A paróquia Santo Antônio de Cambé celebra o Oitavário da Epifania. Como no tempo de São Vicente Pallotti, as missas estão sendo celebradas, cada dia, em uma língua diferente. No dia 04/01/11, Pe. Valdeci de Almeida presidiu a missa na língua do seu Fundador, em italiano. Você pode assistir partes da missa na referida língua, com a homilia em português.
Na certeza de que com Deus tudo posso, criei este BLOG para que você conheça o pensamento e o carisma de S. vicente Pallotti, fundador da União do Apostolado Católico (UAC). Ele foi um dos primeiros, na Igreja, a dizer que todos os batizados são apóstolos de Jesus Cristo. Por isso, você também é convidado a viver intensamente a sua fé, fazendo muitas coisas na Igreja, conforme o seu estado de vida, para que o Cristo seja mais amado e seguido. O seu testemunho de fé é muito importante.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Missa em italiano, no Oitavário da Epifania, em Cambé.
A paróquia Santo Antônio de Cambé celebra o Oitavário da Epifania. Como no tempo de São Vicente Pallotti, as missas estão sendo celebradas, cada dia, em uma língua diferente. No dia 04/01/11, Pe. Valdeci de Almeida presidiu a missa na língua do seu Fundador, em italiano. Você pode assistir partes da missa na referida língua, com a homilia em português.
domingo, 2 de janeiro de 2011
OITAVÁRIO DA EPIFANIA DE SÃO VICENTE PALLOTTI
Dados históricos
São Vicente Pallotti nasceu em Roma, no dia 21 de abril de 1795, na rua Via del Pellegrino, perto do edifício da Chancelaria.
Se tivesse dependido só de si mesmo, ter-se-ia tomado Capuchinho, mas era muito frágil de saúde e foi-lhe aconselhado tornar-se padre diocesano.
Em 1816, para controlar sua fidelidade aos propósitos que fazia, começou a escrever as suas meditações e aspirações. Assim podemos conhecer as suas primeiras aspirações. Dentre elas, as mais expressivas eram as seguintes: “Ah, se me fora dado amar ao infinito, sofrer ao infinito e ser infinitamente desprezado por Ti, Senhor!” Duas eram as fundamentais certezas entre as quais se fazia a sua vida espiritual: “O nada e o pecado é toda a minha vida!” e: “Vicente, não creias nunca que tu não possas fazer aquilo que fizeram os maiores santos; pensa, ao contrário, que Deus tenha te dado já tal graça e, a todo instante, verifica o aumento dela em ti”.
Tomou-se padre a 16 de maio de 1818 e, apenas uma semana depois, escreveu a São Gaspar del Bufalo, que já fora ordenado havia dez anos: “Guerra, guerra ao pecado! Ao fogo, ao fogo com todas as figuras que possam ser de estímulo ao pecado!”
O trabalho com associações juvenis, a direção espiritual do Seminário Romano e da Academia de Teologia, ocuparam os anos da sua juventude e, em 1832, a grande Mãe de Misericórdia tomou-o como seu esposo e lhe trouxe como dote tudo que possuía e lhe ofereceu seu Menino Jesus Cristo, para que o reconhecesse como seu. Desde então, ele viveu com esta melodia na alma: A Mãe de Deus é minha Esposa e Jesus Cristo é o meu Menino!
Três anos após, em 1835, pediu que, à custa de sofrimentos sem tamanho e sem medida, lhe fosse concedida a graça de destruir todo pecado e de promover todo bem, em todo o mundo. Foi quando Deus lhe sugeriu a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No ano seguinte, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”
Se tivesse dependido só de si mesmo, ter-se-ia tomado Capuchinho, mas era muito frágil de saúde e foi-lhe aconselhado tornar-se padre diocesano.
Em 1816, para controlar sua fidelidade aos propósitos que fazia, começou a escrever as suas meditações e aspirações. Assim podemos conhecer as suas primeiras aspirações. Dentre elas, as mais expressivas eram as seguintes: “Ah, se me fora dado amar ao infinito, sofrer ao infinito e ser infinitamente desprezado por Ti, Senhor!” Duas eram as fundamentais certezas entre as quais se fazia a sua vida espiritual: “O nada e o pecado é toda a minha vida!” e: “Vicente, não creias nunca que tu não possas fazer aquilo que fizeram os maiores santos; pensa, ao contrário, que Deus tenha te dado já tal graça e, a todo instante, verifica o aumento dela em ti”.
Tomou-se padre a 16 de maio de 1818 e, apenas uma semana depois, escreveu a São Gaspar del Bufalo, que já fora ordenado havia dez anos: “Guerra, guerra ao pecado! Ao fogo, ao fogo com todas as figuras que possam ser de estímulo ao pecado!”
O trabalho com associações juvenis, a direção espiritual do Seminário Romano e da Academia de Teologia, ocuparam os anos da sua juventude e, em 1832, a grande Mãe de Misericórdia tomou-o como seu esposo e lhe trouxe como dote tudo que possuía e lhe ofereceu seu Menino Jesus Cristo, para que o reconhecesse como seu. Desde então, ele viveu com esta melodia na alma: A Mãe de Deus é minha Esposa e Jesus Cristo é o meu Menino!
Três anos após, em 1835, pediu que, à custa de sofrimentos sem tamanho e sem medida, lhe fosse concedida a graça de destruir todo pecado e de promover todo bem, em todo o mundo. Foi quando Deus lhe sugeriu a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No ano seguinte, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”
A primeira celebração popular do sentido e significado da Epifania aconteceu na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, na rua Via Giulia. Como a festa da Epifania tinha oitava litúrgica, isto é, durava oito dias, durante oito dias foi feita a solene celebração: foi o primeiro Oitavário da Epifania. O primeiro anúncio – cartaz impresso – tinha a data de 13 de dezembro de 1835, e levava o título de ‘Sagrado Oitavário para a Propagação da Fé’; ostentava o emblema do Apostolado Católico e era assinado pelo Cardeal Vigário. Fato especial foi que, durante o primeiro Oitavário, o prussiano Tiago Knarner resolveu renunciar ao protestantismo, para filiar-se à Igreja Católica.
A primeira celebração foi realizada na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, da qual era Reitor o padre Vicente. No ano seguinte, entretanto, foi preciso recorrer à grande Igreja de San Carlo al Corso e, nela, pregou o Cardeal Vigário. Da mesma forma, no ano seguinte. Depois, as celebrações se transferiram para a Igreja de Sant’Andrea della Valle, mais ampla e mais central.
A tabela das celebrações de 1898 pode nos dar uma ideia da intensidade e amplitude das mesmas, no Oitavário. Abria-se a Igreja às 5h 30min com o Santo Rosário e a celebração da Santa Missa. Às 6h, havia a pregação em Italiano; às 8h30min, Missa cantada em Rito Latino; às 9h30min, Celebração em um Rito Oriental; às 15h, leitura de uma reflexão sobre a Epifania, Rosário, pregação e Bênção Eucarística presidida por um Cardeal; às 17h, novamente: leitura, pregação e Bênção presidida por um Bispo. A Missa das 8h 30min estava confiada, alternadamente, às várias famílias religiosas, e, por sua vez, seminários e colégios intervinham nas grandes celebrações da parte da tarde. Havia sempre grande disponibilidade de confessores e as ofertas que se recolhiam na igreja eram encaminhadas para as missões.
O Padre Gioacchino Ventura, Superior Geral dos Teatinos, redigiu preciosas leituras sobre a Epifania.
Recolhemos algum trecho delas, que se encontram distribuídos pelas leituras dos oito dias a seguir.
PRIMEIRO DIA
Profecia – Jesus, luz verdadeira
O profeta Isaías, com setecentos anos de antecedência, previu a chegada dos Magos, quando, no capítulo 60, dizia: “Levanta-te, Jerusalém, pois chegou a tua luz... Teus filhos vêm de longe ... Caravanas e mais caravanas de camelos te inundarão... trazendo ouro e incenso”. E, já antes, do Sl 72,10-11, o povo tinha cantado, no templo: “Os reis de Tarsis e das ilhas lhe enviem presentes, os reis de Sabá e Seba lhe paguem tributo, todos os reis se prostrem diante dele e o sirvam todas as nações!”.
O próprio Jesus afirmou: “Tudo me foi entregue pelo Pai” (Mt 11,27).
“Possuo ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. É preciso que as traga e elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” (10 10,16). “Tal é a ordem que recebi do Pai”... “Eu sou a luz do mundo” (108,12).
Os samaritanos, desprezados pelos judeus, proclamaram Jesus Salvador do mundo e ele, feliz, revelou: “O Pai me ama porque dou minha vida... Ninguém a tira de mim. Sou eu mesmo que a dou” (Jo 10,17).
É esta a luz da Epifania. Deus queria dar-se, para a nossa salvação, e buscava oportunidade de poder fazê-lo e de nos dar conhecimento do fato. Pediu e obteve o consentimento da Virgem Mãe, apresentou-se na nudez de uma gruta de animais e os primeiros destinatários do extraordinário acontecimento foram pastores que vigiavam os rebanhos dos arredores. Quanto aos magos do Oriente, eles observam os céus, descobrem uma estrela e lhes é dado compreender sua linguagem.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis do oriente, verdadeiros Magos, isto é, verdadeiros sábios, porque, deixando de lado a ciência profana, dedicáveis toda a vossa pesquisa em adquirir a ciência divina, que é Jesus Cristo e o esperáveis e o buscáveis nos livros e nas tradições, com a humildade do espírito, com a sinceridade do coração, com a retidão do afeto: nós vos agradecemos o belo exemplo que nos destes, quando tanto empenho pusestes na busca de Jesus Cristo, nosso Salvador. Alcançai-nos também a nós a graça de conhecer o relativo valor das realidades terrenas e a importância de viver a vida de Jesus Cristo, para alcançar, assim, a sua salvação. Assim desapegado o nosso coração das fugazes preocupações do tempo, não virá a esquecer a grande preocupação da eternidade. Amém. Pai nosso, Ave Maria e Glória.
Prática – Em agradecimento ao Filho de Deus por ter-se humilhado ao ponto de assumir a nossa pobre e enferma natureza, poderá visitar amanhã alguma pessoa pobre em sua casa ou no hospital e fazer um ato de humildade e de caridade.
Jaculatória – Não esqueçais, Senhor e Criador de todas as coisas, que, ao nascerdes do seio puríssimo de Maria, tomastes a forma do nosso corpo e socorrei-nos nas nossas indigências.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, mediante misteriosa estrela, revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as por sua luz até junto do Deus-Salvador pequenino, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
SEGUNDO DIA
O chamado e a resposta dos Magos
- Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo (Mt 2,2), disseram os Magos. Feliz imediatismo!
Chegados a Jerusalém, entretanto, não viram mais a estrela. Talvez tenham pensado ter chegado ao término da viagem e que todos estivessem ao corrente do nascimento assinalado pela estrela. Passaram a perguntar:
- Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.
Que distância entre a conduta dos Magos e a do povo de Jerusalém! Os Magos, vista a estrela, puseram-se logo a caminho, sem sequer perguntar-se quando e onde teriam encontrado o recém-nascido Rei. Em vez, os Judeus de Jerusalém não se deram nenhum cuidado. Estava em seus livros que seu Rei teria nascido em Belém, mas ninguém ligava para o fato. Quando ouviram que ele tinha nascido e que os magos tinham vindo para adorá-lo, ninguém se mexeu para prestar-lhes homenagens. Só Herodes pediu para ser informado, no intuito de livrar-se dele.
