sexta-feira, 14 de maio de 2010

1º Dia do Tríduo à Rainha dos Apóstolos


A família Palotina celebra no dia 22 de maio a Festa da Padroeira da União do Apostolado Católico, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Para que as comunidades possam celebrar bem esta festa, disponibilizo no meu Blog orações tiradas das obras Completas do Nosso Santo Fundador São vicente Pallotti. O tríduo, na nossa tradição católica, tem a finalidade de ajudar os fieis a viver com mais intensidade as solenidades a serem celebradas. Que todos nós possamos também viver unidos no Cenáculo, juntamente com Maria.

Comentarista: A família Palotina se prepara para celebrar a festa da Padroeira da União do Apostolado Católico, a Rainha dos Apóstolos. Com muita fé e devoção, coloquemo-nos em oração, pedindo a intercessão da Mãe de Deus a todos aqueles que participam desta obra apostólica: padres, irmãos, irmãs, e todos os batizados que se sentem atraídos pelo amor de Deus e pela ternura de Sua Mãe Santíssima. Que o testemunho do sim, dado pela humilde serva de Nazaré seja, para todos nós, modelo de obediência à voz do Bom Pastor, pois também somos chamados a participar da sua obra divina, para seguir os ensinamentos do Filho Amado, o Apóstolo do Eterno Pai. Rezemos ainda ao divino Espírito Santo, que, em Pentecostes, iluminou a comunidade dos discípulos, reunida no Cenáculo, juntamente com Maria. E que nós, ao participarmos deste Cenáculo, possamos receber as luzes necessárias, para que sejamos sempre zelosos e ardorosos apóstolos de Jesus, sob o olhar carinhoso de Maria, Rainha dos Apóstolos.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.

D: - Desde a primeira menção, em 1816, até a época em que Pallotti redige seu “Testamento Espiritual”, em 1840, subsiste uma ligação contínua à Maria, Rainha dos Apóstolos. No testamento que deixa a seus coirmãos afirma ter reconhecido nitidamente no exemplo de Maria e dos apóstolos, que, após a vinda do Espírito Santo, se puseram a anunciar o Evangelho em todo o mundo, e esta é a peculiaridade e o caráter próprios de toda a Sociedade do Apostolado Católico. Por esta época ou pouco depois, Pallotti encarrega o pintor Cesaretti de retratar, segundo um esboço de Overbeck, a imagem do Cenáculo: Maria junto aos apóstolos, implorando a vinda do Espírito Santo. Imbuído por este espírito, Pallotti eleva a Deus sua oração, e esta é um grito ao infinito, sempre pela intercessão de Maria:
T: - “Meu Deus, minha misericórdia infinita, pela mesma vossa misericórdia infinita, pelos merecimentos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos, por todos os merecimentos de toda a Igreja de Jesus Cristo, creio firmemente que o infinito merecimento da infância, adolescência e juventude de Jesus Cristo e as virtudes desta mesma infância, adolescência e juventude destroem em mim, desde o presente momento e para sempre: toda a deformidade, todos os vícios, todas as obras, palavras e pensamentos maus, todas as omissões de minha infância, adolescência e juventude e todas as consequências de tal deformidade e de tais vícios e ações, palavras, pensamentos, omissões, e me comunicam o mérito e as virtudes da mesma infância, adolescência e juventude de Jesus Cristo”. (Propósitos e aspirações, n. 373)
L: - A imagem predileta da Mãe de Deus, na visão de Igreja e de apostolado de São Vicente Pallotti, era Maria no Cenáculo, cercada pelos apóstolos e pelas mulheres. Na mente de nosso Fundador, ela é a inspiradora de toda a organização e de todo o trabalho apostólico. Ele colocou Maria, Rainha dos Apóstolos, como Padroeira de sua Obra, porque ela é a formadora dos Apóstolos e Mãe da Igreja.
T.: O Cenáculo é o lugar predileto de preparação, da animação, do fortalecimento e do envio para a missão. No Cenáculo com Maria, os Apóstolos se sentem fortes, ousados e corajosos pra enfrentar a evangelização. Sem isto não há missão, não há apóstolos hoje.
L: - É preciso cultivar a mística do Cenáculo, para se chegar à mística da missão. Embora nossas casas sejam centros de atividades apostólicas, devem transformar-se em cenáculos, casas de oração, ao menos em alguns momentos durante o dia. Ouvir a Palavra e comungar o Cristo eucarístico, é a parte essencial de todo apostolado.
Dos escritos de Pallotti:
D: - A Pia Sociedade milita sob a proteção da Imaculada Mãe de Deus, Rainha dos Apóstolos, por dois motivos:
1- Para obter todas as graças e dons, a fim de que esteja sempre presente na Igreja com a abundância de frutos e se propague na proporção das necessidades, em qualquer parte do mundo.
2- Para que todos: leigos, sacerdotes, religiosos de qualquer ordem, estado, condição, tenham, em Maria, Rainha dos Apóstolos, depois de Jesus, o mais perfeito modelo de verdadeiro zelo apostólico e de perfeita caridade. (OOCC I, 6-7)
T: - Um verdadeiro devoto de Maria será um grande santo, dediquemo-nos com empenho a propagar as glórias de Maria e a insinuar no coração de todos um amor, se possível fosse, infinitamente terno à nossa mais que enamoradíssima Mãe.
L: - São Vicente Pallotti atribui a Maria, Rainha dos Apóstolos, a tarefa de Padroeira de sua Obra e modelo de vida e apostolado para seus seguidores, porque ela, mesmo sem possuir nenhum cargo eclesiástico, foi maior em dignidade do que todos os apóstolos.
T.: A santíssima Virgem, sem ter pregado o Evangelho, gozou do título e da recompensa de Rainha dos Apóstolos, sustentou a coragem dos pregadores e fez superar suas fadigas.
L: - Nosso Fundador via o Cenáculo como o lugar da espera, da unidade, da oração, da acolhida do Espírito Santo, é o lugar do envio da comunidade cristã, o ponto de partida da comunidade animada e movida pelo mesmo Espírito.
T - Em qualquer lugar em que eu estiver, procurarei imaginar que eu mesmo e todas as criaturas estamos no Cenáculo de Jerusalém, onde os apóstolos receberam o Espírito Santo; e esse pensamento eu renovarei frequentemente.
L: - Como os apóstolos lá estavam juntamente com Maria Santíssima, assim eu também imaginarei estar junto com a minha mais que encantadora mãe Maria e com o mais que amado esposo de minha alma Jesus, os quais eu tenho certeza de que, como meus particularíssimos advogados, farão descer sobre mim e os outros a abundância do Espírito Santo; e como desejo que essa abundância do Espírito do Senhor aumente em mim e em todas as criaturas, cada uma delas infinitamente multiplicada em cada momento infinitésimo, quero permanecer sempre no Cenáculo junto com todas as criaturas.
T: - Assim, o mais frequentemente possível, imaginarei que, estando eu e as outras criaturas no Cenáculo, desça sobre nós a abundância, a plenitude do Espírito Santo, pretendendo tirar dessa plenitude os copiosos frutos que tiraram os santos todos, os apóstolos e Maria, sempre supondo ter recebido com perfeição a plenitude do Espírito.
L: - Humilhar-me-ei confessando a minha pobreza, mas ao mesmo tempo não deixarei de rezar aos santos, aos anjos, a Maria e a Jesus, para que tal abundância do Espírito Santo venha sobre mim, os ordenandos e todas as criaturas. Por isso, quero oferecer e ofereço os merecimentos de todas as criaturas, de Maria e de Jesus, e desejo que eu e todas as criaturas tributemos a Deus, simultaneamente, toda a glória que com tal abundância de graça, cada criatura daria a Deus em separado (OO CC X, 86-87 [Propósitos e aspirações, n. 82]).
Leitura bíblica (Rm 8,5-9.14-17; 1Jo 4, 12-16; At 1, 1-9; 2,1-4)
Reflexão – preces espontâneas
L: - Senhor, necessito do teu Espírito! Daquela força divina que transforma tantas personalidades humanas, tornando-as capazes de gestos extraordinários. Dá-me esse Espírito que, vindo de Ti e indo a Ti, Santidade infinita, é um Espírito Santo.
T. Dá-me aquele Espírito que tudo perscruta, tudo sugere e tudo ensina: Ele me fortalecerá para suportar o que ainda não posso suportar. Aquele Espírito que transformou os débeis pescadores da Galileia em colunas da tua igreja e em apóstolos que deram com o holocausto da vida, o supremo testemunho de seu amor aos irmãos.
Comentarista: - Estamos chegando ao fim da nossa oração comunitária. Formamos um cenáculo, pois estamos sempre, como peregrinos, esperando de Deus os dons necessários para continuarmos a nossa missão apostólica. Muitos poderiam se perguntar: não poderia Deus fazer tudo? Não seria tudo mais fácil, pois ele sabe das nossas reais necessidades. Não poderia Deus, de própria iniciativa, instantaneamente, reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e fazer-se conhecido de quantos outros existam em todo o mundo? Sim, mediante ato onipotente de sua vontade, poderia fazê-lo. Mas, no curso ordinário de sua providência, na ordem da graça, ele não costuma agir deste modo. Mas, por que, então? Por motivo digno de sua infinita bondade ou por qualquer outro motivo, a nós desconhecido, sempre digno, entretanto, de sua infinita sabedoria (OOCC IV, 307).
D: - Diante deste mistério insondável de Deus, concluamos este nosso encontro, rezando a oração à RAINHA DOS APÓSTOLOS DE SÃO VICENTE PALLOTTI:
Ò Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos e advogada do gênero humano, nós, humildemente, suplicamos: intercede junto ao teu Unigênito Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, na força do Espírito Santo, estejamos sempre dispostos a trabalhar por aumentar, defender e propagar a fé e a caridade. Ouve, com a benignidade de sempre, as nossas orações. Aceita, com todo carinho, as nossas súplicas. Tem a bondade de alcançar-nos a graça, para que combatamos o bom combate, cheguemos ao final da carreira, conservemos a fé. Assim, entre as fileiras dos santos Apóstolos, possamos receber a coroa da justiça. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
D: Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto

