quarta-feira, 14 de abril de 2010

Só em Deus encontro refúgio



Quando o ser humano está longe de Deus, as suas ações tornam-se contrárias ao seu plano de amor, e não mais consegue tê-Lo como espelho para praticar as boas obras. Longe de Deus, as escolhas do ser humano são sempre equivocadas. Ele vê somente aquilo que pertence à matéria. Fica fascinado apenas por aquilo que provoca sensações imediatas, mas, bem lá no fundo do seu coração, está buscando algo que não passa, algo que seja eterno, e isso só pode ser encontrado em Deus.

O desejo do eterno faz com que o ser humano coloque valor demasiado naquilo que é fugaz e, quando não encontra nada que preencha o seu vazio interior, as coisas acabam perdendo o seu brilho, e por isso sente a necessidade de colocar outras coisas no lugar, com o intuito de ter novas sensações e, de coisa em coisa, não chega à uma perfeita realização.

A Sagrada Escritura, através de seus relatos alegóricos, mostra qual é a verdadeira atitude do ser humano, quando se distancia de Deus: a inveja toma conta do seu coração; o outro deixa de ser imagem de Deus e passa a ser alguém a ser combatido.

Caim é o protótipo daquele que não vive verdadeiramente na presença de Deus. O seu olhar ficou fascinado pelas coisas da terra e não do céu. Seu irmão Abel é modelo daquele que viveu só para Deus, por isso até mesmo os primeiros frutos da terra não eram para satisfazer as suas necessidades, mas tudo era oferecido a Deus em sinal de reconhecimento, porque sabia que o que possuía vinha da bondade de Deus. (1Jo 3,12) – “Não faças como Caim que matou seu irmão. Por que matou? Porque suas obras eram más”.

Ele oferecia o melhor que tinha para Deus, era a forma que encontrou para agradecê-Lo pelas dádivas recebidas. Quem está perto daquele que ama, também ama e quer oferecer o melhor para a pessoa amada. Quem vive somente em função de si mesmo, além de não partilhar o que possui, ainda quer possuir aquilo que o outro tem. A pessoa torna-se voraz, nada mais a preenche e a consola. Ela vive em função da sua ganância e, sendo ganancioso, não consegue mais viver na presença de Deus. Deus torna-se um inimigo a ser combatido, porque a sua presença a incomoda, pois quem está nas trevas, tem medo da luz.

Um olhar encantador



"Ah, meu Deus, meu Pai, amor infinito e misericórdia infinita de nossa alma! Quem jamais teria sido capaz de imaginar tantas e tão preciosas e amorosas invenções do vosso amor e da vossa infinita misericórdia? E quem poderia compreender a felicidade de uma alma que chegue a possuir o reino do vosso santo amor? Não ficaria ela tão apaixonada pela vossa infinita amabilidade que nunca mais deixaria de vos amar?"
(S.V. Pallotti)

(Lc 19,1-10)
Existem certos encontros que ficam profundamente marcados em nossas vidas. A Bíblia também traz muitos desses encontros casuais que transformaram a vida de muita gente. Lucas é o único evangelista a falar de Zaqueu, que fora surpreendido por Cristo, quando tentava vê-lo. O Evangelho diz que ele era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Ele queria ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da sua baixa estatura, pois uma grande multidão O acompanhava. Mas o desejo de conhecê-Lo era maior que os obstáculos que encontrava, por isso tomou uma atitude nada elegante: “subiu em uma árvore”. Aquele gesto chamou tanto a atenção de Jesus que, ao passar perto dele, olhou para cima, e disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje preciso ficar em sua casa”. A surpresa foi tamanha que por uns instantes o cegou de emoção. Desceu imediatamente e O acolheu em sua casa. De pé, diante de Jesus, e sem nenhum constrangimento prometeu-lhe, publicamente, que daria a metade de seus bens para os pobres.

A atitude de Jesus provocou alguns comentários no meio do povo, porque foi hospedar-se na casa de um pecador, mas aquele encontro não foi em vão. Jesus conquistou mais um para o seu reino. O evangelho não fala mais nada desse personagem. Não diz que ele tenha seguido a Cristo. Diz apenas que a salvação entrou naquela casa. A casa aqui pode ser também o coração humano. E quando Cristo habita em um coração, a pessoa viverá somente para ele, na condição em que se encontra. A vida não será mais a mesma.