Mas a estrela tornou a aparecer e os conduziu, felizes, até a soleira do lugar em que os esperava o nascido Rei.
A indiferença dos Judeus pelo nascimento do próprio Rei é desconcertante. Os Magos vinham de longe para prestar-lhe homenagem e eles, informados do seu nascimento por forasteiros, que tinham vindo pelo sinal de misteriosa estrela, apesar de certificados de que teria nascido em Belém, não se moveram por nada.
Contudo, porém, a indiferença deles, não deteve o curso da Misericórdia infinita! Deus não muda de projeto só porque as criaturas não lhe vêm ao encontro. A estrela voltou a iluminar o caminho dos Magos e parou precisamente lá onde estava o Menino e sua Mãe.
É justamente esta a maneira grande de Deus, quando vem de encontro à nossa irresponsabi-lidade. Tinha-se feito anunciar como Rei e Salvador e não faltou à hora marcada, mas não havia ninguém que o aguardas-se. Ele, entretanto não anulou o programa, mandou os anjos convidarem os pastores e estes acorreram para cumprimentar o novo Rei na manjedoura e conheceram aquela Mãe, que era vigiada pelo olhar de um homem em adoração chamado José.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos, que mal vistes resplandecer no Oriente a estrela milagrosa, sinal do nascimento do Salvador do mundo não admitistes a mais breve demora, para ir em busca do nascido Messias, que vos era indicado e para obedecer ao divino chamado, não ti vestes cuidados com os perigos e incômodos de longa e penosa estrada: nós vos agradecemos por este belo exemplo que nos destes de pronta correspondência à voz de Deus. Alcançai também para nós este espírito de docili-dade e de obediência às muitas inspirações, aos muitos convites amorosos com que a divina misericórdia nos chama à conversão, isto é, a uma posição mais cristã e mais perfeita, no sentido de que evitemos o tremendo castigo do divino silêncio e do divino abandono, ameaçado aos que se fazem surdos aos divinos apelos. Amém. Pai nosso. Ave Maria, Glória.
Ó santos Reis Magos, que mal vistes resplandecer no Oriente a estrela milagrosa, sinal do nascimento do Salvador do mundo não admitistes a mais breve demora, para ir em busca do nascido Messias, que vos era indicado e para obedecer ao divino chamado, não ti vestes cuidados com os perigos e incômodos de longa e penosa estrada: nós vos agradecemos por este belo exemplo que nos destes de pronta correspondência à voz de Deus. Alcançai também para nós este espírito de docili-dade e de obediência às muitas inspirações, aos muitos convites amorosos com que a divina misericórdia nos chama à conversão, isto é, a uma posição mais cristã e mais perfeita, no sentido de que evitemos o tremendo castigo do divino silêncio e do divino abandono, ameaçado aos que se fazem surdos aos divinos apelos. Amém. Pai nosso. Ave Maria, Glória.
Prática – Examina bem o que Deus tem querido de ti no curso da tua vida e se ainda estás em tempo de executá-lo. Se não, faze o equivalente com o conselho de teu diretor espiritual.
Jaculatória – Senhor, falai sempre à minha mente e ao meu coração, porque eu, vosso servo fiel, quero sempre ouvir-vos e obedecer-vos.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, mediante o sinal da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze benigno também a nós, que já tivemos oportunidade de conhecer-te pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Jaculatória – Senhor, falai sempre à minha mente e ao meu coração, porque eu, vosso servo fiel, quero sempre ouvir-vos e obedecer-vos.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, mediante o sinal da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze benigno também a nós, que já tivemos oportunidade de conhecer-te pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
TERCEIRO DIA
Inquietação em Jerusalém e inércia de sua gente
Os Magos dirigiram aos habitantes de Jerusalém uma pergunta muito precisa:
- Onde está o Rei que nasceu?
Para eles o fato era certo. A estrela os tinha informado e guiado para que pudessem homenagear o Rei e levar-lhe presentes.
A sinceridade dos Magos era transparente, a cidade se pôs em alvoroço. A notícia de um recém-nascido Rei fez o efeito de um raio inesperado. Herodes entrou em preocupação: o que se dizia significava uma ameaça ao seu trono! Toda a cidade participava da sua inquietação.
Os próprios Magos teriam podido temer uma reação à sua mensagem. A certeza deles, porém, era categórica, era tão clara que eles só perguntavam, com a maior espontaneidade, onde é que encontrariam o recém-nascido Rei, para poderem oferecer a ele a sua adoração e os seus presentes: ora, adoração e presentes!...
Pois foi isto que perturbou Herodes! Tanto que ele mandou reunir o Sinédrio e os sábios. Estes citaram a profecia de Miquéias: “E tu, Belém, terra de Judá, de forma alguma és o menor dos distritos de Judá, porque de ti sairá um chefe que apascentará meu povo de Israel” (Mt 2,6).
Parece quase impossível que, diante da evidência da profecia e diante dos Magos, que tinham feito viagem tão longa, à luz de uma estrela, para trazer os seus presentes ao recém-nascido Rei dos Judeus, os Judeus, por sua vez, não revelassem qualquer interesse por seu Rei e não sentissem nenhum constrangimento diante dos Magos que, de tão longe, tinham vindo trazer presentes ao Rei dos Judeus.
Contudo isto é quase nada, porque, dentro de trinta anos, em Jerusalém, Pilatos perguntaria àquele povo:
- Hei de crucificar o vosso rei? (10 19,15).
E eles a responder:
- Nós não temos outro rei senão César: crucifica-o (10 19,15)!
O que havia de mais extraordinário era que aquele rei, que vinha de nascer, já sabia agora do acolhimento que iria ter por parte do seu povo mais tarde, a despeito de seus espetaculares milagres. Não obstante, entretanto ele não modificou em nada agora a seu projeto divino: levou-o integralmente à realização.
Pois, contudo, também nós, Senhor, quantas vezes te rejeitamos. Tu és, entretanto, sempre o nosso rei, porque a tua realeza não depende de nós. Tu és o nosso rei porque nos criastes e não podemos ser senão teus, mesmo que rejeitemos a tua realeza.
Oração aos Reis Magos
Ó Santos Reis Magos! Chegados a Jerusalém e, desaparecida a estrela que até então vos tinha acompanhado, vos pusestes a perguntar aos moradores onde teria nascido o seu Rei, não recebestes qualquer informação. Só depois, com o retomo da estrela tivestes a sorte de encontrá-lo. Nós vos agradecemos este belo exemplo que nos destes de humilde submissão e de perfeita confiança nas palavras nos sagrados Ministros por Deus estabelecidos Alcançai-nos também a nós estes espírito de submissão e confiança na Providência divina que nos guia através da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Escolhe um Diretor espiritual, douto e prudente, revela-lhe todo o teu íntimo e promete-lhe obediência no que se refira à tua alma.
Jaculatória – Senhor, mostra-me os caminhos por onde queres que eu ande e, por meio dos teus ministros, faz-me conhecer a tua vontade.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, pela luz da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze a nós também, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a majestade da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
QUARTO DIA
Jaculatória – Senhor, mostra-me os caminhos por onde queres que eu ande e, por meio dos teus ministros, faz-me conhecer a tua vontade.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, pela luz da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze a nós também, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a majestade da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
QUARTO DIA
Os magos adoram o Menino
Herodes confiou aos Magos a tarefa de encontrar o recém-nascido Rei e recomendou-lhes que o informassem, porque ele também queria prestar-lhe homenagens. Quem acendera a estrela para os Magos, porém, sabia dos pensamentos de Herodes, antes mesmo que ele os tivesse concebido.
Os magos se puseram novamente a caminho. A estrela voltou a cintilar diante deles e a felicidade deles se tomou incontida, Cantavam, corriam, porque tinham certeza de que aquela era a estrela do Rei, que os teria conduzido, sem erro, até ele e que a meta já estaria perto. O evangelista Mateus, de feito, escreveu: “Ao enxergarem a estrela foram tomados de uma alegria muito grande” (Mt 2,10).
Que em Jerusalém ninguém soubesse nada a respeito do recém-nascido novo Rei e que ninguém se tivesse preocupado em procurá-lo juntamente com eles, podia abalar a sua segurança. A estrela, porém, voltou a brilhar para eles. Então, o Rei tinha nascido realmente: lá estava a estrela, a guia era segura. Era só segui-la. Eles decidiram fazê-lo, até o fim, não importa até
onde. Tinham estremecido. Veio-lhes o pensamento de terem, talvez, dado curso a um jogo da própria fantasia. Entretanto, lá estava, porém, novamente, a estrela a indicar o caminho, a dar coragem. Tomada ainda mais cintilante, ela estacou!
Olharam em tomo... Não havia ninguém. Não havia porta. Era uma gruta. Entraram. Viram um Menino e Maria, sua Mãe. Não havia mais nada: a manjedoura era berço e trono do Rei.
Mas não faltava nada. Aquela era a casa do infinito, da plenitude, da alegria, da virgindade que dava à luz um filho, que, por sua vez, era o Eterno. Uma gruta que via a mais impensável maravilha: uma Virgem que dava à luz um Filho, cujo reino jamais teria fim.
Os Magos caíram de joelhos e adoraram aquele menino que não falava, que estava na manjedoura...
Eles, entretanto, como se quisessem despojar-se de tudo, para vesti-lo a ele, esvaziam as suas sacolas e lhe oferecem ouro, incenso e mirra.
Depois, correm os olhos em tomo: era mesmo uma gruta. Não havia nem haverá jamais um palácio real, uma casa mais venerável e mais feliz, mais solene, mais celebrada e amada que essa gruta que foi testemunha do estupor da Virgem Mãe, que, ao mundo, deu o Filho Homem-Deus, nutriu-o, estreitou-o ao coração: era o Filho dela!
Ela acolheu os reis do oriente, que tinham vindo prestar homenagem ao Rei dos Judeus e encontraram o Rei do Universo, cujo reinado jamais terá término.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos! Na estrela milagrosa, que vos conduziu a Belém, reconhecestes também o símbolo da mediação de Maria, na concessão da graça da Fé e que, chegados à gruta, com verdadeira humildade de espírito e fervor do coração, recebestes dos lábios dela as revelações divinas e, das suas mãos, Jesus Menino, nós vos agradecemos por este primeiro exemplo de devoção e de amor para com Maria, que destes à verdadeira Igreja, da qual fostes as felizes primícias.
Alcançai, também a nós, este espírito de humilde devoção e de temo amor para com a grande Mãe de Deus, a fim de que, também nós, depois de ter recebido, por sua mediação, as graças de Jesus Cristo, durante a vida, venhamos a obter ainda a visão dele e a sua eterna posse, depois da morte. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Ó santos Reis Magos! Na estrela milagrosa, que vos conduziu a Belém, reconhecestes também o símbolo da mediação de Maria, na concessão da graça da Fé e que, chegados à gruta, com verdadeira humildade de espírito e fervor do coração, recebestes dos lábios dela as revelações divinas e, das suas mãos, Jesus Menino, nós vos agradecemos por este primeiro exemplo de devoção e de amor para com Maria, que destes à verdadeira Igreja, da qual fostes as felizes primícias.
Alcançai, também a nós, este espírito de humilde devoção e de temo amor para com a grande Mãe de Deus, a fim de que, também nós, depois de ter recebido, por sua mediação, as graças de Jesus Cristo, durante a vida, venhamos a obter ainda a visão dele e a sua eterna posse, depois da morte. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Visita uma igreja dedicada a Nossa Senhora, agradece-lhe todas as graças divinas, que, por sua intercessão, recebeste e oferece-te a ela, como servo e filho, para o resto da vida.
