sábado, 2 de abril de 2011

4- Reflexão quaresmal



O SENTIDO DO PECADO



Para descobrir o sentido do pecado é preciso descobrir o sentido de Deus. Em Lc 5,8, encontramos: “Afasta-te de mim porque sou um pecador. O publicano não levantava o olho para o céu (Lc 18,13). O fariseu, ao contrário, fica de pé diante de Deus, pois pensa que pode estabelecer o confronto sem problemas, como igual para igual, como se Deus fosse somente um amigo. Com essa pretensão, dentro deste projeto sentimental de intimidade, é difícil até certo ponto descobrir-se alguém pecador. “Hoje devo ficar em sua casa” (Lc 19,6). Mas antes disso foi importante para Zaqueu ter feito a experiência da impotência, de sentir a ausência de Deus para depois aceitar a sua inefabilidade. Sem passar pelo deserto da transcendência, não se pode depois desfrutar da revelação. Aceitar o amor de Deus, é a condição indispensável para fazer nascer em si uma consciência de pecado e perceber a dor de ter ofendido essa divina vontade. O fariseu na parábola não suplica a Deus, nem tem necessidade de ouvi-lo, já eliminou as distâncias com suas palavras e se ilude de ter uma linha direta com o altíssimo. Como fala só consigo mesmo, encontra-se só com os seus méritos e suas pretensões. Agradecer a Deus porque é sem vícios, não porque sinta amado por Deus. Não descobre nenhum projeto divino sobre si, basta-lhe saber que é melhor que os outros. O seu monólogo é um palavreado vazio, exibicionismo enganoso de um EU que não tem outro deus além de si mesmo e que, portanto, paradoxalmente, não poderá jamais pecar nem sentir dor alguma. Diante da luz, descobrimos que somos trevas. Diante do amor nos sentimos egoístas, apesar dos nossos jejuns e de nossas observâncias. “Tende piedade de mim pecador” (Lc 18,13). É uma oração espontânea, simples e essencial, como de alguém que se encontra em extrema necessidade. É algo verdadeiro e coerente, parque nasce de uma experiência profunda do próprio pecado e da própria incapacidade de livrar-se dele. Somente quem conhece e sofre seu pecado diante de Deus pode descobrir sua bondade e esperar seu perdão. A reconciliação com Deus passa necessariamente pela contemplação da cruz: somente esta é que pode me dar, ao mesmo tempo, a plena certeza de estar plenamente perdoado e também de ter custado muito por ter rompido um vínculo que somente o sacrifício do Filho poderia se constituir. A cruz é a medida do amor do Pai e do meu pecado. A reconciliação com Deus é encontro com aquele amor e consciência daquele pecado. Não pode haver reconciliação sem a experiência da cruz. A cruz de Cristo purifica a nossa imagem de Deus, destrói os nossos ídolos, nos impede de projetar em Deus os nossos sonhos frustrados de onipotência, de glória e de domínio. O Deus da cruz é mais escândalo do que fascínio (1Cor 1,23). Quem não sofre a dor do próprio erro e não está reconciliado com o Deus da cruz, muito dificilmente será uma pessoa misericordiosa. Perdoar é depor as armas das nossas extorsões psicológicas, é renunciar fazer justiça em causa própria. O perdão exige grande liberdade interior. Ao perdoar-nos, Deus cria em nós um coração novo, feito de acordo com o seu, capaz de perdoar à sua maneira. Poder perdoar é dom de Deus; é, sobretudo, quem perdoa que vive a experiência de ser amado pelo Pai. Dar perdão não significa por o outro de joelhos para que reconheça as suas injustiças, nem mesmo obrigá-lo a reconhecer sua falta fazendo-o avaliar a sua culpa. O verdadeiro perdão é sincero, mostra uma vontade real de acolhida e comunhão. Confessar a Deus o próprio erro quer dizer experimentar a abundância de seu perdão e sentir-se reconciliado com o Deus da cruz, fraco e amoroso. O pecado é a decisão de construir a própria vida segundo o sonho de uma autonomia suficiente e surda (Sl 95,7-11; Hb 3,7-4,11). Pedro toma consciência do seu pecado (Lc 5,8). Isaías sente que seus lábios são impuros (Is 6,5) O pecado, portanto, não está nas coisas exteriores, nem dentro da própria natureza humana, mas na decisão que frustra o plano harmonioso de Deus. O pecado modifica o nó de relações que é a própria vida do homem. O homem criado para ir à procura de Deus, agora, se sente transformado na criatura procurada por Deus. Seus semelhantes, neste caso a mulher, se transformam em inimigos seus. Sem dúvida, o pecado do homem não significa a última palavra. Deus está decidido manter o homem em seu projeto de vida e esperança (Gen 3,15). Todo pecado é uma idolatria, uma substituição: as coisas de Deus no lugar do Deus das coisas. Todo pecado é uma ingratidão, um abandono do Deus apaixonado pelo povo; um adultério diante do Senhor que desposou seu povo (Os 1, 2; Jer 2, 2; Ez 16 e 23). Paulo conclui dizendo que a lei do Espírito é que dá a vida. Em Cristo Jesus nos libertou do pecado e da morte (Rom 8,2). É na consciência de cada um que Deus se revela, e como diz a Gaudium et Spes 16 “A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz”.

quarta-feira, 23 de março de 2011

3. Reflexão quaresmal

Deus, Misericórdia Infinita.

