Encontro do Secretariado Geral para a Formação, do dia 14 a 18 de fevereiro de 2011, em Roma, na Casa Geral dos Palotinos. Pe. Derry Murphy, SAC, Presidente a União do Apostolado Católico (UAC) deixou uma mensagem para o Blog: Com Deus, tudo posso.
Na certeza de que com Deus tudo posso, criei este BLOG para que você conheça o pensamento e o carisma de S. vicente Pallotti, fundador da União do Apostolado Católico (UAC). Ele foi um dos primeiros, na Igreja, a dizer que todos os batizados são apóstolos de Jesus Cristo. Por isso, você também é convidado a viver intensamente a sua fé, fazendo muitas coisas na Igreja, conforme o seu estado de vida, para que o Cristo seja mais amado e seguido. O seu testemunho de fé é muito importante.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
2- Museu com os pertences de Pallotti - Roma
Horizontes Palotinos quer presentear você, que acompanha este Blog, mostrando aspectos da vida e obra de S. Vicente Pallotti, fundador dos Padres, Irmãos e Irmãs Palotinos e da União do Apostolado Católico (UAC). Com este vídeo será mostrado o local onde Pallotti viveu e morreu. Este primeiro vídeo mostra o seu ambiente mais íntimo, o quarto, onde deu seu último suspiro, na presença de seus primeiros colaboradores. No seu leito de morte, disse: "A Sociedade do Apostolado Católico será abençoada por Deus". Nos próximos vídeos, mostraremos os seus pertences e a Igreja San Salvatore in Onda, uma Igreja do século XII, doada pelo Papa.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
1- Aposentos de São Vicente Pallotti - Roma
Horizontes Palotinos apresenta, neste vídeo, o local onde Pallotti viveu e morreu. Neste o quarto ele deu seu último suspiro, na presença de seus primeiros colaboradores. No seu leito de morte, disse: "A Sociedade do Apostolado Católico será abençoada por Deus". Nos próximos vídeos será mostrado os seus pertences e a Igreja San Salvatore in Onda, uma Igreja do século XII, doada pelo Papa.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Retiro aplicado aos noviços
SENHOR, É A VOSSA FACE QUE EU PROCURO
A vossa face, ó Senhor, eu a procuro. Não escondais de mim vosso semblante, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis. Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador. Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá. Ensinai-me, Senhor, vosso caminho; por causa dos adversários, guiai-me pela senda reta (Sl 26, 8b-11).
Nesse tempo de noviciado, o seminarista fará uma experiência profunda do amor de Deus em sua vida. Ele terá tempo suficiente para contemplar a face de Deus, para assim poder descobrir o que, realmente, o Senhor quer que ele faça em sua vinha. (Jer 1,4-9)
Logo no início do noviciado, o noviço é convidado a sentir mais de perto o Senhor, para ouvir o que ele o reservou desde toda a eternidade. Como disse o profeta: antes mesmo que eu fosse gerado o Senhor já tinha me chamado e agora consciente da sua missão posso dizer-lhe, Senhor, envia-me (Is 6,1-8; Jer 1,5-19).
Mas tal descoberta só será possível se a pessoa estiver atenta à sua Palavra. Por isso no noviciado vai se exigir muito silêncio interior e busca incessante de Deus através da meditação, da Lectio Divina, da leitura espiritual, do projeto de vida e da busca de ajuda com os formadores para juntos descobrirmos o que Deus está dizendo nos acontecimentos da vida comunitária, porque Deus tem costume de falar através dos acontecimentos da vida do seu povo. Por isso na história da salvação Deus sempre usou de intermediários para transmitir a sua mensagem. E vocês estão aqui, justamente para se prepararem para ser um intermediário, ou melhor, um instrumento entre Deus e os homens. “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1, 8).
Vocês sentiram, ao longo da caminhada, que Deus os escolheu para serem suas testemunhas, por isso interromperam aquilo que estavam fazendo para seguir os passos de Jesus: esse é o famoso: “Vinde e vede dito por Jesus”, quando foi perguntado por alguém: “Mestre, onde moras?” Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi, onde moras? Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com Ele aquele dia (Jo 1, 37-39).
Vocês também deixaram seus barcos e O seguiram.
Vocês já estão na companhia dele, agora só falta deixar que ele próprio os evangelize por meio da Palavra, das liturgias e através do carisma de nosso fundador são Vicente Pallotti. Tudo isso são meios para chegarmos até Deus e descobrirmos quem Ele é. “Onde moras”?
O silêncio interior é superior ao silêncio exterior, porque podemos estar calados, mas não em silêncio, não em estado de escuta e de oração. O noviciado vai proporcionar tudo isso para aquele que decidiu seguir os passos de nosso Senhor. Essa foi uma opção livre, sem coação externa. Portanto, este tempo não deverá ser um tempo somente de renúncia das coisas do mundo, mas um tempo de encontro com o ressuscitado. Este encontro deixará marcas profundas na alma, porque aquele que se deixa tocar pelo Senhor nunca mais será o mesmo (Gn 32, 25-29; 28, 16.20-22). Será uma pessoa renascida pela graça de Deus, como nos diz São Paulo: será uma nova criatura.
Vejamos, agora, algumas citações dos Salmos que podem nos auxiliar nesse processo de transformação espiritual, para que o Espírito do ressuscitado, realmente, habite em nós. Por isso queremos rezar com o Salmista:
Sl 101, 2-3 – Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor. Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente.
Sl 143, 9-11 – Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma. Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança. Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto. Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias.
Diante dos desafios da vida, o salmista reza implorando a Deus, para que ele possa sentir o seu amor. Muitas vezes ele se apresenta quase que desesperado porque sente a ausência de Deus em sua vida. O cristão deve aprender a entender o silêncio de Deus. Às vezes quando mais precisamos dele para ter uma resposta aos nossos questionamentos, nos deparamos com o seu silêncio, como aquele ocorrido na cruz. Pai, se for possível, afasta de mim este sofrimento, mas Deus não interferiu. É justamente aí que ele testa a nossa fidelidade e confiança que, muitas vezes, dizemos ter nele.
Com o salmista, digamos:
A vós clamo, Senhor, e invoco a misericórdia de meu Deus (Sl 29, 9).
Vossas palavras são uma verdadeira luz, que dá sabedoria aos simples. Voltai-vos para mim e mostrai-me vossa misericórdia, como fazeis sempre para com os que amam o vosso nome. Dirigi meus passos segundo a vossa palavra, a fim de que jamais o pecado reine sobre mim. Livrai-me da opressão dos homens, para que possa guardar as vossas ordens. Fazei brilhar sobre o vosso servo o esplendor da vossa face, e ensinai-me as vossas leis (Sl 118, 130.132-135).
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Primeira Consagração Religiosa
No dia 29 de janeiro, sete noviços palotinos fizeram sua primeira consagração na Sociedade do Apostolado Católico, na Paróquia São José, em Curitiba - Pr.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Jubileu de Prata de Pe. Valdeci e Ir. Fernando
No dia 02 de fevereiro de 2011, Pe. Valdeci de Almeida e Ir. Fernando do Nascimento comemoraram seu Jubileu de Prata de Consagração Religiosa na Sociedade do Apostolado Católico (Padres e Irmãos Palotinos), na Paróquia Santo Antônio de Cambé - Pr. "Conhecer Jesus foi o melhor presente que a pessoa pode receber. Tê-lo encontrado, foi o melhor que ocorreu em nossas vidas. Fazê-lo conhecido, nossa alegria". (Documento de Aparecida, n. 29)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Encontro provincial anual
Do dia 25 a 28 de janeiro, os palotinos da Província São Paulo Apóstolo estiveram reunidos, em Londrina - Pr, para seu encontro anual.
Neste encontro, oito fratres do teologado de Londrina fizeram a renovação da sua consagração. Contamos também com a presença dos representantes da Juventude Palotina de Londrina. O Júlio e Gabriel falaram dos trabalhos realizados pela JP e sua preparação para os quarenta anos de atividades junto às paróquias palotinas e paróquias de outras comunidades que pedem a sua ajuda no campo da formação de novos grupos, como também missionária. Este vídeo mostra alguns momentos do encontro.
Neste encontro, oito fratres do teologado de Londrina fizeram a renovação da sua consagração. Contamos também com a presença dos representantes da Juventude Palotina de Londrina. O Júlio e Gabriel falaram dos trabalhos realizados pela JP e sua preparação para os quarenta anos de atividades junto às paróquias palotinas e paróquias de outras comunidades que pedem a sua ajuda no campo da formação de novos grupos, como também missionária. Este vídeo mostra alguns momentos do encontro.
Família Palotina – juntos reavivando a fé e reacendendo a caridade.
União, partilha e cooperação
Janeiro em Roma para a família palotina se reveste de sentido e de grande importância. Temos o privilégio de iniciar o novo ano imbuídos de alegria e de espírito de gratidão. Recordamos neste mês a vida, obras e fundações de São Vicente Pallotti. Juntos como família religiosa revivemos
momentos fundamentais da vida palotina: Oitavário da Epifania, semana de oração pela unidade dos cristãos, Tríduo em honra a São Vicente Pallotti e solenidade de nosso Santo Fundador.
Algumas comunidades palotinas organizam com muito esmero e amor o Oitavário da Epifania. Nós, formadores palotinos, recebemos o convite da Ir. Stella Marotti para participarmos do Oitavário da Epifania que se celebra já há 12 anos na comunidade das irmãs Palotinas em Avella (Nápoles). Partimos de Roma no dia 8 pela manhã em direção a Avella e aproveitamos para conhecer a Abadia de Montecassino, fundada por São Bento. Foi gratificante concelebrar a Santa Missa na Capela de Santa Escolática, juntamente com meus confrades e coirmãs palotinos.
A comunidade de Avella é uma comunidade viva e presente na vida paroquial. Posso afirmar que se trata de uma verdadeira atuação apostólica de nossas irmãs que, juntamente com alguns sacerdotes e leigos engajados na comunidade, fazem acontecer o que foi iniciado por São Vicente em Roma no ano de 1836. A acolhida das irmãs palotinas desta comunidade é reflexo verdadeiro e referencial de uma comunidade que vive o ideal deixado por nosso fundador. Durante o Oitavário, o ideal Palotino é vivenciado de maneira toda especial, Sacerdotes, consagrados e leigos desenvolvem o apostolado Católico em harmonia e em espírito de partilha e cooperação fraterna, unindo as forças para reavivar a fé e reacender a caridade. É maravilhoso perceber o quanto esses leigos amam São Vicente Pallotti e quanto se identificam com a herança deixada por nosso fundador. Pude ouvir com atenção a partilha emocionada de alguns leigos que nos afazeres diários procuram conformar suas ações a sequela de Cristo Apóstolo do Eterno Pai.