Jaculatória – Ó Maria, mostra-me na pátria celeste a Jesus Cristo, fruto bendito do teu seio, que, neste exílio terrestre, tenho conhecido pela fé.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, benigno, também a nós, que já te viemos a conhecer pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
QUINTO DIA
O que teria conversado Maria com os Magos
O evangelista Mateus, único a narrar a vinda dos Magos, escreveu: “E, entrando na casa, viram o menino com Maria sua Mãe” (Mt 2,11).
Os Magos sabem que o nome da Mãe é Maria e o evangelista parece estar a nos convidar a contemplar a surpresa deles, à vista daquele ambiente: o Rei, naquela solidão e pobreza; a Mãe, que dera ao mundo a luz e a vida – precisamente ela! - a aleitar o Criador do mundo!
Os Magos oferecem ao Menino ouro, incenso e mirra. Ante o amor deles, que, orientados, no deserto, por uma estrela, aí estavam junto da manjedoura, Maria não pôde não referir o modo como ela se tomara Mãe e o que foi que o anjo lhe tinha dito daquele filho: eles, após tão longo caminho andado, à luz de uma estrela, atiram-se de joelhos diante do menino, a despeito de se encontrar ele numa manjedoura. A mãe achou que seria justo pô-los ao par de quanto o anjo Gabriel, enviado por Deus, lhe tinha dito a respeito daquela sua maternidade e relembrou: o parto, acontecido por obra
do Espírito Santo ... o Menino seria o ‘Filho do Altíssimo’ ... ele seria grande ... seu reino não teria fim ...
Os Magos escutam petrificados... Beijam os pés daquela Mãe de Deus e lhe pedem licença para acariciar com seus dedos o rosto daquele filho, tão pequenino e tão imensamente grande ...
Começam a entender por que uma estrela fora convocada para anunciar o nascimento daquele Rei, mas não chegam a dar-se conta por que, justamente eles, estavam diante daquela mulher, que, por obra do Espírito Santo, tinha dado ao mundo o Salvador e que justamente eles podiam enxergar com os próprios olhos aquele Rei de um Reino sem fim, naquela manjedoura e aquela Mãe tão excelsa, a conversar com eles na simplicidade da mulher mais humilde que tivesse dado à luz um seu bebê.
Uma estrela, de brilho raro, tinha orientado a caminhada deles. Estão podendo contemplar o rosto daquela que, por obra do Espírito Santo, tinha gerado o Salvador e, na manjedoura, estão podendo enxergar o Rei cujo Reino teria superado todos os limites do tempo e do espaço.
O evangelista Mateus, único a narrar a vinda dos Magos, escreveu: “E, entrando na casa, viram o menino com Maria sua Mãe” (Mt 2,11).
Os Magos sabem que o nome da Mãe é Maria e o evangelista parece estar a nos convidar a contemplar a surpresa deles, à vista daquele ambiente: o Rei, naquela solidão e pobreza; a Mãe, que dera ao mundo a luz e a vida – precisamente ela! - a aleitar o Criador do mundo!
Os Magos oferecem ao Menino ouro, incenso e mirra. Ante o amor deles, que, orientados, no deserto, por uma estrela, aí estavam junto da manjedoura, Maria não pôde não referir o modo como ela se tomara Mãe e o que foi que o anjo lhe tinha dito daquele filho: eles, após tão longo caminho andado, à luz de uma estrela, atiram-se de joelhos diante do menino, a despeito de se encontrar ele numa manjedoura. A mãe achou que seria justo pô-los ao par de quanto o anjo Gabriel, enviado por Deus, lhe tinha dito a respeito daquela sua maternidade e relembrou: o parto, acontecido por obra
do Espírito Santo ... o Menino seria o ‘Filho do Altíssimo’ ... ele seria grande ... seu reino não teria fim ...
Os Magos escutam petrificados... Beijam os pés daquela Mãe de Deus e lhe pedem licença para acariciar com seus dedos o rosto daquele filho, tão pequenino e tão imensamente grande ...
Começam a entender por que uma estrela fora convocada para anunciar o nascimento daquele Rei, mas não chegam a dar-se conta por que, justamente eles, estavam diante daquela mulher, que, por obra do Espírito Santo, tinha dado ao mundo o Salvador e que justamente eles podiam enxergar com os próprios olhos aquele Rei de um Reino sem fim, naquela manjedoura e aquela Mãe tão excelsa, a conversar com eles na simplicidade da mulher mais humilde que tivesse dado à luz um seu bebê.
Uma estrela, de brilho raro, tinha orientado a caminhada deles. Estão podendo contemplar o rosto daquela que, por obra do Espírito Santo, tinha gerado o Salvador e, na manjedoura, estão podendo enxergar o Rei cujo Reino teria superado todos os limites do tempo e do espaço.
Oração aos Reis Magos
Ó Santos Reis Magos, que, ao entrardes em Jerusalém, íeis conversando sobre o nascimento do verdadeiro Messias e sobre a firme resolução vossa de reconhecê-lo e adorá-lo, nós vos agradecemos este belo exemplo, exemplo de coragem e de constância na busca de Jesus Cristo. Alcançai-nos, também para nós, este espírito de perseverança e de coragem em professar a santa fé que temos no coração, mesmo à custa de incorrer em ódio e em ofensas dos ímpios. Assim, pode-
remos receber como vós, a recompensa prometida aos que confessam Jesus Cristo, isto é, ser por ele também reconhecidos quais discípulos e filhos do Pai celeste. Amém. Pai nosso, Ave Maria e Glória.
Prática – Procura reencontrar algum companheiro dos teus descaminhos de espírito e de coração e, para compensar o escândalo que lhe tens dado, confessa-lhe, sem respeito humano, que decidiste mudar de vida e exorta-o a imitar-te.
Jaculatória – Senhor, quero, com palavras e bons exemplos, edificar os maus e os ímpios, e fazer o possível por que se convertam a ti.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, benigno, também a nós, que já te viemos a conhecer pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
SEXTO DIA
Os presentes dos Magos
Os Magos tinham partido de suas terras para ir prestar homenagem ao Rei dos Judeus e levavam consigo os presentes que queriam oferecer-lhe.
Provavelmente, tanto a estranha reação de Jerusalém à pergunta deles sobre o lugar em que encontrariam o Rei dos Judeus recém-nascido, como a vista da gruta e a narração daquela Mãe devem ter suscitado neles um senso de incerteza, quando chegou a hora de oferecer os presentes: que é que iriam dar àquele ‘Filho do Altíssimo’, cujo reino não teria jamais fim, mas cujo trono e berço eram apenas uma manjedoura? Que sentido poderiam ter para ele o ouro, o incenso e a mirra que tinham trazido? Entretanto, aquele metal e aqueles perfumes eram o que de maior valor podiam dispor...
Estes presentes, entretanto, possuíam um valor muito maior do que podiam sugerir sua qualidade e quantidade. Estes dons, na verdade, eram algo de si mesmos, que os Magos queriam deixar naquela gruta.
Eles, afinal, teriam voltado às suas terras, mas o seu coração iria permanecer naquela gruta, com aquele Menino, com aquela indescritível Mãe, que, ao Pequenino, proporcionava o seu leite e, com a intensidade do seu olhar e do seu carinho, o nutria. Aqueles presentes eram a expressão do vivíssimo desejo dos doadores de que aquela Mãe e aquela criança lembrassem o grande amor de quem os tinham trazido! Eles mesmos, os Magos, teriam querido dar-se e consumir-se em homenagem a este Menino e a esta Mãe.
A visita dos Magos não pôde durar quanto eles mesmos teriam querido. Um anjo os advertiu de não voltarem a se encontrar com Herodes. Eles tomaram outro caminho de volta.
Mas Herodes os esperava. Ele não podia tolerar que outro rei lhe disputasse o reino e, vendo que os Magos não voltavam, ordenou que se matassem todos os menininhos nascidos em Belém, naqueles dois últimos anos. José, avisado por um anjo, tomou o Menino e sua Mãe e fugiu para o Egito. Assim, a visita dos Magos marcou o início da luta contra o Filho de Deus na terra (Mt 2,13ss).
Os Magos tinham partido de suas terras para ir prestar homenagem ao Rei dos Judeus e levavam consigo os presentes que queriam oferecer-lhe.
Provavelmente, tanto a estranha reação de Jerusalém à pergunta deles sobre o lugar em que encontrariam o Rei dos Judeus recém-nascido, como a vista da gruta e a narração daquela Mãe devem ter suscitado neles um senso de incerteza, quando chegou a hora de oferecer os presentes: que é que iriam dar àquele ‘Filho do Altíssimo’, cujo reino não teria jamais fim, mas cujo trono e berço eram apenas uma manjedoura? Que sentido poderiam ter para ele o ouro, o incenso e a mirra que tinham trazido? Entretanto, aquele metal e aqueles perfumes eram o que de maior valor podiam dispor...
Estes presentes, entretanto, possuíam um valor muito maior do que podiam sugerir sua qualidade e quantidade. Estes dons, na verdade, eram algo de si mesmos, que os Magos queriam deixar naquela gruta.
Eles, afinal, teriam voltado às suas terras, mas o seu coração iria permanecer naquela gruta, com aquele Menino, com aquela indescritível Mãe, que, ao Pequenino, proporcionava o seu leite e, com a intensidade do seu olhar e do seu carinho, o nutria. Aqueles presentes eram a expressão do vivíssimo desejo dos doadores de que aquela Mãe e aquela criança lembrassem o grande amor de quem os tinham trazido! Eles mesmos, os Magos, teriam querido dar-se e consumir-se em homenagem a este Menino e a esta Mãe.
A visita dos Magos não pôde durar quanto eles mesmos teriam querido. Um anjo os advertiu de não voltarem a se encontrar com Herodes. Eles tomaram outro caminho de volta.
Mas Herodes os esperava. Ele não podia tolerar que outro rei lhe disputasse o reino e, vendo que os Magos não voltavam, ordenou que se matassem todos os menininhos nascidos em Belém, naqueles dois últimos anos. José, avisado por um anjo, tomou o Menino e sua Mãe e fugiu para o Egito. Assim, a visita dos Magos marcou o início da luta contra o Filho de Deus na terra (Mt 2,13ss).
Oração aos Reis Magos
Ó Santos Reis Magos, ao entrardes na bendita gruta de Belém, não vos escandalizastes ao reconhecer, numa pobre criancinha, mal envolvida em pobres panos, nos braços de Mãe pobre, o Messias, de quem andáveis em busca. O interior da gruta era o de uma pobre espelunca. O Pequenino, homenageado apenas por pobres pastores. Colocastes, entretanto, vossa inteligência a serviço da fé, reconhecestes, neste aparato da miséria, da humilhação e da fraqueza do homem, o Rei da Glória, o Salvador do mundo, o verdadeiro Filho de Deus! nós vos agradecemos este belo exemplo que nos tendes dado, sobre o modo como se deve o humano entendimento submeter aos mistérios incompreensíveis de Deus. A1cançai, também para nós, este vigor de espírito e esta firmeza de coração, a fim de que nem os artifícios do erro, nem a desordem das paixões, nem tentação alguma interna ou externa, nos faça jamais vacilar na santa Fé. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática - Em ação de graças porque Deus te levou a conhecer a verdadeira fé, inscreve-te e leva outros a inscreverem-se na pia obra da Propagação da Fé.
