito de equipe pode ser a saída para um trabalho mais profissional e humanizado, onde cada um vai respeitar o espaço do outro e ajudá-lo a também conquistar sua felicidade. Que tal criar um ambiente saudável, onde cada um se preocupa com o bem estar do outro, para assim todos serem recompensados? Eis a arte de ser feliz!


terça-feira, 10 de maio de 2011

Celebração com a família Pallotti

Consanguíneos e consagrados: herdeiros da mesma riqueza espiritual

A família palotina, no dia 8 de maio, esteve reunida juntamente com os membros da família consanguínea de São Vicente Pallotti, no pequeno povoado de San Giorgio, pertencente a cidade de Cascia, na Província de Perugia, região da Umbria (coração da Itália).
Membros da família consanguínea e da família religiosa palotina (padres, irmãs romanas e missionárias) nos reunimos em torno de um único objetivo: louvar e agradecer a Deus por ter concedido à Santa Igreja o grande Sacerdote Vicente Pallotti, modelo de santidade, exemplo e testemunho de amor a Deus e ao próximo.
Seus 69 habitantes (grande parte da família Pallotti) se organizaram para celebrar a memória de seu mais importante personagem que, embora não tenha nascido em S. Giorgio, é considerado seu ilustre cidadão.
A recordação da presença de São Vicente Pallotti, neste pequeno vilarejo, é percebida principalmente na Igreja, que ainda hoje preserva, com zelo, os paramentos usados por São Vicente durante sua permanência em S. Giorgio, em decorrência da visita realizada à seus familiares de 8 a 23 de setembro de 1819.
Durante todo o dia, seguimos uma programação festiva, caracterizada pelos momentos litúrgicos, celebrativos e convivência fraterna.
S. Giorgio de Cascia representa para nós, palotinos, o lugar de início de um grande projeto de Deus para toda a Igreja; foi realmente uma oportunidade para reavivar e atualizar a memória histórica dos estudos referentes à genealogia de Pallotti; uma verdadeira e grande festa que uniu membros da mesma família, a partir dos vínculos de fé e não somente consanguinidade ou afinidade.
Agradeço a Deus Uno e Trino pela oportunidade de, juntamente com os membros do Curso anual para formadores palotinos, participar deste momento grandioso, que faz parte da tradição da família Pallotti e da vida da pequena comunidade de San Giorgio di Cascia. Posso afirmar que São Vicente Pallotti, mais uma vez, derramou suas bênçãos sobre a “grande família palotina”.



Pe. Elmar Neri Rubira, SAC
Via Giuseppe Ferrari, Roma - Itália
(Ao Pe. Elmar, nossos agradecimentos pela contribuição com o Blog: Com Deus, tudo posso. Desejamos lhe muito sucesso em seus estudos em Roma. Deus o abençoe e o ilumine nesta missão de formador e de evangelizador).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pe. Júlio Endi Akamine, SAC - Bispo Auxiliar de São Paulo

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre Bento XVI, acolhendo a solicitação do Eminentíssimo Cardeal Odilo Pedro Scherer, de poder contar com a colaboração de mais um Bispo Auxiliar, nomeou Bispo Titular de “Tamaguta” e Auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, o Reverendo Padre Julio Endi Akamine, SAC (Sociedade do Apostolado Católico), atualmente Provincial em São Paulo. A notícia será publicada no Jornal “L´Osservatore Romano” do dia 04 de maio de 2011, quarta-feira, às 12h de Roma.”
Pe. Júlio é o primeiro bispo nipo-brasileiro. A ele a nossa gratidão pela amizade e pelos trabalhos realizados à nossa província. Parabéns padre Júlio e que o Espírito Santo oi ilumine.

Sua ordenação episcopal será realizada na Catedral Metropolitana de São Paulo (Sé) no dia 9 de julho, às 15h.

domingo, 1 de maio de 2011

A bênção, João de Deus

,No dia da Beatificação do Papa João Paulo II, gostaria de pedir a Deus a graça de ser fiel como ele foi, até fim. Como sucessor de Pedro e representante de Cristo, na terra, não mediu esforços para levar a Boa-Notícia do Evangelho a todos os povos e nações. Procurou seguir os passos de Cristo. Como Ele, passou fazendo o bem, como também procurou aliviar o sofrimento de tantas pessoas que estavam distante da verdade, do amor e da salvação. Beato João Paulo II, reze a Deus por nós. Amém.


Pe. Valdeci teve a graça de poder visitá-lo, na sua casa de verão, em Catelgandolfo, 25 km de Roma. Foi um encontro inesquecível, por isso agradeço a Deus por ter conhecido e tocado em um santo. Isto aconteceu no dia 9 de setembro de 2002.

domingo, 24 de abril de 2011

Notícias de Roma: Pe. Elmar Neri Rubira, SAC


Santuário de Nossa Senhora de Lourdes
Muitos lugares sagrados se tornaram “centros turísticos” e a questão da “fé” tornou-se um elemento secundário. Facilmente encontramos diversos tipos de visitantes em nossos templos sagrados: turistas, observadores, curiosos, estudiosos e verdadeiros peregrinos. A popularidade e a grande massa marcam determinadas datas religiosas e civis, que favorecem a expansão cultural, mas muitas vezes prejudicam a dimensão transcendental. Para quem se propõe a visitar um lugar de culto cristão, o mínimo que se possa esperar é uma atitude de respeito.