Particularmente sublinho os momentos vivenciados com a família Palotina. É perceptível o grande interesse dos coirmãos e, sobretudo, das coirmãs palotinas em fazer desse mês, uma ocasião especial para reviver aspectos fundamentais do carisma Palotino.
O Conselho Geral da SAC, juntamente com os Conselhos das Congregações das irmãs palotinas (romanas e missinárias) prepararam as celebrações. Foram dias de grandes reflexões, com participação de grande número de sacerdotes, consagrados e leigos. Ao redor do corpo de nosso santo fundador, expressamos nossa gratidão ao Senhor por ter-nos concedido São Vicente Pallotti como modelo de imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo. É perceptível o amor e o engajamento dos membros da União do Apostolado Católico, nas atividades referentes a essa semana intensa de oração e celebrações palotinas.
A semana de oração pela unidade dos cristãos aconteceu na Igreja do SS. Salvatore in Onda. Um gesto de grande significância ocorreu no dia 20, no qual a celebração foi presidida pelo Pe. Sante, diretor espiritual do Colégio Urbano de Propaganda Fide, juntamente com outro sacerdote e alguns seminaristas vietnamitas. É uma tradição de longos anos a presença de representantes do Colégio de Propaganda Fide nas celebrações palotinas de janeiro e, a cada ano, um dos alunos é convidado a responder à carta que São Vicente escreveu e enviou aos alunos em um período de crise e perseguição. Em nome de todos os seminaristas do Colégio Urbano, um dos alunos fez a leitura da resposta da carta em frente ao corpo de São Vicente Pallotti, recordando a santidade de Pallotti e sua fundação, manifestando gratidão pela atenção dedicada por nosso Santo aos alunos deste Colégio. É, realmente, comovente saber que Pallotti é amado, admirado e estimado por tantas pessoas que embora não fazendo parte, oficialmente, da União, procuram seguir os seus exemplos.
Outro aspecto relevante que merece ser mencionado é o crescimento dos leigos empenhados na União do Apostolado Católico, na Itália. Encontrei-me com diversos leigos motivados a assumirem o compromisso da grande fundação de São Vicente Pallotti, através do ato de empenho. Em duas celebrações: dia 9 na Paróquia de Nossa das Neves, em Rocca Priora e outra no dia 23, na Paróquia São Vicente Pallotti em Pietralata, 25 leigos realizaram a ato de empenho. São testemunhos autênticos de que o ideal de São Vicente Pallotti continua vivo e presente na Igreja Italiana.
Pe. Elmar Neri Rubira, SAC
Via Giuseppe Ferrari, Roma
Janeiro em Roma para a família palotina se reveste de sentido e de grande importância. Temos o privilégio de iniciar o novo ano imbuídos de alegria e de espírito de gratidão. Recordamos neste mês a vida, obras e fundações de São Vicente Pallotti. Juntos como família religiosa revivemos
Algumas comunidades palotinas organizam com muito esmero e amor o Oitavário da Epifania. Nós, formadores palotinos, recebemos o convite da Ir. Stella Marotti para participarmos do Oitavário da Epifania que se celebra já há 12 anos na comunidade das irmãs Palotinas em Avella (Nápoles). Partimos de Roma no dia 8 pela manhã em direção a Avella e aproveitamos para conhecer a Abadia de Montecassino, fundada por São Bento. Foi gratificante concelebrar a Santa Missa na Capela de Santa Escolática, juntamente com meus confrades e coirmãs palotinos.
A comunidade de Avella é uma comunidade viva e presente na vida paroquial. Posso afirmar que se trata de uma verdadeira atuação apostólica de nossas irmãs que, juntamente com alguns sacerdotes e leigos engajados na comunidade, fazem acontecer o que foi iniciado por São Vicente em Roma no ano de 1836. A acolhida das irmãs palotinas desta comunidade é reflexo verdadeiro e referencial de uma comunidade que vive o ideal deixado por nosso fundador. Durante o Oitavário, o ideal Palotino é vivenciado de maneira toda especial, Sacerdotes, consagrados e leigos desenvolvem o apostolado Católico em harmonia e em espírito de partilha e cooperação fraterna, unindo as forças para reavivar a fé e reacender a caridade. É maravilhoso perceber o quanto esses leigos amam São Vicente Pallotti e quanto se identificam com a herança deixada por nosso fundador. Pude ouvir com atenção a partilha emocionada de alguns leigos que nos afazeres diários procuram conformar suas ações a sequela de Cristo Apóstolo do Eterno Pai.
Particularmente sublinho os momentos vivenciados com a família Palotina. É perceptível o grande interesse dos coirmãos e, sobretudo, das coirmãs palotinas em fazer desse mês, uma ocasião especial para reviver aspectos fundamentais do carisma Palotino.
O Conselho Geral da SAC, juntamente com os Conselhos das Congregações das irmãs palotinas (romanas e missinárias) prepararam as celebrações. Foram dias de grandes reflexões, com participação de grande número de sacerdotes, consagrados e leigos. Ao redor do corpo de nosso santo fundador, expressamos nossa gratidão ao Senhor por ter-nos concedido São Vicente Pallotti como modelo de imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo. É perceptível o amor e o engajamento dos membros da União do Apostolado Católico, nas atividades referentes a essa semana intensa de oração e celebrações palotinas.
A semana de oração pela unidade dos cristãos aconteceu na Igreja do SS. Salvatore in Onda. Um gesto de grande significância ocorreu no dia 20, no qual a celebração foi presidida pelo Pe. Sante, diretor espiritual do Colégio Urbano de Propaganda Fide, juntamente com outro sacerdote e alguns seminaristas vietnamitas. É uma tradição de longos anos a presença de representantes do Colégio de Propaganda Fide nas celebrações palotinas de janeiro e, a cada ano, um dos alunos é convidado a responder à carta que São Vicente escreveu e enviou aos alunos em um período de crise e perseguição. Em nome de todos os seminaristas do Colégio Urbano, um dos alunos fez a leitura da resposta da carta em frente ao corpo de São Vicente Pallotti, recordando a santidade de Pallotti e sua fundação, manifestando gratidão pela atenção dedicada por nosso Santo aos alunos deste Colégio. É, realmente, comovente saber que Pallotti é amado, admirado e estimado por tantas pessoas que embora não fazendo parte, oficialmente, da União, procuram seguir os seus exemplos.
Outro aspecto relevante que merece ser mencionado é o crescimento dos leigos empenhados na União do Apostolado Católico, na Itália. Encontrei-me com diversos leigos motivados a assumirem o compromisso da grande fundação de São Vicente Pallotti, através do ato de empenho. Em duas celebrações: dia 9 na Paróquia de Nossa das Neves, em Rocca Priora e outra no dia 23, na Paróquia São Vicente Pallotti em Pietralata, 25 leigos realizaram a ato de empenho. São testemunhos autênticos de que o ideal de São Vicente Pallotti continua vivo e presente na Igreja Italiana.
Pe. Elmar Neri Rubira, SAC
Via Giuseppe Ferrari, Roma
sábado, 22 de janeiro de 2011
22 de janeiro - festa de S. Vicente Pallotti

Do Caráter distintivo do Santo Sorriso e da Alegria espiritual que deve resplandecer nas Santíssimas Casas da Congregação.
“O sorriso santo e a alegria spiritual são frutos preciosos dos dons do Espírito Santo e por isso, uma das características distintivas dos verdadeiros Servos do Senhor; e porque no Redentor Divino reside o Espírito Santo em sua plenitude, e acima de todas as criaturas, reside em sua Esposa Maria Santíssima, e com grande distinção entre os Santos, reside no Patriarca São José, pode-se dizer que a Casa de Nazaré era aquela, que entre todas, se caracterizava pelo santo sorriso e pela alegria espiritual.
Se nas Santíssimas Casas da Congregação da Pia Sociedade não se visse resplandecer o mais amável sorriso e a mais santa alegria, faltaria naquelas Casas uma das mais luminosas características que a tornariam, verdadeira e eficazmente, uma imitação da Família da Casa de Nazaré.
Por isso, todos, com a mais perfeita observância das Regras, procurando receber plenamente os dons do Espírito Santo, e procurando aproveitar destes mesmos dons...
todos deverão também transbordar dos preciosos frutos destes dons; e como entre os frutos indicados um é a Felicidade Espiritual – que produz nos verdadeiros servos de Deus, um santo sorriso e uma alegria espiritual – assim, deve resplandecer assim nestas casas e nestes servos em um modo todo particular”.
San Vincenzo Pallotti, OOCC II, 162-163.(Tradução livre do original em italiano)
(Mensagem enviada pelo Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC, doutorando em Roma).
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Nomeação para o Secretariado Geral para a Formação

No dia 14 de janeiro de 2011, Pe. Valdeci de Almeida - SAC, foi confirmado, pela segunda vez, pelo Padre Geral dos Palotinos, Pe. Jacob Nampudakam - SAC, para que continue participando do referido secretariado por mais três anos.
O Secretariado Geral para a Formação é um órgão auxiliar do Regime Geral. Este secretariado foi instituído pela Assembléia Geral de 1998 como resposta aos apelos da Santa Sé para iniciar, nas comunidades de vida consagrada, a experiência de elaborar um programa sistemático de formação para as pessoas que fazem parte da comunidade ou que virão pertencer à mesma.
Após as experiências feitas e, em estreita relação com os escritos de São Vicente Pallotti, o Secretariado publicou a “Ratio Institutionis”, que contém um programa detalhado de formação e autoeducação para todos os candidatos e membros da Sociedade.