A palavra “misericórdia” está entre as que mais frequentemente aparecem nos escritos de São Vicente Pallotti. Ele, desde o início, pensou a União do Apostolado Católico (UAC) como uma instituição para realizar obras de misericórdia. Para os que, de alguma forma, querem fazer parte da Família Palotina, é indispensável penetrar, o mais possível, nas riquezas da “misericórdia”.

A palavra ‘misericórdia’
As palavras em Hebraico e em Grego indicam aquilo que, nas línguas modernas, se traduzem por amor, ternura, compaixão, caridade, piedade, benevolência, bondade, algumas vezes até por graça.

No entanto, o significado bíblico dessa palavra é claro: representa ternura de Deus para com a miséria humana e também atitude que devemos ter para com o nosso semelhante, à imitação do nosso Criador. Não compreender a profundidade dessa palavra comporta um duplo risco em relação a Deus e ao próximo.
- conceber Deus mais como juiz do que Pai misericordioso pode nos levar ao desespero em vista dos nossos pecados.
- faltar com uma autêntica solidariedade para com os nossos semelhantes pode fazer com que nos aproximemos deles de forma errada, ou nos condenemos ao isolamento.

Misericórdia de Deus
Pallotti, consciente de seu “nada e pecado”, se entrega à misericórdia divina, feliz pelo perdão, pela gratuidade, pela predileção imerecida. Daí que quase todas as suas orações iniciam invocando “Deus, minha misericórdia infinita” e freqüentemente se define a si mesmo “prodígio de misericórdia”, e “milagre, troféu, abismo ... da sua misericórdia” (OOCC X, 356-357).

E realmente São Vicente pode chamar a Deus de “minha misericórdia”, porque vive de maneira concreta e pessoal a misericórdia de Deus, chegando a exclamar: “Meu Jesus, meu juiz, morto para não me condenar à morte!” (OOCC X, 668)

Esse equilíbrio entre a consciência dos próprios limites e a certeza da ilimitada misericórdia de Deus, permitiu a Pallotti sentir serenamente, sem complexo de culpa e sem ilusão de perfeição, a consciência dos próprios pecados, “destruídos” aos poucos pela misericórdia de Deus no sacramento da reconciliação, a que recorria com freqüência e com muito fervor.
De resto, compreender a misericórdia de Deus significa entrar numa atitude de humildade autêntica e de verdadeira contrição (Sl 50) e, ao mesmo tempo, na confiança e gratidão para com Deus, Pai e Senhor de misericórdia (Sb 9, 1).

Misericórdia dos homens
Se Deus em sua misericórdia se “inclina” sobre o pobre e Jesus quis experimentar a mesma pobreza dos que vinha salvar (Hb 2, 17) - nós somos chamados a manifestar os sentimentos de “solidariedade” para com aqueles que, além de partilhar conosco a mesma limitação da condição humana, se encontra em situação menos favorecida. Ter misericórdia significa ter o coração de Deus, permitir-lhe pulsar nesta humanidade sofredora. Mas ... como concretizar a misericórdia?

O caminho pessoal e comunitário de fé nos dá uma visão do problemas individuais e coletivos da realidade em que vivemos: não existem receitas prontas, mas, como se diz, o amor é um bom conselheiro!

Vejamos alguns exemplos:
da Bíblia: o ser humano consciente de ser objeto da misericórdia de Deus é chamado a perdoar (cfr Lc 6,36), a parar diante das necessidades do próximo (Lc 10,29-37), a amar sem medidas (Lc 6, 27-35).

do Concílio Vaticano II: “enquanto todo o exercício do apostolado deve buscar sua origem e força na caridade, algumas obras são por sua natureza aptas a converter-se em expressão viva da mesma caridade, obras essas que o Cristo Senhor quis fossem sinais de uma Missão messiânica ... por isso a misericórdia para com os pobres e doentes e as assim chamadas obras de caridade e de auxílio mútuo, para aliviar as anímodas necessidades humanas, são tidas pela Igreja em estima particular”(AA 8). O parágrafo prossegue explicando quem é o próximo no mundo de hoje e dita regras preciosas sobre o modo de realizar a caridade sem hipocrisia, sobre a atitude cristã - humilde que não humilha - de que falávamos no início. É uma página do Concílio digna de ser meditada por todos, especialmente por aqueles que procuram viver a espiritualidade palotina.


A nossa ... misericórdia
Considerando a experiência que hoje temos da União do Apostolado Católico, sentimos um grande estímulo, pois os membros da Família Palotina estão em todo o mundo trabalhando nos mais variados campos a favor dos irmãos mais necessitados: nas missões, nas prisões, junto aos marginalizados, doentes, drogados em defesa da vida, etc. É tarefa da União envolver sempre mais a comunidade nesse trabalho, e estar sempre pronta a reconhecer necessidades novas ou negligenciadas. De resto, o hino a caridade dos I Coríntios, tão caro a São Vicente, é, em certo sentido o distintivo da nossa união e muito sugestivo!