Zaqueu vivia em função do dinheiro, agora é solidário com os pobres. A visita de Jesus em sua casa mudou completamente sua vida. Ele, agora, encontrou o seu verdadeiro tesouro e quer se livrar dos apegos que aprisionam a alma. É uma pessoa totalmente livre, porque encontrou a verdade.

A conversão de Zaqueu não foi fruto de uma pregação moralista, mas de um encontro com alguém que o amou, e lhe deu atenção. A presença de Cristo deu-lhe uma nova vida. Assim como Zaqueu, Deus quer dar-me uma nova vida, e enchê-la de alegria. Com esse episódio, Jesus me revela que é possível amar cada pessoa, mesmo que eu não tenha motivos para isso. Ele me ensina a perceber a riqueza do amor do Pai, que está atento às minhas atitudes mais singelas, como aquela de querer conhecê-Lo melhor.

Oxalá também nós pudéssemos fazer esta experiência com o Senhor, que continuamente passa em nossa vida através dos sacramentos da Igreja. Que jamais desperdicemos esta oportunidade de vivermos intensamente na sua presença, deixando de lado tudo aquilo que não nos engrandece como pessoas, mas nos escraviza.

Portanto, que a vida de Cristo seja a minha vida...

terça-feira, 13 de abril de 2010

O abraço misericordioso do Pai



"Se o ser humano soubesse o quanto ele pode merecer em cada dia, logo que se levantasse pela manhã encheria o coração de grande alegria e contentamento por mais um dia no qual poderia viver para Deus, nosso Senhor, e aumentar o próprio mérito com a graça e para a honra e glória do mesmo Deus; isso lhe daria força e vigor para fazer e suportar tudo, com grande alegria". (S.V. Pallotti. Propósitos e aspirações, p. 179).

Quando nos aproximamos de Deus, descobrimos sempre a sua beleza e, ao mesmo tempo, a distância que nos separa dele. Cada vez que nos aproximamos de Deus, o contraste entre o que Ele é e o que nós somos se torna tremendamente claro. Pode acontecer que não tenhamos consciência disto, até que vivamos numa certa distância de Deus, por assim dizer até que a sua presença ou a sua imagem sejam veladas pelos nossos pensamentos ou pelas nossas percepções; mas, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais claro aparece o contraste. Não é a constante atenção aos seus pecados que torna os santos conscientes da sua pecaminosidade, mas a visão da santidade de Deus. Quando nos julgamos a nós mesmos, sem o pano de fundo luminoso da presença de Deus, os pecados e as virtudes tornam-se coisas de pouca monta e até irrelevantes; é sobre o fundo da presença divina que eles se destacam plenamente e adquirem a sua profundidade e a sua tragédia. Cada vez que nos aproximamos de Deus, nos encontramos frente à vida ou à morte. À vida, se vamos a sua presença no espírito justo e somos renovados por Ele. À morte, se nos aproximamos dele sem espírito de adoração e um coração contrito, e levamos conosco o orgulho ou a arrogância.
Tirado do Itinerário espiritual palotino, p. 75.

domingo, 11 de abril de 2010

Ordenação diaconal em Cambé - Pr

No dia 10 de abril, foi ordenado na Paróquia Cristo Rei de Cambé, o Diácono permanente, José Marcos Vilas-boas, pela imposição das mãos de D. Orlando Brandes, Arcebispo de londrina. O Diác. Marcos é casado e tem dois filhos. Participaram da ordenação vários padres e diáconos permanentes da Arquidiocese de londrina. Pe. Valdeci e os noviços também participaram do evento, que é um marco muito importante para a Igreja em Cambé.


sábado, 3 de abril de 2010

Vigília pascal - homilia



A vida venceu a morte


É Páscoa do Senhor. A vida venceu a morte. “Onde está, ó morte, a sua vitória? Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo! Por consequência, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor. Sabeis que o vosso trabalho no Senhor não é em vão”. (1Cor 15,55-58)

Celebrar a Páscoa é celebrar a vida que brota da graça de Deus, do Deus que deixou seu coração ser transpassado pela lança da maldade, mas dele não saiu ódio ou vingança e sim o sangue da vida nova e a água do batismo, da purificação e do perdão. O coração daquele que morreu e que agora aparece ressuscitado tem as marcas da violência do pecado que, por ele, foi derrotado.