O Secretariado Geral para a Formação elabora e publica regularmente um boletim interno com o título de “Betlemme” (Belém), no qual apresenta aspectos da espiritualidade palotina e subsídios para os encontros dos formadores.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Abertura do Período Introdutório Sul-Americano - 2011
O dia 10 de janeiro de 2011 ficará marcado como uma data de um evento importante para a Sociedade do Apostolado Católico, especialmente para as Províncias “Santa Maria” (Brasil-SM) e “São Paulo Apóstolo” (Brasil-SP), para as Regiões “Nossa Senhora de Luján” (Argentina), “São Vicente Pallotti” (Uruguai) e “Mãe da Misericórdia” (Brasil - RJ). Nesse dia, na casa “Rainha da Paz” de Cornélio Procópio (PR), o Período Introdutório Sul-Americano foi oficialmente inaugurado com o pedido de ingresso e a acolhida de quinze candidatos. São eles: Alexander Aquino Correia, Alexsandro de Souza Bergamasco, Anderson de Campos, André Ricardo de Souza Batista, Deivid da Silva Barros, Elder Cheibel Simões, Josimar Cassol, Renan Rodrigues de Oliveira, Ronaldo Franchin e Wagner Grabovski, da Província “Santa Maria” (SM); João Paulo Leandro Costa e Rafael Benvenuto de Lima da Região “Mãe da Misericórdia” (RJ); René Nuny da Bolívia (AR); Andrés Regel do Uruguai (UR); Magno Rocha Meneses da Província “São Paulo Apóstolo” (SP).
Participaram do rito de ingresso no Período Introdutório os superiores maiores Rubén Fuhr (AR) e Julio Endi Akamine (SP), os delegados Erno Schlinwein (SM), Francisco José Marques Filho (RJ) e os formadores Mércio José Cauduro (SM), Lidio Gonzalez (AR-Bolívia). Além deles, estavam presentes e foram informalmente empossados em seus cargos os formadores do Período Introdutório Sul-americano: Fernando B. Rossini (Reitor - SP), Valdeci de Almeida (Diretor do PI – SP) e Egídio Trevisan (Acompanhador Espiritual – SM).
A instituição do PI Sul-americano responde a um pedido do Conselho Geral e do Secretariado Geral para a Formação da SAC. Para promover a cooperação desde o início, nada mais adequado do que começar com essa etapa da formação que tem como objetivo, como o próprio nome já diz, a introdução dos candidatos na Sociedade do Apostolado Católico.
O rito de ingresso foi muito simples e breve. A simplicidade, porém, não é pobreza de significado. Pelo contrário, ela está em função daquilo que é essencial: o chamado de Deus e a resposta do cristão, o pedido do candidato e a sua acolhida em nossa comunidade consagrada.
O Período Introdutório Sul-Americano é fruto da ação de Deus. Há um ano nenhum dos Superiores Maiores sonhava que ele seria possível. Ao mesmo tempo, temos consciência da responsabilidade de acolher o dom divino com seriedade e humildade.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Missa em italiano, no Oitavário da Epifania, em Cambé.
A paróquia Santo Antônio de Cambé celebra o Oitavário da Epifania. Como no tempo de São Vicente Pallotti, as missas estão sendo celebradas, cada dia, em uma língua diferente. No dia 04/01/11, Pe. Valdeci de Almeida presidiu a missa na língua do seu Fundador, em italiano. Você pode assistir partes da missa na referida língua, com a homilia em português.
domingo, 2 de janeiro de 2011
OITAVÁRIO DA EPIFANIA DE SÃO VICENTE PALLOTTI
Dados históricos
São Vicente Pallotti nasceu em Roma, no dia 21 de abril de 1795, na rua Via del Pellegrino, perto do edifício da Chancelaria.
Se tivesse dependido só de si mesmo, ter-se-ia tomado Capuchinho, mas era muito frágil de saúde e foi-lhe aconselhado tornar-se padre diocesano.
Em 1816, para controlar sua fidelidade aos propósitos que fazia, começou a escrever as suas meditações e aspirações. Assim podemos conhecer as suas primeiras aspirações. Dentre elas, as mais expressivas eram as seguintes: “Ah, se me fora dado amar ao infinito, sofrer ao infinito e ser infinitamente desprezado por Ti, Senhor!” Duas eram as fundamentais certezas entre as quais se fazia a sua vida espiritual: “O nada e o pecado é toda a minha vida!” e: “Vicente, não creias nunca que tu não possas fazer aquilo que fizeram os maiores santos; pensa, ao contrário, que Deus tenha te dado já tal graça e, a todo instante, verifica o aumento dela em ti”.
Tomou-se padre a 16 de maio de 1818 e, apenas uma semana depois, escreveu a São Gaspar del Bufalo, que já fora ordenado havia dez anos: “Guerra, guerra ao pecado! Ao fogo, ao fogo com todas as figuras que possam ser de estímulo ao pecado!”
O trabalho com associações juvenis, a direção espiritual do Seminário Romano e da Academia de Teologia, ocuparam os anos da sua juventude e, em 1832, a grande Mãe de Misericórdia tomou-o como seu esposo e lhe trouxe como dote tudo que possuía e lhe ofereceu seu Menino Jesus Cristo, para que o reconhecesse como seu. Desde então, ele viveu com esta melodia na alma: A Mãe de Deus é minha Esposa e Jesus Cristo é o meu Menino!
Três anos após, em 1835, pediu que, à custa de sofrimentos sem tamanho e sem medida, lhe fosse concedida a graça de destruir todo pecado e de promover todo bem, em todo o mundo. Foi quando Deus lhe sugeriu a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No ano seguinte, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”
Se tivesse dependido só de si mesmo, ter-se-ia tomado Capuchinho, mas era muito frágil de saúde e foi-lhe aconselhado tornar-se padre diocesano.
Em 1816, para controlar sua fidelidade aos propósitos que fazia, começou a escrever as suas meditações e aspirações. Assim podemos conhecer as suas primeiras aspirações. Dentre elas, as mais expressivas eram as seguintes: “Ah, se me fora dado amar ao infinito, sofrer ao infinito e ser infinitamente desprezado por Ti, Senhor!” Duas eram as fundamentais certezas entre as quais se fazia a sua vida espiritual: “O nada e o pecado é toda a minha vida!” e: “Vicente, não creias nunca que tu não possas fazer aquilo que fizeram os maiores santos; pensa, ao contrário, que Deus tenha te dado já tal graça e, a todo instante, verifica o aumento dela em ti”.
Tomou-se padre a 16 de maio de 1818 e, apenas uma semana depois, escreveu a São Gaspar del Bufalo, que já fora ordenado havia dez anos: “Guerra, guerra ao pecado! Ao fogo, ao fogo com todas as figuras que possam ser de estímulo ao pecado!”
O trabalho com associações juvenis, a direção espiritual do Seminário Romano e da Academia de Teologia, ocuparam os anos da sua juventude e, em 1832, a grande Mãe de Misericórdia tomou-o como seu esposo e lhe trouxe como dote tudo que possuía e lhe ofereceu seu Menino Jesus Cristo, para que o reconhecesse como seu. Desde então, ele viveu com esta melodia na alma: A Mãe de Deus é minha Esposa e Jesus Cristo é o meu Menino!
Três anos após, em 1835, pediu que, à custa de sofrimentos sem tamanho e sem medida, lhe fosse concedida a graça de destruir todo pecado e de promover todo bem, em todo o mundo. Foi quando Deus lhe sugeriu a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No ano seguinte, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”
A primeira celebração popular do sentido e significado da Epifania aconteceu na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, na rua Via Giulia. Como a festa da Epifania tinha oitava litúrgica, isto é, durava oito dias, durante oito dias foi feita a solene celebração: foi o primeiro Oitavário da Epifania. O primeiro anúncio – cartaz impresso – tinha a data de 13 de dezembro de 1835, e levava o título de ‘Sagrado Oitavário para a Propagação da Fé’; ostentava o emblema do Apostolado Católico e era assinado pelo Cardeal Vigário. Fato especial foi que, durante o primeiro Oitavário, o prussiano Tiago Knarner resolveu renunciar ao protestantismo, para filiar-se à Igreja Católica.
A primeira celebração foi realizada na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, da qual era Reitor o padre Vicente. No ano seguinte, entretanto, foi preciso recorrer à grande Igreja de San Carlo al Corso e, nela, pregou o Cardeal Vigário. Da mesma forma, no ano seguinte. Depois, as celebrações se transferiram para a Igreja de Sant’Andrea della Valle, mais ampla e mais central.
A tabela das celebrações de 1898 pode nos dar uma ideia da intensidade e amplitude das mesmas, no Oitavário. Abria-se a Igreja às 5h 30min com o Santo Rosário e a celebração da Santa Missa. Às 6h, havia a pregação em Italiano; às 8h30min, Missa cantada em Rito Latino; às 9h30min, Celebração em um Rito Oriental; às 15h, leitura de uma reflexão sobre a Epifania, Rosário, pregação e Bênção Eucarística presidida por um Cardeal; às 17h, novamente: leitura, pregação e Bênção presidida por um Bispo. A Missa das 8h 30min estava confiada, alternadamente, às várias famílias religiosas, e, por sua vez, seminários e colégios intervinham nas grandes celebrações da parte da tarde. Havia sempre grande disponibilidade de confessores e as ofertas que se recolhiam na igreja eram encaminhadas para as missões.
O Padre Gioacchino Ventura, Superior Geral dos Teatinos, redigiu preciosas leituras sobre a Epifania.
Recolhemos algum trecho delas, que se encontram distribuídos pelas leituras dos oito dias a seguir.
PRIMEIRO DIA
Profecia – Jesus, luz verdadeira
O profeta Isaías, com setecentos anos de antecedência, previu a chegada dos Magos, quando, no capítulo 60, dizia: “Levanta-te, Jerusalém, pois chegou a tua luz... Teus filhos vêm de longe ... Caravanas e mais caravanas de camelos te inundarão... trazendo ouro e incenso”. E, já antes, do Sl 72,10-11, o povo tinha cantado, no templo: “Os reis de Tarsis e das ilhas lhe enviem presentes, os reis de Sabá e Seba lhe paguem tributo, todos os reis se prostrem diante dele e o sirvam todas as nações!”.
O próprio Jesus afirmou: “Tudo me foi entregue pelo Pai” (Mt 11,27).
“Possuo ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. É preciso que as traga e elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” (10 10,16). “Tal é a ordem que recebi do Pai”... “Eu sou a luz do mundo” (108,12).
Os samaritanos, desprezados pelos judeus, proclamaram Jesus Salvador do mundo e ele, feliz, revelou: “O Pai me ama porque dou minha vida... Ninguém a tira de mim. Sou eu mesmo que a dou” (Jo 10,17).
