Na certeza de que com Deus tudo posso, criei este BLOG para que você conheça o pensamento e o carisma de S. vicente Pallotti, fundador da União do Apostolado Católico (UAC). Ele foi um dos primeiros, na Igreja, a dizer que todos os batizados são apóstolos de Jesus Cristo. Por isso, você também é convidado a viver intensamente a sua fé, fazendo muitas coisas na Igreja, conforme o seu estado de vida, para que o Cristo seja mais amado e seguido. O seu testemunho de fé é muito importante.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Dez anos de ordenação de Pe. José Lino


No dia 27 de maio, Pe. José Lino Reinaldo de Oliveira, Reitor do Teologado Palotino, em Londrina - Pr, comemorou seus dez anos de ordenação sacerdotal. Centenas de pessoas de diversas cidades, onde ele já trabalhou, se fizeram presentes para festejar com ele este grande evento. Muitos palotinos e reitores diocesanos de diversas dioceses que estudam em Londrina, juntamente com seus seminaristas, também participaram da celebração na capela do teologado. Os noviços palotinos também e seu mestre estiveram na celebração.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Explicação do quadro da Rainha dos Apóstolos
A imagem da Rainha dos Apóstolos foi pintada, em 1847, por Serafim Cesaretti (1777-1858), a pedido de São Vicente Pallotti. Nela aparece em destaque o Espírito Santo e Maria, Rainha dos Apóstolos. A pintura foi baseada na obra de Frederico Overbeck (1789-1869), pintor romancista alemão.
Maria aparece, no centro, com uma auréola na cabeça, indicando que é a esposa fiel, envolta pelo Espírito. Ela porta um traje azul, cor do céu, sinal da plenitude do amor de Deus que a escolheu para ser a Mãe do Salvador. Ela está numa posição de oração, com as mãos postas e com a cabeça levemente inclinada para a direita. O seu semblante é de muita ternura, serenidade e compaixão. Ela é a eterna intercessora para todos aqueles que foram lavados pela água do batismo e revigorados pela força do Espírito. É a Rainha dos Apóstolos porque não só os ensina a serem perseverantes na oração, como também os acalenta para poderem levar o Evangelho de seu Filho de maneira destemida. Desta forma é modelo de fé e de oração para todos os membros da União do Apostolado Católico.
Maria aparece, no centro, com uma auréola na cabeça, indicando que é a esposa fiel, envolta pelo Espírito. Ela porta um traje azul, cor do céu, sinal da plenitude do amor de Deus que a escolheu para ser a Mãe do Salvador. Ela está numa posição de oração, com as mãos postas e com a cabeça levemente inclinada para a direita. O seu semblante é de muita ternura, serenidade e compaixão. Ela é a eterna intercessora para todos aqueles que foram lavados pela água do batismo e revigorados pela força do Espírito. É a Rainha dos Apóstolos porque não só os ensina a serem perseverantes na oração, como também os acalenta para poderem levar o Evangelho de seu Filho de maneira destemida. Desta forma é modelo de fé e de oração para todos os membros da União do Apostolado Católico.

Maria está com os olhos fechados, recordando o Espírito Santo que a envolveu com sua sombra na anunciação: “Eu sou a Serva do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua Palavra!” (Lc, 1, 38). Assim como ela, as duas mulheres que estão ao seu lado, porém um pouco mais atrás, também têm seus olhos fechados. Elas representam as discípulas de Jesus e as santas mulheres que esperaram pela vinda do Messias, a saber: Sara, Rebeca, Raquel, Miriam, Débora, Ana, Judite e Ester que mantiveram viva a esperança da Salvação e hoje representam as mulheres que colaboram com o Apostolado Católico.
São João, o discípulo amado, aparece à direita de Maria e São Pedro à esquerda com as chaves depositadas no chão, ao seu lado, simbolizando o poder que recebeu de Cristo para conduzir o Seu rebanho. São duas chaves, uma de ouro e a outra de bronze. O ouro simboliza a realeza divina da qual o seu ministério representa, e o bronze é o poder recebido de Cristo para ligar e desligar. Está ligado diretamente à missão de reger a Igreja militante. Ele serve de ponte para ligar o céu e a terra: “Tudo o que ligares na terra, será ligado no céu e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16, 19).
As chaves colocadas ao chão, no momento da oração, significa que, diante de Deus, todo poder cessa. Quando Pedro reza com a Igreja, invocando o Espírito, reza como alguém que está com seu coração aberto à misericórdia divina, porque tudo é graça, é dom. Até mesmo o poder deve ser entendido como dom a ser disponibilizado a serviço de todos. Por isso, Pedro e João aparecem
em destaque, porém num plano abaixo de Maria e dos outros apóstolos. Pedro representa a instituição e João a Igreja que se abre para amar e acolher Cristo. Ele, na Ceia foi quem estava com a cabeça reclinada sobre o peito do Senhor.
No cenáculo, só três personagens se destacam integralmente, com exceção do Espírito Santo; Maria ao centro, a Rainha dos Apóstolos; João e Pedro, na frente, ao lado de Maria. O destaque, destas três figuras, ilustra:
No cenáculo, só três personagens se destacam integralmente, com exceção do Espírito Santo; Maria ao centro, a Rainha dos Apóstolos; João e Pedro, na frente, ao lado de Maria. O destaque, destas três figuras, ilustra:
A importância de Maria, envolvida pelo Espírito Santo, como colaboradora no projeto salvífico de Deus; Ela é a Rainha dos Apóstolos porque com seu sim, com sua oração, colabora com o projeto de Deus; Ela é a imagem da Igreja unida que gera novos cristãos para serem apóstolos do Eterno Pai.
A importância da Igreja Institucional: a hierarquia e magistério, na figura de Pedro e João é representante da Igreja que acolhe a vontade do Senhor. Os demais membros desta figura aparecem muito juntos, quase que entrelaçados, de modo que não é possível vê-los por inteiro. Essa imagem expressa a unidade na diversidade, a comunhão na oração: “Todos permaneciam unânimes na oração com algumas mulheres, Maria, a mãe de Jesus, e seus Irmãos.” (At 1, 14).
Pedro, João e os demais Apóstolos estão ajoelhados, em oração. Todos têm um semblante sereno. Como na transfiguração, eles contemplam o poder e a ação de Deus no meio de seu povo. Embora, cada um, tenha suas características próprias, sejam provenientes de lugares e culturas diferentes, porém, no Cenáculo, comungam de um mesmo objetivo: contemplar o Espírito de Deus para anunciar em seu nome. Têm os olhos fixos na manifestação de Deus.
Maria e as duas mulheres permanecem em profundo recolhimento, com os olhos fechados, como que recordando o dia em que encontraram o túmulo vazio e receberam do Senhor a missão de comunicar aos apóstolos tal acontecimento. Conscientes da nova realidade, elas recordam de tal mistério, pela força do Espírito. Agora todos juntos abraçam a mesma causa: anunciar para todo o mundo a presença do Reino em nosso meio.
Os apóstolos têm os olhos abertos e elevados para contemplar a ação do Espírito que veio na forma de pomba. A sua presença santifica, aquece, ilumina, fortalece e unifica a Igreja e a Sociedade do Apostolado Católico para que todos possam imitar Cristo, o Apóstolo do Eterno Pai. Por isso dele sai uma grande luz que envolve todo o ambiente e solta raios luminosos como centelha da graça de Deus que irradia por toda parte. Essa força luminosa impulsiona a Igreja e faz com que nela se perpetue o milagre da Eucaristia, alimento e força para a caminhada de todos os batizados e daqueles que são convocados a trabalhar na obra do apostolado: sacerdotes, religiosos e leigos.
A imagem do cenáculo é apresentada atrás de um grande arco na forma de moldura, como se fosse uma ampla janela, amparada por duas colunas. Por esta janela é possível avistar, de longe, as pessoas envoltas por uma misteriosa luz. A janela é ampla e está aberta para que todos se sintam convidados a participar deste grande acontecimento, manifestado por Cristo, através do Espírito. O cenáculo é espaçoso e por isso tem lugar para todos. O cenáculo recorda, ainda, que só é possível testemunhar a força do ressuscitado se todos permanecerem unidos em oração e em comunhão uns com os outros.
Cenáculo: encontro de irmãos em torno da mesma missão (4)
A lição deixada pelo Cenáculo é que todos recebem o mesmo Espírito e cada um, conforme as suas habilidades, desenvolverá a sua missão. O trabalho missionário não se encerra quando as pessoas abraçam a fé. A fé é o ponto inicial de uma caminhada em comunidade. Motivados por um mesmo compromisso, o de anunciar Cristo ressuscitado, a Igreja cumpre a sua missão. É justamente aí que aparece Vicente Pallotti com uma nova proposta evangelizadora. Que cada um se sinta, pela força do batismo, um membro vivo e ativo no anúncio do evangelho. Não importa o trabalho que vai realizar, mas que tudo seja feito para a maior glória de Deus.
Pallotti se entusiasmou com a experiência do Cenáculo, porque percebeu que ainda hoje o Espírito continua a se manifestar nas comunidades enquanto permanece unida em torno de um objetivo comum.
A União do Apostolado Católico nada mais é que a continuação do espírito que norteou o Cenáculo. Lá havia não somente os apóstolos, mas muitos seguidores de Jesus. Lá eles se transformaram em uma verdadeira família. Naquela família de irmãos, cada um devia colocar seus dons à serviço de todos. Tudo era colocado em comum, não somente bens materiais, mas principalmente os bens espirituais, a generosidade, a humildade e a mansidão. A comunidade de irmãos é uma comunidade que acolhe a todos os batizados e os estimula para que possam também sentir a alegria de poder agir em nome de Cristo (Ef 3, 4-6).
A Igreja de irmãos não é elitista. Ela convoca a todos para que saiam do seu torpor espiritual e abracem a causa do reino com muito ardor e entusiasmo. O ambiente do Cenáculo proporcionou aos participantes a unidade e o encorajamento mútuo. Lá não era somente um lugar de oração, mas um lugar onde se partilhavam as experiências. Todos ouviam e meditavam a Palavra para descobrir os apelos de Deus feitos à humanidade. Lá eles puderam interpretar as Escrituras.
No Cenáculo, criou-se uma nova espiritualidade, a espiritualidade do amor, amor que transbordou em Pentecostes e que encorajou-os para assumirem a missão até as últimas conseqüências. Inicialmente estavam desligados do compromisso assumido na Ceia. Aquele jantar maravilhoso foi visto apenas como uma despedida do Mestre e que agora só ficou na lembrança e daqui para frente somente a dura batalha da vida para se reerguer novamente e encontrar uma nova razão para viver.
A morte de Cristo na cruz foi um verdadeiro desastre. Era difícil acreditar que aquele que dizia ser o Filho de Deus, aquele que fez prodígios grandiosos diante de muitos olhos curiosos, agora foi incapaz de deter os seus algozes. Os discípulos de Emaús expressam muito bem qual era o ânimo do grupo dos eleitos de Deus. Tinham apenas lamúrias e decepções: “aquele que disse que salvaria Israel, agora já é o terceiro dia que está no sepulcro”. Caminhar sem esperar nada em Cristo é caminhar na angústia e na desolação; mas, mesmo diante das dúvidas e incertezas, deixar que alguém os instrua pode ser sinal de uma nova esperança e de um novo rumo. Foi o que aconteceu com aqueles temerosos homens de Emaús que aceitaram a intervenção daquele viajante que falava das Escrituras. As suas palavras pareciam lanças afiadas que penetravam no âmago da alma, provocando até calafrios. Eles sentiam que se dissolviam as dúvidas de suas mentes e o torpor que os desanimava. Como foi bom ouvir aquele companheiro de estrada. Como ele estava bem informado, ainda que demonstrasse desconhecer o trágico episódio ocorrido em Jerusalém.