O que a celebração de hoje nos ensina? Primeiramente, em Cristo, a criação foi restaurada e elevada a sua plenitude, pois, no princípio, o Pai criou o universo e tudo o que nele contém. Mas o pecado entrou na natureza humana e a conduziu a escravidão. O povo tornou-se escravo de Reis gananciosos, mas a verdadeira escravidão estava no coração humano. Primeiro Deus suscitou pessoas, profetas, para indicarem um caminho de libertação no seu sentido mais amplo. Toda essa preparação durou séculos, até que Deus, na plenitude dos tempos, enviou seu único Filho para reunir todos os que estavam dispersos e distantes da salvação. O povo encontrou sua terra, pois Deus os libertou das mãos do Faraó, mas faltava-lhe uma coisa, a libertação do espírito. Isto nenhum profeta podia fazer, a não ser aquele que desde toda eternidade estava diante de Deus, Jesus Cristo.

Mas o que aconteceu de errado na primeira criação, quando Deus cria céu e terra e o ser humano à sua imagem e semelhança? Não tinha nada de errado! O Pai, na sua infinita bondade, não quis ser feliz sozinho, quis outros seres participando de sua felicidade, por isso criou o mundo e o ser humano, mas este ser humano, criado à sua imagem e semelhança, estragou esse plano, pelo fato de ter sido criado livre para decidir e transformar sua obra, e ele abusou da sua liberdade e se rebelou contra o supremo Criador. Trocou Deus pela criatura, confiou mais na sua capacidade e desconfiou da bondade de Deus.

A serpente, animal astuto, colocou na sua cabeça que Deus era mentiroso e não queria o seu verdadeiro bem, porque o proibira de tocar na árvore da vida. A serpente, o diabo, o pai da mentira, usou da ordem dado por Deus de crescei e dominai a terra, para lhe dizer. Deus lhe deu o poder de dominar tudo, mas agora proíbe você de tocar na árvore da vida. Essa voz maléfica contaminou o pensamente dele e, por isso, decidiu abandonar as ordens de Deus. O ser humano recebeu, também, uma falsa promessa de ser como Deus, e isso lhe pareceu bom aos olhos e ao paladar e, a partir de então, decidiu infringir as ordens do Criador.

Imediatamente após decidir pelo erro e executá-lo, sobreveio sobre o primeiro casal, fruto do amor de Deus, o senso do abandono. Sente-se longe de Deus, despido e enrubescido de vergonha do seu próprio corpo, tecendo roupas porque tinha vergonha de Deus. Com o pecado da desobediência, um começa a querer dominar o outro. Quebrou a harmonia. Deus tornou-se dispensável de suas vidas e instaura a tirania do pecado e da dominação.

Na verdade, o pecado foi uma tentativa de usurpação de poder, de competir com Deus, de dizer não ao seu projeto. A essa sua arrogância custou-lhe a expulsão do paraíso. Perdeu aquela santa pureza e serenidade de espírito. Agora, longe de Deus, tudo se tornou difícil, começando pela própria convivência entre si. A disputa e a tentativa de domínio surgiram no seio daquela família. Os irmãos já não se combinam mais e um tira a vida do outro (Abel e Caim), e a paz e harmonia já não existem mais. O que sobrou de tudo isso? Somente dor, sofrimento e desolação. Essa dor é inconsolável, ninguém pode mais aliviar, a não ser aquele que assumiu as nossas dores, lutos e sofrimentos. Somente Jesus podia refazer aquilo que fora desfeito por Adão e Eva. Diante dos sofrimentos da vida, o ser humano foi percebendo que, sem Deus, o Criador, a sua vida não tem mais sentido, por isso o (Sl 61,2-3) diz: “Só em Deus a minha alma tem repouso só dele me vem a salvação. Só ele é meu rochedo, minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei”.