Minha experiência no Santuário de Lourdes faz parte do grupo de peregrinos, desejosos em aprofundar a experiência de fé, nascida no seio da Santa Igreja para com a Santa mãe de Deus. O santuário de Lourdes se apresenta como um lugar Sagrado, onde o profano parece não exercer influência. Ao entrar no grande espaço que compõe o complexo do Santuário da Madonna de Lourdes, é possível sentir um clima de recolhimento, de silêncio e oração. Não se trata de uma imposição externa, mas de algo que irradia do próprio ambiente sacro.
Poder visitar este santuário mariano é participar no mistério Dogmático “Imaculada conceição de Nossa Senhora” reconhecido pela Santa Igreja.
Após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição pelo Beato Pio IX em 1854, Nossa Senhora o confirma com as aparições a Jovem Bernadette Soubirous.

Na pequena cidade de Lourdes, na França, na simples Gruta de Massabielle, a Virgem Maria apareceu a Bernadette por 18 vezes, entre 11 de fevereiro a 16 de junho de 1858.
Atualmente, a gruta mantém-se como no período das aparições, mas as manifestações de fé são sempre maiores e profundas. O santuário de Lourdes se destaca, mundialmente, pela presença grandiosa de peregrinos doentes, que se dirigem à este lugar sagrado, buscando conforto espiritual e alivio aos sofrimentos corporais. Da gruta brota uma fonte de água, como também um crescente número de fiéis que buscam a cura física e espiritual.
Visitando este Lugar Sagrado, repetimos o gesto de milhares de cristãos que, durante mais de um século, não cessam de visitar a gruta de Massabielle para escutar a mensagem de conversão e esperança.
A partir de 1858, sessenta e seis curas foram declaradas milagrosas, e muitos outros relatos de curas são estudados e analisados pela Santa Igreja.
As aparições foram reconhecidas como autênticas pelo Bispo de Tarbes, Monsenhor Laurence, em 1862.


Pe. Elmar Neri Rubira, SAC
Via Giuseppe Ferrari – Roma - Itália

sábado, 16 de abril de 2011

Início da Semana Santa

Os cristãos iniciam a Semana Santa celebrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
Os Ramos verdes, que hoje carregamos, recordam a saudação de acolhida do Povo a Jesus, ao entrar em Jerusalém. Nós também queremos saudar a vida que ele trouxe e a misericórdia que encontramos em seu bondoso coração. 
O Evangelho convida a contemplar a PAIXÃO e MORTE de Jesus, segundo São Mateus. (Mt 26,14-27,66)
O texto introduz no clima espiritual da Semana Santa.
Não é apenas o relato dos fatos, mas o anúncio de um mundo novo de justiça, de paz e de amor: Jesus passou pelos caminhos da Palestina "fazendo o bem" e anunciando um mundo novo de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola


Não se trata de um livro de meditações, também não é um tratado de teologia. Trata-se de uma obra de estilo esquemático que contém uma visão teológica da vida a serviço da prática pastoral. Ele tem como finalidade conduzir a pessoa a uma reestruturação interior, provocando uma conversão a Deus para melhor servir a Igreja. Neste livro Inácio ensina a como conduzir e como fazer um retiro. Ele ensina a pessoa a neutralizar as “afeições desordenadas”, a vencer a si mesmo e a por ordem no amor, para que sejamos capazes de reconhecer a vontade de Deus em nossas vidas.

O livro harmoniza ascese e graça divina, ação e contemplação. O livro brota da experiência espiritual do próprio Inácio. Os Exercícios Espirituais formam a base de toda a espiritualidade da companhia de Jesus e de muitas comunidades religiosas masculinas e femininas, como também de associações de leigos.

O Esquema dos Exercícios Espirituais

O objetivo dos E.E. consiste em adquirir uma consciência clara e profunda do amor de Deus para comigo, a partir da fé. Cada exercitante deve estar atento ao apelo pessoal que Deus lhe faz. Cada um deve procurar em plena liberdade de Espírito responder ao chamado de Deus. Os E.E. orientam a pessoa na busca da própria perfeição, para o maior serviço a Deus e a Igreja. Os E.E. nos ajudam a ordenar nossos afetos, a fim de fazer um bom discernimento. Na verdade os E.E. querem nos conduzir a uma progressiva e contínua transfiguração em Cristo, ou seja deixar que Cristo transforme nossa vida. No final dos E.E., cada exercitante deverá ter a capacidade de ver, escolher e fazer o que Deus lhe pede.

Primeira Semana:

O objetivo da primeira semana dos E.E. é a de conseguir a graça de uma intensa dor e lágrimas por causa de meus pecados, sempre conscientes de que Deus me ama apesar de tudo. Ele me ama tal como eu sou e tudo perdoa através da morte de seu Filho Jesus Cristo na Cruz. Sendo assim adquiro uma idéia mais justa e clara da minha radical incapacidade de seguir o chamado divino, exceto em Jesus Cristo e por meio dele.

Desarmado e indefeso, estou aberto diante da gratuidade do amor de Deus. Um tema de grande importância dentro da Primeira semana é o reino de Cristo. Aqui eu descubro que sou chamado por Jesus Cristo a trabalhar com ele na realização da missão recebida do Pai de salvar todas as pessoas. Deus me dirige um chamado pessoal, Jesus Cristo, na Igreja.