É esta a luz da Epifania. Deus queria dar-se, para a nossa salvação, e buscava oportunidade de poder fazê-lo e de nos dar conhecimento do fato. Pediu e obteve o consentimento da Virgem Mãe, apresentou-se na nudez de uma gruta de animais e os primeiros destinatários do extraordinário acontecimento foram pastores que vigiavam os rebanhos dos arredores. Quanto aos magos do Oriente, eles observam os céus, descobrem uma estrela e lhes é dado compreender sua linguagem.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis do oriente, verdadeiros Magos, isto é, verdadeiros sábios, porque, deixando de lado a ciência profana, dedicáveis toda a vossa pesquisa em adquirir a ciência divina, que é Jesus Cristo e o esperáveis e o buscáveis nos livros e nas tradições, com a humildade do espírito, com a sinceridade do coração, com a retidão do afeto: nós vos agradecemos o belo exemplo que nos destes, quando tanto empenho pusestes na busca de Jesus Cristo, nosso Salvador. Alcançai-nos também a nós a graça de conhecer o relativo valor das realidades terrenas e a importância de viver a vida de Jesus Cristo, para alcançar, assim, a sua salvação. Assim desapegado o nosso coração das fugazes preocupações do tempo, não virá a esquecer a grande preocupação da eternidade. Amém. Pai nosso, Ave Maria e Glória.
Prática – Em agradecimento ao Filho de Deus por ter-se humilhado ao ponto de assumir a nossa pobre e enferma natureza, poderá visitar amanhã alguma pessoa pobre em sua casa ou no hospital e fazer um ato de humildade e de caridade.
Jaculatória – Não esqueçais, Senhor e Criador de todas as coisas, que, ao nascerdes do seio puríssimo de Maria, tomastes a forma do nosso corpo e socorrei-nos nas nossas indigências.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, mediante misteriosa estrela, revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as por sua luz até junto do Deus-Salvador pequenino, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
SEGUNDO DIA
O chamado e a resposta dos Magos
- Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo (Mt 2,2), disseram os Magos. Feliz imediatismo!
Chegados a Jerusalém, entretanto, não viram mais a estrela. Talvez tenham pensado ter chegado ao término da viagem e que todos estivessem ao corrente do nascimento assinalado pela estrela. Passaram a perguntar:
- Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.
Que distância entre a conduta dos Magos e a do povo de Jerusalém! Os Magos, vista a estrela, puseram-se logo a caminho, sem sequer perguntar-se quando e onde teriam encontrado o recém-nascido Rei. Em vez, os Judeus de Jerusalém não se deram nenhum cuidado. Estava em seus livros que seu Rei teria nascido em Belém, mas ninguém ligava para o fato. Quando ouviram que ele tinha nascido e que os magos tinham vindo para adorá-lo, ninguém se mexeu para prestar-lhes homenagens. Só Herodes pediu para ser informado, no intuito de livrar-se dele.
Mas a estrela tornou a aparecer e os conduziu, felizes, até a soleira do lugar em que os esperava o nascido Rei.
A indiferença dos Judeus pelo nascimento do próprio Rei é desconcertante. Os Magos vinham de longe para prestar-lhe homenagem e eles, informados do seu nascimento por forasteiros, que tinham vindo pelo sinal de misteriosa estrela, apesar de certificados de que teria nascido em Belém, não se moveram por nada.
Contudo, porém, a indiferença deles, não deteve o curso da Misericórdia infinita! Deus não muda de projeto só porque as criaturas não lhe vêm ao encontro. A estrela voltou a iluminar o caminho dos Magos e parou precisamente lá onde estava o Menino e sua Mãe.
É justamente esta a maneira grande de Deus, quando vem de encontro à nossa irresponsabi-lidade. Tinha-se feito anunciar como Rei e Salvador e não faltou à hora marcada, mas não havia ninguém que o aguardas-se. Ele, entretanto não anulou o programa, mandou os anjos convidarem os pastores e estes acorreram para cumprimentar o novo Rei na manjedoura e conheceram aquela Mãe, que era vigiada pelo olhar de um homem em adoração chamado José.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos, que mal vistes resplandecer no Oriente a estrela milagrosa, sinal do nascimento do Salvador do mundo não admitistes a mais breve demora, para ir em busca do nascido Messias, que vos era indicado e para obedecer ao divino chamado, não ti vestes cuidados com os perigos e incômodos de longa e penosa estrada: nós vos agradecemos por este belo exemplo que nos destes de pronta correspondência à voz de Deus. Alcançai também para nós este espírito de docili-dade e de obediência às muitas inspirações, aos muitos convites amorosos com que a divina misericórdia nos chama à conversão, isto é, a uma posição mais cristã e mais perfeita, no sentido de que evitemos o tremendo castigo do divino silêncio e do divino abandono, ameaçado aos que se fazem surdos aos divinos apelos. Amém. Pai nosso. Ave Maria, Glória.
Ó santos Reis Magos, que mal vistes resplandecer no Oriente a estrela milagrosa, sinal do nascimento do Salvador do mundo não admitistes a mais breve demora, para ir em busca do nascido Messias, que vos era indicado e para obedecer ao divino chamado, não ti vestes cuidados com os perigos e incômodos de longa e penosa estrada: nós vos agradecemos por este belo exemplo que nos destes de pronta correspondência à voz de Deus. Alcançai também para nós este espírito de docili-dade e de obediência às muitas inspirações, aos muitos convites amorosos com que a divina misericórdia nos chama à conversão, isto é, a uma posição mais cristã e mais perfeita, no sentido de que evitemos o tremendo castigo do divino silêncio e do divino abandono, ameaçado aos que se fazem surdos aos divinos apelos. Amém. Pai nosso. Ave Maria, Glória.
Prática – Examina bem o que Deus tem querido de ti no curso da tua vida e se ainda estás em tempo de executá-lo. Se não, faze o equivalente com o conselho de teu diretor espiritual.
Jaculatória – Senhor, falai sempre à minha mente e ao meu coração, porque eu, vosso servo fiel, quero sempre ouvir-vos e obedecer-vos.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, mediante o sinal da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze benigno também a nós, que já tivemos oportunidade de conhecer-te pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Jaculatória – Senhor, falai sempre à minha mente e ao meu coração, porque eu, vosso servo fiel, quero sempre ouvir-vos e obedecer-vos.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, mediante o sinal da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze benigno também a nós, que já tivemos oportunidade de conhecer-te pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
TERCEIRO DIA
Inquietação em Jerusalém e inércia de sua gente
Os Magos dirigiram aos habitantes de Jerusalém uma pergunta muito precisa:
- Onde está o Rei que nasceu?
Para eles o fato era certo. A estrela os tinha informado e guiado para que pudessem homenagear o Rei e levar-lhe presentes.
A sinceridade dos Magos era transparente, a cidade se pôs em alvoroço. A notícia de um recém-nascido Rei fez o efeito de um raio inesperado. Herodes entrou em preocupação: o que se dizia significava uma ameaça ao seu trono! Toda a cidade participava da sua inquietação.
Os próprios Magos teriam podido temer uma reação à sua mensagem. A certeza deles, porém, era categórica, era tão clara que eles só perguntavam, com a maior espontaneidade, onde é que encontrariam o recém-nascido Rei, para poderem oferecer a ele a sua adoração e os seus presentes: ora, adoração e presentes!...
Pois foi isto que perturbou Herodes! Tanto que ele mandou reunir o Sinédrio e os sábios. Estes citaram a profecia de Miquéias: “E tu, Belém, terra de Judá, de forma alguma és o menor dos distritos de Judá, porque de ti sairá um chefe que apascentará meu povo de Israel” (Mt 2,6).
Parece quase impossível que, diante da evidência da profecia e diante dos Magos, que tinham feito viagem tão longa, à luz de uma estrela, para trazer os seus presentes ao recém-nascido Rei dos Judeus, os Judeus, por sua vez, não revelassem qualquer interesse por seu Rei e não sentissem nenhum constrangimento diante dos Magos que, de tão longe, tinham vindo trazer presentes ao Rei dos Judeus.
Contudo isto é quase nada, porque, dentro de trinta anos, em Jerusalém, Pilatos perguntaria àquele povo:
- Hei de crucificar o vosso rei? (10 19,15).
E eles a responder:
- Nós não temos outro rei senão César: crucifica-o (10 19,15)!
O que havia de mais extraordinário era que aquele rei, que vinha de nascer, já sabia agora do acolhimento que iria ter por parte do seu povo mais tarde, a despeito de seus espetaculares milagres. Não obstante, entretanto ele não modificou em nada agora a seu projeto divino: levou-o integralmente à realização.
Pois, contudo, também nós, Senhor, quantas vezes te rejeitamos. Tu és, entretanto, sempre o nosso rei, porque a tua realeza não depende de nós. Tu és o nosso rei porque nos criastes e não podemos ser senão teus, mesmo que rejeitemos a tua realeza.
Oração aos Reis Magos
Ó Santos Reis Magos! Chegados a Jerusalém e, desaparecida a estrela que até então vos tinha acompanhado, vos pusestes a perguntar aos moradores onde teria nascido o seu Rei, não recebestes qualquer informação. Só depois, com o retomo da estrela tivestes a sorte de encontrá-lo. Nós vos agradecemos este belo exemplo que nos destes de humilde submissão e de perfeita confiança nas palavras nos sagrados Ministros por Deus estabelecidos Alcançai-nos também a nós estes espírito de submissão e confiança na Providência divina que nos guia através da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Escolhe um Diretor espiritual, douto e prudente, revela-lhe todo o teu íntimo e promete-lhe obediência no que se refira à tua alma.
Jaculatória – Senhor, mostra-me os caminhos por onde queres que eu ande e, por meio dos teus ministros, faz-me conhecer a tua vontade.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, pela luz da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze a nós também, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a majestade da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
QUARTO DIA
Jaculatória – Senhor, mostra-me os caminhos por onde queres que eu ande e, por meio dos teus ministros, faz-me conhecer a tua vontade.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, pela luz da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze a nós também, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a majestade da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
QUARTO DIA
Os magos adoram o Menino
Herodes confiou aos Magos a tarefa de encontrar o recém-nascido Rei e recomendou-lhes que o informassem, porque ele também queria prestar-lhe homenagens. Quem acendera a estrela para os Magos, porém, sabia dos pensamentos de Herodes, antes mesmo que ele os tivesse concebido.