Oxalá, irmãos, a festa de hoje pudesse ser realmente um momento de verdadeira libertação do pecado e da maldade que assola a nossa vida. Que esta Páscoa do Senhor seja para nós um tempo de verdadeira conversão e espaço para a reconciliação, momento de harmonia, partilha e acolhida. Tempo de passagem para uma nova vida, renascendo para o novo e o belo momento propício para ressurgir, renovar as esperanças, espelhar novidades, cantar maravilhas, anunciar com a voz do coração que a vida triunfou.

Páscoa é tempo de entoar e cantar o Aleluia, com muita paz no coração, para dançar a dança da liberdade, fruto do amor e do perdão.
Alegremo-nos todos no Senhor. Cristo venceu a morte. Amém. Aleluia.

Ó morte, onde está sua vitória?










Durante a Semana Santa, acompanhamos os passos de Jesus: a sua chegada a Jerusalém, a celebração da Ceia com seus discípulos, na qual deixou seu corpo e sangue como nosso alimento e instituiu o sacerdócio da nova e eterna aliança, onde ele próprio é o Sumo e Eterno Sacerdote. Após cumprir sua missão de enviado do Eterno Pai, entregou-se nas mãos dos homens para que a glória de Deus fosse exaltada.

Morreu no mais abominado lenho da cruz, para que dele brotasse a verdadeira vida que vem de Deus. Aparentemente, o pregador de Nazaré, o Filho de Deus, teve uma morte inglória. Seus adversários festejaram sua morte infame, mas o Pai do Céu, na sua infinita misericórdia, olhou compadecido ao servo sofredor e o ressuscitou no terceiro dia. Agora, seu poder não terá mais fim, e todos são convidados a estar com ele na glória. Quando todos pensavam que a violência e a morte teriam a última palavra, eis que a vida ressurge e as trevas se dissipam. A luz venceu a escuridão causada pelo pecado. Por isso o apóstolo Paulo diz: "Ó morte, onde está tua sua vitória"? (1Cor 15,55-58)

Que a força do ressuscitado nos envolva com sua luz e nos traga a verdadeira paz e salvação.
Desejo a você uma feliz Páscoa e que Deus derrame copiosas bênçãos sobre você e sua família.

Pe. Valdeci Antônio de Almeida, SAC

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quinta-feira Santa, instituição da eucaristia e do sacerdócio





Oração Oficial do Ano Sacerdotal


Senhor Jesus!
Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e personificada da caridade pastoral. Ajudai nossos sacerdotes a viverem bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possam aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento; como receber com simplicidade, cada dia, a vossa Palavra que nos ensina; como foi terno o amor com o qual ele acolheu os pecadores arrependidos; como era consolador seu abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada; e como é necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó Senhor Jesus que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto é necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja sua própria casa, e que aí encontrem sempre os vossos ministros cheios de sabedoria e empenhados no acolhimento de todos na Casa de Deus.
Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó Senhor Jesus, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
“Eu Vos amo, meu Deus, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente.
Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua não Vos pode dizer a todo o momento que Vos amo, quero que o meu coração Vo-lo repita cada vez que respiro.
Meu Deus conceda-me a graça de sofrer amando-Vos e de Vos amar sofrendo.
Eu Vos amo, Jesus, meu divino Salvador, porque fostes crucificado por mim e porque me tendes aqui em baixo crucificado por Vós.
Meu Deus conceda-me a graça de morrer amando-Vos e de saber que Vos amo.
Meu Deus, à medida que me aproximo do meu fim, concedei-me a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor. Amém”.
S. João Maria Vianney.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Encontro de formadores palotinos em Wadowice - Polônia