O caminho nunca foi tão curto até Emaús, porque as suas mentes viajavam pela história da salvação e quando menos esperavam já tinham chegado ao destino e se fazia noite. Solidários com o simpático forasteiro, convidaram-no para permanecer com eles na casa, sem ao menos ter olhado no seu rosto para descobrir quem ele era. Sua voz parecia conhecida e ele parecia falar com muita desenvoltura e firmeza, mas a dor e o sofrimento eram tantos que não tiveram a força para olhar mais profundamente ao redor e ver coisas novas pelo caminho. Aliás, naquele caminho não tinha nada de novo, sempre a mesma areia, as mesmas montanhas, algumas tamareiras esparsas, a mesma aridez. Só pôde ser reconhecido definitivamente quando, junto à mesa, partiu o pão e o distribuiu (Lc 24, 27-31).
São Paulo ao comentar sobre a eucaristia afirma que quem come do mesmo pão dado por Cristo não pode ser indiferente; mas antes de receberem o Espírito foi muito difícil entender isso (1Cor 11, 23-29). Somente a luz do Espírito pode clarear a mente dos discípulos.
Cenáculo: lugar da partilha e de novas descobertas (3)
O cenáculo pode ser visto também como o lugar do testemunho de quem viveu com Jesus. Ali a Igreja nasceu pela força do Espírito que os enviou em missão. Ali adquiriram uma fé mais lúcida e madura, fortemente marcada pelos ensinamentos do Filho de Deus. O clima era de oração e de busca de conhecimento da verdade revelada, pois neles, ainda, pairavam muitas dúvidas. Pedro não tinha nenhuma familiaridade com o cargo e procurava entender o que significava aquela expressão: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17).
Certamente Maria, na sua humildade, simplicidade e serenidade, conduziu aquele momento de oração para que a comunidade não se dispersasse. O que será que eles discutiam naqueles dias? Como eles rezavam? Certamente foram dias de reviver a trajetória de Jesus aqui nesse mundo. Maria deve ter sido o centro das atenções porque ela tinha muitas coisas para informar aos líderes da Igreja que estava para ser confirmada. Certamente os apóstolos a ouviam com muita atenção os seus ensinamentos, a maneira como foi surpreendida na anunciação, a desconfiança de José, a fuga para o Egito, a perda e o encontro do menino no Templo, o início da sua vida pública e a dramática experiência aos pés da cruz. Maria deve ter narrado o quanto foi difícil para ela entender tudo aquilo. Porém as imagens continuavam vivas e inesquecíveis em sua mente. Ela conservava tudo em seu coração e esperava confiante na promessa do Filho, porque Deus já havia feito grandes coisas em seu favor (Lc 1, 49; 2,18-19).
Os apóstolos, agora, começaram também relembrar os bons momentos em que viveram juntos com Jesus. Foram três anos de grandes transformações em suas vidas. Os discípulos de Emaús recordaram novamente o episódio marcante da presença do ressuscitado com eles no caminho e o revelar-se ao partir o pão. Pedro, Tomé e os demais apóstolos agora ouvem as mulheres que presenciaram o túmulo vazio. Elas não cessavam de narrar o quanto ficaram tocadas com aquele acontecimento. Tomé também tomou a palavra e falou da sua experiência única com o ressuscitado. Todos esses fatos incendiavam os corações dos participantes e crescia neles a certeza de que não estavam aguardando em vão. Algo de surpreendente estava para acontecer.
Nos dias em que estiveram reunidos no Cenáculo, puderam reler as escrituras com um novo olhar. Até porque, no caminho de Emaús, o ressuscitado já havia iniciado um diálogo com eles. Enquanto falava, os seus corações ardiam e seus olhos se abriam para uma nova realidade. Esse tema deve ter provocado muito interesse para reinterpretar os fatos passados à luz dos novos acontecimentos. Todo o esforço deles foi coroado no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo, definitivamente mudou de rota a vida daqueles homens e mulheres. Ao saírem do Cenáculo não eram mais os mesmos. Seus rostos eram resplandecentes de alegria e de entusiasmo. A vibração deles contagiou a todos. O único desejo era de transformar o mundo com a nova Lei instaurada por Cristo: a lei do amor. Aliás, isso causou até espanto aos moradores da redondeza. Muitos tentaram dar uma razão para aquela alegria contagiante: “Estão todos embriagados” (At 2, 12-13).
Certamente Maria, na sua humildade, simplicidade e serenidade, conduziu aquele momento de oração para que a comunidade não se dispersasse. O que será que eles discutiam naqueles dias? Como eles rezavam? Certamente foram dias de reviver a trajetória de Jesus aqui nesse mundo. Maria deve ter sido o centro das atenções porque ela tinha muitas coisas para informar aos líderes da Igreja que estava para ser confirmada. Certamente os apóstolos a ouviam com muita atenção os seus ensinamentos, a maneira como foi surpreendida na anunciação, a desconfiança de José, a fuga para o Egito, a perda e o encontro do menino no Templo, o início da sua vida pública e a dramática experiência aos pés da cruz. Maria deve ter narrado o quanto foi difícil para ela entender tudo aquilo. Porém as imagens continuavam vivas e inesquecíveis em sua mente. Ela conservava tudo em seu coração e esperava confiante na promessa do Filho, porque Deus já havia feito grandes coisas em seu favor (Lc 1, 49; 2,18-19).
Os apóstolos, agora, começaram também relembrar os bons momentos em que viveram juntos com Jesus. Foram três anos de grandes transformações em suas vidas. Os discípulos de Emaús recordaram novamente o episódio marcante da presença do ressuscitado com eles no caminho e o revelar-se ao partir o pão. Pedro, Tomé e os demais apóstolos agora ouvem as mulheres que presenciaram o túmulo vazio. Elas não cessavam de narrar o quanto ficaram tocadas com aquele acontecimento. Tomé também tomou a palavra e falou da sua experiência única com o ressuscitado. Todos esses fatos incendiavam os corações dos participantes e crescia neles a certeza de que não estavam aguardando em vão. Algo de surpreendente estava para acontecer.
Nos dias em que estiveram reunidos no Cenáculo, puderam reler as escrituras com um novo olhar. Até porque, no caminho de Emaús, o ressuscitado já havia iniciado um diálogo com eles. Enquanto falava, os seus corações ardiam e seus olhos se abriam para uma nova realidade. Esse tema deve ter provocado muito interesse para reinterpretar os fatos passados à luz dos novos acontecimentos. Todo o esforço deles foi coroado no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo, definitivamente mudou de rota a vida daqueles homens e mulheres. Ao saírem do Cenáculo não eram mais os mesmos. Seus rostos eram resplandecentes de alegria e de entusiasmo. A vibração deles contagiou a todos. O único desejo era de transformar o mundo com a nova Lei instaurada por Cristo: a lei do amor. Aliás, isso causou até espanto aos moradores da redondeza. Muitos tentaram dar uma razão para aquela alegria contagiante: “Estão todos embriagados” (At 2, 12-13).
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Cenáculo: lugar da espera paciente e da realização da promessa (2)
O Cenáculo, além de ter sido um lugar de confraternização, foi também um local em que a Igreja teve o seu início pela ação do Espírito Santo. Até aquele momento, os apóstolos não estavam plenamente convencidos da missão que receberam de Cristo. A morte de Jesus provocou neles certa animosidade e desesperança. O desânimo era generalizado. Pedro e seus companheiros tentaram voltar à normalidade da vida, como acontece com as famílias diante da perda de um ente querido. Apesar da dor a vida tinha de continuar.
O evangelho relata que os apóstolos estavam fortemente propensos a retomar as atividades de outrora. Certo dia Pedro disse: “vou pescar e alguns dos discípulos disseram, nós também vamos contigo”. Naquele dia o lago de Tiberíades não estava para peixe. Eles nada pegaram naquela noite. Eis que ao amanhecer, na margem do lago, apareceu um homem misterioso que mandou jogar a rede do lado direito do barco e qual não foi a surpresa dos pescadores quando pegaram uma grande quantidade de peixes. Imediatamente após o milagre da pesca, João que tinha vivo em sua mente os últimos acontecimentos ao lado do Mestre, intuiu: “É o Senhor”! Ao ouvir isso, Pedro vestiu a túnica e se jogou na água e foi em direção à margem. Ao chegar à beira do lago, Jesus, mais uma vez os surpreendeu com pão e peixe assado e pediu que eles trouxessem o fruto do trabalho deles para colocar à disposição de todos. Ninguém ousava perguntar quem ele era (Jo 21,1-12).
O versículo 14 diz que essa era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois da ressurreição. Mesmo diante das evidências ainda não tinham superado o trauma da separação. Tudo o que viam parecia ser um pesadelo difícil de ser compreendido. Mas Jesus não desistiu, continuou sua missão agora para convencer seus operários a assumirem com generosidade a messe do reino. Parecia que nada nesse mundo fosse capaz de mudar a mente e o coração dos discípulos. O ceticismo era generalizado. Jesus se manifestou inúmeras vezes para que a comunidade se convencesse da nova realidade.
Aos poucos foram percebendo que a observância do sábado já não tinha mais sentido. O domingo passou a ser o dia em que os que acreditavam no Cristo se reuniam para meditar a palavra e participar da Ceia do Senhor que continuava vivo no meio deles.
O primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos afirma que após a paixão, Jesus mostrou-se vivo, com numerosas provas. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias, falando do Reino de Deus. Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes essa ordem: não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai da qual me ouviste falar, quando eu disse: João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo (At 1,3-5).
Na ascensão, Jesus conversou com eles e lhes deu as últimas orientações, mas não respondeu as indagações deles acerca do fim do mundo. Deixou-lhes, apenas, a certeza de que será enviado o Espírito Santo para que os discípulos pudessem dar testemunho dele em Jerusalém e até os confins da terra (At 1, 6-8).
Mesmo diante de tão grande acontecimento, os apóstolos continuavam com a mente obtusa e com os olhos ofuscados, tanto que apareceram dois anjos no céu que pediram para não ficarem somente contemplando o céu, mas que olhassem para a própria realidade com a plena convicção de que aquele que subiu ao céu virá do mesmo modo como viram partir para o céu (At 1, 10-11). Ainda com muitas dúvidas, retornaram para Jerusalém e ficaram na mesma sala que tinham costume de ficar, e ali se colocaram em oração, na companhia de Maria, de algumas mulheres e com alguns parentes de Jesus, para aguardar a promessa do ressuscitado (At 1, 14).
O grupo dos que se reuniram para aguardar o Espírito Santo era em torno de cento e vinte pessoas. No meio deles, Pedro toma a palavra e exorta a todos para que fosse eleito, em lugar de Judas, um daqueles que seguiu Jesus desde o batismo de João até o momento de sua despedida, para que junto com eles pudesse dar testemunho da ressurreição. Após rezarem tiraram a sorte para ver quem Deus iria escolher. A sorte caiu em Matias (At 1, 15-26).
Finalmente chegou o dia de Pentecostes e o Espírito Santo se manifestou sobre eles, enquanto estavam reunidos em oração. Lucas referindo-se à primeira criação em que Deus sopra e dá o hálito da vida, lembra que na segunda criação, ou seja, a obra da redenção, Deus soprou sobre eles o vento do Espírito para criar os novos homens. Como o Espírito fora destinado somente aos discípulos, então foi sentido apenas na casa em que estavam reunidos (At 2,1-11).
O evangelho relata que os apóstolos estavam fortemente propensos a retomar as atividades de outrora. Certo dia Pedro disse: “vou pescar e alguns dos discípulos disseram, nós também vamos contigo”. Naquele dia o lago de Tiberíades não estava para peixe. Eles nada pegaram naquela noite. Eis que ao amanhecer, na margem do lago, apareceu um homem misterioso que mandou jogar a rede do lado direito do barco e qual não foi a surpresa dos pescadores quando pegaram uma grande quantidade de peixes. Imediatamente após o milagre da pesca, João que tinha vivo em sua mente os últimos acontecimentos ao lado do Mestre, intuiu: “É o Senhor”! Ao ouvir isso, Pedro vestiu a túnica e se jogou na água e foi em direção à margem. Ao chegar à beira do lago, Jesus, mais uma vez os surpreendeu com pão e peixe assado e pediu que eles trouxessem o fruto do trabalho deles para colocar à disposição de todos. Ninguém ousava perguntar quem ele era (Jo 21,1-12).