2° Dia do Tríduo à Rainha dos Apóstolos




Comentarista: Neste segundo dia do tríduo em preparação para Festa da Rainha dos Apóstolos, queremos meditar sobre a busca incessante que Pallotti tinha de Deus e de Maria. Ele queria viver as realidades do céu, já aqui neste mundo. Por isso depois de Deus, venerava Maria. E desde o raiar do dia, colocava todo o seu trabalho diário a seu serviço e implorava a sua assistência maternal. À tarde, agradecia-lhe por isso, e renovava suas orações, seu oferecimento e consagração.
Costumava não dar um passo sequer, sem antes pedir que Maria o abençoasse. Pedia sempre também a bênção da Mãe de Deus, para a sua Obra, o Apostolado Católico. Como Maria implorava a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, no Cenáculo, assim também esperava Vicente Pallotti que a Virgem, em oração, no centro dos membros do Apostolado Católico lhes implorasse o zelo apostólico e a coragem missionária. Por isso confiou-lhe toda sua obra ao patrocínio da Mãe, Rainha dos Apóstolos.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.
D: - A entrega da Sociedade do Apostolado Católico aos cuidados de Maria, Rainha dos Apóstolos, era, portanto, algo bem definido para Vicente Pallotti já desde o início da sua fundação. Com persistência admirável ele descobre motivos para honrá-la sob este título até o fim de sua vida, e incentiva os membros da Sociedade a invocar Maria como Rainha dos Apóstolos, diariamente, em todo lugar e a toda hora, se possível. Assim rezava:
T: - Ó piíssima Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos e advogada do gênero humano, nós, humildemente, suplicamos: intercede junto do teu Unigênito Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, na força do Espírito Santo, estejamos sempre dispostos a trabalhar por aumentar, defender e propagar a fé e a caridade. Ouve, com benignidade de sempre, as nossas orações. Aceita, com todo carinho, as nossas súplicas. Tem a bondade de alcançar-nos a graça, para que combatamos o bom combate, cheguemos ao final da carreira, conservemos a fé. Assim, entre as fileiras dos santos Apóstolos possamos receber a coroa da justiça. (Faller, n. 73)
L: - A imagem da Rainha dos Apóstolos sugere-nos, de imediato, a comunidade dos discípulos reunida em oração, antes de Pentecostes. Os discípulos reunidos em torno a Maria, a Mãe do Senhor, aguardavam a vinda do Espírito Santo. Esta figura lembra a promessa de Jesus de que o Pai enviaria o seu Espírito, para que os discípulos recordassem tudo quanto Ele havia dito e feito (Jo 14,26).
L: - Pallotti, convencido de que é preciso todo dia, novamente, ir à escola de Jesus e pedir-lhe: Senhor ensina-nos a rezar, levou a efeito a aplicação prática deste princípio: Com a mais viva confiança de que Nosso Senhor Jesus Cristo, no santíssimo Sacramento, está num trono de graças, esperando-nos com amor infinito, para no-las comunicar todas, a todo instante. Por isso digamos com amor e humildade.
T: - Ó Sagrado convívio em que se recebe a Cristo, renova-se a memória de sua paixão, a alma se enche de graça e se nos dá o penhor da futura glória.
L: - A espiritualidade de Pallotti parecia centrar-se no aspecto contemplativo da vocação sacerdotal. “Faço a intenção de que eu e todas as outras criaturas estejam perpetuamente ocupados em uma profundíssima veneração da Santíssima Trindade, que está conosco em todo o lugar, em uma altíssima adoração de Jesus Sacramentado, em todos os lugares onde ele se encontra, cada um porém infinitamente, em uma muito obsequiosa e muito afetuosa veneração de Maria Santíssima, nossa comum Mãe, que é toda a nossa esperança depois de Jesus Cristo, em um afetuosa e reverencial veneração dos Anjos e dos Santos (...) e faço a intenção, eu, com todas as criaturas, de fazer na terra o que fazem os Beatos no céu” (OOCC X, 77).
T: - Faço a intenção de estar sempre em profundíssima adoração da Santíssima Trindade, de Jesus Sacramentado, em todos os lugares onde se encontra em altíssima veneração da minha mais que enamoradíssima Mãe Maria, e gradativamente dos Anjos, dos Santos e das almas que são agradáveis aos olhos de Deus (OO CC X, 526).
Em silêncio, adoremos o Senhor em espírito e verdade
L: - Deste-lhe pão do céu.
T: - Que, em si, contém toda doçura.
D: - Ó Deus, sob as espécies deste admirável sacramento, deixaste-nos o memorial da tua paixão. Concede-nos venerar os santos mistérios do teu Corpo e Sangue, a fim de que possamos colher sempre em nós os frutos da tua redenção. Tu que vives e reinas nos séculos dos séculos. Amém.
Vós sois a luz do mundo
L: - A Sagrada Escritura afirma que fazer brilhar a nossa luz é fundamental para nós que somos chamados a ser cristãos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha” (Mt 5, 14). “Porque o Senhor assim no-lo mandou: ‘Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” ( At 13, 47). “Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas” (1Tes 5, 5).
L: - No seu tratado sobre o ‘Espírito Santo’, São Basílio Magno explica como a presença do Espírito ajuda a iluminar esta luz que está dentro de nós: “O Espírito é fonte de santificação e luz inteligível. Oferece a toda criatura inteligente a si mesmo e através de si mesmo luz e ajuda para buscar a verdade… do mesmo modo, dos raios de sol, do qual os benefícios são sentidos por cada um como se resplandecesse somente para ele… assim também o Espírito Santo …infunde em todos uma graça suficiente e total…
Leitura bíblica e momento de reflexão (1Jo 4, 12-16)
Preces espontâneas
L: - Senhor, necessito do teu Espírito! Daquela força divina que transforma tantas personalidades humanas, tornando-as capazes de gestos extraordinários. Dá-me esse Espírito que, vindo de Ti e indo a Ti, Santidade infinita, é um Espírito Santo.
T. Dá-me aquele Espírito que tudo perscruta, tudo sugere e tudo ensina: Ele me fortalecerá para suportar o que ainda não posso suportar. Aquele Espírito que transformou os débeis pescadores da Galileia em colunas da tua Igreja e em apóstolos que deram com o holocausto da vida, o supremo testemunho de seu amor aos irmãos.
Enamorado por Maria
D: - Vicente Pallotti fez um voto de sempre atribuir os títulos mais sublimes à Mãe de Deus. “Sou indigno de amar Maria, mas pela misericórdia de Deus e pelos merecimentos de Jesus Cristo, quero pedir a graça de amá-la, propondo-me amá-la com o amor com que Deus a ama.
Resposta de Maria a seu servo fiel
L: - No último dia do ano de 1832, a grande Mãe da Misericórdia, para triunfar com o Milagre de Misericórdia sobre a ingratidão e inconcebível indignidade do mais miserável que jamais se viu ou possa existir entre os súditos do seu Reino de Misericórdia, se dignou misericordiosissimamente fazer o matrimônio espiritual com tal súdito e lhe dá como dote quanto possui e lhe faz reconhecer o próprio Filho divino e, sendo ela Esposa do Espírito Santo, se empenha para que seja todo internamente transformado no Espírito Santo.
D: - Consagração a Jesus por Maria, de S. Vicente Pallotti.
T: - Imaculada Mãe de Deus Rainha do céu, Mãe de Misericórdia, advogada e refúgio dos pecadores, iluminado e confortado pelas graças que a tua materna benevolência me conseguiu do tesouro divino, quero entregar, agora e sempre, o meu coração em tuas mãos, para que o consagres a Jesus. Sim, ó Maria, perante os anjos e santos eu te entrego e tu, em meu nome, o consagras a Jesus. Pela confiança filial que deposito em ti, sei com certeza, que haverás de fazer, agora e sempre, quanto puderes para que o meu coração seja todo de Jesus, à imitação dos santos, em especial de são José, teu castíssimo esposo. Amém!
D: - Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
CONSAGRAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO
T: - Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto

3° Dia do Tríduo à Rainha dos Apóstolos




Comentarista: Neste terceiro dia do tríduo em preparação para Festa da Rainha dos Apóstolos, Padroeira da União do Apostolado Católico, veremos que Pallotti procurou sempre adorar a Jesus no Santíssimo Sacramento e adorou o Deus Uno e Trino. Como cristão, adorou e contemplou Deus fundado na rocha de Cristo. Ele sempre colocava sua alma no lado aberto de Jesus Cristo e no seio de sua mais que enamoradíssima Imaculada, Humilíssima Mãe Maria, e colocava os sentidos do seu corpo nas chagas do mais que enamoradíssimo Esposo de sua alma, Jesus (cf. OO CC X, 526). “Imaginarei estar eu no Seio de Deus, nas chagas de Jesus, onde recebo abundância grandíssima de graças para a santificação, e imaginarei estar ainda no seio de Maria Santíssima, minha mais que enamoradíssima Mãe, que tais graças, estou certo, me impetrará”.
Que o exemplo do Cenáculo, deixado pelo nosso Fundador, seja para nós o motivo de estarmos reunidos aqui, hoje, para melhor servirmos o Senhor. Coloquemos a vida da nossa comunidade e as nossas atividades apostólicas no coração de Jesus e de Maria, para que, iluminados por eles, sejamos fieis anunciadores do Reino.
Canto: Brilhou no céu da Igreja...
Sinal da cruz
D: Vem Espírito Santo.
T: Enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
D: Envia o teu Espírito e tudo será recriado.
T: E renovarás a face da terra.
D: - Para vivermos o espírito do Cenáculo, proposto por nosso santo fundador Vicente Pallotti, é preciso entender o que ele representou, no passado, e como podemos experimentá-lo no presente. Cenáculo significa a sala da ceia, da refeição. (Lc 22, 8-13).
T: - O Cenáculo, além de ser o lugar da Ceia, foi também o local em que a Igreja teve o seu início, pela ação do Espírito Santo.
L: - O cenáculo pode ser visto também como o lugar do testemunho de quem conviveu com Jesus. Ali a Igreja nasceu pela força do Espírito que os enviou em missão. Ali adquiriram uma fé mais lúcida e madura, fortemente marcada pelos ensinamentos do Filho de Deus. O clima era de oração e de busca de conhecimento da verdade revelada, pois neles ainda pairavam muitas dúvidas.
T: - A lição deixada pelo Cenáculo é que todos recebem o mesmo Espírito e cada um, conforme as suas habilidades, desenvolverá a sua missão. O trabalho missionário não se encerra quando as pessoas abraçam a fé.
L: - Pallotti se entusiasmou com a experiência do Cenáculo, porque percebeu que ainda hoje o Espírito continua a se manifestar nas comunidades, enquanto permanece unida em torno de um objetivo comum.
T: - O ambiente do Cenáculo proporcionou, aos participantes, a unidade e o encorajamento mútuo. Lá não era somente um lugar de oração, mas um lugar onde se partilhavam as experiências. Todos ouviam e meditavam a Palavra, para descobrir os apelos de Deus feitos à humanidade. Lá, eles puderam interpretar as Escrituras.
L: - No Cenáculo, criou-se uma nova espiritualidade, a espiritualidade do amor, amor que transbordou em Pentecostes e que os encorajou para assumirem a missão até as últimas consequências.
T: - O Cenáculo dá mostras de que quem estava ali tinha uma missão a cumprir, e aguardava ansioso por um conhecimento mais profundo das realidades divinas. Tinha consciência da missão recebida, mas não sabia como concretizá-la, nem força para realizá-la.
L: - No Cenáculo, temos representantes de todos os segmentos da Igreja. Estavam presentes os apóstolos, Maria, a mãe do Senhor, algumas mulheres que acompanhavam e serviam Jesus e os discípulos (Lc 8, 1b-3).
D: - Com São Vicente Pallotti não foi diferente. Ele sempre viu a figura do Cenáculo como lugar de encontro com Deus à espera de uma missão.
L: - A cena do Cenáculo foi tão marcante na vida dele, que pediu para que fosse pintado um quadro de Maria, juntamente com os apóstolos e algumas mulheres, pois, para ele Maria era a Rainha dos Apóstolos.
T: - O Cenáculo se tornou um lugar de rever a história, a caminhada feita com o salvador, os acontecimentos presenciados pelos apóstolos. Ali eles aprenderam a ler, a interpretar as Escrituras e a conhecer-se melhor. Puderam compreender melhor a missão que o Senhor lhes confiara.
L: - O evangelho não fala muita coisa da Mãe de Jesus. Uma das poucas coisas que diz, além do maravilhoso anúncio feito pelo anjo Gabriel de que seria a Mãe do salvador, é que ela guardava todos os acontecimentos em seu coração. Maria transformava tudo em oração. Portanto, a sua presença no Cenáculo deve ter sido de incessante intercessão, para que o Paráclito prometido viesse iluminar a todos, o mais rápido possível. Ela recordava de tudo com muito carinho e fé, pois nela jamais houve qualquer dúvida a respeito da manifestação de Deus em favor de seu povo, porque o poderoso fez nela maravilhas (Lc 1,49).
T: - A comunidade dos discípulos que participou da escola do Mestre de Nazaré, no Cenáculo, teve a assistência de uma grande pedagoga, Maria. Ela foi quem, por primeiro, experimentou a força do altíssimo. Por isso, nela não havia espaço para dúvidas angustiantes, mas a certeza da concretização do Reino, ainda que não fosse de maneira muito clara.
L: - A experiência que os discípulos fizeram no Cenáculo levou-os a ter uma nova postura diante das pessoas. Homens e mulheres anunciavam destemidamente aquilo que viram e ouviram de Jesus (1Jo 1,3; Jo 3, 11). O testemunho que davam da ressurreição de Cristo contagiava a todos, e até mesmo os pagãos abraçavam a fé (At 10,44-48; 11,19-21). Cada um que recebia o batismo se sentia impelido a levar adiante o anúncio feito pelos apóstolos. Colocavam também à disposição os dons recebidos de Deus. Todos os batizados se sentiam missionários (1Cor 12,27-31).
T: - Olhando para o Cenáculo, Pallotti descobriu que, somente unido pela oração, a comunidade pode prosperar. Percebeu ainda que os apóstolos, sem a confirmação do Espírito, permaneciam amedrontados e não conseguiam olhar para um novo horizonte. Mas a espera confiante do Paráclito prometido, com a presença de Maria, tomou uma nova dimensão. Saíram de lá restaurados e com uma coragem jamais vista antes. Muitos se perguntavam de onde vinha tanta sabedoria. Percebeu-se, ainda, que a presença da Mãe foi indispensável para manter unida a comunidade. Por isso quis que a Mãe de Deus protegesse a União do Apostolado Católico.
L: - Maria é a cheia de graça, a filha predileta do eterno Pai, a Mãe que Deus Filho escolheu entre todas as mulheres para tornar-se homem, a Esposa única na qual o Espírito Santo infundiu a mais pura virgindade e exuberante maternidade. Nenhuma criatura, pela sua pessoal excelência, pode ser amada e honrada como foi amada e honrada Maria, porque ela foi infinitamente amada e honrada por Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Deus criou o homem à sua imagem e Maria, Mãe de Jesus, fez Deus à sua imagem. Não existe uma criatura comparável à Maria, porque sua beleza é irrepetível. Por esta admirável excelência, Maria merece admiração, louvor, amor, mais do que todas as coisas criadas. Maria é também a corredentora.