Jaculatória – Digna-te, Senhor, derramar em maior abundância o teu Santo Espírito sobre a face da terra e destruir, assim, os erros e os vícios.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, revelaste, com a guia da estrela, aos gentios, o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
SÉTIMO DIA
Jaculatória – Digna-te, Senhor, derramar em maior abundância o teu Santo Espírito sobre a face da terra e destruir, assim, os erros e os vícios.
Rezemos – Ó Deus, que neste dia, revelaste, com a guia da estrela, aos gentios, o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho, que é Deus e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
SÉTIMO DIA
José, esposo de Maria e pai da Casa de Nazaré
Precisamente Mateus, que é o único dos evangelistas que narra a vinda dos Magos, neste episódio, não refere a presença de José. Entretanto é justamente ele, Mateus, que traz a mensagem do anjo: “José, filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria tua esposa”. E é José, esposo de Maria, que confere a Jesus Cristo o título de ‘Filho de Davi’ (Mt 1,20).
É verdade, José não ocupa um grande espaço na narração evangélica, mas o seu papel fica especificado: “José, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egito!” (cf. Mt 2,13).
E foi precisamente em Nazaré, que os moradores, admirados das palavras de graça que saíam da boca de Jesus, diziam: “Não é este o filho de José?” (Lc 4,22).
Os evangelistas, preocupados em esclarecer a divindade de Jesus e a virgindade da Mãe de Jesus, não se demoraram em destacar a importância que teve José na história do Filho de Deus. Entretanto, era José que, para Jesus e sua Mãe, providenciava casa, alimento e
vestuário. A Mãe e o Filho de Deus viviam do trabalho de José. E foi ele que situou Jesus na genealogia de Davi, na qual ele, o Messias, viria a nascer (Mt 1,1ss.).
E não teria sido José a dirigir a oração daquela sua família, à qual os anjos se uniam, enquanto o Pai e o Espírito Santo lhe enriqueciam o amor e a segurança?
José adestrou para o trabalho as mãos de Jesus Cristo, que era Deus e, até, alguma vez, de certo, se terá ele machucado, dando oportunidade a José de fazer-lhe curativo.
Uma vez, juntamente com Maria, José teve que procurar o filho por três dias, e, encontrado no templo, a Mãe, com infinita doçura, interpela o rapazinho: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos!” (Lc 2,48).
A honra, sem comparação de José foi precisamente esta: educou o Filho de Deus e assumiu-lhe a Mãe como esposa. Ele viveu, entretanto, de tal maneira como se nem se tivesse dado conta de existir também ele naquela casa.
Por uma vintena de anos dedicou-se, ignorado, à função de pai do Filho de Davi e de garantia da honra da Mãe. Viveu, porém, como se não existisse. Oportunamente saiu de cena na ponta dos pés. Mateus deu-lhe o título de ‘homem justo’, talvez para notar que era ele a pessoa adequada para exercer o papel de pai de Jesus Cristo e de esposo da Mãe de Deus.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos, instruídos pela meiguíssima Nossa Senhora, sobre os mistérios de seu
Filho divino Jesus Cristo, não só acreditastes nele, mas, prostrados com a rosto ao solo, vos humilhastes aos pés de Jesus e, com os sinais do maior recolhimento e fervor, profundamente, o adorastes como Deus verdadeiro, nós vos agradecemos por este primeiro ato de verdadeira adoração, que, em nome de todos os Gentios e, em nosso nome, prestastes ao Salvador do mundo. Agradecemos-vos também pelo belo exemplo, que, nesta oportunidade, como primeiros pais na fé, nos quisestes dar; exemplo de humildade, de recolhimento e do fervor interno com que se deve honrar o Senhor.
Alcançai, também para nós, este espírito de respeito para com a suprema Majestade de Deus. Alcançai que, na prática de todos os atos de religião que fazemos, evitar toda dissipação e toda negligência nas ações do culto ao Senhor, a fim de tomar-nos seus verdadeiros adoradores em espírito e verdade. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Visita a Jesus exposto no Santíssimo Sacramento, adora-o profundamente, prostrando-te possivelmente com a fronte até o chão, com a humildade e a devoção dos Magos e toma a resolução de ter-te sempre modesto e recolhido nos sagrados templos.
Jaculatória – Que seja sempre uma honra para mim adorar-te profundamente no teu templo e mostrar a todos que sou Cristão.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, sob a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
OITAVO DIA
Precisamente Mateus, que é o único dos evangelistas que narra a vinda dos Magos, neste episódio, não refere a presença de José. Entretanto é justamente ele, Mateus, que traz a mensagem do anjo: “José, filho de Davi, não tenhas receio de receber Maria tua esposa”. E é José, esposo de Maria, que confere a Jesus Cristo o título de ‘Filho de Davi’ (Mt 1,20).
É verdade, José não ocupa um grande espaço na narração evangélica, mas o seu papel fica especificado: “José, toma contigo o Menino e sua Mãe e foge para o Egito!” (cf. Mt 2,13).
E foi precisamente em Nazaré, que os moradores, admirados das palavras de graça que saíam da boca de Jesus, diziam: “Não é este o filho de José?” (Lc 4,22).
Os evangelistas, preocupados em esclarecer a divindade de Jesus e a virgindade da Mãe de Jesus, não se demoraram em destacar a importância que teve José na história do Filho de Deus. Entretanto, era José que, para Jesus e sua Mãe, providenciava casa, alimento e
vestuário. A Mãe e o Filho de Deus viviam do trabalho de José. E foi ele que situou Jesus na genealogia de Davi, na qual ele, o Messias, viria a nascer (Mt 1,1ss.).
E não teria sido José a dirigir a oração daquela sua família, à qual os anjos se uniam, enquanto o Pai e o Espírito Santo lhe enriqueciam o amor e a segurança?
José adestrou para o trabalho as mãos de Jesus Cristo, que era Deus e, até, alguma vez, de certo, se terá ele machucado, dando oportunidade a José de fazer-lhe curativo.
Uma vez, juntamente com Maria, José teve que procurar o filho por três dias, e, encontrado no templo, a Mãe, com infinita doçura, interpela o rapazinho: “Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu, aflitos, te procurávamos!” (Lc 2,48).
A honra, sem comparação de José foi precisamente esta: educou o Filho de Deus e assumiu-lhe a Mãe como esposa. Ele viveu, entretanto, de tal maneira como se nem se tivesse dado conta de existir também ele naquela casa.
Por uma vintena de anos dedicou-se, ignorado, à função de pai do Filho de Davi e de garantia da honra da Mãe. Viveu, porém, como se não existisse. Oportunamente saiu de cena na ponta dos pés. Mateus deu-lhe o título de ‘homem justo’, talvez para notar que era ele a pessoa adequada para exercer o papel de pai de Jesus Cristo e de esposo da Mãe de Deus.
Oração aos Reis Magos
Ó santos Reis Magos, instruídos pela meiguíssima Nossa Senhora, sobre os mistérios de seu
Filho divino Jesus Cristo, não só acreditastes nele, mas, prostrados com a rosto ao solo, vos humilhastes aos pés de Jesus e, com os sinais do maior recolhimento e fervor, profundamente, o adorastes como Deus verdadeiro, nós vos agradecemos por este primeiro ato de verdadeira adoração, que, em nome de todos os Gentios e, em nosso nome, prestastes ao Salvador do mundo. Agradecemos-vos também pelo belo exemplo, que, nesta oportunidade, como primeiros pais na fé, nos quisestes dar; exemplo de humildade, de recolhimento e do fervor interno com que se deve honrar o Senhor.
Alcançai, também para nós, este espírito de respeito para com a suprema Majestade de Deus. Alcançai que, na prática de todos os atos de religião que fazemos, evitar toda dissipação e toda negligência nas ações do culto ao Senhor, a fim de tomar-nos seus verdadeiros adoradores em espírito e verdade. Amém. Pai nosso, Ave Maria, Glória.
Prática – Visita a Jesus exposto no Santíssimo Sacramento, adora-o profundamente, prostrando-te possivelmente com a fronte até o chão, com a humildade e a devoção dos Magos e toma a resolução de ter-te sempre modesto e recolhido nos sagrados templos.
Jaculatória – Que seja sempre uma honra para mim adorar-te profundamente no teu templo e mostrar a todos que sou Cristão.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, sob a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a grandeza da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo teu Filho que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
OITAVO DIA
A Mensagem de São Vicente Pallotti
Deus tornou-se um de nós e quis, a todo o custo, no-la dar a conhecer. Um anjo, dentro da noite, acordou os pastores, dizendo: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor... Encontrareis o recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Lc 2,11-12).
O Salvador ‘em panos’, em manjedoura?
Os pastores correram para a gruta e encontraram Maria, José e o Menino, este, um recém-nascido pobrezinho, sobre o feno que os animais iam comer.
Eles contavam tudo que tinham visto e ouvido e todos ficavam atônitos. O anjo falara de um Salvador, mas eles só tinham visto, naquela manjedoura, um lindo bebê, muito pobre!
No oriente, os Magos tinham visto a estrela dele e, sem atrasos, se tinham posto na estrada, seguindo o traçado que lhes fazia a estrela. Em Jerusalém, a luz da estrela empanou-se e os Magos, então, dirigiram-se a Herodes, para saber dele onde nascera o rei. Herodes reuniu sacerdotes e escribas, para ouvir o que é que as Escrituras diziam a respeito e eles verificaram que Belém, cidade do nascimento de Davi, teria visto acontecer o natal do novo rei.
Sacerdotes e escribas colheram a notícia, mas ninguém se moveu. Herodes recomendou aos Magos que procurassem cuidadosamente e lhe referissem onde o tivessem encontrado. Pois, maios sábios caminheiros saíram de Jerusalém, a estrela voltou a brilhar diante deles e guiou-os até o lugar em que o menino estava.
Encontraram-no com a Mãe. Adoraram-no e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra.
Os Magos não se perturbaram com a pobreza do novo rei. Havia neles uma certeza: ele era o dono das estrelas, e elas eram seus brinquedos de criança.
A Epifania descobre-nos o amor que Deus tem por nós e faz por nos tornar sabedores deste amor e de quanto este amor de Deus por nós seja grande. Os anjos anunciaram, cantando, a chegada do Salvador e convidaram os pastores a tomarem parte na festa. Os pastores, ouvido o abençoado recado, apressaram-se em difundir a felicidade por esta venturosa mensagem.
Os Magos vinham de muito longe. A confusão de Jerusalém não os desanimou. Os escribas tinham lido as profecias e não se mexeram. Os peregrinos do oriente, porém, confirmaram sua confiança na estrela.
E a estrela, com sua luz, voltou e os levou aos pés da Mãe e do Menino e eles o adoraram!
A Epifania, assim, é a revelação da invencibilidade do amor de Deus, que afirma a própria
presença!
“Aqui estou por vocês!” grita o Filho de Deus.
São Vicente Pallotti recolhe a mensagem e, por oito dias, em todas as línguas, com todas as vozes da liturgia e, com todos os corações dos fiéis da Igreja, faz proclamar em coro a gratidão do oriente e do ocidente, dos pastores e dos anjos, ao Filho de Deus e ao filho de Maria, que se fez igual a nós, para a salvação do mundo.
O Oitavário da Epifania, entretanto, era o eco de algo ainda mais importante. No ano anterior, em 1835, o padre Vicente lançara as bases da Sociedade ou União do Apostolado Católico, que pede a todos os católicos de se unirem todos juntos, clero e leigos, homens e mulheres, e de colocarem à disposição da fé e da caridade os próprios dons e a própria vida.