O versículo 14 diz que essa era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois da ressurreição. Mesmo diante das evidências ainda não tinham superado o trauma da separação. Tudo o que viam parecia ser um pesadelo difícil de ser compreendido. Mas Jesus não desistiu, continuou sua missão agora para convencer seus operários a assumirem com generosidade a messe do reino. Parecia que nada nesse mundo fosse capaz de mudar a mente e o coração dos discípulos. O ceticismo era generalizado. Jesus se manifestou inúmeras vezes para que a comunidade se convencesse da nova realidade.
Aos poucos foram percebendo que a observância do sábado já não tinha mais sentido. O domingo passou a ser o dia em que os que acreditavam no Cristo se reuniam para meditar a palavra e participar da Ceia do Senhor que continuava vivo no meio deles.
O primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos afirma que após a paixão, Jesus mostrou-se vivo, com numerosas provas. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias, falando do Reino de Deus. Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes essa ordem: não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai da qual me ouviste falar, quando eu disse: João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo (At 1,3-5).
Na ascensão, Jesus conversou com eles e lhes deu as últimas orientações, mas não respondeu as indagações deles acerca do fim do mundo. Deixou-lhes, apenas, a certeza de que será enviado o Espírito Santo para que os discípulos pudessem dar testemunho dele em Jerusalém e até os confins da terra (At 1, 6-8).
Mesmo diante de tão grande acontecimento, os apóstolos continuavam com a mente obtusa e com os olhos ofuscados, tanto que apareceram dois anjos no céu que pediram para não ficarem somente contemplando o céu, mas que olhassem para a própria realidade com a plena convicção de que aquele que subiu ao céu virá do mesmo modo como viram partir para o céu (At 1, 10-11). Ainda com muitas dúvidas, retornaram para Jerusalém e ficaram na mesma sala que tinham costume de ficar, e ali se colocaram em oração, na companhia de Maria, de algumas mulheres e com alguns parentes de Jesus, para aguardar a promessa do ressuscitado (At 1, 14).
O grupo dos que se reuniram para aguardar o Espírito Santo era em torno de cento e vinte pessoas. No meio deles, Pedro toma a palavra e exorta a todos para que fosse eleito, em lugar de Judas, um daqueles que seguiu Jesus desde o batismo de João até o momento de sua despedida, para que junto com eles pudesse dar testemunho da ressurreição. Após rezarem tiraram a sorte para ver quem Deus iria escolher. A sorte caiu em Matias (At 1, 15-26).
Finalmente chegou o dia de Pentecostes e o Espírito Santo se manifestou sobre eles, enquanto estavam reunidos em oração. Lucas referindo-se à primeira criação em que Deus sopra e dá o hálito da vida, lembra que na segunda criação, ou seja, a obra da redenção, Deus soprou sobre eles o vento do Espírito para criar os novos homens. Como o Espírito fora destinado somente aos discípulos, então foi sentido apenas na casa em que estavam reunidos (At 2,1-11).
O que é o Cenáculo? (1)
Reflexão sobre o significado do Cenáculo na Igreja dos primeiros cristãos e para o carisma palotino.
Para que possamos viver o espírito do Cenáculo, proposto por nosso santo fundador Vicente Pallotti, é preciso entender o que isso significou, no passado, para os apóstolos e para a Igreja primitiva, e como podemos experimentá-lo no presente.
Primeiramente a palavra Cenáculo significa: sala da ceia, ou da refeição.
Jesus enviou Pedro e João, dizendo: Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa. Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? Ele respondeu: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa (Lc 22, 8-13).
A ceia preparada pelos enviados de Cristo foi tão marcante que nunca mais saiu da memória dos participantes, mesmo que muitas coisas, de imediato, não tivessem sido compreendidas. O jantar poderia ter sido igual a tantos outros que aconteciam por ocasião da Páscoa, mas aquele foi muito especial. Jesus tinha percebido que a sua hora tinha chegado e por isso, com muita tranqüilidade, pediu que aquela Páscoa fosse bem preparada, para que ficasse gravada na mente de todos ao longo dos séculos.
Jesus escolheu um lugar espaçoso e acolhedor, longe dos olhares curiosos, para que pudesse se alegrar com seus amigos antes de partir definitivamente deste mundo. Junto aos seus discípulos deu suas últimas instruções. Ele não só jantou com eles, mas fez algo que até então ninguém havia feito antes. Ele tomou o pão e abençoou e disse palavras misteriosas que, à primeira vista, não foram compreensivas: “isto é o meu corpo dado por vós”. Tomou o cálice com vinho, repetiu a benção e disse: “isso é meu sangue derramado por vós. Fazei isto em minha memória” (Mt 26,26-28). Na verdade, o que ficou naquele momento na mente dos discípulos foi apenas uma indagação. O que é realmente isso? O gesto de Jesus só foi compreendido integralmente após sua ressurreição.
Tudo foi muito rápido e sem explicação. Aliás, eles estavam pasmos diante das palavras misteriosas do Mestre. Diante de tamanha novidade, não conseguiram nem mesmo elaborar uma pergunta sequer, porque Jesus sempre os surpreendia com alguma novidade. Eles estavam tão atônitos que nem conseguiam perguntar quem seria o traidor. Acotovelavam-se para que alguém perguntasse quem deles o iria trair. Sobrou para João fazer a pergunta, pois era notória a sua proximidade com o Mestre, e perguntou quem poderia ser (Jo 13,20-26). A resposta deixou-os ainda mais confusos, porque Jesus disse: aquele a quem eu der o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas. Naquele momento já não havia mais espaço para a lucidez, pois não haviam compreendido nada.
Após a Ceia, Jesus foi ao monte das Oliveiras para rezar e levou consigo alguns dos discípulos (Mt 26,37). Mas naquela noite era difícil ficar concentrado para rezar. Uma voz parecia tomar conta da emoção daqueles que seriam os continuadores da obra iniciada pelo salvador. As palavras da Ceia latejavam em suas mentes e acabaram dormindo. Por várias vezes Jesus voltou de onde estava em oração e os convidou para rezar com ele. Jesus procurou estimulá-los para que pudessem sair daquele torpor, daquela letargia e animosidade. Mas foi em vão. A cabeça estava muito pesada (v. 41-46). A apreensão invadiu de tal maneira o coração deles que não reagiam. Isso prova que a angústia era tamanha que não conseguiam mais pensar em nada. Houve um bloqueio emocional e se desligaram das coisas mais elementares da vida. Só tinham dentro de si pensamentos neurotizantes. O pavor tomou conta das suas mentes. Isso foi até quando apareceu Judas ladeado por soldados fortemente armados para capturar o inimigo da nação. Judas se aproximou daquele com quem há poucas horas tinha feito refeição e desferiu um beijo em seu rosto (v. 47-48.55). Daquele momento em diante o pavor tomou conta dos amigos de Jesus. Cada um foi para um lado (Mc 14, 50). As indagações provenientes da Ceia agora começam a tomar novos contornos. Eles perceberam que tudo estava se aproximando do fim e restou apenas a desolação e os questionamentos. Como será daqui para frente?
Daquele momento em diante, os amigos de Jesus se dispersaram, um deles saiu nu correndo pela escuridão em meio aos olivais salvando-se daquele fatídico acontecimento (v. 51-52). Jesus foi preso e passou por muitas humilhações. Foi levado até às autoridades, foi zombado, interrogado noite adentro, maltratado. Há algumas horas estava rodeado de amigos, agora enfrenta a solidão, a dor e o desprezo. Pedro tentou acompanhar de longe o desfecho, mas como também estava muito atordoado com a situação, não agüentou, diante da pergunta de uma serva, não titubeou, negou ser amigo de Jesus (v. 54.66-70). A sua mente estava bloqueada, os seus sentimentos arrasados, a sua esperança amordaçada. Sobrou apenas tristeza e desolação. A derrota tomava conta do seu interior. Após negar Jesus o galo cantou e um zumbido em seu ouvido, tão rápido como um raio, despertou sua consciência ferida e se recordou das palavras do Mestre: “Tu me negarás três vezes, antes que o galo cante”. Pedro chorou amargamente por se sentir incapaz de ser fiel e por não ter tido a força suficiente para retomar o caminho (v. 72). Jesus saiu da sala do interrogatório e olhou firmemente nos olhos de Pedro. Ele estava abatido, emocionalmente encarcerado, algemado, simplesmente incapaz de ser ele mesmo. Estava irreconhecível. Só lhe restou o pranto.
Para que possamos viver o espírito do Cenáculo, proposto por nosso santo fundador Vicente Pallotti, é preciso entender o que isso significou, no passado, para os apóstolos e para a Igreja primitiva, e como podemos experimentá-lo no presente.
Primeiramente a palavra Cenáculo significa: sala da ceia, ou da refeição.
Jesus enviou Pedro e João, dizendo: Ide e preparai-nos a ceia da Páscoa. Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? Ele respondeu: Ao entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando uma bilha de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e direis ao dono da casa: O Mestre pergunta-te: Onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos? Ele vos mostrará no andar superior uma grande sala mobiliada, e ali fazei os preparativos. Foram, pois, e acharam tudo como Jesus lhes dissera; e prepararam a Páscoa (Lc 22, 8-13).
A ceia preparada pelos enviados de Cristo foi tão marcante que nunca mais saiu da memória dos participantes, mesmo que muitas coisas, de imediato, não tivessem sido compreendidas. O jantar poderia ter sido igual a tantos outros que aconteciam por ocasião da Páscoa, mas aquele foi muito especial. Jesus tinha percebido que a sua hora tinha chegado e por isso, com muita tranqüilidade, pediu que aquela Páscoa fosse bem preparada, para que ficasse gravada na mente de todos ao longo dos séculos.
Jesus escolheu um lugar espaçoso e acolhedor, longe dos olhares curiosos, para que pudesse se alegrar com seus amigos antes de partir definitivamente deste mundo. Junto aos seus discípulos deu suas últimas instruções. Ele não só jantou com eles, mas fez algo que até então ninguém havia feito antes. Ele tomou o pão e abençoou e disse palavras misteriosas que, à primeira vista, não foram compreensivas: “isto é o meu corpo dado por vós”. Tomou o cálice com vinho, repetiu a benção e disse: “isso é meu sangue derramado por vós. Fazei isto em minha memória” (Mt 26,26-28). Na verdade, o que ficou naquele momento na mente dos discípulos foi apenas uma indagação. O que é realmente isso? O gesto de Jesus só foi compreendido integralmente após sua ressurreição.
Tudo foi muito rápido e sem explicação. Aliás, eles estavam pasmos diante das palavras misteriosas do Mestre. Diante de tamanha novidade, não conseguiram nem mesmo elaborar uma pergunta sequer, porque Jesus sempre os surpreendia com alguma novidade. Eles estavam tão atônitos que nem conseguiam perguntar quem seria o traidor. Acotovelavam-se para que alguém perguntasse quem deles o iria trair. Sobrou para João fazer a pergunta, pois era notória a sua proximidade com o Mestre, e perguntou quem poderia ser (Jo 13,20-26). A resposta deixou-os ainda mais confusos, porque Jesus disse: aquele a quem eu der o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas. Naquele momento já não havia mais espaço para a lucidez, pois não haviam compreendido nada.