Os magos se puseram novamente a caminho. A estrela voltou a cintilar diante deles e a felicidade deles se tomou incontida, Cantavam, corriam, porque tinham certeza de que aquela era a estrela do Rei, que os teria conduzido, sem erro, até ele e que a meta já estaria perto. O evangelista Mateus, de feito, escreveu: “Ao enxergarem a estrela foram tomados de uma alegria muito grande” (Mt 2,10).
Que em Jerusalém ninguém soubesse nada a respeito do recém-nascido novo Rei e que ninguém se tivesse preocupado em procurá-lo juntamente com eles, podia abalar a sua segurança. A estrela, porém, voltou a brilhar para eles. Então, o Rei tinha nascido realmente: lá estava a estrela, a guia era segura. Era só segui-la. Eles decidiram fazê-lo, até o fim, não importa até
onde. Tinham estremecido. Veio-lhes o pensamento de terem, talvez, dado curso a um jogo da própria fantasia. Entretanto, lá estava, porém, novamente, a estrela a indicar o caminho, a dar coragem. Tomada ainda mais cintilante, ela estacou!
Olharam em tomo... Não havia ninguém. Não havia porta. Era uma gruta. Entraram. Viram um Menino e Maria, sua Mãe. Não havia mais nada: a manjedoura era berço e trono do Rei.
Mas não faltava nada. Aquela era a casa do infinito, da plenitude, da alegria, da virgindade que dava à luz um filho, que, por sua vez, era o Eterno. Uma gruta que via a mais impensável maravilha: uma Virgem que dava à luz um Filho, cujo reino jamais teria fim.
Os Magos caíram de joelhos e adoraram aquele menino que não falava, que estava na manjedoura...
Eles, entretanto, como se quisessem despojar-se de tudo, para vesti-lo a ele, esvaziam as suas sacolas e lhe oferecem ouro, incenso e mirra.
Depois, correm os olhos em tomo: era mesmo uma gruta. Não havia nem haverá jamais um palácio real, uma casa mais venerável e mais feliz, mais solene, mais celebrada e amada que essa gruta que foi testemunha do estupor da Virgem Mãe, que, ao mundo, deu o Filho Homem-Deus, nutriu-o, estreitou-o ao coração: era o Filho dela!
Ela acolheu os reis do oriente, que tinham vindo prestar homenagem ao Rei dos Judeus e encontraram o Rei do Universo, cujo reinado jamais terá término.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos! Na estrela milagrosa, que vos conduziu a Belém, reconhecestes também o símbolo da mediação de Maria, na concessão da graça da Fé e que, chegados à gruta, com verdadeira humildade de espírito e fervor do coração, recebestes dos lábios dela as revelações divinas e, das suas mãos, Jesus Menino, nós vos agradecemos por este primeiro exemplo de devoção e de amor para com Maria, que destes à verdadeira Igreja, da qual fostes as felizes primícias.
Alcançai, também a nós, este espírito de humilde devoção e de temo amor para com a grande Mãe de Deus, a fim de que, também nós, depois de ter recebido, por sua mediação, as graças de Jesus Cristo, durante a vida, venhamos a obter ainda a visão dele e a sua eterna posse, depois da morte. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Ó santos Reis Magos! Na estrela milagrosa, que vos conduziu a Belém, reconhecestes também o símbolo da mediação de Maria, na concessão da graça da Fé e que, chegados à gruta, com verdadeira humildade de espírito e fervor do coração, recebestes dos lábios dela as revelações divinas e, das suas mãos, Jesus Menino, nós vos agradecemos por este primeiro exemplo de devoção e de amor para com Maria, que destes à verdadeira Igreja, da qual fostes as felizes primícias.
Alcançai, também a nós, este espírito de humilde devoção e de temo amor para com a grande Mãe de Deus, a fim de que, também nós, depois de ter recebido, por sua mediação, as graças de Jesus Cristo, durante a vida, venhamos a obter ainda a visão dele e a sua eterna posse, depois da morte. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Visita uma igreja dedicada a Nossa Senhora, agradece-lhe todas as graças divinas, que, por sua intercessão, recebeste e oferece-te a ela, como servo e filho, para o resto da vida.
Jaculatória – Ó Maria, mostra-me na pátria celeste a Jesus Cristo, fruto bendito do teu seio, que, neste exílio terrestre, tenho conhecido pela fé.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, benigno, também a nós, que já te viemos a conhecer pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
QUINTO DIA
O que teria conversado Maria com os Magos
O evangelista Mateus, único a narrar a vinda dos Magos, escreveu: “E, entrando na casa, viram o menino com Maria sua Mãe” (Mt 2,11).
Os Magos sabem que o nome da Mãe é Maria e o evangelista parece estar a nos convidar a contemplar a surpresa deles, à vista daquele ambiente: o Rei, naquela solidão e pobreza; a Mãe, que dera ao mundo a luz e a vida – precisamente ela! - a aleitar o Criador do mundo!
Os Magos oferecem ao Menino ouro, incenso e mirra. Ante o amor deles, que, orientados, no deserto, por uma estrela, aí estavam junto da manjedoura, Maria não pôde não referir o modo como ela se tomara Mãe e o que foi que o anjo lhe tinha dito daquele filho: eles, após tão longo caminho andado, à luz de uma estrela, atiram-se de joelhos diante do menino, a despeito de se encontrar ele numa manjedoura. A mãe achou que seria justo pô-los ao par de quanto o anjo Gabriel, enviado por Deus, lhe tinha dito a respeito daquela sua maternidade e relembrou: o parto, acontecido por obra
do Espírito Santo ... o Menino seria o ‘Filho do Altíssimo’ ... ele seria grande ... seu reino não teria fim ...
Os Magos escutam petrificados... Beijam os pés daquela Mãe de Deus e lhe pedem licença para acariciar com seus dedos o rosto daquele filho, tão pequenino e tão imensamente grande ...
Começam a entender por que uma estrela fora convocada para anunciar o nascimento daquele Rei, mas não chegam a dar-se conta por que, justamente eles, estavam diante daquela mulher, que, por obra do Espírito Santo, tinha dado ao mundo o Salvador e que justamente eles podiam enxergar com os próprios olhos aquele Rei de um Reino sem fim, naquela manjedoura e aquela Mãe tão excelsa, a conversar com eles na simplicidade da mulher mais humilde que tivesse dado à luz um seu bebê.
Uma estrela, de brilho raro, tinha orientado a caminhada deles. Estão podendo contemplar o rosto daquela que, por obra do Espírito Santo, tinha gerado o Salvador e, na manjedoura, estão podendo enxergar o Rei cujo Reino teria superado todos os limites do tempo e do espaço.
O evangelista Mateus, único a narrar a vinda dos Magos, escreveu: “E, entrando na casa, viram o menino com Maria sua Mãe” (Mt 2,11).
Os Magos sabem que o nome da Mãe é Maria e o evangelista parece estar a nos convidar a contemplar a surpresa deles, à vista daquele ambiente: o Rei, naquela solidão e pobreza; a Mãe, que dera ao mundo a luz e a vida – precisamente ela! - a aleitar o Criador do mundo!
Os Magos oferecem ao Menino ouro, incenso e mirra. Ante o amor deles, que, orientados, no deserto, por uma estrela, aí estavam junto da manjedoura, Maria não pôde não referir o modo como ela se tomara Mãe e o que foi que o anjo lhe tinha dito daquele filho: eles, após tão longo caminho andado, à luz de uma estrela, atiram-se de joelhos diante do menino, a despeito de se encontrar ele numa manjedoura. A mãe achou que seria justo pô-los ao par de quanto o anjo Gabriel, enviado por Deus, lhe tinha dito a respeito daquela sua maternidade e relembrou: o parto, acontecido por obra
do Espírito Santo ... o Menino seria o ‘Filho do Altíssimo’ ... ele seria grande ... seu reino não teria fim ...
Os Magos escutam petrificados... Beijam os pés daquela Mãe de Deus e lhe pedem licença para acariciar com seus dedos o rosto daquele filho, tão pequenino e tão imensamente grande ...
Começam a entender por que uma estrela fora convocada para anunciar o nascimento daquele Rei, mas não chegam a dar-se conta por que, justamente eles, estavam diante daquela mulher, que, por obra do Espírito Santo, tinha dado ao mundo o Salvador e que justamente eles podiam enxergar com os próprios olhos aquele Rei de um Reino sem fim, naquela manjedoura e aquela Mãe tão excelsa, a conversar com eles na simplicidade da mulher mais humilde que tivesse dado à luz um seu bebê.
Uma estrela, de brilho raro, tinha orientado a caminhada deles. Estão podendo contemplar o rosto daquela que, por obra do Espírito Santo, tinha gerado o Salvador e, na manjedoura, estão podendo enxergar o Rei cujo Reino teria superado todos os limites do tempo e do espaço.
Oração aos Reis Magos
Ó Santos Reis Magos, que, ao entrardes em Jerusalém, íeis conversando sobre o nascimento do verdadeiro Messias e sobre a firme resolução vossa de reconhecê-lo e adorá-lo, nós vos agradecemos este belo exemplo, exemplo de coragem e de constância na busca de Jesus Cristo. Alcançai-nos, também para nós, este espírito de perseverança e de coragem em professar a santa fé que temos no coração, mesmo à custa de incorrer em ódio e em ofensas dos ímpios. Assim, pode-
remos receber como vós, a recompensa prometida aos que confessam Jesus Cristo, isto é, ser por ele também reconhecidos quais discípulos e filhos do Pai celeste. Amém. Pai nosso, Ave Maria e Glória.
Prática – Procura reencontrar algum companheiro dos teus descaminhos de espírito e de coração e, para compensar o escândalo que lhe tens dado, confessa-lhe, sem respeito humano, que decidiste mudar de vida e exorta-o a imitar-te.
Jaculatória – Senhor, quero, com palavras e bons exemplos, edificar os maus e os ímpios, e fazer o possível por que se convertam a ti.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, benigno, também a nós, que já te viemos a conhecer pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
SEXTO DIA
Os presentes dos Magos
Os Magos tinham partido de suas terras para ir prestar homenagem ao Rei dos Judeus e levavam consigo os presentes que queriam oferecer-lhe.