Oração aos Reis magos
Ó santos Reis Magos, não satisfeitos de ter podido homenagear o Salvador com vossas humildes e fervorosas adorações, quisestes ainda manifestar-lhe a vossa fé com sinais exteriores e visíveis. Oferecestes ao Rei-menino o ouro, como a verdadeiro Rei, a mirra como a verdadeiro homem e o incenso como a verdadeiro Deus. Nós vos agradecemos por esta santa lição que nos destes sobre a necessidade de manifestar a Deus e aos homens a verdade da Fé com a santidade das obras.
Alcançai também para nós a graça de compreender que a verdadeira fé sem as obras é morta e nada vale para a salvação. Alcançai-nos que tenhamos a graça de agir bem, como, por divina misericórdia, temos a ventura de crer bem. Que tenhamos a coragem e a força oportunas, no nosso modo de agir. Demonstrar-nos-emos verdadeiros cristãos, não só com as palavras, mas também com os fatos: poderemos alcançar aquela recompensa eterna de Deus, reservada somente àqueles que, não só crêem nos santos mistérios, mas que, além disso, observam fielmente os santos mandamentos. Amém.
Prática - Faze uma cuidadosa busca na tua caixa de livros e objetos contrários à religião; livra-te desta funesta bagagem do diabo, a fim de que ela não se torne motivo de escândalo para ti e para outros.
Jaculatória – Meu Senhor Jesus Cristo, só tu hás de reinar em minha pessoa e em minha casa e manter afastado todo pecado e toda desgraça.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a magnitude da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
Deus tornou-se um de nós e quis, a todo o custo, no-la dar a conhecer. Um anjo, dentro da noite, acordou os pastores, dizendo: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor... Encontrareis o recém-nascido envolto em panos e deitado numa manjedoura” (Lc 2,11-12).
O Salvador ‘em panos’, em manjedoura?
Os pastores correram para a gruta e encontraram Maria, José e o Menino, este, um recém-nascido pobrezinho, sobre o feno que os animais iam comer.
Eles contavam tudo que tinham visto e ouvido e todos ficavam atônitos. O anjo falara de um Salvador, mas eles só tinham visto, naquela manjedoura, um lindo bebê, muito pobre!
No oriente, os Magos tinham visto a estrela dele e, sem atrasos, se tinham posto na estrada, seguindo o traçado que lhes fazia a estrela. Em Jerusalém, a luz da estrela empanou-se e os Magos, então, dirigiram-se a Herodes, para saber dele onde nascera o rei. Herodes reuniu sacerdotes e escribas, para ouvir o que é que as Escrituras diziam a respeito e eles verificaram que Belém, cidade do nascimento de Davi, teria visto acontecer o natal do novo rei.
Sacerdotes e escribas colheram a notícia, mas ninguém se moveu. Herodes recomendou aos Magos que procurassem cuidadosamente e lhe referissem onde o tivessem encontrado. Pois, maios sábios caminheiros saíram de Jerusalém, a estrela voltou a brilhar diante deles e guiou-os até o lugar em que o menino estava.
Encontraram-no com a Mãe. Adoraram-no e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra.
Os Magos não se perturbaram com a pobreza do novo rei. Havia neles uma certeza: ele era o dono das estrelas, e elas eram seus brinquedos de criança.
A Epifania descobre-nos o amor que Deus tem por nós e faz por nos tornar sabedores deste amor e de quanto este amor de Deus por nós seja grande. Os anjos anunciaram, cantando, a chegada do Salvador e convidaram os pastores a tomarem parte na festa. Os pastores, ouvido o abençoado recado, apressaram-se em difundir a felicidade por esta venturosa mensagem.
Os Magos vinham de muito longe. A confusão de Jerusalém não os desanimou. Os escribas tinham lido as profecias e não se mexeram. Os peregrinos do oriente, porém, confirmaram sua confiança na estrela.
E a estrela, com sua luz, voltou e os levou aos pés da Mãe e do Menino e eles o adoraram!
A Epifania, assim, é a revelação da invencibilidade do amor de Deus, que afirma a própria
presença!
“Aqui estou por vocês!” grita o Filho de Deus.
São Vicente Pallotti recolhe a mensagem e, por oito dias, em todas as línguas, com todas as vozes da liturgia e, com todos os corações dos fiéis da Igreja, faz proclamar em coro a gratidão do oriente e do ocidente, dos pastores e dos anjos, ao Filho de Deus e ao filho de Maria, que se fez igual a nós, para a salvação do mundo.
O Oitavário da Epifania, entretanto, era o eco de algo ainda mais importante. No ano anterior, em 1835, o padre Vicente lançara as bases da Sociedade ou União do Apostolado Católico, que pede a todos os católicos de se unirem todos juntos, clero e leigos, homens e mulheres, e de colocarem à disposição da fé e da caridade os próprios dons e a própria vida.
Oração aos Reis magos
Ó santos Reis Magos, não satisfeitos de ter podido homenagear o Salvador com vossas humildes e fervorosas adorações, quisestes ainda manifestar-lhe a vossa fé com sinais exteriores e visíveis. Oferecestes ao Rei-menino o ouro, como a verdadeiro Rei, a mirra como a verdadeiro homem e o incenso como a verdadeiro Deus. Nós vos agradecemos por esta santa lição que nos destes sobre a necessidade de manifestar a Deus e aos homens a verdade da Fé com a santidade das obras.
Alcançai também para nós a graça de compreender que a verdadeira fé sem as obras é morta e nada vale para a salvação. Alcançai-nos que tenhamos a graça de agir bem, como, por divina misericórdia, temos a ventura de crer bem. Que tenhamos a coragem e a força oportunas, no nosso modo de agir. Demonstrar-nos-emos verdadeiros cristãos, não só com as palavras, mas também com os fatos: poderemos alcançar aquela recompensa eterna de Deus, reservada somente àqueles que, não só crêem nos santos mistérios, mas que, além disso, observam fielmente os santos mandamentos. Amém.
Prática - Faze uma cuidadosa busca na tua caixa de livros e objetos contrários à religião; livra-te desta funesta bagagem do diabo, a fim de que ela não se torne motivo de escândalo para ti e para outros.
Jaculatória – Meu Senhor Jesus Cristo, só tu hás de reinar em minha pessoa e em minha casa e manter afastado todo pecado e toda desgraça.
Rezemos – Ó Deus, que, neste dia, com a guia da estrela, revelaste aos gentios o teu único Filho, conduze, bondoso, também a nós, que já te conhecemos pela fé, a contemplar a magnitude da tua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Dia mundial da paz - Santa Maria Mãe de Deus

A paz é um dom de Deus e também uma conquista diária do ser humano. Neste primeiro dia do Novo Ano (2011), quero invocar a bênção de Deus para que você seja uma nova pessoa, com novos sonhos e desejos.
Que tal... COMEÇAR O ANO de 2011, perdoando quem nunca teve coragem de perdoar? Com um OLHAR novo de esperança, sendo construtor de uma sociedade melhor? Cumprir com suas obrigações familiares e profissionais com mais amor e responsabilidade, dando mais atenção a cada pessoa que encontrar, ao longo deste ano, amando mais a cada um, com um novo amor, com o mesmo olhar com que Cristo e Maria nos olham? Para você isso é possível?
Se pensou positivamente, então o próprio Deus quer abençoar você.
"Abençoareis os filhos de Israel assim: O Senhor te abençoe e te proteja! O Senhor volte seu rosto para ti e se compadeça de ti! O Senhor dirija o seu olhar para ti e te conceda a Paz! Assim invocarão o meu nome, e eu os abençoarei..." (Nm 6,22-27)
Que sentido tem pedir a bênção de Deus?
A bênção não é um ato mágico para resolver os problemas. Quem a recebe terá as mesmas dificuldades que os outros. Entretanto, recebe a força necessária para enfrentá-las através da nova luz que procede da nossa fé. É uma maneira de reconhecer a nossa dependência de Deus em todos os dias do novo ano.
A Igreja quer nos lembrar, desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos anjos em Belém, só é possível às pessoas de boa vontade, que se esforçam dia a dia para construir a Paz; paz que é antes de tudo obra de justiça e fruto do amor...
A todos vocês, que seguem este Blog, recebam as bênçãos de Deus e de Maria sua Mãe, e tenham um ano repleto da sua graça. Feliz 2011.
Se pensou positivamente, então o próprio Deus quer abençoar você.
"Abençoareis os filhos de Israel assim: O Senhor te abençoe e te proteja! O Senhor volte seu rosto para ti e se compadeça de ti! O Senhor dirija o seu olhar para ti e te conceda a Paz! Assim invocarão o meu nome, e eu os abençoarei..." (Nm 6,22-27)
Que sentido tem pedir a bênção de Deus?
A bênção não é um ato mágico para resolver os problemas. Quem a recebe terá as mesmas dificuldades que os outros. Entretanto, recebe a força necessária para enfrentá-las através da nova luz que procede da nossa fé. É uma maneira de reconhecer a nossa dependência de Deus em todos os dias do novo ano.
A Igreja quer nos lembrar, desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos anjos em Belém, só é possível às pessoas de boa vontade, que se esforçam dia a dia para construir a Paz; paz que é antes de tudo obra de justiça e fruto do amor...
A todos vocês, que seguem este Blog, recebam as bênçãos de Deus e de Maria sua Mãe, e tenham um ano repleto da sua graça. Feliz 2011.
31 de dezembro - data da experiência mística de Pallotti com Maria

Hoje, último dia do ano. Como seria bonito não esquecer esta data, 31 de dezembro de 2010. Para nós palotinos, é uma data comemorativa, pois, há 178 anos, nosso Fundador, São Vicente Pallotti, recebeu uma grande graça, o Esponsalício Espiritual com Maria Santíssima (31/12/1832). Segundo seus escritos, que não podem ser comprovado por nós e nem rejeitado, porque ele foi a única destemunha deste acontecimento tão profundo, no qual Maria, Mãe da Misericórdia, para triunfar com o milagre da misericórdia sobre a ingratidão e inconcebíbel indignidade do mais miserável súdito do seu Reino de Misericórdia, dignou-se fazer misericordiosamente o Esponsalício espiritual com tal súdito, e concedeu-lhe o dote de tudo quanto possui, fez-lhe reconhecer, como seu, o próprio Filho Divino, e sendo Esposa do Espírito Santo, se empenhou para que ele seja inteiramente transformado no Espírito Santo. Ó Misericórdia de Maria, Imaculada Rainha, que piedosamente reza pelo seu sacrílego pecador, que jamais foi e será entre os súditos do seu Império de Misericórdia. Misericórdia! Misericórdia! Misericórdia! O paraíso é repleto da Misericórdia de Maria. Por isso, cantarei eternamente as Misericórdias do Senhor. Cantarei eternamente as Misericórdias de Maria.
[Segue o texto original, tirado das Obras Completas do fundador, enviado pelo Pe. Stanislao Stawicki, para comemorar os 178 anos do Esponsalício Espiritual de Pallotti com Maria, ou seja, uma genuína experiência mística, que jamais se ouviu na história. Temos mais dois casos, mas, o de Pallotti, é mais misterioso de todos].