Após a Ceia, Jesus foi ao monte das Oliveiras para rezar e levou consigo alguns dos discípulos (Mt 26,37). Mas naquela noite era difícil ficar concentrado para rezar. Uma voz parecia tomar conta da emoção daqueles que seriam os continuadores da obra iniciada pelo salvador. As palavras da Ceia latejavam em suas mentes e acabaram dormindo. Por várias vezes Jesus voltou de onde estava em oração e os convidou para rezar com ele. Jesus procurou estimulá-los para que pudessem sair daquele torpor, daquela letargia e animosidade. Mas foi em vão. A cabeça estava muito pesada (v. 41-46). A apreensão invadiu de tal maneira o coração deles que não reagiam. Isso prova que a angústia era tamanha que não conseguiam mais pensar em nada. Houve um bloqueio emocional e se desligaram das coisas mais elementares da vida. Só tinham dentro de si pensamentos neurotizantes. O pavor tomou conta das suas mentes. Isso foi até quando apareceu Judas ladeado por soldados fortemente armados para capturar o inimigo da nação. Judas se aproximou daquele com quem há poucas horas tinha feito refeição e desferiu um beijo em seu rosto (v. 47-48.55). Daquele momento em diante o pavor tomou conta dos amigos de Jesus. Cada um foi para um lado (Mc 14, 50). As indagações provenientes da Ceia agora começam a tomar novos contornos. Eles perceberam que tudo estava se aproximando do fim e restou apenas a desolação e os questionamentos. Como será daqui para frente?
Daquele momento em diante, os amigos de Jesus se dispersaram, um deles saiu nu correndo pela escuridão em meio aos olivais salvando-se daquele fatídico acontecimento (v. 51-52). Jesus foi preso e passou por muitas humilhações. Foi levado até às autoridades, foi zombado, interrogado noite adentro, maltratado. Há algumas horas estava rodeado de amigos, agora enfrenta a solidão, a dor e o desprezo. Pedro tentou acompanhar de longe o desfecho, mas como também estava muito atordoado com a situação, não agüentou, diante da pergunta de uma serva, não titubeou, negou ser amigo de Jesus (v. 54.66-70). A sua mente estava bloqueada, os seus sentimentos arrasados, a sua esperança amordaçada. Sobrou apenas tristeza e desolação. A derrota tomava conta do seu interior. Após negar Jesus o galo cantou e um zumbido em seu ouvido, tão rápido como um raio, despertou sua consciência ferida e se recordou das palavras do Mestre: “Tu me negarás três vezes, antes que o galo cante”. Pedro chorou amargamente por se sentir incapaz de ser fiel e por não ter tido a força suficiente para retomar o caminho (v. 72). Jesus saiu da sala do interrogatório e olhou firmemente nos olhos de Pedro. Ele estava abatido, emocionalmente encarcerado, algemado, simplesmente incapaz de ser ele mesmo. Estava irreconhecível. Só lhe restou o pranto.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
1º Dia do Tríduo à Rainha dos Apóstolos

A família Palotina celebra no dia 22 de maio a Festa da Padroeira da União do Apostolado Católico, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Para que as comunidades possam celebrar bem esta festa, disponibilizo no meu Blog orações tiradas das obras Completas do Nosso Santo Fundador São vicente Pallotti. O tríduo, na nossa tradição católica, tem a finalidade de ajudar os fieis a viver com mais intensidade as solenidades a serem celebradas. Que todos nós possamos também viver unidos no Cenáculo, juntamente com Maria.
Comentarista: A família Palotina se prepara para celebrar a festa da Padroeira da União do Apostolado Católico, a Rainha dos Apóstolos. Com muita fé e devoção, coloquemo-nos em oração, pedindo a intercessão da Mãe de Deus a todos aqueles que participam desta obra apostólica: padres, irmãos, irmãs, e todos os batizados que se sentem atraídos pelo amor de Deus e pela ternura de Sua Mãe Santíssima. Que o testemunho do sim, dado pela humilde serva de Nazaré seja, para todos nós, modelo de obediência à voz do Bom Pastor, pois também somos chamados a participar da sua obra divina, para seguir os ensinamentos do Filho Amado, o Apóstolo do Eterno Pai. Rezemos ainda ao divino Espírito Santo, que, em Pentecostes, iluminou a comunidade dos discípulos, reunida no Cenáculo, juntamente com Maria. E que nós, ao participarmos deste Cenáculo, possamos receber as luzes necessárias, para que sejamos sempre zelosos e ardorosos apóstolos de Jesus, sob o olhar carinhoso de Maria, Rainha dos Apóstolos.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.
D: - Desde a primeira menção, em 1816, até a época em que Pallotti redige seu “Testamento Espiritual”, em 1840, subsiste uma ligação contínua à Maria, Rainha dos Apóstolos. No testamento que deixa a seus coirmãos afirma ter reconhecido nitidamente no exemplo de Maria e dos apóstolos, que, após a vinda do Espírito Santo, se puseram a anunciar o Evangelho em todo o mundo, e esta é a peculiaridade e o caráter próprios de toda a Sociedade do Apostolado Católico. Por esta época ou pouco depois, Pallotti encarrega o pintor Cesaretti de retratar, segundo um esboço de Overbeck, a imagem do Cenáculo: Maria junto aos apóstolos, implorando a vinda do Espírito Santo. Imbuído por este espírito, Pallotti eleva a Deus sua oração, e esta é um grito ao infinito, sempre pela intercessão de Maria:
T: - “Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma vossa misericórdia infinita, pelos merecimentos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos, por todos os merecimentos de toda a Igreja de Jesus Cristo, creio firmemente que o infinito merecimento da infância, adolescência e juventude de Jesus Cristo e as virtudes desta mesma infância, adolescência e juventude destroem em mim, desde o presente momento e para sempre: toda a deformidade, todos os vícios, todas as obras, palavras e pensamentos maus, todas as omissões de minha infância, adolescência e juventude e todas as consequências de tal deformidade e de tais vícios e ações, palavras, pensamentos, omissões, e me comunicam o mérito e as virtudes da mesma infância, adolescência e juventude de Jesus Cristo”. (Propósitos e aspirações, n. 373)
L: - A imagem predileta da Mãe de Deus, na visão de Igreja e de apostolado de São Vicente Pallotti, era Maria no Cenáculo, cercada pelos apóstolos e pelas mulheres. Na mente de nosso Fundador, ela é a inspiradora de toda a organização e de todo o trabalho apostólico. Ele colocou Maria, Rainha dos Apóstolos, como Padroeira de sua Obra, porque ela é a formadora dos Apóstolos e Mãe da Igreja.
T.: O Cenáculo é o lugar predileto de preparação, da animação, do fortalecimento e do envio para a missão. No Cenáculo com Maria, os Apóstolos se sentem fortes, ousados e corajosos pra enfrentar a evangelização. Sem isto não há missão, não há apóstolos hoje.
L: - É preciso cultivar a mística do Cenáculo, para se chegar à mística da missão. Embora nossas casas sejam centros de atividades apostólicas, devem transformar-se em cenáculos, casas de oração, ao menos em alguns momentos durante o dia. Ouvir a Palavra e comungar o Cristo eucarístico, é a parte essencial de todo apostolado.
Dos escritos de Pallotti:
D: - A Pia Sociedade milita sob a proteção da Imaculada Mãe de Deus, Rainha dos Apóstolos, por dois motivos:
1- Para obter todas as graças e dons, a fim de que esteja sempre presente na Igreja com a abundância de frutos e se propague na proporção das necessidades, em qualquer parte do mundo.
2- Para que todos: leigos, sacerdotes, religiosos de qualquer ordem, estado, condição, tenham, em Maria, Rainha dos Apóstolos, depois de Jesus, o mais perfeito modelo de verdadeiro zelo apostólico e de perfeita caridade. (OOCC I, 6-7)
T: - Um verdadeiro devoto de Maria será um grande santo, dediquemo-nos com empenho a propagar as glórias de Maria e a insinuar no coração de todos um amor, se possível fosse, infinitamente terno à nossa mais que enamoradíssima Mãe.
L: - São Vicente Pallotti atribui a Maria, Rainha dos Apóstolos, a tarefa de Padroeira de sua Obra e modelo de vida e apostolado para seus seguidores, porque ela, mesmo sem possuir nenhum cargo eclesiástico, foi maior em dignidade do que todos os apóstolos.
T.: A santíssima Virgem, sem ter pregado o Evangelho, gozou do título e da recompensa de Rainha dos Apóstolos, sustentou a coragem dos pregadores e fez superar suas fadigas.
L: - Nosso Fundador via o Cenáculo como o lugar da espera, da unidade, da oração, da acolhida do Espírito Santo, é o lugar do envio da comunidade cristã, o ponto de partida da comunidade animada e movida pelo mesmo Espírito.
T - Em qualquer lugar em que eu estiver, procurarei imaginar que eu mesmo e todas as criaturas estamos no Cenáculo de Jerusalém, onde os apóstolos receberam o Espírito Santo; e esse pensamento eu renovarei frequentemente.
L: - Como os apóstolos lá estavam juntamente com Maria Santíssima, assim eu também imaginarei estar junto com a minha mais que encantadora mãe Maria e com o mais que amado esposo de minha alma Jesus, os quais eu tenho certeza de que, como meus particularíssimos advogados, farão descer sobre mim e os outros a abundância do Espírito Santo; e como desejo que essa abundância do Espírito do Senhor aumente em mim e em todas as criaturas, cada uma delas infinitamente multiplicada em cada momento infinitésimo, quero permanecer sempre no Cenáculo junto com todas as criaturas.
T: - Assim, o mais frequentemente possível, imaginarei que, estando eu e as outras criaturas no Cenáculo, desça sobre nós a abundância, a plenitude do Espírito Santo, pretendendo tirar dessa plenitude os copiosos frutos que tiraram os santos todos, os apóstolos e Maria, sempre supondo ter recebido com perfeição a plenitude do Espírito.
L: - Humilhar-me-ei confessando a minha pobreza, mas ao mesmo tempo não deixarei de rezar aos santos, aos anjos, a Maria e a Jesus, para que tal abundância do Espírito Santo venha sobre mim, os ordenandos e todas as criaturas. Por isso, quero oferecer e ofereço os merecimentos de todas as criaturas, de Maria e de Jesus, e desejo que eu e todas as criaturas tributemos a Deus, simultaneamente, toda a glória que com tal abundância de graça, cada criatura daria a Deus em separado (OO CC X, 86-87 [Propósitos e aspirações, n. 82]).
Leitura bíblica (Rm 8,5-9.14-17; 1Jo 4, 12-16; At 1, 1-9; 2,1-4)
Reflexão – preces espontâneas
L: - Senhor, necessito do teu Espírito! Daquela força divina que transforma tantas personalidades humanas, tornando-as capazes de gestos extraordinários. Dá-me esse Espírito que, vindo de Ti e indo a Ti, Santidade infinita, é um Espírito Santo.
T. Dá-me aquele Espírito que tudo perscruta, tudo sugere e tudo ensina: Ele me fortalecerá para suportar o que ainda não posso suportar. Aquele Espírito que transformou os débeis pescadores da Galileia em colunas da tua igreja e em apóstolos que deram com o holocausto da vida, o supremo testemunho de seu amor aos irmãos.
Comentarista: - Estamos chegando ao fim da nossa oração comunitária. Formamos um cenáculo, pois estamos sempre, como peregrinos, esperando de Deus os dons necessários para continuarmos a nossa missão apostólica. Muitos poderiam se perguntar: não poderia Deus fazer tudo? Não seria tudo mais fácil, pois ele sabe das nossas reais necessidades. Não poderia Deus, de própria iniciativa, instantaneamente, reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e fazer-se conhecido de quantos outros existam em todo o mundo? Sim, mediante ato onipotente de sua vontade, poderia fazê-lo. Mas, no curso ordinário de sua providência, na ordem da graça, ele não costuma agir deste modo. Mas, por que, então? Por motivo digno de sua infinita bondade ou por qualquer outro motivo, a nós desconhecido, sempre digno, entretanto, de sua infinita sabedoria (OOCC IV, 307).