Em silêncio, adoremos o Senhor em espírito e verdade
L: - Deste-lhe pão do céu.
T: - Que, em si, contém toda doçura.
D: - Ó Deus, sob as espécies deste admirável sacramento, deixaste-nos o memorial da tua paixão. Concede-nos venerar os santos mistérios do teu Corpo e Sangue, a fim de que possamos colher sempre em nós os frutos da tua redenção. Tu que vives e reinas nos séculos dos séculos. Amém.
Leitura bíblica e momento de reflexão (Lc 22, 8-13).
L: - Maria não ocupou nenhum cargo e, no entanto, superou, em méritos, todos os Papas, Bispos e sacerdotes. Maria cooperou na propagação da santa Fé mais que os apóstolos. Ela sustentou, com sua oração, o ânimo dos apóstolos e fez com que superassem as suas fadigas. Assim escreve Pallotti: “A santa Igreja, não por um simples título de honra, mas por motivo de plenitude de méritos, saúda Maria com o augusto título de Rainha dos Apóstolos e, com isto, todos, sacerdotes e leigos, todos, de ambos os sexos, de todo estado, posição e condição social, se animarão a imitar a nossa Imaculada Mãe Maria Santíssima, em todos os empreendimentos da maior glória de Deus e em todas as obras de misericórdia corporal e espiritual para o bem dos próximos”.
D: - Consagração a Jesus por Maria, de S. Vicente Pallotti.
T: - Imaculada Mãe de Deus Rainha do céu, Mãe de Misericórdia, advogada e refúgio dos pecadores, iluminado e confortado pelas graças que a tua materna benevolência me conseguiu do tesouro divino, quero entregar, agora e sempre, o meu coração em tuas mãos, para que o consagres a Jesus. Sim, ó Maria, perante os anjos e santos eu te entrego e tu, em meu nome, o consagras a Jesus. Pela confiança filial que deposito em ti, sei com certeza, que haverás de fazer, agora e sempre, quanto puderes para que o meu coração seja todo de Jesus, à imitação dos santos, em especial de são José, teu castíssimo esposo. Amém!
D: - Façamos também a nossa consagração ao Espírito Santo.
CONSAGRAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO
T: - Espírito Santo, Espírito divino de luz e de amor, a ti consagro a inteligência, o coração, a vontade e toda a minha pessoa, no tempo e na eternidade. A minha Inteligência siga sempre as celestes inspirações e a doutrina da Igreja católica, da qual és guia infalível; a minha vontade concorde sempre com a vontade divina e toda a minha vida seja uma fiel imitação da vida e das virtudes do Senhor e Salvador nosso Senhor Jesus Cristo, ao qual juntamente com o Pai Eterno e contigo seja a honra e glória por toda eternidade. Amém.
Oração final
Oremos: Ó Deus, que enviaste o Espírito Santo aos teus Apóstolos, enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concede-nos, por intercessão dela, a graça de te servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do teu nome. Por Nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.
Bênção final
Canto


Traços da espiritualidade de Pallotti
1- Trabalhemos infinitamente: A orientação contemplativa da espiritualidade de Pallotti não era uma via de mão única. A outra direção foi certamente o trabalho incansável. As duas orientações brotavam e confluíam no amor. “Procuremos fazer todo o bem possível para a glória de Deus Uno e Trino, de Jesus, de Maria”. “Sejamos criativos para agir em todos os modos”. “Façamos todo o bem possível, acendamos no coração dos fiéis de N. S. J. C., o amor puro.
Em 22 de agosto de 1818, escreveu a Bucciarelli: “Pelo amor de Deus honremos Deus, amemos Maria, salvemos as almas feitas à imagem de Deus, redimidas pelo Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo, e criadas para serem habitantes do céu; salvemo-las, portanto, por caridade, por caridade salvemo-las” (OCL I, 44).
2- Insaciabilidade: Vicente desejava ardentemente amar Deus infinitamente. Foi esse um dos seus temas preferidos. Queria multiplicar infinitamente todas as ações para dar glória a Deus e multiplicar ao infinito as criaturas para o mesmo objetivo. Ao infinito do Criador somente podia corresponder o infinito de sua glorificação por parte da criação. O jovem Pallotti sabia muito bem que nenhuma criatura poderia dar glória infinita a Deus. Ele o reconhece explicitamente em uma nota aos propósitos de 1816: “Quando digo infinitamente, infinito a respeito das criaturas, sublinho sempre se fosse possível” (OOCC X,32).
O infinito aplicado às ações exprime o desejo subjetivo insaciável de Vicente. Ele nunca se tranqüilizou; tudo lhe pareceu pequeno e gostaria de multiplicar infinitamente o amor e a glorificação de Deus.
3- Mística e voluntarismo: Um outro traço da espiritualidade de Pallotti era a imperiosidade insaciável do seu amor e a intensidade mística que ele lentamente adquiriu. Pallotti teve, de fato, experiências fora do comum. Mas ele foi muito reservado em relação a elas. Talvez o ambiente espiritual de sua época não tenha favorecido uma maior partilha, pois a atenção do sujeito se centrava no esforço ascético. Por esse motivo adquire significado particular a sua confissão, escrita no dia 24 de outubro de 1819, em relação a uma doença: “essa minha miséria (de estômago) é um justo castigo. Peço ao meu Deus e a toda a Corte Celeste que ela se manifeste infinitamente para a maior glória de Deus, já que o benevolíssimo Pai não deixa de difundir no meu pobre e ingratíssimo coração, abundantes graças.
4- Cristo, Maria e a Cruz: O mundo interior de Pallotti foi fortemente teocêntrico: Deus em tudo, e sempre. Seu Deus, porém, era o Deus da revelação cristã, e ele experimentou uma intensa e terna devoção pela humanidade de Jesus. À exemplo de Agostinho e de Boaventura, Vicente buscou a presença da Trindade em todas as coisas. Procurou e adorou Jesus na eucaristia. Propagou, portanto, as visitas a Cristo, prisioneiro do amor no Santíssimo Sacramento (Santo Afonso), e a adoração perpétua. Recordou continuamente a paixão de Jesus, praticando o relógio, ou seja, comemorando a cada hora o evento que se presumia ter acontecido naquele momento, pedindo a Deus que imprimisse “profundamente no seu coração a Paixão dolorosíssima de Jesus”, e repetindo uma jaculatória em sua honra (cf. OOCC X, 12.13). Jesus foi para ele objeto de imitação amorosa, em todas as suas ações. Disso derivou a sua atenção pelas bem-aventuranças, dedicando a elas vários propósitos em 1816: queria viver a pobreza de espírito de Jesus, inspirar-se na sua humildade e mansidão, chorar e possui a paz interior própria dos filhos de Deus (cf. OOCC X, 6-8).
Depois de Jesus, não faltou jamais a devoção à mais que enamoradíssima Mãe Maria. Enamoradíssima de quem? “Enamoradíssima de nós”, respondeu em uma ocasião (OOCC X, 22). Sabemos que a mãe incutiu em Vicente uma grande devoção à Imaculada Conceição, mistério que se propôs crer sob obrigação de voto e difundir quando ainda não era definido dogmaticamente pela Igreja. Os seus escritos juvenis revelam também partícipe da compaixão de Nossa Senhora das dores.
As chagas, o sangue e o coração: Pallotti cultivou devoções antigas, mas difundiu somente as mais recentes. No Elenco das boas obras a serem propagadas (cf. OOCC V, 422-423), citou duas em um parágrafo à parte. Primeira de todas as outras, citou as devoções dos Corações de Jesus e de Maria e do Sangue de Cristo. A elas acrescentou a devoção às Chagas.
Nos seus escritos, podemos perceber como o coração de Pallotti vibrava com a contemplação das Chagas do Senhor, manifestando assim uma devoção própria dos místicos. Ele se serviu dos místicos na direção espiritual.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Recomendações de Maria para viver bem o mês de maio


Do livro Mês de maio - S.V. Pallotti

Eu gostaria que lêsseis todos os dias um pouco da vida dos Santos. Não apenas de Santos Sacerdotes ou Bispos, mas, também, de Santos Leigos, para sempre mais humilhar-vos fazendo o confronto com vosso modo de viver. Pedi a opinião do vosso Diretor Espiritual para escolher o livro e imaginai que é Jesus que através dele faz a escolha. Eu suplicarei ao Espírito Santo que o ilumine para que o livro indicado seja uma resposta de Deus às vossas maiores necessidades.