Oggi, l’ultimo giorno dell’anno. Come sarebbe bello non dimenticare in questo 31 dicembre 2010 quelo che fu arrivato al nostro santo Fondatore 178 anni fa, il 31 dicembre 1832. Infatti, “nel dì ultimo dell’anno 1832 – scrive Pallotti, la gran Madre della Misericordia, per trionfare con un Miracolo di Misericordia sull’ingratitudine e inconcepibile indegnità del più miserabile suddito del suo Regno di Misericordia, si degna di fare misericordiosamente lo Sposalizio spirituale con tale suddito; e gli porta in dote tutto quanto possiede, gli fa riconoscere, come suo, il proprio Figlio Divino, ed essendo Sposa dello Spirito Santo, s’impegna perché egli sia interamente trasformato nello Spirito Santo. Oh Misericordia di Maria, Immacolata Regina, che tanto pietosamente si muove a pregare per il più sacrilego peccatore che mai fu e sarà tra i sudditi del suo Impero della Misericordia. Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Il Paradiso è pieno delle Misericordie di Maria. Canterò in eterno la Misericordia del Signore. Canterò in eterno le Misericordie di Maria!” (OOCC X, 195-196).
Una pagina semplice e sublime; sublime proprio perché in essa il santo racconta con semplicità un’esperienza mistica. Lo Sposalizio Spirituale di san Vincenzo con la Madre di Dio, come tutte le esperienze di questo tipo, non partì da lui. Questi fatti dipendono solo dalla Misericordia di Dio. È la Madre di Dio che prende l’iniziativa di celebrare il suo sposalizio con don Vincenzo. Non abbiamo alcun mezzo per fare un’analisi storica del fatto. Il santo che lo narra è l’unico testimone; o lo si rifiuta, o lo si prende come giace. Una cosa è certa, quest’ultimo giorno dell’anno 1832 Pallotti, come noi oggi, è stato a Roma.
Oggi, l’ultimo giorno dell’anno. Come sarebbe bello non dimenticare in questo 31 dicembre 2010 quelo che fu arrivato al nostro santo Fondatore 178 anni fa, il 31 dicembre 1832. Infatti, “nel dì ultimo dell’anno 1832 – scrive Pallotti, la gran Madre della Misericordia, per trionfare con un Miracolo di Misericordia sull’ingratitudine e inconcepibile indegnità del più miserabile suddito del suo Regno di Misericordia, si degna di fare misericordiosamente lo Sposalizio spirituale con tale suddito; e gli porta in dote tutto quanto possiede, gli fa riconoscere, come suo, il proprio Figlio Divino, ed essendo Sposa dello Spirito Santo, s’impegna perché egli sia interamente trasformato nello Spirito Santo. Oh Misericordia di Maria, Immacolata Regina, che tanto pietosamente si muove a pregare per il più sacrilego peccatore che mai fu e sarà tra i sudditi del suo Impero della Misericordia. Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Misericordia! Il Paradiso è pieno delle Misericordie di Maria. Canterò in eterno la Misericordia del Signore. Canterò in eterno le Misericordie di Maria!” (OOCC X, 195-196).
Una pagina semplice e sublime; sublime proprio perché in essa il santo racconta con semplicità un’esperienza mistica. Lo Sposalizio Spirituale di san Vincenzo con la Madre di Dio, come tutte le esperienze di questo tipo, non partì da lui. Questi fatti dipendono solo dalla Misericordia di Dio. È la Madre di Dio che prende l’iniziativa di celebrare il suo sposalizio con don Vincenzo. Non abbiamo alcun mezzo per fare un’analisi storica del fatto. Il santo che lo narra è l’unico testimone; o lo si rifiuta, o lo si prende come giace. Una cosa è certa, quest’ultimo giorno dell’anno 1832 Pallotti, come noi oggi, è stato a Roma.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Votos de Feliz Natal e Ano Novo repleto das bênçãos de Deus
“O Verbo abreviou-se”
(cf. Is. 10,23; Rm. 9,28)
O Senhor compendiou a sua Palavra, abreviou-a!
A Palavra eterna (Logos) fez-se pequena... tão pequena que cabe numa manjedoura.
Fez-se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós.
Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz.
Agora a Palavra possui um rosto: Jesus de Nazaré.
Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini/ n. 12 – Santo Padre Bento XVI
(cf. Is. 10,23; Rm. 9,28)
O Senhor compendiou a sua Palavra, abreviou-a!
A Palavra eterna (Logos) fez-se pequena... tão pequena que cabe numa manjedoura.
Fez-se criança, para que a Palavra possa ser compreendida por nós.
Desde então a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma voz.
Agora a Palavra possui um rosto: Jesus de Nazaré.
Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini/ n. 12 – Santo Padre Bento XVI
A todos os que acessarem este vídeo recebam meus sinceros votos de Feliz Natal e de um Ano Novo repleto das bênçãos de Deus. São os votos de Pe. Valdeci de Almeida, SAC e de toda a Comunidade do Noviciado Sulamericano Palotino.
"Et Verbum caro factum est, et habitavit in nobis". A tutti coloro che vedranno questo video natalizio, tanti Auguri di Natale e un Anno Nuovo pieno dell'amore, della grazia e delle benedizioni del Bambino Gesù e della Sua Madre Maria.
A vous tous, Joyeux Noel et une année plaine d'amour de Dieux.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Jubileu de Prata de Pe Arlindo, Pe. Fadul e Pe. Pedro Ramos
A Clebração jubilar acontreceu no dia 17 de dezembro de 2010, na Paróquia Santa Bibiana, em Martinópolis, SP, Diocese de Presidente Prudente. Estiveram presentes cerca de 20 padres palotinos e diocesanos, o Bispo D. Benedito e o Bispo emérito, D. José Maimone, que por sinal foi reitor dos nossos confrades e também esteve presente na ordenação deles, em Terra Roxa, Pr. Contamos ainda com a presença dos noviços, e seminaristas maiores palotinos de Londrina e de Curitiba. Compareceram também caravanas de outras localidades, amigos dos nossos jubilandos, bem como seus familiares. A esses nossos confrades, as nossas orações e o nosso apoio em seu ministério sacerdotal. PARABÉNS.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Jubileu de Prata Sacerdotal
No dia 12 de dezembro de 2010, na Paróquia São Vicente Pallotti, em Arapongas, Pe. Pedro Ramos de Faria, Palotino, celebrou seus 25 anos de ordenação sacerdotal. Estiveram presentes o Senhor Bispo da Diocese de Apucarana, D. Celso Marchiori e vários sacerdotes palotinos e um diocesano, como também os fratres do Teologado Palotino de Londrina, os noviços e seminaristas maiores de Curitiba. Foi uma belíssima festa, com a participação de toda a comunidade paroquial.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
6- CINCO FASES DA MÍSTICA
Com este artigo, concluo mais um estudo sobre São Vicente Pallotti místico e apóstolo. Espero que este tema o tenha ajudado a amar, ainda mais, o carisma de São Vicente Pallotti. Como ele buscou e viveu a santidade no seu tempo, assim também você é convidado a ser santo, na realidade em que vive, fazendo tudo por amor e com amor, à maneira de Cristo.
1) Despertar
Toma consciência da Presença Divina. É repentina e muito acentuada. É acompanhada de intensa sensação de alegria e de exaltação. Abre-se a um mundo novo dentro e fora de si. Vê as coisas com um olhar diferente.
Vicente considerava precioso o tempo, por isso, impunha-se o propósito de não perder tempo nas sacristias e de estar sempre unido a Deus. O tempo é precioso, breve e irrepetível. (p. 112)
Vicente considerava precioso o tempo, por isso, impunha-se o propósito de não perder tempo nas sacristias e de estar sempre unido a Deus. O tempo é precioso, breve e irrepetível. (p. 112)
Teve uma grande idéia de si mesmo. Viu-se e compreendeu-se a si mesmo à luz da revelação divina e da sua comparação com os irmãos e, sobretudo, com Jesus, seu irmão primogênito. Pela fé viu sua origem, seu destino, sua identidade e o sentido da sua vida e da sua morte. (p. 113)
2) Purificação
Descobre sua própria limitação e imperfeição, as ilusões em que se encontrava. O Fundador experimentou a incoerência infinita entre o ideal da vida cristã e as suas realizações concretas. Fez, sobretudo, a experiência da distância que existe entre a criatura e o criador, superável unicamente no mistério da humildade do Homem Deus que, no abandono na cruz, experimenta e, ao mesmo tempo, supera todas as distâncias provocadas pelo pecado humano. A experiência de Deus tem como consequência um sentido mais profundo da própria indignidade. Quanto mais o Santo se aproxima de Deus, maior é o sentido do seu nada e pecado. Não se trata de pecados concretos, mas de uma percepção viva dessa distância entre finito e infinito, de um desejo de participação e de conformidade com o amor infinito. Pallotti expressa esta sua experiência com os termos de “desprezo de si”, “de horror”, mas sempre com o objetivo de ser transformado e de fazer sua a vida de Jesus.
O desprezo de si mesmo, nota característica da vivência espiritual de Pallotti, que aparece nos seus escritos, é a sua reação espontânea no confronto de Deus com a consciência de não poder atribuir a si nenhum mérito. Tudo isto deve ser eliminado com muita renúncia e esforço.
Seja destruído tudo o que está em mim e esteja em mim tudo o que está em Ti!” (OOCC X, p. 169); “Em mim não existe humildade; mas a humildade de Cristo seja a minha humildade” (OOCC X, p. 176); “Quisera morrer de dor, porque não sirvo a Deus com aquela humildade e amor que lhe devo” (OOCC X, p. 613).
A humildade de Jesus permite a Pallotti encontrá-lo em todos os aspectos da sua vida: “Procurai Deus em todas as coisas e sempre O encontrareis”.
Ao ler os escritos de Pallotti, pode-se afirmar que a imitação de Cristo é a espinha dorsal da sua ascética e o início daquela transformação em Jesus Cristo, que é a meta última do seu caminhar terreno.
3) Iluminação
Pela purificação desapega-se das coisas sensoriais, reforça as virtudes, retorna a consciência alegre da Presença e da ordem transcendental. Na iluminação inclui a contemplação, visões, êxtases, locuções, etc.
4) Noite escura
4) Noite escura
É uma profunda e completa purificação da pessoa: morte mística, sentimento de ausência e de abandono.
5) União
É a verdadeira meta de toda a busca mística.
No dia 12 de maio de 1849, ao recordar os 55 anos de sua vida, escreveu: "Apesar de eu ser o homem de pecado e causa de todos os males e impedimento de todos os bens, Vós vos dignais fazer-me viver e, em cada momento, vos quereis comunicar todo a mim com todo Vós mesmo, Uno na essência, Trino nas pessoas, infinito nos atributos e com todas as vossas perfeições infinitas, a fim de transforma-me todo em Vós mesmo, para tornar-me uma só coisa convosco, Pai, Filho e Espírito Santo".
"Ah, meu Deus, pelo que eu sou e pelo que sois Vós sou forçado a dizer que vos afasteis de mim porque sou um homem pecador, mas, ao mesmo tempo, devo pedir-vos que não tardei a vir, Senhor, porque não posso estar um momento sequer sem Vós. Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de ter compaixão de Vós, visto que o amor infinito com que deste toda a eternidade livremente e misericordiosamente me amais vos obriga a vir a mim, a estar comigo e a fazer de mim uma só coisa convosco.
Meu Deus, o amor vos obriga aos excessos. Mas o excesso do vosso amor infinito para comigo é infinitamente maior que todos os excessos juntos do vosso amor, que fizestes e fareis em todas as outras criaturas que existiram, existem e existirão e são possíveis de existirem, porque, em cada momento, os meus pecados, as minhas ingratidões, a minha imundície é infinitamente maior daquela de todas as criaturas existentes e possíveis".