D: - Diante deste mistério insondável de Deus, concluamos este nosso encontro, rezando a oração à RAINHA DOS APÓSTOLOS DE SÃO VICENTE PALLOTTI:
Ò Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos e advogada do gênero humano, nós, humildemente, suplicamos: intercede junto ao teu Unigênito Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, na força do Espírito Santo, estejamos sempre dispostos a trabalhar por aumentar, defender e propagar a fé e a caridade. Ouve, com a benignidade de sempre, as nossas orações. Aceita, com todo carinho, as nossas súplicas. Tem a bondade de alcançar-nos a graça, para que combatamos o bom combate, cheguemos ao final da carreira, conservemos a fé. Assim, entre as fileiras dos santos Apóstolos, possamos receber a coroa da justiça. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
D: Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto
Comentarista: A família Palotina se prepara para celebrar a festa da Padroeira da União do Apostolado Católico, a Rainha dos Apóstolos. Com muita fé e devoção, coloquemo-nos em oração, pedindo a intercessão da Mãe de Deus a todos aqueles que participam desta obra apostólica: padres, irmãos, irmãs, e todos os batizados que se sentem atraídos pelo amor de Deus e pela ternura de Sua Mãe Santíssima. Que o testemunho do sim, dado pela humilde serva de Nazaré seja, para todos nós, modelo de obediência à voz do Bom Pastor, pois também somos chamados a participar da sua obra divina, para seguir os ensinamentos do Filho Amado, o Apóstolo do Eterno Pai. Rezemos ainda ao divino Espírito Santo, que, em Pentecostes, iluminou a comunidade dos discípulos, reunida no Cenáculo, juntamente com Maria. E que nós, ao participarmos deste Cenáculo, possamos receber as luzes necessárias, para que sejamos sempre zelosos e ardorosos apóstolos de Jesus, sob o olhar carinhoso de Maria, Rainha dos Apóstolos.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.
D: - Desde a primeira menção, em 1816, até a época em que Pallotti redige seu “Testamento Espiritual”, em 1840, subsiste uma ligação contínua à Maria, Rainha dos Apóstolos. No testamento que deixa a seus coirmãos afirma ter reconhecido nitidamente no exemplo de Maria e dos apóstolos, que, após a vinda do Espírito Santo, se puseram a anunciar o Evangelho em todo o mundo, e esta é a peculiaridade e o caráter próprios de toda a Sociedade do Apostolado Católico. Por esta época ou pouco depois, Pallotti encarrega o pintor Cesaretti de retratar, segundo um esboço de Overbeck, a imagem do Cenáculo: Maria junto aos apóstolos, implorando a vinda do Espírito Santo. Imbuído por este espírito, Pallotti eleva a Deus sua oração, e esta é um grito ao infinito, sempre pela intercessão de Maria:
T: - “Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma vossa misericórdia infinita, pelos merecimentos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos, por todos os merecimentos de toda a Igreja de Jesus Cristo, creio firmemente que o infinito merecimento da infância, adolescência e juventude de Jesus Cristo e as virtudes desta mesma infância, adolescência e juventude destroem em mim, desde o presente momento e para sempre: toda a deformidade, todos os vícios, todas as obras, palavras e pensamentos maus, todas as omissões de minha infância, adolescência e juventude e todas as consequências de tal deformidade e de tais vícios e ações, palavras, pensamentos, omissões, e me comunicam o mérito e as virtudes da mesma infância, adolescência e juventude de Jesus Cristo”. (Propósitos e aspirações, n. 373)
L: - A imagem predileta da Mãe de Deus, na visão de Igreja e de apostolado de São Vicente Pallotti, era Maria no Cenáculo, cercada pelos apóstolos e pelas mulheres. Na mente de nosso Fundador, ela é a inspiradora de toda a organização e de todo o trabalho apostólico. Ele colocou Maria, Rainha dos Apóstolos, como Padroeira de sua Obra, porque ela é a formadora dos Apóstolos e Mãe da Igreja.
T.: O Cenáculo é o lugar predileto de preparação, da animação, do fortalecimento e do envio para a missão. No Cenáculo com Maria, os Apóstolos se sentem fortes, ousados e corajosos pra enfrentar a evangelização. Sem isto não há missão, não há apóstolos hoje.
L: - É preciso cultivar a mística do Cenáculo, para se chegar à mística da missão. Embora nossas casas sejam centros de atividades apostólicas, devem transformar-se em cenáculos, casas de oração, ao menos em alguns momentos durante o dia. Ouvir a Palavra e comungar o Cristo eucarístico, é a parte essencial de todo apostolado.
Dos escritos de Pallotti:
D: - A Pia Sociedade milita sob a proteção da Imaculada Mãe de Deus, Rainha dos Apóstolos, por dois motivos:
1- Para obter todas as graças e dons, a fim de que esteja sempre presente na Igreja com a abundância de frutos e se propague na proporção das necessidades, em qualquer parte do mundo.
2- Para que todos: leigos, sacerdotes, religiosos de qualquer ordem, estado, condição, tenham, em Maria, Rainha dos Apóstolos, depois de Jesus, o mais perfeito modelo de verdadeiro zelo apostólico e de perfeita caridade. (OOCC I, 6-7)
T: - Um verdadeiro devoto de Maria será um grande santo, dediquemo-nos com empenho a propagar as glórias de Maria e a insinuar no coração de todos um amor, se possível fosse, infinitamente terno à nossa mais que enamoradíssima Mãe.
L: - São Vicente Pallotti atribui a Maria, Rainha dos Apóstolos, a tarefa de Padroeira de sua Obra e modelo de vida e apostolado para seus seguidores, porque ela, mesmo sem possuir nenhum cargo eclesiástico, foi maior em dignidade do que todos os apóstolos.
T.: A santíssima Virgem, sem ter pregado o Evangelho, gozou do título e da recompensa de Rainha dos Apóstolos, sustentou a coragem dos pregadores e fez superar suas fadigas.
L: - Nosso Fundador via o Cenáculo como o lugar da espera, da unidade, da oração, da acolhida do Espírito Santo, é o lugar do envio da comunidade cristã, o ponto de partida da comunidade animada e movida pelo mesmo Espírito.
T - Em qualquer lugar em que eu estiver, procurarei imaginar que eu mesmo e todas as criaturas estamos no Cenáculo de Jerusalém, onde os apóstolos receberam o Espírito Santo; e esse pensamento eu renovarei frequentemente.
L: - Como os apóstolos lá estavam juntamente com Maria Santíssima, assim eu também imaginarei estar junto com a minha mais que encantadora mãe Maria e com o mais que amado esposo de minha alma Jesus, os quais eu tenho certeza de que, como meus particularíssimos advogados, farão descer sobre mim e os outros a abundância do Espírito Santo; e como desejo que essa abundância do Espírito do Senhor aumente em mim e em todas as criaturas, cada uma delas infinitamente multiplicada em cada momento infinitésimo, quero permanecer sempre no Cenáculo junto com todas as criaturas.
T: - Assim, o mais frequentemente possível, imaginarei que, estando eu e as outras criaturas no Cenáculo, desça sobre nós a abundância, a plenitude do Espírito Santo, pretendendo tirar dessa plenitude os copiosos frutos que tiraram os santos todos, os apóstolos e Maria, sempre supondo ter recebido com perfeição a plenitude do Espírito.
L: - Humilhar-me-ei confessando a minha pobreza, mas ao mesmo tempo não deixarei de rezar aos santos, aos anjos, a Maria e a Jesus, para que tal abundância do Espírito Santo venha sobre mim, os ordenandos e todas as criaturas. Por isso, quero oferecer e ofereço os merecimentos de todas as criaturas, de Maria e de Jesus, e desejo que eu e todas as criaturas tributemos a Deus, simultaneamente, toda a glória que com tal abundância de graça, cada criatura daria a Deus em separado (OO CC X, 86-87 [Propósitos e aspirações, n. 82]).
Leitura bíblica (Rm 8,5-9.14-17; 1Jo 4, 12-16; At 1, 1-9; 2,1-4)
Reflexão – preces espontâneas
L: - Senhor, necessito do teu Espírito! Daquela força divina que transforma tantas personalidades humanas, tornando-as capazes de gestos extraordinários. Dá-me esse Espírito que, vindo de Ti e indo a Ti, Santidade infinita, é um Espírito Santo.
T. Dá-me aquele Espírito que tudo perscruta, tudo sugere e tudo ensina: Ele me fortalecerá para suportar o que ainda não posso suportar. Aquele Espírito que transformou os débeis pescadores da Galileia em colunas da tua igreja e em apóstolos que deram com o holocausto da vida, o supremo testemunho de seu amor aos irmãos.
Comentarista: - Estamos chegando ao fim da nossa oração comunitária. Formamos um cenáculo, pois estamos sempre, como peregrinos, esperando de Deus os dons necessários para continuarmos a nossa missão apostólica. Muitos poderiam se perguntar: não poderia Deus fazer tudo? Não seria tudo mais fácil, pois ele sabe das nossas reais necessidades. Não poderia Deus, de própria iniciativa, instantaneamente, reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e fazer-se conhecido de quantos outros existam em todo o mundo? Sim, mediante ato onipotente de sua vontade, poderia fazê-lo. Mas, no curso ordinário de sua providência, na ordem da graça, ele não costuma agir deste modo. Mas, por que, então? Por motivo digno de sua infinita bondade ou por qualquer outro motivo, a nós desconhecido, sempre digno, entretanto, de sua infinita sabedoria (OOCC IV, 307).
D: - Diante deste mistério insondável de Deus, concluamos este nosso encontro, rezando a oração à RAINHA DOS APÓSTOLOS DE SÃO VICENTE PALLOTTI:
Ò Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos e advogada do gênero humano, nós, humildemente, suplicamos: intercede junto ao teu Unigênito Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, na força do Espírito Santo, estejamos sempre dispostos a trabalhar por aumentar, defender e propagar a fé e a caridade. Ouve, com a benignidade de sempre, as nossas orações. Aceita, com todo carinho, as nossas súplicas. Tem a bondade de alcançar-nos a graça, para que combatamos o bom combate, cheguemos ao final da carreira, conservemos a fé. Assim, entre as fileiras dos santos Apóstolos, possamos receber a coroa da justiça. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
D: Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto
2° Dia do Tríduo à Rainha dos Apóstolos

Comentarista: Neste segundo dia do tríduo em preparação para Festa da Rainha dos Apóstolos, queremos meditar sobre a busca incessante que Pallotti tinha de Deus e de Maria. Ele queria viver as realidades do céu, já aqui neste mundo. Por isso depois de Deus, venerava Maria. E desde o raiar do dia, colocava todo o seu trabalho diário a seu serviço e implorava a sua assistência maternal. À tarde, agradecia-lhe por isso, e renovava suas orações, seu oferecimento e consagração.
Costumava não dar um passo sequer, sem antes pedir que Maria o abençoasse. Pedia sempre também a bênção da Mãe de Deus, para a sua Obra, o Apostolado Católico. Como Maria implorava a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, no Cenáculo, assim também esperava Vicente Pallotti que a Virgem, em oração, no centro dos membros do Apostolado Católico lhes implorasse o zelo apostólico e a coragem missionária. Por isso confiou-lhe toda sua obra ao patrocínio da Mãe, Rainha dos Apóstolos.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.