Tende um grande apreço a este Mês de Maio! Pode ser o último de vossa vida, ou o primeiro de aprimoramento da vossa verdadeira santificação, e, consequentemente, da santificação uma multidão de pessoas, pois quanto mais o sacerdote, cresce em santidade, tanto mais santifica o povo de Deus. Por isso valorizai toda boa inspiração e anotai-a em um caderno e quando puder partilhai com vosso Diretor Espiritual. Anotai também as decisões que tomar.

Se não vos preocupastes em ter um bom orientador e até agora não tendes um Diretor Espiritual, a primeira e mais importante decisão a tomar neste mês é buscar um. Pedi a Deus que vos dê um Diretor segundo o seu Espírito, para compreender vossas necessidades espirituais. E eu estarei intercedendo ardorosamente para que recebais esta graça, pois sei o quanto é importante para vossa santificação ter um bom Diretor Espiritual.

Recordai-vos que “a sabedoria não é encontrada pelos que vivem uma vida mansa” (cf. Jó 28,13). Se quiserdes receber o Espírito Santo, implorai com muita fé e fazei cada dia alguma mortificação, sob a orientação do Diretor Espiritual.

Depois de tudo o que vos disse, podeis entender que enquanto vós, Ministros do Evangelho, vos dispondes a consagrar-me este mês, eu arderei de desejos e farei de tudo na ordem da graça a fim de que tenhais as disposições necessárias para receber a plenitude do Espírito Santo. E assim vos tornardes o que meu Filho desejou quando vos deu a vocação para viver no Santuário.

Reze três Ave-Marias pedindo proteção de Maria e de S. Vicente Pallotti à sua família e por todos os que sofrem.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Maria, modelo de mãe e mulher




Se a gota de água dissesse, não é uma gota que faz a diferença, estaríamos sedentos.
Se a letra dissesse, não é uma letra que faz a diferença, não haveria palavras.
Se Maria não dissesse, Sim, não haveria Salvação!
Maria, uma pequena e humilde alma, que pelo seu Sim generoso a Deus Pai, tornou-se modelo de mãe e mulher.
Maria, pelo seu Sim, faça nascer em meu coração a sua disponibilidade, diante da vontade de Deus.
Que a sua pequenez e humildade de alma possam inspirar, em todas as mulheres, o orgulho desse dom que é ser Mãe.
Maria, minha mãe. Olhe com seu olhar misericordioso a todos os que não têm um lar, para que em você eles possam encontrar o aconchego. Que o seu coração de mãe ajude a todas as mães superarem a perda de um filho, e que, em seu Filho Jesus, possam encontrar a paz e a força de que necessitam. Enfim, Muito Obrigado, Mãe, pelo seu Sim generoso de mãe e de mulher.
Noviço Valmir J. Jochem

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aniversário de dona Maura - 80 anos





A família do Pe. Valdeci, com muita alegria, parabeniza sua mãe, D. Maura de Lima, que no dia 4 de maio completará 80 anos de vida. No domingo, dia 2 de maio, filhos, netos (14), bisnetos (12), parentes e amigos comemoraram seus 80 anos, com uma missa em sua residência, presidida pelo Pe. Valdeci, seu filho caçula. Por isso, rendemos graças a Deus por ela estar em nosso meio, e por nos ser um verdadeiro testemunho de fé e de vida. Agradecemos a Deus, por ela ser uma pessoa forte e por ainda estar esbanjando saúde. Parabéns.
Em seus braços, seu bisneto mais novo (um mês de vida - Victor Giovani)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rezar com S. Vicente Pallotti



Sou indigno de rezar a ti, Senhor.

Por mim nada posso, com Deus posso tudo.


D.: Deus meu, sou tão sem juízo! Tantas vezes eu disse: não vou pecar nunca mais. Depois, voltei a pecar. Farei esse ou aquele ato de virtude, esta ou aquela boa obra. E, depois, não fiz nada. Agora, porém, Deus meu, ponho-me em tuas mãos. Por mim, nada posso, contigo posso tudo. A ti infinita glória, honra, amor, reverência; a mim desprezo, desonra, sofrimentos.


T.: Faze-me tomar conhecimento, com toda clareza, de que eu, o mais miserável e o mais pecador de todas as outras criaturas, sou indigníssimo, ao máximo, de rezar a ti.


D.: Ah, meu Deus, imprime no meu espírito para sempre, um elevadíssimo conhecimento da minha miséria e impiedade, pelo qual possa reconhecer com sinceridade, como realmente sou indigníssimo de por meus olhos nas pessoas e de tratar com elas, de vez que, entre elas, haverá muitos grandes santos, inclusive desconhecidos e desprezíveis aos olhos dos seres humanos. Faze, ó Senhor, que tudo isso eu não o diga somente da boca para fora. Eu sou o homem do pecado (2Ts 2,3). Meu Deus, eu sei que eu sou o homem do pecado. Mas não me entendo, não me compreendo, não me confundo, não me arrependo e não me humilho. Não sei suplicar-te, não devo ser atendido; mereço todas as tuas infinitas e eternas maldições. De qualquer forma, não quero desesperar-me: aí está Jesus Cristo.


T.: Ah, meu Deus, lança em mim, agora e sempre, o olhar da tua misericórdia.


D.: Deus meu, destrói, para sempre, também o pecado venial e, na medida do possível, também a imperfeição mais leve, e promove em todas as criaturas a tua glória. E, com tal dor de Jesus, queremos chorar e detestar todos os nossos pecados e os de todos e fazer deles penitência.

T.: Queres-me uma conversão sempre mais perfeita e de tal modo te sentes feliz, quando eu chegue a converter-me de verdade. Eu sou indigno de ter o dom da perseverança. Vês, se eu faço uma promessa e, depois, faço tudo ao contrário, é porque sou o homem do pecado. E Tu mesmo, ó meu Deus, és a minha perseverança. Tu és o meu bem eterno. Tu, o meu tudo.


D.: Confio que, por maior que seja a minha miséria e ingratidão e maldade, tanto mais Tu triunfarás sobre mim, com o teu infinito poder, sabedoria, bondade, clemência, misericórdia e com todos os teus infinitos atributos, no tempo e na eternidade. E creio que Tu me tenhas escolhido como instrumento das obras da tua maior glória e da maior santificação. Segundo o teu beneplácito, porque Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e o que o mundo julga fraco, Deus escolheu para confundir os fortes (1Cor 1,27-28).


T.: Sou infinitamente indigno, ó meu Jesus, de ter total participação em tua vida humilde, pobre. A vida de Cristo seja a minha vida, agora e para sempre. Por mim, não sou capaz nem de formar um desejo bom. Assim, até o mínimo bom pensamento é também dom teu (Rm 8,26). Assim, eu destruído, sê tudo Tu em mim.


D.: Contra ti, só contra ti pequei, fiz o que é mau aos teus olhos (Sl 50,6).


T.: Ah, Deus meu, destrói toda a minha vida passada, presente e futura. E dá-me a tua vida, a vida do teu Unigênito encarnado. Quão mais generosamente derramaste os teus dons sobre mim, tanto mais fui ingrato para contigo, tanto mais desconheci os dons que me deste e tanto mais desconheci os dons que me deste e tanto mais abusei deles! Oh, quantos vícios, hábitos pecaminosos e pecados veniais e mortais teriam sido destruídos ou impedidos! Ah, meu Deus, quem vai compreender os meus delitos?


D.: Creio que tu me ensinas o que devo fazer, consolas-me em minhas penas, advertes-me e repreendes-me das minhas faltas pela boca do meu padre espiritual, que encarregaste da minha conduta. Agradeço-te, ó meu Deus, pela bondade que tens tido em proporcionar-me um caminho tão útil, seguro e fácil para avançar nas virtudes. Peço-te as luzes necessárias, para conhecer a fundo o meu coração, como queres Tu, de acordo com a tua misericórdia. Esta, meu Deus, é a graça que te peço, juntamente com a de tirar proveito das diretivas que me serão dadas.