Provavelmente, tanto a estranha reação de Jerusalém à pergunta deles sobre o lugar em que encontrariam o Rei dos Judeus recém-nascido, como a vista da gruta e a narração daquela Mãe devem ter suscitado neles um senso de incerteza, quando chegou a hora de oferecer os presentes: que é que iriam dar àquele ‘Filho do Altíssimo’, cujo reino não teria jamais fim, mas cujo trono e berço eram apenas uma manjedoura? Que sentido poderiam ter para ele o ouro, o incenso e a mirra que tinham trazido? Entretanto, aquele metal e aqueles perfumes eram o que de maior valor podiam dispor...
Estes presentes, entretanto, possuíam um valor muito maior do que podiam sugerir sua qualidade e quantidade. Estes dons, na verdade, eram algo de si mesmos, que os Magos queriam deixar naquela gruta.
Eles, afinal, teriam voltado às suas terras, mas o seu coração iria permanecer naquela gruta, com aquele Menino, com aquela indescritível Mãe, que, ao Pequenino, proporcionava o seu leite e, com a intensidade do seu olhar e do seu carinho, o nutria. Aqueles presentes eram a expressão do vivíssimo desejo dos doadores de que aquela Mãe e aquela criança lembrassem o grande amor de quem os tinham trazido! Eles mesmos, os Magos, teriam querido dar-se e consumir-se em homenagem a este Menino e a esta Mãe.
A visita dos Magos não pôde durar quanto eles mesmos teriam querido. Um anjo os advertiu de não voltarem a se encontrar com Herodes. Eles tomaram outro caminho de volta.
Mas Herodes os esperava. Ele não podia tolerar que outro rei lhe disputasse o reino e, vendo que os Magos não voltavam, ordenou que se matassem todos os menininhos nascidos em Belém, naqueles dois últimos anos. José, avisado por um anjo, tomou o Menino e sua Mãe e fugiu para o Egito. Assim, a visita dos Magos marcou o início da luta contra o Filho de Deus na terra (Mt 2,13ss).
Os Magos tinham partido de suas terras para ir prestar homenagem ao Rei dos Judeus e levavam consigo os presentes que queriam oferecer-lhe.
Provavelmente, tanto a estranha reação de Jerusalém à pergunta deles sobre o lugar em que encontrariam o Rei dos Judeus recém-nascido, como a vista da gruta e a narração daquela Mãe devem ter suscitado neles um senso de incerteza, quando chegou a hora de oferecer os presentes: que é que iriam dar àquele ‘Filho do Altíssimo’, cujo reino não teria jamais fim, mas cujo trono e berço eram apenas uma manjedoura? Que sentido poderiam ter para ele o ouro, o incenso e a mirra que tinham trazido? Entretanto, aquele metal e aqueles perfumes eram o que de maior valor podiam dispor...
Estes presentes, entretanto, possuíam um valor muito maior do que podiam sugerir sua qualidade e quantidade. Estes dons, na verdade, eram algo de si mesmos, que os Magos queriam deixar naquela gruta.
Eles, afinal, teriam voltado às suas terras, mas o seu coração iria permanecer naquela gruta, com aquele Menino, com aquela indescritível Mãe, que, ao Pequenino, proporcionava o seu leite e, com a intensidade do seu olhar e do seu carinho, o nutria. Aqueles presentes eram a expressão do vivíssimo desejo dos doadores de que aquela Mãe e aquela criança lembrassem o grande amor de quem os tinham trazido! Eles mesmos, os Magos, teriam querido dar-se e consumir-se em homenagem a este Menino e a esta Mãe.
A visita dos Magos não pôde durar quanto eles mesmos teriam querido. Um anjo os advertiu de não voltarem a se encontrar com Herodes. Eles tomaram outro caminho de volta.
Mas Herodes os esperava. Ele não podia tolerar que outro rei lhe disputasse o reino e, vendo que os Magos não voltavam, ordenou que se matassem todos os menininhos nascidos em Belém, naqueles dois últimos anos. José, avisado por um anjo, tomou o Menino e sua Mãe e fugiu para o Egito. Assim, a visita dos Magos marcou o início da luta contra o Filho de Deus na terra (Mt 2,13ss).
Oração aos Reis Magos
Ó Santos Reis Magos, ao entrardes na bendita gruta de Belém, não vos escandalizastes ao reconhecer, numa pobre criancinha, mal envolvida em pobres panos, nos braços de Mãe pobre, o Messias, de quem andáveis em busca. O interior da gruta era o de uma pobre espelunca. O Pequenino, homenageado apenas por pobres pastores. Colocastes, entretanto, vossa inteligência a serviço da fé, reconhecestes, neste aparato da miséria, da humilhação e da fraqueza do homem, o Rei da Glória, o Salvador do mundo, o verdadeiro Filho de Deus! nós vos agradecemos este belo exemplo que nos tendes dado, sobre o modo como se deve o humano entendimento submeter aos mistérios incompreensíveis de Deus. A1cançai, também para nós, este vigor de espírito e esta firmeza de coração, a fim de que nem os artifícios do erro, nem a desordem das paixões, nem tentação alguma interna ou externa, nos faça jamais vacilar na santa Fé. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática - Em ação de graças porque Deus te levou a conhecer a verdadeira fé, inscreve-te e leva outros a inscreverem-se na pia obra da Propagação da Fé.
Jaculatória – Digna-te, Senhor, derramar em maior abundância o teu Santo Espírito sobre a face da terra e destruir, assim, os erros e os vícios.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, revelaste, com a guia da estrela, aos gentios, o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
SÉTIMO DIA
Jaculatória – Digna-te, Senhor, derramar em maior abundância o teu Santo Espírito sobre a face da terra e destruir, assim, os erros e os vícios.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, revelaste, com a guia da estrela, aos gentios, o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
SÉTIMO DIA
José, esposo de Maria e pai da Casa de Nazaré
Precisamente Mateus, que é o único dos evangelistas que narra a vinda dos Magos, neste episódio, não refere a presença de José. Entretanto é justamente ele, Mateus, que traz a mensagem do anjo: “José, filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria tua esposa”. E é José, esposo de Maria, que confere a Jesus Cristo o título de ‘Filho de Davi’ (Mt 1,20).
É verdade, José não ocupa um grande espaço na narração evangélica, mas o seu papel fica especificado: “José, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egito!” (cf. Mt 2,13).
E foi precisamente em Nazaré, que os moradores, admirados das palavras de graça que saíam da boca de Jesus, diziam: “Não é este o filho de José?” (Lc 4,22).
Os evangelistas, preocupados em esclarecer a divindade de Jesus e a virgindade da Mãe de Jesus, não se demoraram em destacar a importância que teve José na história do Filho de Deus. Entretanto, era José que, para Jesus e sua Mãe, providenciava casa, alimento e
vestuário. A Mãe e o Filho de Deus viviam do trabalho de José. E foi ele que situou Jesus na genealogia de Davi, na qual ele, o Messias, viria a nascer (Mt 1,1ss.).
E não teria sido José a dirigir a oração daquela sua família, à qual os anjos se uniam, enquanto o Pai e o Espírito Santo lhe enriqueciam o amor e a segurança?
José adestrou para o trabalho as mãos de Jesus Cristo, que era Deus e, até, alguma vez, de certo, se terá ele machucado, dando oportunidade a José de fazer-lhe curativo.
Uma vez, juntamente com Maria, José teve que procurar o filho por três dias, e, encontrado no templo, a Mãe, com infinita doçura, interpela o rapazinho: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos!” (Lc 2,48).
A honra, sem comparação de José foi precisamente esta: educou o Filho de Deus e assumiu-lhe a Mãe como esposa. Ele viveu, entretanto, de tal maneira como se nem se tivesse dado conta de existir também ele naquela casa.
Por uma vintena de anos dedicou-se, ignorado, à função de pai do Filho de Davi e de garantia da honra da Mãe. Viveu, porém, como se não existisse. Oportunamente saiu de cena na ponta dos pés. Mateus deu-lhe o título de ‘homem justo’, talvez para notar que era ele a pessoa adequada para exercer o papel de pai de Jesus Cristo e de esposo da Mãe de Deus.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos, instruídos pela meiguíssima Nossa Senhora, sobre os mistérios de seu
Filho divino Jesus Cristo, não só acreditastes nele, mas, prostrados com a rosto ao solo, vos humilhastes aos pés de Jesus e, com os sinais do maior recolhimento e fervor, profundamente, o adorastes como Deus verdadeiro, nós vos agradecemos por este primeiro ato de verdadeira adoração, que, em nome de todos os Gentios e, em nosso nome, prestastes ao Salvador do mundo. Agradecemos-vos também pelo belo exemplo, que, nesta oportunidade, como primeiros pais na fé, nos quisestes dar; exemplo de humildade, de recolhimento e do fervor interno com que se deve honrar o Senhor.
Alcançai, também para nós, este espírito de respeito para com a suprema Majestade de Deus. Alcançai que, na prática de todos os atos de religião que fazemos, evitar toda dissipação e toda negligência nas ações do culto ao Senhor, a fim de tomar-nos seus verdadeiros adoradores em espírito e verdade. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Visita a Jesus exposto no Santíssimo Sacramento, adora-o profundamente, prostrando-te possivelmente com a fronte até o chão, com a humildade e a devoção dos Magos e toma a resolução de ter-te sempre modesto e recolhido nos sagrados templos.
Jaculatória – Que seja sempre uma honra para mim adorar-te profundamente no teu templo e mostrar a todos que sou Cristão.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, sob a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
OITAVO DIA
Precisamente Mateus, que é o único dos evangelistas que narra a vinda dos Magos, neste episódio, não refere a presença de José. Entretanto é justamente ele, Mateus, que traz a mensagem do anjo: “José, filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria tua esposa”. E é José, esposo de Maria, que confere a Jesus Cristo o título de ‘Filho de Davi’ (Mt 1,20).
É verdade, José não ocupa um grande espaço na narração evangélica, mas o seu papel fica especificado: “José, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egito!” (cf. Mt 2,13).
E foi precisamente em Nazaré, que os moradores, admirados das palavras de graça que saíam da boca de Jesus, diziam: “Não é este o filho de José?” (Lc 4,22).
Os evangelistas, preocupados em esclarecer a divindade de Jesus e a virgindade da Mãe de Jesus, não se demoraram em destacar a importância que teve José na história do Filho de Deus. Entretanto, era José que, para Jesus e sua Mãe, providenciava casa, alimento e
vestuário. A Mãe e o Filho de Deus viviam do trabalho de José. E foi ele que situou Jesus na genealogia de Davi, na qual ele, o Messias, viria a nascer (Mt 1,1ss.).