Examinando a vida de Pallotti, notamos que, enquanto seus escritos falam apenas do bem que não conseguia fazer, os biógrafos nos escrevem as suas jornadas incrivelmente cheias de obras de misericórdia; obras concretas com as quais atingia a todos aqueles que sabia necessitados de conforto moral e espiritual e de assistência material, nas casas, pelas estradas, nas prisões, nos hospitais ou nas igrejas, e em particular no confessionário; obras realizadas com sentimentos de profunda e sincera caridade.

Mas contemplar um modelo, neste caso S. Vicente Pallotti, significa inevitavelmente confrontar-nos com ele e questionar-nos. O exame de consciência, abaixo, será tanto mais profundo e detalhado quanto mais tivermos progredido no caminho de santidade. Aproximar-nos de Deus é de fato como aproximar-nos de um espelho: quanto mais diminui a distância, tanto mais aparecem os defeitos e as rugas!

Comecemos portanto por nos perguntar: como ocupamos os nossos dias, sobre os sentimentos que envolvem as nossas ações... E se a pressa, a ânsia ou o aborrecimento envolvem a nossa vida ou se por falta de autêntica caridade somos semelhante a “um bronze que soa ou como um símbalo que tine” (lCor 13,1), deixemo-nos estimular pelas palavras de Jesus, segundo as quais, se formos misericordiosos, seremos felizes e também obteremos misericórdia (Mt 5,7). Enfim, recordando que ser misericordioso é dom que se deve pedir a Deus, unamo-nos a S. Vicente Pallotti que meditava esse versículo do Evangelho na seguinte oração . Oração para obter misericórdia.

Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC.