D.: Leitura bíblica (Fl 3,8-16). Deus nos faz sentir a miséria da nossa humanidade, para nos enriquecer mais abundantemente com suas misericórdias infinitas. Comentar o texto bíblico e os escritos de Pallotti.


A vida de mortificação


D.: O Santo Fundador é para nós um exemplo. Já em 1816 escrevia: “Sempre e em todas as ações, desejo destruir o meu corpo que se revoltou contra a razão, humilhar e mortificar o espírito que se rebelou contra Deus, fazendo com que as potências da alma, os sentimentos do corpo e todo o meu ser concorram para a glória de Deus...” (OOCC X, 74).


Em 1846, na Regra para a Sociedade dos sacerdotes e irmãos, escrevia: “Para viver sempre na perfeita observância da Lei santa de Deus e da Igreja, das santas Regras e Constituições... devemos empenhar-nos para construir em nós o edifício espiritual com as virtudes santas praticadas por Nosso Senhor Jesus Cristo... por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, nós, desde o primeiro ingresso na Congregação até à morte, com sempre mais renovada e perfeita mortificação de todas as nossas paixões, somos obrigados a viver e morrer, praticando a vida de sacrifício” (OOCC III, 42-43).


T.: Viva numa perpétua desconfiança de si, e de suas forças; no perfeito abandono confiante em Deus e não tenha medo, porque Deus sustentará tudo aquilo que nós fazemos, seguros de que nada podemos sem Deus (OCL II, 56).


D.: Dica para aumentar a confiança em Deus: “Quem confia em Deus, não permanece confuso. Portanto se você está confuso, é sinal que não confia. Contemple Deus, e contemple você mesmo, e nunca encontrará Deus sem misericórdia, nem você sem miséria. Deus é sempre propício com a sua miséria, e a sua miséria é objeto da bondade e da misericórdia de Deus” (OOCC III, 126).


T.: Eu vos vejo em Deus, falo convosco em Deus, abraço-vos em Deus, saúdo-vos em Deus, amo-vos em Deus e em Deus me encontro sempre convosco e em todas as vossas obras.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Noviciados integrados na América do Sul



O processo de aproximação entre as Províncias, Regiões e Delegaturas Palotinas da América do Sul acontece há muito tempo, graças aos encontros da União do Apostolado Católico, da Juventude Palotina, encontro dos noviços e noviças palotinos (Novinpal), dos Superiores Maiores, e, mais recentemente, dos formadores, que culminou na criação de uma Comissão Sul-americana de formadores.

O desejo de unir todas as casas de formação da América Latina partiu do então Reitor Geral, Pe. Seamus Freeman. Mas, infelizmente, no seu governo não foi possível acontecer a tão sonhada unidade de toda a família palotina, porque ainda não estávamos preparados para isto.

A partir de então, muitos encontros e reuniões foram feitos para se tratar deste tão complexo assunto, visto que o Brasil deve ser visto, antes de tudo, como um continente, e não é possível tratar aqui de certas questões pensando apenas na unidade, sem olhar para as diversidades culturais e, principalmente, para as distâncias. Mesmo que no Brasil, todos falem a mesma língua, existem realidades muito diferentes entre o norte e o sul.

O germe da unidade nos ronda há muito tempo, e aos poucos, as comunidades palotinas foram se conhecendo melhor, e novas iniciativas também surgiram. Uma das iniciativas muito enriquecedoras, na formação, se deu com a convivência comunitária entre os noviciados – Novinpal (Uma vez por ano, dez dias de estudo, oração, convivência e partilha entre noviços e noviças palotinos), que há quinze anos acontece alternadamente na Província São Paulo Apóstolo, e em Santa Maria, Província Nossa Senhora Conquistadora.

O Novinpal teve, desde seu início, a intenção de estreitar os laços de unidade entre formandos e formadores, para conhecerem melhor a história da presença palotina na América do Sul. Após esse longo tempo de experiência, demos um novo passo no ano de 2010, a união dos noviciados da Província de Santa Maria, São Paulo e Região São Vicente Pallotti do Uruguai. A Região do Rio de Janeiro não enviou noviços por falta de candidatos ao Período Introdutório. A Delegatura da Colômbia não está participando deste noviciado internacional, isto porque eles não têm nenhum candidato para o noviciado.

O baixo número de vocações, no ano de 2010, motivou os superiores maiores, em consonância com os formadores, a decidirem pela união desta etapa formativa em uma única casa. A Província São Paulo Apóstolo, por ter um quadro de formadores mais conciso, ficou responsável pela realização do Período Introdutório Canônico das várias Unidades Sul-americanas, pois assim, proporcionaríamos uma melhor formação para os nossos candidatos, além de criarmos o espírito de colaboração desde o início da formação palotina.

Ficou decidido também que receberemos, ao longo do ano, a presença de membros das outras Unidades, não somente para visitarem seus seminaristas, mas também, para colaborarem na formação com temas específicos do nosso carisma.

No ano passado, os Superiores Maiores, reunidos no Uruguai, discutiram sobre a possibilidade de unirmos definitivamente os noviciados da América do Sul, porém, deve ser definido se teremos ou não um noviciado de língua espanhola e outro de língua portuguesa. Essa decisão ficou para ser resolvida no mês de julho de 2010, quando os formadores sul-americanos terão um curso de formação de dez dias, com o Pe. Romualdo Uzabumwana – Ruanda e mais uma equipe de psicólogos da Escola de Formadores de Curitiba (dias 20 e 30 de julho – Curitiba). Pe. Jacob Nampudakam e Pe. Gilberto Orsolin estarão representando o Conselho Geral.

Nos dias 20 e 21 de julho, os formadores, os Superiores Maiores e os membros do Conselho Geral decidirão quais serão os rumos desta etapa de formação em nosso continente. No momento, temos: um noviço da Província de Santa Maria, um noviço da Região do Uruguai e três noviços da Província São Paulo. A perspectiva para o ano de 2011 é que tenhamos mais de quinze candidatos para o Período Introdutório.

Desde já, pedimos que toda a Sociedade esteja unida em oração, pedindo a Deus Pai, perseverança a esses jovens que estão dispostos a seguir Cristo, segundo o carisma de São Vicente Pallotti.
A todos, a nossa saudação.

Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC
Cornélio Procópio – Pr

sábado, 24 de abril de 2010

Notícias palotinas da África



Internoviciado Palotino-Schönstatt, em Butare – Ruanda

Aconteceu entre os dias 17 a 22 de janeiro de 2010, em Butare – Ruanda, um encontro entre os noviciados palotinos das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico (duas de Ruanda), dos Padres de Schoenstatt (três da República Democrática do Congo e quatro de Burindi) e dos Palotinos (seis de Camarões, cinco de Ruanda, dois do Congo, dois da Nigéria e um da Costa do Marfim). Este período de formação em conjunto foi motivado pelo princípio da colaboração mútua entre os filhos e filhas de São Vicente Pallotti, Fundador da União do Apostolado Católico, e do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento de Schönstatt.
Este encontro foi preparado pelos seguintes formadores: Pe. Felicien Nimbona (Mestre de Noviços dos Padres de Schöntatt, em Bujumbura – Burundi), Ir. Ana Kot (Mestra de Noviças Palotinas Missionárias, em Ruhango, Ruanda), e pelos padres Jean Baptiste Mvukiehe e Romualdo Uzabumwana (formadores do noviciado palotino, em Butare – Ruanda).
Os temas tratados foram: “A vida de São Vicente Pallotti e do Pe. José Kentenich; as espiritualidades palotina e schönstatiana; a história das fundações palotina e schönstatiana, e, por fim, tratou-se sobre a questão da pertinência do carisma palotino e schönstatiano, para o mundo de hoje. Cada tema teve a duração de um dia e foram apresentados pelos mestres de noviços, com a participação dos mesmos.
Como na família de Nazaré, as atividades diárias eram alternadas com momentos de oração (Orações Palotinas; meditação; Eucaristia; três conferências por dia e discussões; esporte: {futebol, vôlei e basquete}; adoração e meditação com pensamentos de Pallotti; noite cultural, conforme as culturas).
O encontro foi concluído com a festa de São Vicente Pallotti, juntamente com palotinos e palotinas, membros do Conselho Local da União (Zona Sul) e alguns vizinhos formadores com quem temos uma estreita colaboração no âmbito formativo em Butare.
A Eucaristia foi presidida pelo Pe. François Harelimana (Reitor Regional da Região Sagrada Família) que, na sua homilia, explicou o sentido do convite feito pelo Pe. Kentenich: “Escavar na profundidade”. No final da missa, o Pe. Felicien Nimbona (Mestre de Noviços de Schönstatt) deu um emocionante testemunho e presenteou o Regional com uma cruz da unidade (cruz de Schönstatt), pedindo que esta experiência continue e que traga muitos frutos, no futuro.
Após a confraternização, os jovens palotinos e schönstatianos alegraram os convidados com seus diversos talentos (cantos, danças, poemas, partidas de vôlei entre os jovens e os mais velhos). Sem dúvida, esta experiência de estarmos juntos foi muito rica. A alegria estava estampada do rosto de cada pessoa e no testemunho de três representantes dos noviços:
a) Como sempre diz nosso formador, não se pode falar de Pe. José Kentenich sem falar de São Vicente Pallotti. Agora conheço aquilo que motivou Pallotti na sua obra do Apostolado Católico, isto é, o desejo de reavivar a fé, reacender a caridade dos cristãos e conduzir todos à unidade em Cristo [...]. Isto me faz pensar no carisma de nosso Movimento de Schönstatt, de formar o homem novo na comunidade nova, vivendo a aliança do amor, em união com Maria Três Vezes Admirável em Schönstatt. Tudo isto mostra, suficientemente, que Pe. Kentenich entendeu muito bem a mensagem de Pallotti (Rafael, em nome dos noviços de Schönstatt).
b) Como noviça, já tinha uma noção e conhecimento a respeito da vida do nosso pai Vicente Pallotti, mas quanto ao Pe. Kentenich, não conhecia nada e não me interessava pela história de Schönstatt, mas, neste encontro, aprendi que sua obra é a fecundidade da obra de São Vicente Pallotti, como tinha confessado Pe. José Kentenich, em 22 de maio de 1916: “Tive uma visão semelhante àquela de São Vicente Pallotti”. Com as conferências, compreendi o que queria dizer São Vicente Pallotti, quando dizia que o apostolado diz respeito hoje aos aspectos da vida, e isto foi realizado pelo Pe. José Kentenich por meio dos diversos grupos que compõem o Movimento Apostólico de Schönstatt [...]. Não posso concluir sem sublinhar os momentos de partilha com os meus colegas noviços, a propósito das suas motivações para servir a Cristo, por causa do amor de Cristo que os impele e pelo testemunho dos coirmãos e coirmãs maiores (Adeline, em nome das noviças palotinas).
c) Antes de tudo, gostaria de agradecer a Deus por nos ter criado e colocado nos corações de São Vicente Pallotti e do Pe. José Kentenich seu destino de amor e de unidade. Iluminados pelo Espírito do Senhor, eles puderam superar as dificuldades sociopolíticas e também familiares do seu tempo. Viveram em seu tempo sem se deixar influenciar pelas ideologias da época. Gostaria também de agradecer a equipe dos formadores. A teoria sem a prática é vazia, e a prática sem a teoria é cega, dizia Kwame Nkrumah [...]. As palavras “unidade”, “colaboração” e “contribuição” não são para mim expressões vãs. Não basta fazer especulações, mas é preciso dar testemunho. Enfim, o meu último agradecimento é para meus colegas noviços. Hoje, tenho orgulho de dizer: nossa união atesta que, de certo modo, começamos a conhecer a Deus. Vocês são para mim presentes, são para mim a Igreja. Como dizia Pe. Kentenich: “Um sacerdote que não ama Maria é um sacerdote perigoso. Eu sempre digo a mim mesmo: “Jerônimo, esteja atento, se não ama Maria pode também se tornar um noviço perigoso. A Ti, Maria, Mãe Três Vezes Admirável e Rainha dos Apóstolos, não tenho nada para dizer-lhe. Permita-me, simplesmente, colocar em seu seio materno a minha pequena cabeça cheia de idéias insanas. E você saberá o que fazer” (Jérôme Styve Djagueu, em nome dos noviços palotinos).

Pe. Romualdo Uzabumwana, SAC
Butare – Ruanda

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Festa do nascimento de São Vicente Pallotti



Dia 21 de abril, celebramos os 215 anos de nascimento de São Vicente Pallotti, em Roma. Ele viveu incansavelmente o amor misericordioso de Deus. Procurou, com seu testemunho de vida, ajudar a todos encontrarem o caminho da salvação, que vem de Deus. Confiar no perdão e na misericórdia divina foi a sua marca ao longo de sua existência. Por isso diz:

"Quanto mais uma alma deseja a própria santificação, tanto mais a recebe da torrente da divindade, e... se não te tornares santo, isto estará acontecendo somente porque não desejas sinceramente a tua santificação".

"Desejo buscar logo a santificação, sem esperar o sacerdócio ou uma idade avançada. Corresponder com prontidão, humildade e gratidão a todo o bem que me faz o Senhor, Pai amorosíssimo. Remover os obstáculos, que possam impedir a santificação: o grande obstáculo em mim é a soberba".
Que São Vicente Pallotti nos ensive a viver a verdadeira santidade de vida.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A vida do noviciado palotino


Primeira etapa do retiro inaciano
Entre os dias 12 a 16 de abril deste ano, nós noviços tivemos a oportunidade de realizar a primeira etapa do Retiro Inaciano. Normalmente o Retiro Inaciano é realizado em uma única etapa de quatro semanas consecutivas, mas os formadores nos sugeriram que dividíssemos em quatro etapas, para proporcionar maior aproveitamento, e nós acatamos a sugestão de bom grado.
Sempre que ouvia falar no Retiro Inaciano ficava apreensivo (ansioso), esperando chegar a minha vez de realizá-lo, pois todos que relatavam suas experiências deixavam transparecer a alegria de ter conseguido fazer um encontro profundo com Deus.
Nesta primeira etapa do Inaciano, fomos convidados a contemplar a beleza da criação e o mal que o pecado provocou no mundo. Levou-nos também a sentir o amor misericordioso de Deus pela criação, ou seja, nosso Deus condena o pecado, mas acolhe e salva o pecador.
Depois de realizada essa primeira etapa do inaciano, tenho a alegria de afirmar que as expectativas foram alcançadas.
(Noviço Valmir Jochem)


Jesus sente compaixão dos famintos (Reflexão inaciana)

(Mc 8, 1-10)

Santo Inácio de Loyola, nos seus Exercícios Espirituais, comenta a narração de Marcos sobre a multiplicação de pães feita por Jesus. Ele sente compaixão da multidão faminta que O acompanhava. Diante deste fato, podemos nos indagar: o que isto ainda tem a me dizer, hoje? Eu estou faminto de quê? Faz sentido, ainda, ir atrás de Jesus?
Para que o pão fosse distribuído, Jesus pede que a multidão se sentassem ao chão. O que significa sentar-se ao chão? Eu também sinto essa necessidade de sentar-me ao chão, para esperar o pão dado por Deus? Ou seja, eu sei reconhecer a minha fome espiritual? A final, eu tenho fome de quê?
Para seguir a Jesus, devo ter a humildade de obedecer as suas ordens. Tenho que me colocar em pé de igualdade com todos, sentando-me ao chão, para receber o alimento de Cristo. Devo sentir-me faminto, juntamente com os famintos, mas de que pão eu necessito para a minha vida? E eu, também tenho alguma coisa para oferecer a Jesus, para que possa partilhar com os outros?
A oferta do pão por Jesus é a oferta dos seus dons e graças para a humanidade. Ele tem compaixão de todos aqueles que O seguem e, cabe a mim, sentar-me ao chão para que Jesus cumpra a sua vontade.
Jesus diz, “tenho compaixão desta multidão, porque já faz três dias que estão comigo e não tem nada para comer” (Mc 8,2).
Essa passagem deixa bem claro que Jesus se compadece dos que caminham com Ele, famintos e sedentos de um alimento sólido, que revigora. Mais que a fome de pão, porém, existe a fome de esperança, de sentido para a vida, de cura das enfermidades.
A multidão já estava três dias sem comer, e eu? Quanto tempo estou com Jesus e continuo faminto? Se Jesus tem compaixão e oferece o pão, por que ainda estou faminto?
É provável que ainda não tive a humildade de sentar ao chão para me alimentar dos pães e dos peixinhos oferecidos por Jesus.
Por isso, suplico a Deus para que me conceda a graça de sempre reconhecer as minhas limitações, meus medos, minhas angústias e minhas fraquezas, para atingir a humildade de sentar-me ao chão com a multidão, e assim ter a alegria de compartilhar (comer) os pães e os peixinhos que Jesus oferece, isto é, sentir a infinitude da compaixão de Jesus perante os meus pecados (minha fome).