D: - A entrega da Sociedade do Apostolado Católico aos cuidados de Maria, Rainha dos Apóstolos, era, portanto, algo bem definido para Vicente Pallotti já desde o início da sua fundação. Com persistência admirável ele descobre motivos para honrá-la sob este título até o fim de sua vida, e incentiva os membros da Sociedade a invocar Maria como Rainha dos Apóstolos, diariamente, em todo lugar e a toda hora, se possível. Assim rezava:
T: - Ó piíssima Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos e advogada do gênero humano, nós, humildemente, suplicamos: intercede junto do teu Unigênito Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, na força do Espírito Santo, estejamos sempre dispostos a trabalhar por aumentar, defender e propagar a fé e a caridade. Ouve, com benignidade de sempre, as nossas orações. Aceita, com todo carinho, as nossas súplicas. Tem a bondade de alcançar-nos a graça, para que combatamos o bom combate, cheguemos ao final da carreira, conservemos a fé. Assim, entre as fileiras dos santos Apóstolos possamos receber a coroa da justiça. (Faller, n. 73)
L: - A imagem da Rainha dos Apóstolos sugere-nos, de imediato, a comunidade dos discípulos reunida em oração, antes de Pentecostes. Os discípulos reunidos em torno a Maria, a Mãe do Senhor, aguardavam a vinda do Espírito Santo. Esta figura lembra a promessa de Jesus de que o Pai enviaria o seu Espírito, para que os discípulos recordassem tudo quanto Ele havia dito e feito (Jo 14,26).
L: - Pallotti, convencido de que é preciso todo dia, novamente, ir à escola de Jesus e pedir-lhe: Senhor ensina-nos a rezar, levou a efeito a aplicação prática deste princípio: Com a mais viva confiança de que Nosso Senhor Jesus Cristo, no santíssimo Sacramento, está num trono de graças, esperando-nos com amor infinito, para no-las comunicar todas, a todo instante. Por isso digamos com amor e humildade.
T: - Ó Sagrado convívio em que se recebe a Cristo, renova-se a memória de sua paixão, a alma se enche de graça e se nos dá o penhor da futura glória.
L: - A espiritualidade de Pallotti parecia centrar-se no aspecto contemplativo da vocação sacerdotal. “Faço a intenção de que eu e todas as outras criaturas estejam perpetuamente ocupados em uma profundíssima veneração da Santíssima Trindade, que está conosco em todo o lugar, em uma altíssima adoração de Jesus Sacramentado, em todos os lugares onde ele se encontra, cada um porém infinitamente, em uma muito obsequiosa e muito afetuosa veneração de Maria Santíssima, nossa comum Mãe, que é toda a nossa esperança depois de Jesus Cristo, em um afetuosa e reverencial veneração dos Anjos e dos Santos (...) e faço a intenção, eu, com todas as criaturas, de fazer na terra o que fazem os Beatos no céu” (OOCC X, 77).
T: - Faço a intenção de estar sempre em profundíssima adoração da Santíssima Trindade, de Jesus Sacramentado, em todos os lugares onde se encontra em altíssima veneração da minha mais que enamoradíssima Mãe Maria, e gradativamente dos Anjos, dos Santos e das almas que são agradáveis aos olhos de Deus (OO CC X, 526).
Em silêncio, adoremos o Senhor em espírito e verdade
L: - Deste-lhe pão do céu.
T: - Que, em si, contém toda doçura.
D: - Ó Deus, sob as espécies deste admirável sacramento, deixaste-nos o memorial da tua paixão. Concede-nos venerar os santos mistérios do teu Corpo e Sangue, a fim de que possamos colher sempre em nós os frutos da tua redenção. Tu que vives e reinas nos séculos dos séculos. Amém.
Vós sois a luz do mundo
L: - A Sagrada Escritura afirma que fazer brilhar a nossa luz é fundamental para nós que somos chamados a ser cristãos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha” (Mt 5, 14). “Porque o Senhor assim no-lo mandou: ‘Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” ( At 13, 47). “Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas” (1Tes 5, 5).
L: - No seu tratado sobre o ‘Espírito Santo’, São Basílio Magno explica como a presença do Espírito ajuda a iluminar esta luz que está dentro de nós: “O Espírito é fonte de santificação e luz inteligível. Oferece a toda criatura inteligente a si mesmo e através de si mesmo luz e ajuda para buscar a verdade… do mesmo modo, dos raios de sol, do qual os benefícios são sentidos por cada um como se resplandecesse somente para ele… assim também o Espírito Santo …infunde em todos uma graça suficiente e total…
Leitura bíblica e momento de reflexão (1Jo 4, 12-16)
Preces espontâneas
L: - Senhor, necessito do teu Espírito! Daquela força divina que transforma tantas personalidades humanas, tornando-as capazes de gestos extraordinários. Dá-me esse Espírito que, vindo de Ti e indo a Ti, Santidade infinita, é um Espírito Santo.
T. Dá-me aquele Espírito que tudo perscruta, tudo sugere e tudo ensina: Ele me fortalecerá para suportar o que ainda não posso suportar. Aquele Espírito que transformou os débeis pescadores da Galileia em colunas da tua Igreja e em apóstolos que deram com o holocausto da vida, o supremo testemunho de seu amor aos irmãos.
Enamorado por Maria
D: - Vicente Pallotti fez um voto de sempre atribuir os títulos mais sublimes à Mãe de Deus. “Sou indigno de amar Maria, mas pela misericórdia de Deus e pelos merecimentos de Jesus Cristo, quero pedir a graça de amá-la, propondo-me amá-la com o amor com que Deus a ama.
Resposta de Maria a seu servo fiel
L: - No último dia do ano de 1832, a grande Mãe da Misericórdia, para triunfar com o Milagre de Misericórdia sobre a ingratidão e inconcebível indignidade do mais miserável que jamais se viu ou possa existir entre os súditos do seu Reino de Misericórdia, se dignou misericordiosissimamente fazer o matrimônio espiritual com tal súdito e lhe dá como dote quanto possui e lhe faz reconhecer o próprio Filho divino e, sendo ela Esposa do Espírito Santo, se empenha para que seja todo internamente transformado no Espírito Santo.
D: - Consagração a Jesus por Maria, de S. Vicente Pallotti.
T: - Imaculada Mãe de Deus Rainha do céu, Mãe de Misericórdia, advogada e refúgio dos pecadores, iluminado e confortado pelas graças que a tua materna benevolência me conseguiu do tesouro divino, quero entregar, agora e sempre, o meu coração em tuas mãos, para que o consagres a Jesus. Sim, ó Maria, perante os anjos e santos eu te entrego e tu, em meu nome, o consagras a Jesus. Pela confiança filial que deposito em ti, sei com certeza, que haverás de fazer, agora e sempre, quanto puderes para que o meu coração seja todo de Jesus, à imitação dos santos, em especial de são José, teu castíssimo esposo. Amém!
D: - Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
CONSAGRAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO
T: - Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto
3° Dia do Tríduo à Rainha dos Apóstolos

Comentarista: Neste terceiro dia do tríduo em preparação para Festa da Rainha dos Apóstolos, Padroeira da União do Apostolado Católico, veremos que Pallotti procurou sempre adorar a Jesus no Santíssimo Sacramento e adorou o Deus Uno e Trino. Como cristão, adorou e contemplou Deus fundado na rocha de Cristo. Ele sempre colocava sua alma no lado aberto de Jesus Cristo e no seio de sua mais que enamoradíssima Imaculada, Humilíssima Mãe Maria, e colocava os sentidos do seu corpo nas chagas do mais que enamoradíssimo Esposo de sua alma, Jesus (cf. OO CC X, 526). “Imaginarei estar eu no Seio de Deus, nas chagas de Jesus, onde recebo abundância grandíssima de graças para a santificação, e imaginarei estar ainda no seio de Maria Santíssima, minha mais que enamoradíssima Mãe, que tais graças, estou certo, me impetrará”.
Que o exemplo do Cenáculo, deixado pelo nosso Fundador, seja para nós o motivo de estarmos reunidos aqui, hoje, para melhor servirmos o Senhor. Coloquemos a vida da nossa comunidade e as nossas atividades apostólicas no coração de Jesus e de Maria, para que, iluminados por eles, sejamos fieis anunciadores do Reino.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.
D: - Para vivermos o espírito do Cenáculo, proposto por nosso santo fundador Vicente Pallotti, é preciso entender o que ele representou, no passado, e como podemos experimentá-lo no presente. Cenáculo significa a sala da ceia, da refeição. (Lc 22, 8-13).
T: - O Cenáculo, além de ser o lugar da Ceia, foi também o local em que a Igreja teve o seu início, pela ação do Espírito Santo.
L: - O cenáculo pode ser visto também como o lugar do testemunho de quem conviveu com Jesus. Ali a Igreja nasceu pela força do Espírito que os enviou em missão. Ali adquiriram uma fé mais lúcida e madura, fortemente marcada pelos ensinamentos do Filho de Deus. O clima era de oração e de busca de conhecimento da verdade revelada, pois neles ainda pairavam muitas dúvidas.
T: - A lição deixada pelo Cenáculo é que todos recebem o mesmo Espírito e cada um, conforme as suas habilidades, desenvolverá a sua missão. O trabalho missionário não se encerra quando as pessoas abraçam a fé.
L: - Pallotti se entusiasmou com a experiência do Cenáculo, porque percebeu que ainda hoje o Espírito continua a se manifestar nas comunidades, enquanto permanece unida em torno de um objetivo comum.
T: - O ambiente do Cenáculo proporcionou, aos participantes, a unidade e o encorajamento mútuo. Lá não era somente um lugar de oração, mas um lugar onde se partilhavam as experiências. Todos ouviam e meditavam a Palavra, para descobrir os apelos de Deus feitos à humanidade. Lá, eles puderam interpretar as Escrituras.
L: - No Cenáculo, criou-se uma nova espiritualidade, a espiritualidade do amor, amor que transbordou em Pentecostes e que os encorajou para assumirem a missão até as últimas consequências.
T: - O Cenáculo dá mostras de que quem estava ali tinha uma missão a cumprir, e aguardava ansioso por um conhecimento mais profundo das realidades divinas. Tinha consciência da missão recebida, mas não sabia como concretizá-la, nem força para realizá-la.
L: - No Cenáculo, temos representantes de todos os segmentos da Igreja. Estavam presentes os apóstolos, Maria, a mãe do Senhor, algumas mulheres que acompanhavam e serviam Jesus e os discípulos (Lc 8, 1b-3).
D: - Com São Vicente Pallotti não foi diferente. Ele sempre viu a figura do Cenáculo como lugar de encontro com Deus à espera de uma missão.
L: - A cena do Cenáculo foi tão marcante na vida dele, que pediu para que fosse pintado um quadro de Maria, juntamente com os apóstolos e algumas mulheres, pois, para ele Maria era a Rainha dos Apóstolos.
T: - O Cenáculo se tornou um lugar de rever a história, a caminhada feita com o salvador, os acontecimentos presenciados pelos apóstolos. Ali eles aprenderam a ler, a interpretar as Escrituras e a conhecer-se melhor. Puderam compreender melhor a missão que o Senhor lhes confiara.
L: - O evangelho não fala muita coisa da Mãe de Jesus. Uma das poucas coisas que diz, além do maravilhoso anúncio feito pelo anjo Gabriel de que seria a Mãe do salvador, é que ela guardava todos os acontecimentos em seu coração. Maria transformava tudo em oração. Portanto, a sua presença no Cenáculo deve ter sido de incessante intercessão, para que o Paráclito prometido viesse iluminar a todos, o mais rápido possível. Ela recordava de tudo com muito carinho e fé, pois nela jamais houve qualquer dúvida a respeito da manifestação de Deus em favor de seu povo, porque o poderoso fez nela maravilhas (Lc 1,49).
T: - A comunidade dos discípulos que participou da escola do Mestre de Nazaré, no Cenáculo, teve a assistência de uma grande pedagoga, Maria. Ela foi quem, por primeiro, experimentou a força do altíssimo. Por isso, nela não havia espaço para dúvidas angustiantes, mas a certeza da concretização do Reino, ainda que não fosse de maneira muito clara.
L: - A experiência que os discípulos fizeram no Cenáculo levou-os a ter uma nova postura diante das pessoas. Homens e mulheres anunciavam destemidamente aquilo que viram e ouviram de Jesus (1Jo 1,3; Jo 3, 11). O testemunho que davam da ressurreição de Cristo contagiava a todos, e até mesmo os pagãos abraçavam a fé (At 10,44-48; 11,19-21). Cada um que recebia o batismo se sentia impelido a levar adiante o anúncio feito pelos apóstolos. Colocavam também à disposição os dons recebidos de Deus. Todos os batizados se sentiam missionários (1Cor 12,27-31).