domingo, 20 de março de 2011

2. Retiro quaresmal

O fascínio do pecado

“O pecado sussurra ao ímpio, lá no fundo do seu coração” (Sl 35,2). “Diante de meus olhos, tenho sempre o meu pecado” (Sl 50,5). “Dirigi meus passos segundo a vossa palavra, a fim de que jamais o pecado reine sobre mim” (Sl 118, 133).
A experiência mais trágica que o ser humano pode fazer é a do pecado, pois ele divide o coração humano e o conduz à morte (Rm 5, 12.14-15a-17.19). Um coração dividido é um coração inquieto, sem paz. Mas experimentando o pecado, podemos também experimentar a misericórdia infinita de Deus que não olha para o pecado cometido, mas para o pecador e o quer resgatá-lo (Ez 33,11). Esta experiência é bem maior que aquela de estar longe do amor de Deus.
Mas, a minha história de pecado é também a história da misericórdia de Deus por mim. Com o pecado, coloco-me em uma situação de bloqueio, sem um possível retorno da minha parte. Só Deus, infinita potência e perdão, pode reintroduzir-me na graça. Nem a minha conversão bastaria em si mesma: é o amor perdoante que me reintegra na relação de amor salvífico, na graça. O perdão e a reconciliação acontecem no abraço misericordioso de Deus, acolhido com alegria e confiança.
Na perspectiva da salvação, o fundamental é sempre a graça e o amor de Deus. O pecado e a culpa são vistos a partir dessa experiência de salvação gratuita oferecida pelo Deus Ágape. Na experiência cristã, o primeiro e mais fundamental não é a consideração do pecado e da culpa, mas a abertura para acolher o dom do amor misericordioso do Deus Ágape. (Alfonso Garcia Rubio. A caminho da maturidade na experiência de Deus. Paulinas, 2008, p. 203).
Através da graça de Deus, percebemos o significado destruidor e desumanizador do pecado, que conduz a uma situação de escravidão.
O prioritário é deixar que Deus seja Deus, de verdade, em nossa vida. Acolher o amor de Deus nunca deixa o ser humano passivo.
Pecado e graça são duas histórias paralelas que se cruzam e misturam, de forma maravilhosa, na história da humanidade e na vida de hoje. Onde foi grande o pecado, maior foi a graça, diz São Paulo (Rm 5,20). Pecado e perdão se apresentam como dois elementos evidentes de uma única história de amor, de uma história de dois corações: o coração de Deus e o nosso.
Tomando consciência do amor infinito de Deus por mim, posso reconhecer-me pecador, porque o meu pecado é uma história de amor, de amor faltado, de amor falsificado, ilusório, infiel, para com um amor fiel (1Cor 10,13). A cada pecado cometido por mim, Deus respondeu com amor que perdoa. A cada infidelidade minha, ele sempre reafirmou o seu amor fiel por mim. (Gl 2,20)
O pecado existe somente em relação a um relacionamento de amor. É um vazio de amor. O vazio não pode ser apagado, supresso, mas somente preenchido. Eis o que é o perdão, o ato que vem preencher este vazio de amor com o dom do amor. É verdade que o importante, o que vem primeiro não é o reconhecimento do pecado, mas o reconhecimento do amor misericordioso (Cr 16,34). Este conduz à conversão. Somente quando o filho pródigo se encontrou com o amor do pai, reconheceu-se pecador e converteu-se (trata-me como a um dos teus servos. Não sou mais digno de ser considerado teu filho – Lc 15,19). O amor precede a conversão, e não é a conversão que nos faz merecer o amor.
O pecado substancialmente, na sua raiz, é um vazio, um vazio de amor, não compreende a comunhão de amor gratuito, se isola, não recebe e não dá amor, eis o pecado, o vazio de amor (primeiro vem o vazio de amor, depois os atos maus, pecaminosos).
Para santo Agostinho, o pecado não acontece de repente e por acaso. Ele faz todo um percurso até chegar aos fatos (Mt 5,28). Os bens buscados pelos pecadores de nenhum modo são coisas más. O que os pecadores visam se lhes apresenta como um bem. Ninguém quer o mal pelo mal. Os bens buscados pelo pecador se apresentam como sendo fascinantes.
Num primeiro momento, eles se insinuam como sendo a conquista de algo que vale a pena. São coisas belas. É uma ilusão de felicidade, que obscurece o coração do pecador. Ele cede à ilusão de prazer e felicidade. (Mc 4,19)
O pecado não consiste em se deleitar com as obras de Deus, consiste, antes, em preferir ficar com a obra de arte, em vez de, através deles, chegar ao artista. Consiste em contentar-se com os vestígios, em vez de chegar ao criador (Pr 2,6-15). “Pareceu bem aos olhos e ao paladar”. Pura sensação externa.
Entretanto, uma vez separado de Deus, por uma opção livre, o ser humano tende a parar no caminho e a apegar-se a qualquer coisa. (Frei Moser. O pecado: do descrédito ao aprofundamento, 184).
O pior pecado consiste no fato de, ao afastar-se de Deus, o ser humano começa a imitá-lo, mas perversamente. A primeira tentação é a do orgulho, de ser como Deus (Gn 3,5). Pelo orgulho, o ser humano volta sobre si mesmo, em si mesmo se compraz. Negando Deus, desta forma vai tomar a si mesmo e a sua vontade como normas do seu agir. Eu sou assim mesmo. Deus me fez assim, por isso estou isento de culpa e o pecado faz parte da minha vida. Não tenho outra escolha senão pecar. O problema não foi criado por mim, pois estou cedendo apenas a uma inclinação mais forte que eu. Isso já está marcado em mim.
Com isto está aberto o caminho para o ser humano não apenas usurpar o lugar de Deus, mas, em consequência testa primeira usurpação, julga-se no direito de também usurpar os bens que Deus destinou a todos. P. 185
É através do reconhecimento das próprias limitações e do próprio pecado que se abre um caminho para a construção de um novo eu, apontando continuamente para um dever ser. A verdadeira consciência do pecado não olha tanto para trás, antes, sem renegar o passado, abre-se esplendorosamente para o futuro, confiante na misericórdia divina. E quanto ao sentimento patológico de culpabilidade leva a uma busca desesperada de autojustificação e a não aceitação da sua própria responsabilidade. P. 210
Essa desculpa não é nova. Adão também tentou livrar-se da culpa diante de Deus, dizendo: “A mulher que você colocou na minha vida deu-me de comer o fruto da árvore proibida” (Gn 3,12). A mulher também se desculpou: “A serpente me enganou” (Gn 3,13). Portanto, diante destas afirmações, ambos tentaram se eximir de qualquer responsabilidade diante de Deus, mas Deus não aceitou essa desculpa. Se o ser humano é livre para pecar, deve ser livre também para assumir as consequências do seu pecado: o afastamento do amor de Deus, e consequentemente, a morte. Deus é a fonte da vida, e sem ele a vida perde o seu sentido. O ser humano caminha em direção ao nada, por isso se anula, adoece. As portas se fecham e a pessoa acaba ficando apenas com a sua triste realidade. Afunda-se em um mar de lama e quando mais se agita, mais se afunda, porque não construiu sua vida sob uma base sólida. Este é o sentido da morte provocada pelo pecado.
O pecado é não querer progredir, não querer chegar ao âmago de si mesmo, onde o humano e o divino se encontram. Pecar é negar a origem do seu ser.
O pecado é um não a si mesmo, enquanto ser finito que só se realiza na medida em que mergulha no infinito. Todo pecado é ficar em si mesmo, num esquecimento de que nosso ser profundo é manifestação do invisível. P. 217
O pecado é programado, como se programa um computador. A pessoa sempre pode interromper o processo, mas, se não o fizer, o resultado será como que uma conclusão lógica. Seria surpreendente se não se concretizasse. Jesus dizia que o pecado nasce no coração humano. P. 228
Os justos e pecadores são colocados diante de uma opção nova e decisiva. Justos e pecadores deverão acolher a mensagem do reino e colocá-la em prática. O que deve ser pregado é a salvação e não o pecado. Esta foi a tônica dada por Jesus. (Mc 2, 17)
Zaqueu quando entra na sua casa tudo se ilumina, inclusive a consciência do pecado.
Em Pallotti, a experiência fundamental da sua vida é que Deus é misericórdia infinita. Quanto mais luz tem, mais claras ficam as coisas. Pallotti, iluminado pela graça de Deus, descobriu o seu nada e pecado. Por isso sempre pedia que a vida de Cristo fosse a sua vida.
(Ratio 140 – Kenose de Pallotti)
Acontece nele um autoesvaziamento para que sua vida vá se transformando em Cristo. Na medida em que me esvazio de tudo aquilo que me atrapalha para um autêntico relacionamento com Cristo, vou-me transformando nele. Do nada ao tudo.
Sem o reconhecimento do pecado, não há caminho de conversão. Pallotti sempre complementa que a misericórdia de Deus é tudo. Ele é pecador, mas amado e perdoado por Deus. Eu sou puro pecado, mas a graça de Deus é maior que meu limite.
O pecado é consequência do vazio de amor. É a falta da presença e de sentir-se amado por Deus. Misericórdia significa ter um coração pobre. Só pode ter misericórdia quem experimenta a misericórdia. A maneira mais autêntica do amor humano é a compaixão. Em Lucas 15,11-32, encontramos a dinâmica da misericórdia divina. O pai não olha o mal praticado pelo filho, mas se alegra porque ele estava morto e agora passou a viver, estava perdido e foi reencontrado. Para Deus basta isto, que voltemos pressurosos para o aconchego da casa, onde reina o amor.