Informativo Belém

Os formadores e formadoras palotinos das três províncias polonesas, todos os anos, se reúnem para uma formação em conjunto e refletir sobre as várias etapas da formação. Neste ano de 2010, o encontro aconteceu nos dias 24 a 27 de fevereiro em Wadowice, Polônia. Antes da chegada dos formadores, o Secretariado Geral para a Formação realizou o seu encontro anual, no mesmo local, nos dias 21 a 24 de fevereiro.
Participaram do referido encontro, seis irmãs da Província Polonesa das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico, doze palotinos da Província Cristo Rei e seis da Província da Anunciação do Senhor, com seus respectivos provinciais. O encontro tinha como tema: A dinâmica do processo de amadurecimento vocacional palotino: a formação nas mudanças para a continuidade e na continuidade para as mudanças. Neste encontro, aconteceram palestras, trabalhos em grupo e individuais, orações e recreações comunitárias.
Na manhã do dia 25 de fevereiro, a Ir. Jolanta Wagner SAC e D. Derry Murphy SAC falaram sobre o tema: Formação na etapa do discernimento vocacional. Nesta temática, foi apresentado o papel do formador enquanto acompanhador de um jovem no processo de discernimento vocacional. Isto consiste em ajudar a pessoa a compreender tudo aquilo que acontece no seu coração e no saber confrontar a própria vida e a própria história, a partir de Deus, descobrindo o projeto que ele tem para cada um. Os relatores afirmaram que as atitudes mais importantes dos acompanhadores deveriam ser: capacidade de partilhar a experiência de Deus de maneira unívoca, levando em conta a identidade palotina.
Na parte da tarde, Pe. Romualdo e Pe. Valdeci de Almeida desenvolveram o tema sobre o Período Introdutório. Eles afirmaram que se espera, neste período, uma mudança no formando e que a formação deve conduzir a isso. Não se trata, porém, de uma produção em série dos novos membros, mas, no processo de acompanhamento, trata-se de saber guiar um vocacionado a fim de que possa tomar consciência das suas fragilidades, limites e pecados, e saibam colaborar com Deus e com os formadores, para que aconteça a verdadeira mudança. Tal processo tem um caráter individual e único, como o é a pessoa que de Deus recebe a vida e a vocação.
A temática da manhã do dia 26 (sexta-feira) foi sobre a formação para a consagração perpétua. Esta parte foi apresentada pelo Pe. Jacob Nampudakam e Pe. Stanislaw Stawicki, que colocaram uma pergunta: Como assegurar uma formação unitária e coerentemente progressiva? (ou seja, assegurar uma certa homogeneidade na formação, respeitando todos os seguintes aspectos: humano, cristão, espiritual, intelectual, profissional, teológico, etc.). A resposta foi conforme o pensamento do Pe. Josù Mirena Alday, reitor do Claretianum, que, reforça a necessidade de um tríplice esforço nesta área, em um dos seus cursos publicados no manual intitulado: “A vocação consagrada, aborda aspectos antropológicos, psico-sociológicos e formativos”.
Primeiro: realizar uma programação global, seguindo os princípios da Ratio Institutionis, cuja aplicação deve estar sob a responsabilidade de uma equipe que possa ajudar na motivação da mesma. Segundo: organizar encontros regulares entre os responsáveis das várias etapas da formação para verificar, na prática, como cada uma delas está sendo preparada, para que haja sempre uma continuidade. Terceiro: é importante que os formadores comunguem de uma mesma visão do carisma do instituto, e que a transmitam através de uma formação sistemática.
Após o almoço, o Ir. Stephen Buckley e Thomas Lemp falaram sobre a formação permanente, ou seja, aquela de toda a vida. Ela acontece na vida cotidiana, nas relações interpessoais. A vida fraterna deve proporcionar um ambiente formativo.
A formação permanente pode ser considerada uma “viagem”, que envolve toda a pessoa nas suas dimensões humana (a personalidade e as relações consigo mesma, com a comunidade e com os outros), espiritual (carismática), apostólica e intelectual.
O encontro terminou no dia 27 com a celebração da Eucaristia. Em seguida, os formadores das Províncias Cristo Rei e Anunciação do Senhor, juntamente com seus respectivos provinciais e com a presença do Secretariado Geral para a Formação, se reuniram para discutir alguns assuntos comuns. As Irmãs Missionárias do Apostolado Católico também se reuniram à parte, para partilhar como está acontecendo a própria formação.