T: - Olhando para o Cenáculo, Pallotti descobriu que, somente unido pela oração, a comunidade pode prosperar. Percebeu ainda que os apóstolos, sem a confirmação do Espírito, permaneciam amedrontados e não conseguiam olhar para um novo horizonte. Mas a espera confiante do Paráclito prometido, com a presença de Maria, tomou uma nova dimensão. Saíram de lá restaurados e com uma coragem jamais vista antes. Muitos se perguntavam de onde vinha tanta sabedoria. Percebeu-se, ainda, que a presença da Mãe foi indispensável para manter unida a comunidade. Por isso quis que a Mãe de Deus protegesse a União do Apostolado Católico.
L: - Maria é a cheia de graça, a filha predileta do eterno Pai, a Mãe que Deus Filho escolheu entre todas as mulheres para tornar-se homem, a Esposa única na qual o Espírito Santo infundiu a mais pura virgindade e exuberante maternidade. Nenhuma criatura, pela sua pessoal excelência, pode ser amada e honrada como foi amada e honrada Maria, porque ela foi infinitamente amada e honrada por Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Deus criou o homem à sua imagem e Maria, Mãe de Jesus, fez Deus à sua imagem. Não existe uma criatura comparável à Maria, porque sua beleza é irrepetível. Por esta admirável excelência, Maria merece admiração, louvor, amor, mais do que todas as coisas criadas. Maria é também a corredentora.
Em silêncio, adoremos o Senhor em espírito e verdade
L: - Deste-lhe pão do céu.
T: - Que, em si, contém toda doçura.
D: - Ó Deus, sob as espécies deste admirável sacramento, deixaste-nos o memorial da tua paixão. Concede-nos venerar os santos mistérios do teu Corpo e Sangue, a fim de que possamos colher sempre em nós os frutos da tua redenção. Tu que vives e reinas nos séculos dos séculos. Amém.
Leitura bíblica e momento de reflexão (Lc 22, 8-13).
L: - Maria não ocupou nenhum cargo e, no entanto, superou, em méritos, todos os Papas, Bispos e sacerdotes. Maria cooperou na propagação da santa Fé mais que os apóstolos. Ela sustentou, com sua oração, o ânimo dos apóstolos e fez com que superassem as suas fadigas. Assim escreve Pallotti: “A santa Igreja, não por um simples título de honra, mas por motivo de plenitude de méritos, saúda Maria com o augusto título de Rainha dos Apóstolos e, com isto, todos, sacerdotes e leigos, todos, de ambos os sexos, de todo estado, posição e condição social, se animarão a imitar a nossa Imaculada Mãe Maria Santíssima, em todos os empreendimentos da maior glória de Deus e em todas as obras de misericórdia corporal e espiritual para o bem dos próximos”.
D: - Consagração a Jesus por Maria, de S. Vicente Pallotti.
T: - Imaculada Mãe de Deus Rainha do céu, Mãe de Misericórdia, advogada e refúgio dos pecadores, iluminado e confortado pelas graças que a tua materna benevolência me conseguiu do tesouro divino, quero entregar, agora e sempre, o meu coração em tuas mãos, para que o consagres a Jesus. Sim, ó Maria, perante os anjos e santos eu te entrego e tu, em meu nome, o consagras a Jesus. Pela confiança filial que deposito em ti, sei com certeza, que haverás de fazer, agora e sempre, quanto puderes para que o meu coração seja todo de Jesus, à imitação dos santos, em especial de são José, teu castíssimo esposo. Amém!
D: - Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
CONSAGRAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO
T: - Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto
Traços da espiritualidade de Pallotti
1- Trabalhemos infinitamente: A orientação contemplativa da espiritualidade de Pallotti não era uma via de mão única. A outra direção foi certamente o trabalho incansável. As duas orientações brotavam e confluíam no amor. “Procuremos fazer todo o bem possível para a glória de Deus Uno e Trino, de Jesus, de Maria”. “Sejamos criativos para agir em todos os modos”. “Façamos todo o bem possível, acendamos no coração dos fiéis de N. S. J. C., o amor puro.
Em 22 de agosto de 1818, escreveu a Bucciarelli: “Pelo amor de Deus honremos Deus, amemos Maria, salvemos as almas feitas à imagem de Deus, redimidas pelo Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, e criadas para serem habitantes do céu; salvemo-las, portanto, por caridade, por caridade salvemo-las” (OCL I, 44).
2- Insaciabilidade: Vicente desejava ardentemente amar Deus infinitamente. Foi esse um dos seus temas preferidos. Queria multiplicar infinitamente todas as ações para dar glória a Deus e multiplicar ao infinito as criaturas para o mesmo objetivo. Ao infinito do Criador somente podia corresponder o infinito de sua glorificação por parte da criação. O jovem Pallotti sabia muito bem que nenhuma criatura poderia dar glória infinita a Deus. Ele o reconhece explicitamente em uma nota aos propósitos de 1816: “Quando digo infinitamente, infinito a respeito das criaturas, sublinho sempre se fosse possível” (OOCC X,32).
O infinito aplicado às ações exprime o desejo subjetivo insaciável de Vicente. Ele nunca se tranqüilizou; tudo lhe pareceu pequeno e gostaria de multiplicar infinitamente o amor e a glorificação de Deus.
3- Mística e voluntarismo: Um outro traço da espiritualidade de Pallotti era a imperiosidade insaciável do seu amor e a intensidade mística que ele lentamente adquiriu. Pallotti teve, de fato, experiências fora do comum. Mas ele foi muito reservado em relação a elas. Talvez o ambiente espiritual de sua época não tenha favorecido uma maior partilha, pois a atenção do sujeito se centrava no esforço ascético. Por esse motivo adquire significado particular a sua confissão, escrita no dia 24 de outubro de 1819, em relação a uma doença: “essa minha miséria (de estômago) é um justo castigo. Peço ao meu Deus e a toda a Corte Celeste que ela se manifeste infinitamente para a maior glória de Deus, já que o benevolíssimo Pai não deixa de difundir no meu pobre e ingratíssimo coração, abundantes graças.
4- Cristo, Maria e a Cruz: O mundo interior de Pallotti foi fortemente teocêntrico: Deus em tudo, e sempre. Seu Deus, porém, era o Deus da revelação cristã, e ele experimentou uma intensa e terna devoção pela humanidade de Jesus. À exemplo de Agostinho e de Boaventura, Vicente buscou a presença da Trindade em todas as coisas. Procurou e adorou Jesus na eucaristia. Propagou, portanto, as visitas a Cristo, prisioneiro do amor no Santíssimo Sacramento (Santo Afonso), e a adoração perpétua. Recordou continuamente a paixão de Jesus, praticando o relógio, ou seja, comemorando a cada hora o evento que se presumia ter acontecido naquele momento, pedindo a Deus que imprimisse “profundamente no seu coração a Paixão dolorosíssima de Jesus”, e repetindo uma jaculatória em sua honra (cf. OOCC X, 12.13). Jesus foi para ele objeto de imitação amorosa, em todas as suas ações. Disso derivou a sua atenção pelas bem-aventuranças, dedicando a elas vários propósitos em 1816: queria viver a pobreza de espírito de Jesus, inspirar-se na sua humildade e mansidão, chorar e possui a paz interior própria dos filhos de Deus (cf. OOCC X, 6-8).
Depois de Jesus, não faltou jamais a devoção à mais que enamoradíssima Mãe Maria. Enamoradíssima de quem? “Enamoradíssima de nós”, respondeu em uma ocasião (OOCC X, 22). Sabemos que a mãe incutiu em Vicente uma grande devoção à Imaculada Conceição, mistério que se propôs crer sob obrigação de voto e difundir quando ainda não era definido dogmaticamente pela Igreja. Os seus escritos juvenis revelam também partícipe da compaixão de Nossa Senhora das dores.
As chagas, o sangue e o coração: Pallotti cultivou devoções antigas, mas difundiu somente as mais recentes. No Elenco das boas obras a serem propagadas (cf. OOCC V, 422-423), citou duas em um parágrafo à parte. Primeira de todas as outras, citou as devoções dos Corações de Jesus e de Maria e do Sangue de Cristo. A elas acrescentou a devoção às Chagas.
Nos seus escritos, podemos perceber como o coração de Pallotti vibrava com a contemplação das Chagas do Senhor, manifestando assim uma devoção própria dos místicos. Ele se serviu dos místicos na direção espiritual.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Recomendações de Maria para viver bem o mês de maio

Do livro Mês de maio - S.V. Pallotti
Eu gostaria que lêsseis todos os dias um pouco da vida dos Santos. Não apenas de Santos Sacerdotes ou Bispos, mas, também, de Santos Leigos, para sempre mais humilhar-vos fazendo o confronto com vosso modo de viver. Pedi a opinião do vosso Diretor Espiritual para escolher o livro e imaginai que é Jesus que através dele faz a escolha. Eu suplicarei ao Espírito Santo que o ilumine para que o livro indicado seja uma resposta de Deus às vossas maiores necessidades.
Eu gostaria que lêsseis todos os dias um pouco da vida dos Santos. Não apenas de Santos Sacerdotes ou Bispos, mas, também, de Santos Leigos, para sempre mais humilhar-vos fazendo o confronto com vosso modo de viver. Pedi a opinião do vosso Diretor Espiritual para escolher o livro e imaginai que é Jesus que através dele faz a escolha. Eu suplicarei ao Espírito Santo que o ilumine para que o livro indicado seja uma resposta de Deus às vossas maiores necessidades.
Tende um grande apreço a este Mês de Maio! Pode ser o último de vossa vida, ou o primeiro de aprimoramento da vossa verdadeira santificação, e, consequentemente, da santificação uma multidão de pessoas, pois quanto mais o sacerdote, cresce em santidade, tanto mais santifica o povo de Deus. Por isso valorizai toda boa inspiração e anotai-a em um caderno e quando puder partilhai com vosso Diretor Espiritual. Anotai também as decisões que tomar.
Se não vos preocupastes em ter um bom orientador e até agora não tendes um Diretor Espiritual, a primeira e mais importante decisão a tomar neste mês é buscar um. Pedi a Deus que vos dê um Diretor segundo o seu Espírito, para compreender vossas necessidades espirituais. E eu estarei intercedendo ardorosamente para que recebais esta graça, pois sei o quanto é importante para vossa santificação ter um bom Diretor Espiritual.
Recordai-vos que “a sabedoria não é encontrada pelos que vivem uma vida mansa” (cf. Jó 28,13). Se quiserdes receber o Espírito Santo, implorai com muita fé e fazei cada dia alguma mortificação, sob a orientação do Diretor Espiritual.
Depois de tudo o que vos disse, podeis entender que enquanto vós, Ministros do Evangelho, vos dispondes a consagrar-me este mês, eu arderei de desejos e farei de tudo na ordem da graça a fim de que tenhais as disposições necessárias para receber a plenitude do Espírito Santo. E assim vos tornardes o que meu Filho desejou quando vos deu a vocação para viver no Santuário.
Reze três Ave-Marias pedindo proteção de Maria e de S. Vicente Pallotti à sua família e por todos os que sofrem.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Maria, modelo de mãe e mulher

Se a gota de água dissesse, não é uma gota que faz a diferença, estaríamos sedentos.
Se a letra dissesse, não é uma letra que faz a diferença, não haveria palavras.
Se Maria não dissesse, Sim, não haveria Salvação!
Maria, uma pequena e humilde alma, que pelo seu Sim generoso a Deus Pai, tornou-se modelo de mãe e mulher.
Maria, pelo seu Sim, faça nascer em meu coração a sua disponibilidade, diante da vontade de Deus.
Que a sua pequenez e humildade de alma possam inspirar, em todas as mulheres, o orgulho desse dom que é ser Mãe.