Rm 5,8.20

quarta-feira, 9 de março de 2011

1. Reflexão para o tempo da quaresma



O amor não conhece defeito


“Meu Deus, vós sois o meu refúgio e proteção” (Sl 61,8; 17,3).
A Bíblia está repleta de textos que confirmam a grandeza e a bondade misericordiosa de Deus. O autor sagrado não se cansa de sempre repetir a mesma coisa:
Deus é grande, cheio de bondade e de misericórdia, se compadece do pobre e do pecador. Ele sofre com aqueles que sofrem e não descansa enquanto não reconquistar o filho que dele se afastou. (Dt 5,9-10; 7,9; Ex 20,6)

Infelizmente, nós ficamos fascinados por pouca coisa. Por qualquer coisa nos emocionamos e, muitas vezes, supervalorizamos algo que é simplesmente transitório e esquecemos aquilo que pode ser a fonte e a razão de nossa existência. O pior de tudo, mesmo sabendo que não encontraremos a verdadeira felicidade, não somos capazes de dizer não, definitivamente, aos nossos sentimentos. Assim é o ser humano, marcado pelo pecado. O pecado é como uma nódoa que não tem detergente que poça limpar, somente a graça de Deus pode modificar o nosso modo de pensar e de agir. Fora isso, não existe solução para nossos desejos e imperfeições.

Apesar dos nossos limites, Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, encontrou uma saída para que voltássemos novamente à verdadeira amizade com Ele. A sua proposta nos enche de alegria e nos leva a tomar um novo rumo na vida, pois, com Ele, podemos encontrar o verdadeiro sentido para a nossa existência.

Por meio da escuta da Palavra e da oração, conseguiremos descobrir o quanto somos amados por Deus, mas, às vezes, podemos tomar uma atitude impensada e rebelde para buscarmos a felicidade, a qualquer preço, longe da presença de Deus. Queremos buscar algo que nos eleve além das nuvens e para isso encontramos sempre uma justificativa, eu desejo encontrar a minha plena felicidade.

Essa atitude pode ser confirmada com a passagem do filho pródigo, entorpecido pelo desejo de encontrar a plena realização com as coisas do mundo, saiu em busca daquilo que lhe era mais caro, a liberdade. Ser livro da lei = pai; ser livre para realizar seu sonho = gozar a vida em todos os seus âmbitos; seguir um caminho sem nenhum compromisso = sair sem rumo. O jovem se iludiu com seus próprios sonhos, mas logo percebeu que os sentimentos, por mais fortes que sejam, rapidamente diluir-se-ão como a fumaça no ar.

Dependendo da opção de vida feita pela pessoa, pode levar a um caminho imprevisto e indesejável. Aquela feita pelo filho mais novo, que parecia fascinante, tornou-se um pesadelo. Agora, para retornar ao convívio do pai, teve de fazer um duro processo de reconhecimento do próprio limite e que, na casa paterna, a vida e a misericórdia reinavam. Pois o Senhor é indulgente e favorável. Ele perdoa toda culpa e cerca de carinho e proteção (v. 3). Não fica repetindo suas queixas (v. 9). Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas (v. 10); (Sl 102/103, 1-12).

“Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado. Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. Lançará no fundo do mar todos os nossos pecados” (Mq 7,18-19).
A misericórdia de Deus esquece os nossos pecados. O amor desconhece defeito.

Portanto, neste tempo quaresmal, peçamos a Deus a graça da verdadeira conversão dos nossos hábitos e costumes, para que a nossa vida seja uma contínua ação de graças a Deus que nos salvou e nos redimiu pelo sangue de seu Filho.
Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC

sábado, 5 de março de 2011

4- Igreja São Salvador in Onda - Roma

A Igreja São Salvador, sede geral dos Palotinos, em Roma. Esta Igreja foi doada a São vicente Pallotti pelo Papa Gregório XVI. No dia 14 de agosto de 1844, a Comunidade dos Padres e Irmãos toma posse desta nova sede.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

3- Mensagem para a UAC no Brasil

Encontro do Secretariado Geral para a Formação, do dia 14 a 18 de fevereiro de 2011, em Roma, na Casa Geral dos Palotinos. Pe. Derry Murphy, SAC, Presidente a União do Apostolado Católico (UAC) deixou uma mensagem para o Blog: Com Deus, tudo posso.