E não teria sido José a dirigir a oração daquela sua família, à qual os anjos se uniam, enquanto o Pai e o Espírito Santo lhe enriqueciam o amor e a segurança?
José adestrou para o trabalho as mãos de Jesus Cristo, que era Deus e, até, alguma vez, de certo, se terá ele machucado, dando oportunidade a José de fazer-lhe curativo.
Uma vez, juntamente com Maria, José teve que procurar o filho por três dias, e, encontrado no templo, a Mãe, com infinita doçura, interpela o rapazinho: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos!” (Lc 2,48).
A honra, sem comparação de José foi precisamente esta: educou o Filho de Deus e assumiu-lhe a Mãe como esposa. Ele viveu, entretanto, de tal maneira como se nem se tivesse dado conta de existir também ele naquela casa.
Por uma vintena de anos dedicou-se, ignorado, à função de pai do Filho de Davi e de garantia da honra da Mãe. Viveu, porém, como se não existisse. Oportunamente saiu de cena na ponta dos pés. Mateus deu-lhe o título de ‘homem justo’, talvez para notar que era ele a pessoa adequada para exercer o papel de pai de Jesus Cristo e de esposo da Mãe de Deus.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos, instruídos pela meiguíssima Nossa Senhora, sobre os mistérios de seu
Filho divino Jesus Cristo, não só acreditastes nele, mas, prostrados com a rosto ao solo, vos humilhastes aos pés de Jesus e, com os sinais do maior recolhimento e fervor, profundamente, o adorastes como Deus verdadeiro, nós vos agradecemos por este primeiro ato de verdadeira adoração, que, em nome de todos os Gentios e, em nosso nome, prestastes ao Salvador do mundo. Agradecemos-vos também pelo belo exemplo, que, nesta oportunidade, como primeiros pais na fé, nos quisestes dar; exemplo de humildade, de recolhimento e do fervor interno com que se deve honrar o Senhor.
Alcançai, também para nós, este espírito de respeito para com a suprema Majestade de Deus. Alcançai que, na prática de todos os atos de religião que fazemos, evitar toda dissipação e toda negligência nas ações do culto ao Senhor, a fim de tomar-nos seus verdadeiros adoradores em espírito e verdade. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Visita a Jesus exposto no Santíssimo Sacramento, adora-o profundamente, prostrando-te possivelmente com a fronte até o chão, com a humildade e a devoção dos Magos e toma a resolução de ter-te sempre modesto e recolhido nos sagrados templos.
Jaculatória – Que seja sempre uma honra para mim adorar-te profundamente no teu templo e mostrar a todos que sou Cristão.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, sob a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
OITAVO DIA
A Mensagem de São Vicente Pallotti
Deus tornou-se um de nós e quis, a todo o custo, no-la dar a conhecer. Um anjo, dentro da noite, acordou os pastores, dizendo: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor... Encontrareis o recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Lc 2,11-12).
O Salvador ‘em panos’, em manjedoura?
Os pastores correram para a gruta e encontraram Maria, José e o Menino, este, um recém-nascido pobrezinho, sobre o feno que os animais iam comer.
Eles contavam tudo que tinham visto e ouvido e todos ficavam atônitos. O anjo falara de um Salvador, mas eles só tinham visto, naquela manjedoura, um lindo bebê, muito pobre!
No oriente, os Magos tinham visto a estrela dele e, sem atrasos, se tinham posto na estrada, seguindo o traçado que lhes fazia a estrela. Em Jerusalém, a luz da estrela empanou-se e os Magos, então, dirigiram-se a Herodes, para saber dele onde nascera o rei. Herodes reuniu sacerdotes e escribas, para ouvir o que é que as Escrituras diziam a respeito e eles verificaram que Belém, cidade do nascimento de Davi, teria visto acontecer o natal do novo rei.
Sacerdotes e escribas colheram a notícia, mas ninguém se moveu. Herodes recomendou aos Magos que procurassem cuidadosamente e lhe referissem onde o tivessem encontrado. Pois, maios sábios caminheiros saíram de Jerusalém, a estrela voltou a brilhar diante deles e guiou-os até o lugar em que o menino estava.
Encontraram-no com a Mãe. Adoraram-no e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra.
Os Magos não se perturbaram com a pobreza do novo rei. Havia neles uma certeza: ele era o dono das estrelas, e elas eram seus brinquedos de criança.
A Epifania descobre-nos o amor que Deus tem por nós e faz por nos tornar sabedores deste amor e de quanto este amor de Deus por nós seja grande. Os anjos anunciaram, cantando, a chegada do Salvador e convidaram os pastores a tomarem parte na festa. Os pastores, ouvido o abençoado recado, apressaram-se em difundir a felicidade por esta venturosa mensagem.
Os Magos vinham de muito longe. A confusão de Jerusalém não os desanimou. Os escribas tinham lido as profecias e não se mexeram. Os peregrinos do oriente, porém, confirmaram sua confiança na estrela.
E a estrela, com sua luz, voltou e os levou aos pés da Mãe e do Menino e eles o adoraram!
A Epifania, assim, é a revelação da invencibilidade do amor de Deus, que afirma a própria
presença!
“Aqui estou por vocês!” grita o Filho de Deus.
São Vicente Pallotti recolhe a mensagem e, por oito dias, em todas as línguas, com todas as vozes da liturgia e, com todos os corações dos fiéis da Igreja, faz proclamar em coro a gratidão do oriente e do ocidente, dos pastores e dos anjos, ao Filho de Deus e ao filho de Maria, que se fez igual a nós, para a salvação do mundo.
O Oitavário da Epifania, entretanto, era o eco de algo ainda mais importante. No ano anterior, em 1835, o padre Vicente lançara as bases da Sociedade ou União do Apostolado Católico, que pede a todos os católicos de se unirem todos juntos, clero e leigos, homens e mulheres, e de colocarem à disposição da fé e da caridade os próprios dons e a própria vida.
Oração aos Reis magos
Ó santos Reis Magos, não satisfeitos de ter podido homenagear o Salvador com vossas humildes e fervorosas adorações, quisestes ainda manifestar-lhe a vossa fé com sinais exteriores e visíveis. Oferecestes ao Rei-menino o ouro, como a verdadeiro Rei, a mirra como a verdadeiro homem e o incenso como a verdadeiro Deus. Nós vos agradecemos por esta santa lição que nos destes sobre a necessidade de manifestar a Deus e aos homens a verdade da Fé com a santidade das obras.
Alcançai também para nós a graça de compreender que a verdadeira fé sem as obras é morta e nada vale para a salvação. Alcançai-nos que tenhamos a graça de agir bem, como, por divina misericórdia, temos a ventura de crer bem. Que tenhamos a coragem e a força oportunas, no nosso modo de agir. Demonstrar-nos-emos verdadeiros cristãos, não só com as palavras, mas também com os fatos: poderemos alcançar aquela recompensa eterna de Deus, reservada somente àqueles que, não só crêem nos santos mistérios, mas que, além disso, observam fielmente os santos mandamentos. Amém.
Prática - Faze uma cuidadosa busca na tua caixa de livros e objetos contrários à religião; livra-te desta funesta bagagem do diabo, a fim de que ela não se torne motivo de escândalo para ti e para outros.
Jaculatória – Meu Senhor Jesus Cristo, só tu hás de reinar em minha pessoa e em minha casa e manter afastado todo pecado e toda desgraça.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a magnitude da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
Deus tornou-se um de nós e quis, a todo o custo, no-la dar a conhecer. Um anjo, dentro da noite, acordou os pastores, dizendo: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor... Encontrareis o recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Lc 2,11-12).
O Salvador ‘em panos’, em manjedoura?
Os pastores correram para a gruta e encontraram Maria, José e o Menino, este, um recém-nascido pobrezinho, sobre o feno que os animais iam comer.
Eles contavam tudo que tinham visto e ouvido e todos ficavam atônitos. O anjo falara de um Salvador, mas eles só tinham visto, naquela manjedoura, um lindo bebê, muito pobre!
No oriente, os Magos tinham visto a estrela dele e, sem atrasos, se tinham posto na estrada, seguindo o traçado que lhes fazia a estrela. Em Jerusalém, a luz da estrela empanou-se e os Magos, então, dirigiram-se a Herodes, para saber dele onde nascera o rei. Herodes reuniu sacerdotes e escribas, para ouvir o que é que as Escrituras diziam a respeito e eles verificaram que Belém, cidade do nascimento de Davi, teria visto acontecer o natal do novo rei.
Sacerdotes e escribas colheram a notícia, mas ninguém se moveu. Herodes recomendou aos Magos que procurassem cuidadosamente e lhe referissem onde o tivessem encontrado. Pois, maios sábios caminheiros saíram de Jerusalém, a estrela voltou a brilhar diante deles e guiou-os até o lugar em que o menino estava.
Encontraram-no com a Mãe. Adoraram-no e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra.
Os Magos não se perturbaram com a pobreza do novo rei. Havia neles uma certeza: ele era o dono das estrelas, e elas eram seus brinquedos de criança.
A Epifania descobre-nos o amor que Deus tem por nós e faz por nos tornar sabedores deste amor e de quanto este amor de Deus por nós seja grande. Os anjos anunciaram, cantando, a chegada do Salvador e convidaram os pastores a tomarem parte na festa. Os pastores, ouvido o abençoado recado, apressaram-se em difundir a felicidade por esta venturosa mensagem.
Os Magos vinham de muito longe. A confusão de Jerusalém não os desanimou. Os escribas tinham lido as profecias e não se mexeram. Os peregrinos do oriente, porém, confirmaram sua confiança na estrela.
E a estrela, com sua luz, voltou e os levou aos pés da Mãe e do Menino e eles o adoraram!
A Epifania, assim, é a revelação da invencibilidade do amor de Deus, que afirma a própria
presença!
“Aqui estou por vocês!” grita o Filho de Deus.
São Vicente Pallotti recolhe a mensagem e, por oito dias, em todas as línguas, com todas as vozes da liturgia e, com todos os corações dos fiéis da Igreja, faz proclamar em coro a gratidão do oriente e do ocidente, dos pastores e dos anjos, ao Filho de Deus e ao filho de Maria, que se fez igual a nós, para a salvação do mundo.