Maria, minha mãe. Olhe com seu olhar misericordioso a todos os que não têm um lar, para que em você eles possam encontrar o aconchego. Que o seu coração de mãe ajude a todas as mães superarem a perda de um filho, e que, em seu Filho Jesus, possam encontrar a paz e a força de que necessitam. Enfim, Muito Obrigado, Mãe, pelo seu Sim generoso de mãe e de mulher.
Noviço Valmir J. Jochem
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Aniversário de dona Maura - 80 anos


A família do Pe. Valdeci, com muita alegria, parabeniza sua mãe, D. Maura de Lima, que no dia 4 de maio completará 80 anos de vida. No domingo, dia 2 de maio, filhos, netos (14), bisnetos (12), parentes e amigos comemoraram seus 80 anos, com uma missa em sua residência, presidida pelo Pe. Valdeci, seu filho caçula. Por isso, rendemos graças a Deus por ela estar em nosso meio, e por nos ser um verdadeiro testemunho de fé e de vida. Agradecemos a Deus, por ela ser uma pessoa forte e por ainda estar esbanjando saúde. Parabéns.
Em seus braços, seu bisneto mais novo (um mês de vida - Victor Giovani)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Rezar com S. Vicente Pallotti

Sou indigno de rezar a ti, Senhor.
Por mim nada posso, com Deus posso tudo.
D.: Deus meu, sou tão sem juízo! Tantas vezes eu disse: não vou pecar nunca mais. Depois, voltei a pecar. Farei esse ou aquele ato de virtude, esta ou aquela boa obra. E, depois, não fiz nada. Agora, porém, Deus meu, ponho-me em tuas mãos. Por mim, nada posso, contigo posso tudo. A ti infinita glória, honra, amor, reverência; a mim desprezo, desonra, sofrimentos.
T.: Faze-me tomar conhecimento, com toda clareza, de que eu, o mais miserável e o mais pecador de todas as outras criaturas, sou indigníssimo, ao máximo, de rezar a ti.
D.: Ah, meu Deus, imprime no meu espírito para sempre, um elevadíssimo conhecimento da minha miséria e impiedade, pelo qual possa reconhecer com sinceridade, como realmente sou indigníssimo de por meus olhos nas pessoas e de tratar com elas, de vez que, entre elas, haverá muitos grandes santos, inclusive desconhecidos e desprezíveis aos olhos dos seres humanos. Faze, ó Senhor, que tudo isso eu não o diga somente da boca para fora. Eu sou o homem do pecado (2Ts 2,3). Meu Deus, eu sei que eu sou o homem do pecado. Mas não me entendo, não me compreendo, não me confundo, não me arrependo e não me humilho. Não sei suplicar-te, não devo ser atendido; mereço todas as tuas infinitas e eternas maldições. De qualquer forma, não quero desesperar-me: aí está Jesus Cristo.
T.: Ah, meu Deus, lança em mim, agora e sempre, o olhar da tua misericórdia.
D.: Deus meu, destrói, para sempre, também o pecado venial e, na medida do possível, também a imperfeição mais leve, e promove em todas as criaturas a tua glória. E, com tal dor de Jesus, queremos chorar e detestar todos os nossos pecados e os de todos e fazer deles penitência.
T.: Queres-me uma conversão sempre mais perfeita e de tal modo te sentes feliz, quando eu chegue a converter-me de verdade. Eu sou indigno de ter o dom da perseverança. Vês, se eu faço uma promessa e, depois, faço tudo ao contrário, é porque sou o homem do pecado. E Tu mesmo, ó meu Deus, és a minha perseverança. Tu és o meu bem eterno. Tu, o meu tudo.
D.: Confio que, por maior que seja a minha miséria e ingratidão e maldade, tanto mais Tu triunfarás sobre mim, com o teu infinito poder, sabedoria, bondade, clemência, misericórdia e com todos os teus infinitos atributos, no tempo e na eternidade. E creio que Tu me tenhas escolhido como instrumento das obras da tua maior glória e da maior santificação. Segundo o teu beneplácito, porque Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e o que o mundo julga fraco, Deus escolheu para confundir os fortes (1Cor 1,27-28).
T.: Sou infinitamente indigno, ó meu Jesus, de ter total participação em tua vida humilde, pobre. A vida de Cristo seja a minha vida, agora e para sempre. Por mim, não sou capaz nem de formar um desejo bom. Assim, até o mínimo bom pensamento é também dom teu (Rm 8,26). Assim, eu destruído, sê tudo Tu em mim.
D.: Contra ti, só contra ti pequei, fiz o que é mau aos teus olhos (Sl 50,6).
T.: Ah, Deus meu, destrói toda a minha vida passada, presente e futura. E dá-me a tua vida, a vida do teu Unigênito encarnado. Quão mais generosamente derramaste os teus dons sobre mim, tanto mais fui ingrato para contigo, tanto mais desconheci os dons que me deste e tanto mais desconheci os dons que me deste e tanto mais abusei deles! Oh, quantos vícios, hábitos pecaminosos e pecados veniais e mortais teriam sido destruídos ou impedidos! Ah, meu Deus, quem vai compreender os meus delitos?
D.: Creio que tu me ensinas o que devo fazer, consolas-me em minhas penas, advertes-me e repreendes-me das minhas faltas pela boca do meu padre espiritual, que encarregaste da minha conduta. Agradeço-te, ó meu Deus, pela bondade que tens tido em proporcionar-me um caminho tão útil, seguro e fácil para avançar nas virtudes. Peço-te as luzes necessárias, para conhecer a fundo o meu coração, como queres Tu, de acordo com a tua misericórdia. Esta, meu Deus, é a graça que te peço, juntamente com a de tirar proveito das diretivas que me serão dadas.
D.: Leitura bíblica (Fl 3,8-16). Deus nos faz sentir a miséria da nossa humanidade, para nos enriquecer mais abundantemente com suas misericórdias infinitas. Comentar o texto bíblico e os escritos de Pallotti.
A vida de mortificação
D.: O Santo Fundador é para nós um exemplo. Já em 1816 escrevia: “Sempre e em todas as ações, desejo destruir o meu corpo que se revoltou contra a razão, humilhar e mortificar o espírito que se rebelou contra Deus, fazendo com que as potências da alma, os sentimentos do corpo e todo o meu ser concorram para a glória de Deus...” (OOCC X, 74).
Em 1846, na Regra para a Sociedade dos sacerdotes e irmãos, escrevia: “Para viver sempre na perfeita observância da Lei santa de Deus e da Igreja, das santas Regras e Constituições... devemos empenhar-nos para construir em nós o edifício espiritual com as virtudes santas praticadas por Nosso Senhor Jesus Cristo... por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, nós, desde o primeiro ingresso na Congregação até à morte, com sempre mais renovada e perfeita mortificação de todas as nossas paixões, somos obrigados a viver e morrer, praticando a vida de sacrifício” (OOCC III, 42-43).
T.: Viva numa perpétua desconfiança de si, e de suas forças; no perfeito abandono confiante em Deus e não tenha medo, porque Deus sustentará tudo aquilo que nós fazemos, seguros de que nada podemos sem Deus (OCL II, 56).
D.: Dica para aumentar a confiança em Deus: “Quem confia em Deus, não permanece confuso. Portanto se você está confuso, é sinal que não confia. Contemple Deus, e contemple você mesmo, e nunca encontrará Deus sem misericórdia, nem você sem miséria. Deus é sempre propício com a sua miséria, e a sua miséria é objeto da bondade e da misericórdia de Deus” (OOCC III, 126).
T.: Eu vos vejo em Deus, falo convosco em Deus, abraço-vos em Deus, saúdo-vos em Deus, amo-vos em Deus e em Deus me encontro sempre convosco e em todas as vossas obras.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Noviciados integrados na América do Sul
O processo de aproximação entre as Províncias, Regiões e Delegaturas Palotinas da América do Sul acontece há muito tempo, graças aos encontros da União do Apostolado Católico, da Juventude Palotina, encontro dos noviços e noviças palotinos (Novinpal), dos Superiores Maiores, e, mais recentemente, dos formadores, que culminou na criação de uma Comissão Sul-americana de formadores.
O desejo de unir todas as casas de formação da América Latina partiu do então Reitor Geral, Pe. Seamus Freeman. Mas, infelizmente, no seu governo não foi possível acontecer a tão sonhada unidade de toda a família palotina, porque ainda não estávamos preparados para isto.
A partir de então, muitos encontros e reuniões foram feitos para se tratar deste tão complexo assunto, visto que o Brasil deve ser visto, antes de tudo, como um continente, e não é possível tratar aqui de certas questões pensando apenas na unidade, sem olhar para as diversidades culturais e, principalmente, para as distâncias. Mesmo que no Brasil, todos falem a mesma língua, existem realidades muito diferentes entre o norte e o sul.
O germe da unidade nos ronda há muito tempo, e aos poucos, as comunidades palotinas foram se conhecendo melhor, e novas iniciativas também surgiram. Uma das iniciativas muito enriquecedoras, na formação, se deu com a convivência comunitária entre os noviciados – Novinpal (Uma vez por ano, dez dias de estudo, oração, convivência e partilha entre noviços e noviças palotinos), que há quinze anos acontece alternadamente na Província São Paulo Apóstolo, e em Santa Maria, Província Nossa Senhora Conquistadora.
O Novinpal teve, desde seu início, a intenção de estreitar os laços de unidade entre formandos e formadores, para conhecerem melhor a história da presença palotina na América do Sul. Após esse longo tempo de experiência, demos um novo passo no ano de 2010, a união dos noviciados da Província de Santa Maria, São Paulo e Região São Vicente Pallotti do Uruguai. A Região do Rio de Janeiro não enviou noviços por falta de candidatos ao Período Introdutório. A Delegatura da Colômbia não está participando deste noviciado internacional, isto porque eles não têm nenhum candidato para o noviciado.
O baixo número de vocações, no ano de 2010, motivou os superiores maiores, em consonância com os formadores, a decidirem pela união desta etapa formativa em uma única casa. A Província São Paulo Apóstolo, por ter um quadro de formadores mais conciso, ficou responsável pela realização do Período Introdutório Canônico das várias Unidades Sul-americanas, pois assim, proporcionaríamos uma melhor formação para os nossos candidatos, além de criarmos o espírito de colaboração desde o início da formação palotina.
Ficou decidido também que receberemos, ao longo do ano, a presença de membros das outras Unidades, não somente para visitarem seus seminaristas, mas também, para colaborarem na formação com temas específicos do nosso carisma.
No ano passado, os Superiores Maiores, reunidos no Uruguai, discutiram sobre a possibilidade de unirmos definitivamente os noviciados da América do Sul, porém, deve ser definido se teremos ou não um noviciado de língua espanhola e outro de língua portuguesa. Essa decisão ficou para ser resolvida no mês de julho de 2010, quando os formadores sul-americanos terão um curso de formação de dez dias, com o Pe. Romualdo Uzabumwana – Ruanda e mais uma equipe de psicólogos da Escola de Formadores de Curitiba (dias 20 e 30 de julho – Curitiba). Pe. Jacob Nampudakam e Pe. Gilberto Orsolin estarão representando o Conselho Geral.
Nos dias 20 e 21 de julho, os formadores, os Superiores Maiores e os membros do Conselho Geral decidirão quais serão os rumos desta etapa de formação em nosso continente. No momento, temos: um noviço da Província de Santa Maria, um noviço da Região do Uruguai e três noviços da Província São Paulo. A perspectiva para o ano de 2011 é que tenhamos mais de quinze candidatos para o Período Introdutório.
Desde já, pedimos que toda a Sociedade esteja unida em oração, pedindo a Deus Pai, perseverança a esses jovens que estão dispostos a seguir Cristo, segundo o carisma de São Vicente Pallotti.
A todos, a nossa saudação.
Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC
Cornélio Procópio – Pr
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