2- Museu com os pertences de Pallotti - Roma

Horizontes Palotinos quer presentear você, que acompanha este Blog, mostrando aspectos da vida e obra de S. Vicente Pallotti, fundador dos Padres, Irmãos e Irmãs Palotinos e da União do Apostolado Católico (UAC). Com este vídeo será mostrado o local onde Pallotti viveu e morreu. Este primeiro vídeo mostra o seu ambiente mais íntimo, o quarto, onde deu seu último suspiro, na presença de seus primeiros colaboradores. No seu leito de morte, disse: "A Sociedade do Apostolado Católico será abençoada por Deus". Nos próximos vídeos, mostraremos os seus pertences e a Igreja San Salvatore in Onda, uma Igreja do século XII, doada pelo Papa.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

1- Aposentos de São Vicente Pallotti - Roma



Horizontes Palotinos apresenta, neste vídeo, o local onde Pallotti viveu e morreu. Neste o quarto ele deu seu último suspiro, na presença de seus primeiros colaboradores. No seu leito de morte, disse: "A Sociedade do Apostolado Católico será abençoada por Deus". Nos próximos vídeos será mostrado os seus pertences e a Igreja San Salvatore in Onda, uma Igreja do século XII, doada pelo Papa.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Retiro aplicado aos noviços



SENHOR, É A VOSSA FACE QUE EU PROCURO

A vossa face, ó Senhor, eu a procuro. Não escondais de mim vosso semblante, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis. Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador. Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá. Ensinai-me, Senhor, vosso caminho; por causa dos adversários, guiai-me pela senda reta (Sl 26, 8b-11).

Nesse tempo de noviciado, o seminarista fará uma experiência profunda do amor de Deus em sua vida. Ele terá tempo suficiente para contemplar a face de Deus, para assim poder descobrir o que, realmente, o Senhor quer que ele faça em sua vinha. (Jer 1,4-9)

Logo no início do noviciado, o noviço é convidado a sentir mais de perto o Senhor, para ouvir o que ele o reservou desde toda a eternidade. Como disse o profeta: antes mesmo que eu fosse gerado o Senhor já tinha me chamado e agora consciente da sua missão posso dizer-lhe, Senhor, envia-me (Is 6,1-8; Jer 1,5-19).

Mas tal descoberta só será possível se a pessoa estiver atenta à sua Palavra. Por isso no noviciado vai se exigir muito silêncio interior e busca incessante de Deus através da meditação, da Lectio Divina, da leitura espiritual, do projeto de vida e da busca de ajuda com os formadores para juntos descobrirmos o que Deus está dizendo nos acontecimentos da vida comunitária, porque Deus tem costume de falar através dos acontecimentos da vida do seu povo. Por isso na história da salvação Deus sempre usou de intermediários para transmitir a sua mensagem. E vocês estão aqui, justamente para se prepararem para ser um intermediário, ou melhor, um instrumento entre Deus e os homens. “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1, 8).

Vocês sentiram, ao longo da caminhada, que Deus os escolheu para serem suas testemunhas, por isso interromperam aquilo que estavam fazendo para seguir os passos de Jesus: esse é o famoso: “Vinde e vede dito por Jesus”, quando foi perguntado por alguém: “Mestre, onde moras?” Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi, onde moras? Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com Ele aquele dia (Jo 1, 37-39).

Vocês também deixaram seus barcos e O seguiram.

Vocês já estão na companhia dele, agora só falta deixar que ele próprio os evangelize por meio da Palavra, das liturgias e através do carisma de nosso fundador são Vicente Pallotti. Tudo isso são meios para chegarmos até Deus e descobrirmos quem Ele é. “Onde moras”?

O silêncio interior é superior ao silêncio exterior, porque podemos estar calados, mas não em silêncio, não em estado de escuta e de oração. O noviciado vai proporcionar tudo isso para aquele que decidiu seguir os passos de nosso Senhor. Essa foi uma opção livre, sem coação externa. Portanto, este tempo não deverá ser um tempo somente de renúncia das coisas do mundo, mas um tempo de encontro com o ressuscitado. Este encontro deixará marcas profundas na alma, porque aquele que se deixa tocar pelo Senhor nunca mais será o mesmo (Gn 32, 25-29; 28, 16.20-22). Será uma pessoa renascida pela graça de Deus, como nos diz São Paulo: será uma nova criatura.

Vejamos, agora, algumas citações dos Salmos que podem nos auxiliar nesse processo de transformação espiritual, para que o Espírito do ressuscitado, realmente, habite em nós. Por isso queremos rezar com o Salmista:

Sl 101, 2-3 – Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor. Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente.

Sl 143, 9-11 – Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma. Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança. Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto. Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias.