Valmir Júnior Jochem. Noviço da Província de Santa Maria.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Só em Deus encontro refúgio



Quando o ser humano está longe de Deus, as suas ações tornam-se contrárias ao seu plano de amor, e não mais consegue tê-Lo como espelho para praticar as boas obras. Longe de Deus, as escolhas do ser humano são sempre equivocadas. Ele vê somente aquilo que pertence à matéria. Fica fascinado apenas por aquilo que provoca sensações imediatas, mas, bem lá no fundo do seu coração, está buscando algo que não passa, algo que seja eterno, e isso só pode ser encontrado em Deus.

O desejo do eterno faz com que o ser humano coloque valor demasiado naquilo que é fugaz e, quando não encontra nada que preencha o seu vazio interior, as coisas acabam perdendo o seu brilho, e por isso sente a necessidade de colocar outras coisas no lugar, com o intuito de ter novas sensações e, de coisa em coisa, não chega à uma perfeita realização.

A Sagrada Escritura, através de seus relatos alegóricos, mostra qual é a verdadeira atitude do ser humano, quando se distancia de Deus: a inveja toma conta do seu coração; o outro deixa de ser imagem de Deus e passa a ser alguém a ser combatido.

Caim é o protótipo daquele que não vive verdadeiramente na presença de Deus. O seu olhar ficou fascinado pelas coisas da terra e não do céu. Seu irmão Abel é modelo daquele que viveu só para Deus, por isso até mesmo os primeiros frutos da terra não eram para satisfazer as suas necessidades, mas tudo era oferecido a Deus em sinal de reconhecimento, porque sabia que o que possuía vinha da bondade de Deus. (1Jo 3,12) – “Não faças como Caim que matou seu irmão. Por que matou? Porque suas obras eram más”.

Ele oferecia o melhor que tinha para Deus, era a forma que encontrou para agradecê-Lo pelas dádivas recebidas. Quem está perto daquele que ama, também ama e quer oferecer o melhor para a pessoa amada. Quem vive somente em função de si mesmo, além de não partilhar o que possui, ainda quer possuir aquilo que o outro tem. A pessoa torna-se voraz, nada mais a preenche e a consola. Ela vive em função da sua ganância e, sendo ganancioso, não consegue mais viver na presença de Deus. Deus torna-se um inimigo a ser combatido, porque a sua presença a incomoda, pois quem está nas trevas, tem medo da luz.

Um olhar encantador



"Ah, meu Deus, meu Pai, amor infinito e misericórdia infinita de nossa alma! Quem jamais teria sido capaz de imaginar tantas e tão preciosas e amorosas invenções do vosso amor e da vossa infinita misericórdia? E quem poderia compreender a felicidade de uma alma que chegue a possuir o reino do vosso santo amor? Não ficaria ela tão apaixonada pela vossa infinita amabilidade que nunca mais deixaria de vos amar?"
(S.V. Pallotti)

(Lc 19,1-10)
Existem certos encontros que ficam profundamente marcados em nossas vidas. A Bíblia também traz muitos desses encontros casuais que transformaram a vida de muita gente. Lucas é o único evangelista a falar de Zaqueu, que fora surpreendido por Cristo, quando tentava vê-lo. O Evangelho diz que ele era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Ele queria ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da sua baixa estatura, pois uma grande multidão O acompanhava. Mas o desejo de conhecê-Lo era maior que os obstáculos que encontrava, por isso tomou uma atitude nada elegante: “subiu em uma árvore”. Aquele gesto chamou tanto a atenção de Jesus que, ao passar perto dele, olhou para cima, e disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje preciso ficar em sua casa”. A surpresa foi tamanha que por uns instantes o cegou de emoção. Desceu imediatamente e O acolheu em sua casa. De pé, diante de Jesus, e sem nenhum constrangimento prometeu-lhe, publicamente, que daria a metade de seus bens para os pobres.

A atitude de Jesus provocou alguns comentários no meio do povo, porque foi hospedar-se na casa de um pecador, mas aquele encontro não foi em vão. Jesus conquistou mais um para o seu reino. O evangelho não fala mais nada desse personagem. Não diz que ele tenha seguido a Cristo. Diz apenas que a salvação entrou naquela casa. A casa aqui pode ser também o coração humano. E quando Cristo habita em um coração, a pessoa viverá somente para ele, na condição em que se encontra. A vida não será mais a mesma.

Zaqueu vivia em função do dinheiro, agora é solidário com os pobres. A visita de Jesus em sua casa mudou completamente sua vida. Ele, agora, encontrou o seu verdadeiro tesouro e quer se livrar dos apegos que aprisionam a alma. É uma pessoa totalmente livre, porque encontrou a verdade.

A conversão de Zaqueu não foi fruto de uma pregação moralista, mas de um encontro com alguém que o amou, e lhe deu atenção. A presença de Cristo deu-lhe uma nova vida. Assim como Zaqueu, Deus quer dar-me uma nova vida, e enchê-la de alegria. Com esse episódio, Jesus me revela que é possível amar cada pessoa, mesmo que eu não tenha motivos para isso. Ele me ensina a perceber a riqueza do amor do Pai, que está atento às minhas atitudes mais singelas, como aquela de querer conhecê-Lo melhor.

Oxalá também nós pudéssemos fazer esta experiência com o Senhor, que continuamente passa em nossa vida através dos sacramentos da Igreja. Que jamais desperdicemos esta oportunidade de vivermos intensamente na sua presença, deixando de lado tudo aquilo que não nos engrandece como pessoas, mas nos escraviza.

Portanto, que a vida de Cristo seja a minha vida...

terça-feira, 13 de abril de 2010

O abraço misericordioso do Pai



"Se o ser humano soubesse o quanto ele pode merecer em cada dia, logo que se levantasse pela manhã encheria o coração de grande alegria e contentamento por mais um dia no qual poderia viver para Deus, nosso Senhor, e aumentar o próprio mérito com a graça e para a honra e glória do mesmo Deus; isso lhe daria força e vigor para fazer e suportar tudo, com grande alegria". (S.V. Pallotti. Propósitos e aspirações, p. 179).

Quando nos aproximamos de Deus, descobrimos sempre a sua beleza e, ao mesmo tempo, a distância que nos separa dele. Cada vez que nos aproximamos de Deus, o contraste entre o que Ele é e o que nós somos se torna tremendamente claro. Pode acontecer que não tenhamos consciência disto, até que vivamos numa certa distância de Deus, por assim dizer até que a sua presença ou a sua imagem sejam veladas pelos nossos pensamentos ou pelas nossas percepções; mas, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais claro aparece o contraste. Não é a constante atenção aos seus pecados que torna os santos conscientes da sua pecaminosidade, mas a visão da santidade de Deus. Quando nos julgamos a nós mesmos, sem o pano de fundo luminoso da presença de Deus, os pecados e as virtudes tornam-se coisas de pouca monta e até irrelevantes; é sobre o fundo da presença divina que eles se destacam plenamente e adquirem a sua profundidade e a sua tragédia. Cada vez que nos aproximamos de Deus, nos encontramos frente à vida ou à morte. À vida, se vamos a sua presença no espírito justo e somos renovados por Ele. À morte, se nos aproximamos dele sem espírito de adoração e um coração contrito, e levamos conosco o orgulho ou a arrogância.
Tirado do Itinerário espiritual palotino, p. 75.

domingo, 11 de abril de 2010

Ordenação diaconal em Cambé - Pr

No dia 10 de abril, foi ordenado na Paróquia Cristo Rei de Cambé, o Diácono permanente, José Marcos Vilas-boas, pela imposição das mãos de D. Orlando Brandes, Arcebispo de londrina. O Diác. Marcos é casado e tem dois filhos. Participaram da ordenação vários padres e diáconos permanentes da Arquidiocese de londrina. Pe. Valdeci e os noviços também participaram do evento, que é um marco muito importante para a Igreja em Cambé.