A pessoa a sente como comunhão, união transformante.
"Vem, meu amado, vem depressa, não demores. Uma só coisa me consola, neste vosso excesso sempre antigo e sempre novo de todos os momentos da minha vida, e é esta coisa que me consola que por toda a eternidade será por este vosso excesso glorificado o vosso amor infinito assim infinitamente misericordioso para comigo.
Ah, meu Deus, como poderei corresponder ao excesso do vosso amor que, a cada momento, com amor infinito operais em mim"?
Ah, meu Deus, como poderei corresponder ao excesso do vosso amor que, a cada momento, com amor infinito operais em mim"?
Assim a humildade gera a magnanimidade, o desejo de imitação, de transformação total e os propósitos mais sublimes e impossíveis.
O sentimento de dependência total de Deus é a convicção de receber tudo d’Ele, tanto a vida como a santidade, de não poder atribuir-se mérito algum, exceto o nosso nada e pecado, e de esperar de Deus, como um pobre, tudo o que falta e do que se tem necessidade.
É um estado de equilíbrio, de paz e de alegria, de capacidade insólita, de intensa certeza.
"Ah, meu Deus, por mim mesmo não posso seguir isto... por isso, pelos merecimentos e intercessão da Beatíssima Virgem Maria, de seu Esposo São José, e de todos os anjos e santos e pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo e pela vossa misericórdia infinita seja destruída toda a minha vida e a vida da beatíssima Virgem Maria, de São José e de todos os anjos e santos e a vida do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo e por meio dele e com Ele, estejam todas as ações internas e externas de todo e qualquer momento da vida presente e da eternidade. Meu Deus e tudo". (OOCC X, 277-279 – Horizontes II, p. 90)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
5- EXPERIÊNCIA DE AMOR
Caro leitor do Blog, após apresentar outras matérias de interesse da nossa província, voltei a postar sobre o tema de Pallotti Místico e Apóstolo. Agradeço a sua assiduidade em acompanhar este blog. Agradeço ainda as mensagens deixadas, porque elas ajudam a melhorar ainda mais este modo de divulgar o carisma e a obra apostólica de S. Vicente Pallotti. Continue mandando sua mensagem. Obrigado e que Deus derrame, em você, suas bênçãos.
O místico tem a incapacidade de exprimir, em palavras, toda sua experiência de amor. Por isso, usa linguagem simbólica e paradoxal.
Santa Teresa D'Ávila diz: "Prefiro fazer compreender parte do que sinto servindo-me de figuras, comparações e semelhanças e da bonança do Espírito que espalha os secretos mistérios".
Santa Teresa D'Ávila diz: "Prefiro fazer compreender parte do que sinto servindo-me de figuras, comparações e semelhanças e da bonança do Espírito que espalha os secretos mistérios".
Nas orações e às vezes só no fato de ler, sentia invadir improvisamente um sentimento vivo da presença de Deus, que não podia duvidar de maneira alguma, que Ele estava dentro dela e ela toda imersa nele.
A transformação do sujeito é a parte e a garantia da autêntica comunicação mística.
Não se trata de uma experiência introspectiva ou reflexiva, mas de fé que vem de Deus. Trata-se de uma iluminação e de uma percepção superior que lhe faz desejar, ainda mais ardentemente, ser transformado em Deus.
Não se trata de uma experiência introspectiva ou reflexiva, mas de fé que vem de Deus. Trata-se de uma iluminação e de uma percepção superior que lhe faz desejar, ainda mais ardentemente, ser transformado em Deus.
Pallotti, por sua vez, dizia: "Quero que cada pensamento meu, palavra, ação, também de todas as criaturas passadas, presentes e futuras e possíveis, seja regulamentado pela obediência de Jesus Cristo; quero que a obediência de Jesus Cristo seja a obediência de todos e que tudo seja transformado na obediência de Jesus Cristo".
Ele descobriu o abismo existente entre a infidelidade no pecado e o amor de Deus. Por isso, no seu grito de tomada de consciência da sua pobreza espiritual, da sua infidelidade e dos inumeráveis pecados, ecoa o grito de Jesus na cruz, no momento em que ele, como homem, experimentou a força brutal do mal e a distância de Deus que ele provoca. A humildade implica a consciência não somente dos próprios limites, mas também da imperfeição e da pequenez diante de Deus que, em Pallotti se expressa com as palavras - às vezes julgadas exageradas – “nada” e “pecado”.
Pallotti exclama: “Oh minha miséria! Oh minha indignidade! Oh meus pecados! Oh meus sacrilégios! Oh minha impureza! Oh minha obscenidade! Oh minha ingratidão! Oh minha estupidez! Oh triunfo da divina misericórdia infinita.
O seu relacionamento com Deus transforma seu modo de ser, de viver e de agir. Começa com um novo amor vivo de Deus. Configura todo o seu modo de ver, compreender, amar: a Deus, as coisas e pessoas. (Exemplo: S. Francisco)
"Deus-nos as trevas da noite que nos favorecessem o repouso, após as fadigas do dia. Deu-nos os odores para que nos voltemos para a suavidade eterna de Deus. Deu-nos a variedade dons sons e dos cantos para que nos enamoremos dos cantos eternos de glória... Ah, meu Deus, meu Pai, criastes as coisas visíveis e me destes o uso das mesmas para que me aproveite delas para conhecer a Vós, que sois criador onipotente de todas as coisas..." (Horizontes II, p. 109).
"Mas usei de tudo isso para pecar. Abusei da luz para fitar objetos pecaminosos. Abusei das trevas para pecar e para fazer pecar mais ousadamente. Abusei dos sons e cantos para estimular minhas malvadas paixões. Abusei do alimento e bebida. Abusei da roupa para vaidade. Abusei das riquezas de todo objeto criado para alimentar todos os vícios e todas as paixões brutais".
"Mereci que não houvesse mais para mim alimento e bebida de espécie alguma! Mereci que fossem tiradas todas as coisas criadas por Vós para prover todas as nossas necessidades temporais para todos os fins de vosso amor e de vossa misericórdia infinita. Mas, em vez disso, Vós as conservais também para mim, ingrato e pecador". (Horizontes II, p. 110).
Vicente Pallotti afirma que Jesus Cristo nos mostrou como podemos e devemos fazer bom uso das coisas materiais para chegar a Deus e para expressar o amor ao próximo necessitado. (Horizontes, p. 111)
(Fil 3,8.12 – Por causa de Cristo, perdi tudo... Eu fui conquistado por Cristo); (1Pd 2,1 – Despojai-vos de toda maldade, hipocrisia, inveja, calúnia...)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Encontro de noviças e noviços palotinos - NOVINPAL
Do dia 15 a 19 de novembro, os noviços e noviças palotinos estiveram reunidos em Cornélio Procópio - Pr, para mais um momento de formação em conjunto (NOVINPAL). Eram cinco noviços e duas noviças, mais a formadora Ir. Ivete Garlet, Pe. Valentin Pizzolato, como orientador e o mestre de noviços Pe. Valdeci. Esse vídeo faz parte do encontro, pois fomos conhecer os locais do início da fundação da Província S. Paulo Apóstolo. Visitamos também o primeiro Santuário em honra a S. V. Pallotti, em Ribeirão Claro - Pr.
Notícias Palotinas de Roma

O grupo de padres e irmãs palotinos, que fazem um curso de um ano em Roma, para aprofundar sobre temas palotinos e da vida consagrada, nos comunica que as atividades continuam. Eis a mensagem enviada pelo Pe. Elmar Neri Rubira, da Província São Paulo Apóstolo:
Para a continuidade do curso sobre Psicopedagogia da pesonalidade e antropologia Palotina, iniciado pela Ir. Ignes Burin, CSAC, contamos com a presença de nosso Reitor Geral, Pe. Jacob Nampudakam – SAC. Antes de dar continuidade ao tema, apresentou-nos, de maneira clara e objetiva, a finalidade deste curso para formadores(as) palotinos.
Este curso é fruto de uma longa reflexão de todo o governo geral. A partir de 1998, a Sociedade do Apostolado Católico (SAC) começou a fazer experiências na tentativa de desenvolver uma cultura propriamente palotina. Durante algumas visitas a diversos países, constatou-se que muitos de nossos confrades desenvolvem um bom trabalho apostólico, mas, às vezes, o desenvolvem como padres diocesanos e não como palotinos, faltando maior conhecimento de São Vicente Pallotti, sua fundação, espiritualidade e carisma.
Diante disso, o Conselho Geral procurou responder a esse desafio proporcionando diversos cursos, promovidos pelo Secretariado para formação da SAC, em Roma.
Este curso é fruto de uma longa reflexão de todo o governo geral. A partir de 1998, a Sociedade do Apostolado Católico (SAC) começou a fazer experiências na tentativa de desenvolver uma cultura propriamente palotina. Durante algumas visitas a diversos países, constatou-se que muitos de nossos confrades desenvolvem um bom trabalho apostólico, mas, às vezes, o desenvolvem como padres diocesanos e não como palotinos, faltando maior conhecimento de São Vicente Pallotti, sua fundação, espiritualidade e carisma.
Diante disso, o Conselho Geral procurou responder a esse desafio proporcionando diversos cursos, promovidos pelo Secretariado para formação da SAC, em Roma.
Pe. Jacob apresentou-nos a finalidade do curso para Formadores(as) palotinos:
1. Formação palotina - conhecer profundamente São Vicente Pallotti, sua espiritualidade, carisma e missão;
2. Formação cultural – experiência de internacionalidade. Descobrir o valor de ser uma verdadeira família constituída de padres, irmãos e irmãs. Uma família fundada pelo mesmo Pai espiritual, São Vicente Pallotti. Devemos aprender a conviver com o outro, descobrindo o seu valor. Não podemos estar limitados a dimensão territorial, devemos buscar a universalidade, a abertura aos outros, necessitamos estar sempre com a mente aberta para novas realidades;
3. Formação humana (maturidade): sem esta formação humana não podemos ser formadores. O ponto central a ser trabalhado é a capacidade de amar a Deus, ao próximo e a si mesmo. A maturidade conduz a pessoa humana a viver sempre em liberdade e harmonia interior; quem é maduro será capaz de superar todo tipo de problema e dificuldade;
4. Formação Espiritual – maturidade espiritual: crescer na fé como consagrado palotino. Manter um relacionamento profundo com “Jesus Cristo Apóstolo do Eterno Pai”. Fundamentar a própria fé de acordo com a espiritualidade palotina.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
4. EXPERIÊNCIA TRANSFORMANTE
Sentimento da profunda presença de Deus que desperta para algo novo.
Cheio de estupor sobre a infinita difusão de Deus, Pallotti rezava:
Em 1816, escrevia a respeito dos irmãos que sofrem: Ao ver ou ao pensar nos pobres, procurarei socorrê-los, como me for possível e como exige a glória de Deus. Procurarei conceber uma elevada compaixão do seu estado miserável e por isso quisera que todas as partes do meu corpo e a minha própria alma exalassem compaixão e misericórdia. Quisera torna-me alimento, bebida, licor, vestuário, bens, etc., para socorrer sempre as suas misérias. Quisera ser transformado em luz para os cegos, em voz para os mudos, em saúde para os enfermos. (OOCC X, 15-16 – Horizontes II, p. 105-106)
Cheio de estupor sobre a infinita difusão de Deus, Pallotti rezava:
Perdoai-me se por força da expressão atrevo-me a dizer, sois louco de Amor e Misericórdia por mim, pois, a cada momento e sempre, desde toda a Eternidade pensais em mim, e derramais sobre mim infinitos dilúvios de graças, de favores, de dons e de misericórdias, de todos os vossos infinitos atributos infinitamente misericordiosos, e sempre, ó Pai, ó Filho, ó Espírito Santo me nutris, e me alimentais com toda a vossa substância, essência, propriedade, operações divinas e com todos os vossos infinitos atributos, e sempre mais me nutris e me aniquilais no meu ser perverso, e me transformais todo em Vós mesmo, e todas estas indústrias de vosso amor, e de vossa misericórdia as operais sempre de dia e de noite quer eu vigie ou durma, coma ou beba, esteja eu pensando em vós ou não. (OOCC X, 235-236 – Horizontes II, 498)
Desperta a capacidade heróica de amar e servir.