Diante dos desafios da vida, o salmista reza implorando a Deus, para que ele possa sentir o seu amor. Muitas vezes ele se apresenta quase que desesperado porque sente a ausência de Deus em sua vida. O cristão deve aprender a entender o silêncio de Deus. Às vezes quando mais precisamos dele para ter uma resposta aos nossos questionamentos, nos deparamos com o seu silêncio, como aquele ocorrido na cruz. Pai, se for possível, afasta de mim este sofrimento, mas Deus não interferiu. É justamente aí que ele testa a nossa fidelidade e confiança que, muitas vezes, dizemos ter nele.

Com o salmista, digamos:
A vós clamo, Senhor, e invoco a misericórdia de meu Deus (Sl 29, 9).

Vossas palavras são uma verdadeira luz, que dá sabedoria aos simples. Voltai-vos para mim e mostrai-me vossa misericórdia, como fazeis sempre para com os que amam o vosso nome. Dirigi meus passos segundo a vossa palavra, a fim de que jamais o pecado reine sobre mim. Livrai-me da opressão dos homens, para que possa guardar as vossas ordens. Fazei brilhar sobre o vosso servo o esplendor da vossa face, e ensinai-me as vossas leis (Sl 118, 130.132-135).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Primeira Consagração Religiosa

No dia 29 de janeiro, sete noviços palotinos fizeram sua primeira consagração na Sociedade do Apostolado Católico, na Paróquia São José, em Curitiba - Pr.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Jubileu de Prata de Pe. Valdeci e Ir. Fernando

No dia 02 de fevereiro de 2011, Pe. Valdeci de Almeida e Ir. Fernando do Nascimento comemoraram seu Jubileu de Prata de Consagração Religiosa na Sociedade do Apostolado Católico (Padres e Irmãos Palotinos), na Paróquia Santo Antônio de Cambé - Pr. "Conhecer Jesus foi o melhor presente que a pessoa pode receber. Tê-lo encontrado, foi o melhor que ocorreu em nossas vidas. Fazê-lo conhecido, nossa alegria". (Documento de Aparecida, n. 29)


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Encontro provincial anual

Do dia 25 a 28 de janeiro, os palotinos da Província São Paulo Apóstolo estiveram reunidos, em Londrina - Pr, para seu encontro anual.
Neste encontro, oito fratres do teologado de Londrina fizeram a renovação da sua consagração. Contamos também com a presença dos representantes da Juventude Palotina de Londrina. O Júlio e Gabriel falaram dos trabalhos realizados pela JP e sua preparação para os quarenta anos de atividades junto às paróquias palotinas e paróquias de outras comunidades que pedem a sua ajuda no campo da formação de novos grupos, como também missionária. Este vídeo mostra alguns momentos do encontro.


Família Palotina – juntos reavivando a fé e reacendendo a caridade.


União, partilha e cooperação

Janeiro em Roma para a família palotina se reveste de sentido e de grande importância. Temos o privilégio de iniciar o novo ano imbuídos de alegria e de espírito de gratidão. Recordamos neste mês a vida, obras e fundações de São Vicente Pallotti. Juntos como família religiosa revivemos momentos fundamentais da vida palotina: Oitavário da Epifania, semana de oração pela unidade dos cristãos, Tríduo em honra a São Vicente Pallotti e solenidade de nosso Santo Fundador.
Algumas comunidades palotinas organizam com muito esmero e amor o Oitavário da Epifania. Nós, formadores palotinos, recebemos o convite da Ir. Stella Marotti para participarmos do Oitavário da Epifania que se celebra já há 12 anos na comunidade das irmãs Palotinas em Avella (Nápoles). Partimos de Roma no dia 8 pela manhã em direção a Avella e aproveitamos para conhecer a Abadia de Montecassino, fundada por São Bento. Foi gratificante concelebrar a Santa Missa na Capela de Santa Escolática, juntamente com meus confrades e coirmãs palotinos.
A comunidade de Avella é uma comunidade viva e presente na vida paroquial. Posso afirmar que se trata de uma verdadeira atuação apostólica de nossas irmãs que, juntamente com alguns sacerdotes e leigos engajados na comunidade, fazem acontecer o que foi iniciado por São Vicente em Roma no ano de 1836. A acolhida das irmãs palotinas desta comunidade é reflexo verdadeiro e referencial de uma comunidade que vive o ideal deixado por nosso fundador. Durante o Oitavário, o ideal Palotino é vivenciado de maneira toda especial, Sacerdotes, consagrados e leigos desenvolvem o apostolado Católico em harmonia e em espírito de partilha e cooperação fraterna, unindo as forças para reavivar a fé e reacender a caridade. É maravilhoso perceber o quanto esses leigos amam São Vicente Pallotti e quanto se identificam com a herança deixada por nosso fundador. Pude ouvir com atenção a partilha emocionada de alguns leigos que nos afazeres diários procuram conformar suas ações a sequela de Cristo Apóstolo do Eterno Pai.
Particularmente sublinho os momentos vivenciados com a família Palotina. É perceptível o grande interesse dos coirmãos e, sobretudo, das coirmãs palotinas em fazer desse mês, uma ocasião especial para reviver aspectos fundamentais do carisma Palotino.
O Conselho Geral da SAC, juntamente com os Conselhos das Congregações das irmãs palotinas (romanas e missinárias) prepararam as celebrações. Foram dias de grandes reflexões, com participação de grande número de sacerdotes, consagrados e leigos. Ao redor do corpo de nosso santo fundador, expressamos nossa gratidão ao Senhor por ter-nos concedido São Vicente Pallotti como modelo de imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo. É perceptível o amor e o engajamento dos membros da União do Apostolado Católico, nas atividades referentes a essa semana intensa de oração e celebrações palotinas.
A semana de oração pela unidade dos cristãos aconteceu na Igreja do SS. Salvatore in Onda. Um gesto de grande significância ocorreu no dia 20, no qual a celebração foi presidida pelo Pe. Sante, diretor espiritual do Colégio Urbano de Propaganda Fide, juntamente com outro sacerdote e alguns seminaristas vietnamitas. É uma tradição de longos anos a presença de representantes do Colégio de Propaganda Fide nas celebrações palotinas de janeiro e, a cada ano, um dos alunos é convidado a responder à carta que São Vicente escreveu e enviou aos alunos em um período de crise e perseguição. Em nome de todos os seminaristas do Colégio Urbano, um dos alunos fez a leitura da resposta da carta em frente ao corpo de São Vicente Pallotti, recordando a santidade de Pallotti e sua fundação, manifestando gratidão pela atenção dedicada por nosso Santo aos alunos deste Colégio. É, realmente, comovente saber que Pallotti é amado, admirado e estimado por tantas pessoas que embora não fazendo parte, oficialmente, da União, procuram seguir os seus exemplos.
Outro aspecto relevante que merece ser mencionado é o crescimento dos leigos empenhados na União do Apostolado Católico, na Itália. Encontrei-me com diversos leigos motivados a assumirem o compromisso da grande fundação de São Vicente Pallotti, através do ato de empenho. Em duas celebrações: dia 9 na Paróquia de Nossa das Neves, em Rocca Priora e outra no dia 23, na Paróquia São Vicente Pallotti em Pietralata, 25 leigos realizaram a ato de empenho. São testemunhos autênticos de que o ideal de São Vicente Pallotti continua vivo e presente na Igreja Italiana.