O Oitavário da Epifania, entretanto, era o eco de algo ainda mais importante. No ano anterior, em 1835, o padre Vicente lançara as bases da Sociedade ou União do Apostolado Católico, que pede a todos os católicos de se unirem todos juntos, clero e leigos, homens e mulheres, e de colocarem à disposição da fé e da caridade os próprios dons e a própria vida.
Oração aos Reis magos
Ó santos Reis Magos, não satisfeitos de ter podido homenagear o Salvador com vossas humildes e fervorosas adorações, quisestes ainda manifestar-lhe a vossa fé com sinais exteriores e visíveis. Oferecestes ao Rei-menino o ouro, como a verdadeiro Rei, a mirra como a verdadeiro homem e o incenso como a verdadeiro Deus. Nós vos agradecemos por esta santa lição que nos destes sobre a necessidade de manifestar a Deus e aos homens a verdade da Fé com a santidade das obras.
Alcançai também para nós a graça de compreender que a verdadeira fé sem as obras é morta e nada vale para a salvação. Alcançai-nos que tenhamos a graça de agir bem, como, por divina misericórdia, temos a ventura de crer bem. Que tenhamos a coragem e a força oportunas, no nosso modo de agir. Demonstrar-nos-emos verdadeiros cristãos, não só com as palavras, mas também com os fatos: poderemos alcançar aquela recompensa eterna de Deus, reservada somente àqueles que, não só crêem nos santos mistérios, mas que, além disso, observam fielmente os santos mandamentos. Amém.
Prática - Faze uma cuidadosa busca na tua caixa de livros e objetos contrários à religião; livra-te desta funesta bagagem do diabo, a fim de que ela não se torne motivo de escândalo para ti e para outros.
Jaculatória – Meu Senhor Jesus Cristo, só tu hás de reinar em minha pessoa e em minha casa e manter afastado todo pecado e toda desgraça.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a magnitude da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Dia mundial da paz - Santa Maria Mãe de Deus

A paz é um dom de Deus e também uma conquista diária do ser humano. Neste primeiro dia do Novo Ano (2011), quero invocar a bênção de Deus para que você seja uma nova pessoa, com novos sonhos e desejos.
Que tal... COMEÇAR O ANO de 2011, perdoando quem nunca teve coragem de perdoar? Com um OLHAR novo de esperança, sendo construtor de uma sociedade melhor? Cumprir com suas obrigações familiares e profissionais com mais amor e responsabilidade, dando mais atenção a cada pessoa que encontrar, ao longo deste ano, amando mais a cada um, com um novo amor, com o mesmo olhar com que Cristo e Maria nos olham? Para você isso é possível?
Se pensou positivamente, então o próprio Deus quer abençoar você.
"Abençoareis os filhos de Israel assim: O Senhor te abençoe e te proteja! O Senhor volte seu rosto para ti e se compadeça de ti! O Senhor dirija o seu olhar para ti e te conceda a Paz! Assim invocarão o meu nome, e eu os abençoarei..." (Nm 6,22-27)
Que sentido tem pedir a bênção de Deus?
A bênção não é um ato mágico para resolver os problemas. Quem a recebe terá as mesmas dificuldades que os outros. Entretanto, recebe a força necessária para enfrentá-las através da nova luz que procede da nossa fé. É uma maneira de reconhecer a nossa dependência de Deus em todos os dias do novo ano.
A Igreja quer nos lembrar, desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos anjos em Belém, só é possível às pessoas de boa vontade, que se esforçam dia a dia para construir a Paz; paz que é antes de tudo obra de justiça e fruto do amor...
A todos vocês, que seguem este Blog, recebam as bênçãos de Deus e de Maria sua Mãe, e tenham um ano repleto da sua graça. Feliz 2011.
Se pensou positivamente, então o próprio Deus quer abençoar você.
"Abençoareis os filhos de Israel assim: O Senhor te abençoe e te proteja! O Senhor volte seu rosto para ti e se compadeça de ti! O Senhor dirija o seu olhar para ti e te conceda a Paz! Assim invocarão o meu nome, e eu os abençoarei..." (Nm 6,22-27)
Que sentido tem pedir a bênção de Deus?
A bênção não é um ato mágico para resolver os problemas. Quem a recebe terá as mesmas dificuldades que os outros. Entretanto, recebe a força necessária para enfrentá-las através da nova luz que procede da nossa fé. É uma maneira de reconhecer a nossa dependência de Deus em todos os dias do novo ano.
A Igreja quer nos lembrar, desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos anjos em Belém, só é possível às pessoas de boa vontade, que se esforçam dia a dia para construir a Paz; paz que é antes de tudo obra de justiça e fruto do amor...
A todos vocês, que seguem este Blog, recebam as bênçãos de Deus e de Maria sua Mãe, e tenham um ano repleto da sua graça. Feliz 2011.
31 de dezembro - data da experiência mística de Pallotti com Maria

Hoje, último dia do ano. Como seria bonito não esquecer esta data, 31 de dezembro de 2010. Para nós palotinos, é uma data comemorativa, pois, há 178 anos, nosso Fundador, São Vicente Pallotti, recebeu uma grande graça, o Esponsalício Espiritual com Maria Santíssima (31/12/1832). Segundo seus escritos, que não podem ser comprovado por nós e nem rejeitado, porque ele foi a única destemunha deste acontecimento tão profundo, no qual Maria, Mãe da Misericórdia, para triunfar com o milagre da misericórdia sobre a ingratidão e inconcebíbel indignidade do mais miserável súdito do seu Reino de Misericórdia, dignou-se fazer misericordiosamente o Esponsalício espiritual com tal súdito, e concedeu-lhe o dote de tudo quanto possui, fez-lhe reconhecer, como seu, o próprio Filho Divino, e sendo Esposa do Espírito Santo, se empenhou para que ele seja inteiramente transformado no Espírito Santo. Ó Misericórdia de Maria, Imaculada Rainha, que piedosamente reza pelo seu sacrílego pecador, que jamais foi e será entre os súditos do seu Império de Misericórdia. Misericórdia! Misericórdia! Misericórdia! O paraíso é repleto da Misericórdia de Maria. Por isso, cantarei eternamente as Misericórdias do Senhor. Cantarei eternamente as Misericórdias de Maria.
[Segue o texto original, tirado das Obras Completas do fundador, enviado pelo Pe. Stanislao Stawicki, para comemorar os 178 anos do Esponsalício Espiritual de Pallotti com Maria, ou seja, uma genuína experiência mística, que jamais se ouviu na história. Temos mais dois casos, mas, o de Pallotti, é mais misterioso de todos].
Oggi, l’ultimo giorno dell’anno. Come sarebbe bello non dimenticare in questo 31 dicembre 2010 quelo che fu arrivato al nostro santo Fondatore 178 anni fa, il 31 dicembre 1832. Infatti, “nel dì ultimo dell’anno 1832 – scrive Pallotti, la gran Madre della Misericordia, per trionfare con un Miracolo di Misericordia sull’ingratitudine e inconcepibile indegnità del più miserabile suddito del suo Regno di Misericordia, si degna di fare misericordiosamente lo Sposalizio spirituale con tale suddito; e gli porta in dote tutto quanto possiede, gli fa riconoscere, come suo, il proprio Figlio Divino, ed essendo Sposa dello Spirito Santo, s’impegna perché egli sia interamente trasformato nello Spirito Santo. Oh Misericordia di Maria, Immacolata Regina, che tanto pietosamente si muove a pregare per il più sacrilego peccatore che mai fu e sarà tra i sudditi del suo Impero della Misericordia. Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Il Paradiso è pieno delle Misericordie di Maria. Canterò in eterno la Misericordia del Signore. Canterò in eterno le Misericordie di Maria!” (OOCC X, 195-196).
Una pagina semplice e sublime; sublime proprio perché in essa il santo racconta con semplicità un’esperienza mistica. Lo Sposalizio Spirituale di san Vincenzo con la Madre di Dio, come tutte le esperienze di questo tipo, non partì da lui. Questi fatti dipendono solo dalla Misericordia di Dio. È la Madre di Dio che prende l’iniziativa di celebrare il suo sposalizio con don Vincenzo. Non abbiamo alcun mezzo per fare un’analisi storica del fatto. Il santo che lo narra è l’unico testimone; o lo si rifiuta, o lo si prende come giace. Una cosa è certa, quest’ultimo giorno dell’anno 1832 Pallotti, come noi oggi, è stato a Roma.
Oggi, l’ultimo giorno dell’anno. Come sarebbe bello non dimenticare in questo 31 dicembre 2010 quelo che fu arrivato al nostro santo Fondatore 178 anni fa, il 31 dicembre 1832. Infatti, “nel dì ultimo dell’anno 1832 – scrive Pallotti, la gran Madre della Misericordia, per trionfare con un Miracolo di Misericordia sull’ingratitudine e inconcepibile indegnità del più miserabile suddito del suo Regno di Misericordia, si degna di fare misericordiosamente lo Sposalizio spirituale con tale suddito; e gli porta in dote tutto quanto possiede, gli fa riconoscere, come suo, il proprio Figlio Divino, ed essendo Sposa dello Spirito Santo, s’impegna perché egli sia interamente trasformato nello Spirito Santo. Oh Misericordia di Maria, Immacolata Regina, che tanto pietosamente si muove a pregare per il più sacrilego peccatore che mai fu e sarà tra i sudditi del suo Impero della Misericordia. Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Il Paradiso è pieno delle Misericordie di Maria. Canterò in eterno la Misericordia del Signore. Canterò in eterno le Misericordie di Maria!” (OOCC X, 195-196).
Una pagina semplice e sublime; sublime proprio perché in essa il santo racconta con semplicità un’esperienza mistica. Lo Sposalizio Spirituale di san Vincenzo con la Madre di Dio, come tutte le esperienze di questo tipo, non partì da lui. Questi fatti dipendono solo dalla Misericordia di Dio. È la Madre di Dio che prende l’iniziativa di celebrare il suo sposalizio con don Vincenzo. Non abbiamo alcun mezzo per fare un’analisi storica del fatto. Il santo che lo narra è l’unico testimone; o lo si rifiuta, o lo si prende come giace. Una cosa è certa, quest’ultimo giorno dell’anno 1832 Pallotti, come noi oggi, è stato a Roma.
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