Desperta a capacidade heróica de amar e servir.
Em 1816, escrevia a respeito dos irmãos que sofrem: Ao ver ou ao pensar nos pobres, procurarei socorrê-los, como me for possível e como exige a glória de Deus. Procurarei conceber uma elevada compaixão do seu estado miserável e por isso quisera que todas as partes do meu corpo e a minha própria alma exalassem compaixão e misericórdia. Quisera torna-me alimento, bebida, licor, vestuário, bens, etc., para socorrer sempre as suas misérias. Quisera ser transformado em luz para os cegos, em voz para os mudos, em saúde para os enfermos. (OOCC X, 15-16 – Horizontes II, p. 105-106)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
3. Quem sou eu diante de vós?
Quem poderia imaginar que um Deus eterno, que não tem necessidade do ser humano ou criasse à sua imagem? Que a nossa alma fosse uma imagem viva de si mesmo e não uma imagem de pedra, madeira, etc. Ó inefável invenção do Amor Infinito.
Maria Imaculada, orai e intercedei por mim, para que comece a conhecer o Amor Infinito.
Maria Imaculada, orai e intercedei por mim, para que comece a conhecer o Amor Infinito.
Com sentimento de objetividade e de certeza íntima, a pessoa se vê sem mérito. “Oh meu Deus, que monstro horrível de oposição a vós sou eu! Ah meu Deus, pelos méritos de Jesus Cristo seja destruída a minha vida e a vida de Jesus Cristo, meu Senhor, seja a minha vida” (OOCC X, p. 646 e 370).
“Vós sabeis quanto eu abusei vivendo tudo e contrariamente ao que Vós tendes feito e sofrido para ser meu Modelo; e, por isso, todos os pecados que eu cometi, eu os cometi porque não imitei a vós na vida humilde, pobre, sofrida, laboriosa, obediente e de submissão e de abnegação. Ah meu Deus, é verdade que mereço que agora me abandoneis, mas creio que jamais me abandonareis; ao contrário, pela vossa infinita Misericórdia Vós vos dignais ajudar-me” (OOCC XIII, p. 130).
“Ao voltar da escola, procurarei reconhecer que os outros alunos tiraram das lições um proveito para mim incompreensível, graças à sua atenção, devoção e humildade, ao passo que eu tirei delas pouco proveito, por causa da minha soberba” (OOCCX, p. 128).
“Todos os outros são humílimos, eu não só não sou humilde, mas, por soberba, estou adiante de todos os demônios: eu sou a soberba em pessoa” (OOCC X, p. 145).
“Não posso duvidar que a minha mais pequena e infinitésima ingratidão pelos benefícios que a Divina Majestade derramou sobre mim contém uma malícia incompreensivelmente maior do que aquela de qualquer outra criatura” (OOCCX, p. 132).
A comunicação de Deus é absolutamente gratuita. Nada podemos fazer para merecê-la, mas a misericórdia de Deus supera tudo.
sábado, 6 de novembro de 2010
2. Enamorado por Deus
São Vicente Pallotti, diante da grandeza, da bondade e da misericórdia infinita de Deus Uno e Trino, descobriu sua pequenez, o seu nada, pois tudo o que ele é vem de Deus, e, de si mesmo, nada tem.
A criatura é totalmente obra de Deus, vem do nada de si mesma, e tudo o que ela é e pode, vem de Deus criador. O que deve, pois, fazer a criatura, quando se descobre que não tem nada de próprio e que tudo lhe vem de Deus? Agradecer a Deus pelo dom recebido e fazer bom uso deste, fazendo-o frutificar, isto é, procurar tornar-se sempre mais semelhante a Deus, pois Deus se alegra e compraz ao contemplar suas criaturas perfeitas (Gn 1,31).
Para Pallotti, o pecado é o mau uso da liberdade ou o abuso dos dons recebidos de Deus. O bom uso da liberdade consiste em fazer bom uso dos dons divinos, dos dons da natureza e da graça. Para Pallotti, pecar é servir-se dos dons de Deus e de todas as coisas criadas para pecar e, por isso, para ofender a Deus e ultrajá-lo. Não tirar proveito desses dons é ingratidão para com Deus, ao passo que a gratidão é o bom uso dos dons divinos e das coisas criadas, para alcançar o fim último que é o próprio Deus.
Deus me deu o livre arbítrio, dom necessário para poder merecer; ao fazer o bem, devo aproveitar o dom do livre arbítrio... “Meu Deus, vós me destes o dom do livre-arbítrio, para que, em toda minha vida, com todos os pensamentos da mente, com todos os afetos do coração, com todas as palavras da língua e com todas as obras, também as mínimas, chegue a aperfeiçoar meritoriamente a minha alma.
O nada e o pecado é toda a minha vida. Ele se vê nada e pecado, porque ao confrontar-se com Deus, percebe que de fato ele é nada. Mas por outra parte vê que esse nada, que é ele mesmo, pode revoltar-se contra Deus, pode separar-se de Deus, pode pecar. Por isso firma que a única coisa que é própria dele, não de Deus, é o pecado.
Portanto, cada vez que nos aproximamos de Deus, o contraste entre o que Ele é e o que nós somos torna-se tremendamente claro. Não é a constante atenção aos seus pecados que torna os santos conscientes da sua pecaminosidade, mas a visão da santidade de Deus. (Horizontes II, p. 117- 118)
Pallotti viu-se e compreendeu-se a si mesmo como criatura especial de Deus, santificada por Ele e alvo de seu amor infinito. Mais que criatura, é também filho, irmão de Jesus, filho de Maria.
O sentido da sua vida é cumprir a vontade de Deus. Deus o quer imitador de Cristo, irmão primogênito. Por isso, quer que a vida de Cristo seja sua vida. Sua maior alegria era sentir-se amado loucamente por Deus. "Ah, meu Deus, que farei à vista de tão inefável amor e de vossa inefável misericórdia?"
A participação na vida da graça faz com que a natureza humana vá tomando novas dimensões. O corpo vai se tornando repleto de luz e com o evoluir das experiências com inefável, o ser humano, marcado pelo pecado, começa a conhecer o que Deus pode realizar com sua graça. A luz parece ser intensa demais para quem ainda vive sob os influxos da matéria corruptível. O místico, depois de uma profunda experiência do amor misericordioso de Deus, sente-se como que envolto nesta grande luz, e vai percebendo na própria vida a transformação que Deus vai realizando, sem mesmo merecer tão grande bondade. (Apóstolo e místico, p. 35)
"Pelos merecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo e pela sua infinita misericórdia, cantarei para sempre as misericórdias do Senhor".
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
São Vicente Pallotti, místico e apóstolo

Olá seguidores do Blog. Com o intuito de ampliar ainda mais o seu amor pelo carisma palotino, preparei para você uma breve apresentação de Pallotti como místico e apóstolo. Os temas serão colocados aos poucos, com a numeração decrescente. Desde já, muito obrigado por seguir este Blog. Fico feliz por saber que estamos percorrendo a mesma estrada. Boa leitura.
1. A EXPERIÊNCIA MÍSTICA
A mística cristã indica a amorosa e misteriosa comunhão do cristão com Deus, que causa na alma uma espécie de conhecimento intuitivo.
Este conhecimento novo se baseia na certeza da fé experimentada e saboreada. Esse conhecimento e experiência supõem um verdadeiro contato com o absoluto, por isso se torna uma experiência transcendental. Somente a alma pode perceber isto, porque nela existe uma consciência reflexiva capaz de detectar um objeto imateral, um valor, um absoluto, ou seja, o próprio Deus. (Apostolo e místico, p. 34)
Todos os cristãos são chamados à vida mística como elemento necessário para a santidade cristã, mas nem todos à contemplação infusa. O estado interior é o coração da experiência mística. “Não direi nada que não tenha longamente experimentado” (Apostolo e místico p. 31).
Nas várias circunstâncias do dia, antes de dar começo às obras, devemos considerar quais seriam nesse caso os pensamentos da mente santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, quais os afetos do seu Coração divino: assim, tendo que falar, devemos considerar quais palavras de humildade, de mansidão, de caridade, de paciência, de prudência diria Nosso Senhor Jesus Cristo, e refluamos sobre quão medidas teriam sido suas santíssimas, nem muitas nem demasiado poucas: e no uso da comida, da bebida, das roupas e de qualquer outra coisa criada necessária para a vida; devemos considerar qual terá sido a pureza de intenção e a moderação usada por Nosso Senhor Jesus Cristo: faça o mesmo quando tomar o repouso noturno e na necessária recreação: numa palavra, em tudo devemos imaginar, ver Nosso Senhor Jesus Cristo, e reavivando a fé devemos recordar” (Opere Complete III, p. 35-36).
É uma experiência imediata de Deus e das coisas divinas por via do conhecimento e amor, devido ao especial influxo do Espírito Santo.
Este contato nao é fruto de um processo pessoal de interiorização. É simplesmente dom gratuito.
Este contato nao é fruto de um processo pessoal de interiorização. É simplesmente dom gratuito.
Para imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, havemos de ter acima de tudo seu Espírito. Todas as operações interiores de nossa alma deverão ser semelhantes às do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de que o imitemos sinceramente também nas ações exteriores, que devem ser expressão verdadeira das interiores. Assim, quanto nos seja possível, iluminados pela fé, fiados na graça e desconfiados de nós mesmos, a cada dia, seguidamente, havemos de considerar e recordar Nosso Senhor Jesus Cristo nas principais operações interiores e exteriores de toda sua vida santíssima. (Documentos da Fundação, p. 325-325).
Causa na alma uma transformação de amor. Gera um profundo e misterioso sentimento de comunhão. Quando Deus começa a fazer parte da vida da pessoa, inicia-se aí um profundo clima de amizade e aos poucos ela vai-se desprendendo de si mesma e de seus projetos pessoais. Na medida em que o amor cresce, a pessoa vai sendo como que invadida pela graça de Deus e as suas resistências interiores vão se tornando tênues. (Apostolo e místico, p. 35)
Se não tivesse havido pecado no mundo, Deus seria simplesmente amor. Mas, como houve pecado no mundo, o amor de Deus transformou-se em misericórdia e misericórdia infinita. A misericórdia é o amor feito perdão.
A misericórdia de Deus manifestou-se em não ter abandonado o homem pecador, mas em tê-lo salvado. A misericórdia de Deus manifestou-se no envio de seu Filho salvador do mundo (Jo 3,16s).
“No uso dos sentidos e das coisas sensíveis, quero humilhar-me conforme quer e ordenou Deus; quero glorificá-lo como o glorificava Jesus Cristo, quando era visível sobre esta terra, tanto antes da morte como depois da Ressurreição, nas diversas aparições feitas à sua Mãe, a Madalena e aos Discípulos” (Opere Complete X, p. 155).
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