Pe. Elmar Neri Rubira, SAC
Via Giuseppe Ferrari, Roma

sábado, 22 de janeiro de 2011

22 de janeiro - festa de S. Vicente Pallotti




Do Caráter distintivo do Santo Sorriso e da Alegria espiritual que deve resplandecer nas Santíssimas Casas da Congregação.

“O sorriso santo e a alegria spiritual são frutos preciosos dos dons do Espírito Santo e por isso, uma das características distintivas dos verdadeiros Servos do Senhor; e porque no Redentor Divino reside o Espírito Santo em sua plenitude, e acima de todas as criaturas, reside em sua Esposa Maria Santíssima, e com grande distinção entre os Santos, reside no Patriarca São José, pode-se dizer que a Casa de Nazaré era aquela, que entre todas, se caracterizava pelo santo sorriso e pela alegria espiritual.

Se nas Santíssimas Casas da Congregação da Pia Sociedade não se visse resplandecer o mais amável sorriso e a mais santa alegria, faltaria naquelas Casas uma das mais luminosas características que a tornariam, verdadeira e eficazmente, uma imitação da Família da Casa de Nazaré.

Por isso, todos, com a mais perfeita observância das Regras, procurando receber plenamente os dons do Espírito Santo, e procurando aproveitar destes mesmos dons...

todos deverão também transbordar dos preciosos frutos destes dons; e como entre os frutos indicados um é a Felicidade Espiritual – que produz nos verdadeiros servos de Deus, um santo sorriso e uma alegria espiritual – assim, deve resplandecer assim nestas casas e nestes servos em um modo todo particular”.

San Vincenzo Pallotti, OOCC II, 162-163.(Tradução livre do original em italiano)
(Mensagem enviada pelo Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC, doutorando em Roma).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nomeação para o Secretariado Geral para a Formação



No dia 14 de janeiro de 2011, Pe. Valdeci de Almeida - SAC, foi confirmado, pela segunda vez, pelo Padre Geral dos Palotinos, Pe. Jacob Nampudakam - SAC, para que continue participando do referido secretariado por mais três anos.

O Secretariado Geral para a Formação é um órgão auxiliar do Regime Geral. Este secretariado foi instituído pela Assembléia Geral de 1998 como resposta aos apelos da Santa Sé para iniciar, nas comunidades de vida consagrada, a experiência de elaborar um programa sistemático de formação para as pessoas que fazem parte da comunidade ou que virão pertencer à mesma.

Após as experiências feitas e, em estreita relação com os escritos de São Vicente Pallotti, o Secretariado publicou a “Ratio Institutionis”, que contém um programa detalhado de formação e autoeducação para todos os candidatos e membros da Sociedade.

O Secretariado Geral para a Formação elabora e publica regularmente um boletim interno com o título de “Betlemme” (Belém), no qual apresenta aspectos da espiritualidade palotina e subsídios para os encontros dos formadores.