Ir. Monika Jagiello SAC
Poznan, Polônia

terça-feira, 30 de março de 2010

Meditação para a Semana Santa

DA CRUZ À REDENÇÃO - (Lc 13,1-9)

Quando falamos de sofrimento, normalmente falamos olhando para lugares e pessoas bem distantes de nossa realidade. Quando falamos de morte e de doença, sempre lembramos dos sofrimentos alheios e nunca imaginamos que o sofrimento também faz parte da nossa vida.
Ninguém quer sofrer, passar por privações. Dentro de nós há sempre o desejo de vida, desejo intenso de prazer, e, se possível, que seja elevado ao mais alto grau. Para que isso aconteça, as pessoas buscam os mais variados modos de prazer para que se sintam plenamente realizadas.
Essa é uma visão puramente humana da vida que se acaba, e por ter um fim, a pessoa quer tirar dela o máximo proveito, porque amanhã pode ser tarde demais.
Na Sagrada Escritura encontramos uma realidade um tanto estranha, porque nos promete uma felicidade sem fim, eterna, mas quando enveredamos por esse caminho, em busca da verdadeira felicidade, encontramos um método não muito apreciado por nós, o sofrimento. Parece contraditório. Como posso ser feliz passando pelo sofrimento e pela provação?
Sofrer, não é algo bom, fere a pessoa, pode levá-la ao aniquilamento da própria vida. Mas paradoxalmente Jesus disse: “Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la” (Lc 9,24).
Isso é tão sério para nós que, quando Jesus anuncia a sua morte, Pedro tenta dissuadi-lo: mas Jesus o chama de satanás, que quer impedir o projeto de Deus (Mt 16,18-25). A reação de Pedro é a reação natural de uma pessoa que não vê o sofrimento como algo positivo, transformador.
Mas é justamente aí que a Bíblia quer mostrar o caminho que conduz a pessoa a uma verdadeira conversão. O caminho de Deus é o caminho da prova e do desafio. Se olharmos pra nossa realidade, podemos perceber que isso acontece no dia a dia das pessoas. Olhemos para a realidade de alguém que pratica esportes. Alguns fazem opção por algo mais radical, todos ficam com o coração aflito, porque, a qualquer momento da prova pode acontecer alguma desgraça; se não acontece, ele sai herói, ganha muitos prêmios, fama e dinheiro. Tudo pode dar certo, como tudo também pode dar errado e acabar em fracasso, em dor e sofrimento, mas mesmo assim as pessoas arriscam e, além disso, conseguem atrair muitos expectadores e simpatizantes.
Da mesma forma, seguir a Cristo é também um grande desafio, é quase que uma aventura, é colocar a vida em risco, é enfrentar a dificuldade com a certeza de que o que faz engrandece o Reino e também traz, misteriosamente, uma alegria que nenhuma outra realidade humana pode proporcionar. Os prazeres humanos são todos limitados. Tudo passa muito rápido. Aquilo que parecia ser eterno e infinito acaba em poucos minutos, e muitas vezes, após o acontecido vem a dor e a desolação, quando não a culpa, que desfaz tudo em mal-estar, sofrimento e frustração.
São Paulo fala de sua aventura por causa de Cristo: “São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto” (2Cor 11,23).
“Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um (2Cor 11,24).
“Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo” (2Cor 11,25).
Então, o que é ser feliz e o que é realizar-se plenamente na vida? O Salmo diz: “Só em Deus a minha alma encontra abrigo e refúgio”.
Diante dessa reflexão, gostaria de olhar com mais profundidade para uma realidade muito estranha que a Bíblia nos apresenta: “o sacrifício de Abraão”.
Deus coloca Abraão à prova. Deus o chama e ele responde: “Eis-me aqui”! Imediatamente após o seu consentimento, Deus pede que sacrifique o seu filho. Toma o seu filho, seu único filho. Em outras palavras, pegue o que lhe é mais caro e desfaça-se dele. Por que repetir duas vezes seu filho, seu único filho? Por que ressaltar isso? Não seria para dizer-lhe que ele é o Deus das coisas impossíveis e exige de nós também coisas quase que impossíveis?
Deus mostra neste episódio que ele espera de nós não partes da nossa vida, do nosso sim, mas TUDO. Algo mais profundo da existência humana. Ele não precisa de partes, ele quer a nossa pessoa por inteiro. Devemos ser totalmente dele. Tudo! “Tu és meu”! (Is 41,13; 42,6; 44,21; 45,1-5)
A fé leva a pessoa a um profundo desapego de si mesmo e das coisas, dos seus projetos e desejos pessoais.
Ao longo da caminhada, Deus vai travando um profundo diálogo conosco. Ele vai purificando nossas motivações e mostrando o caminho que Ele nos indicou. Cabe a nós, porém, descobri-lo em cada ato da vida os profundos apelos que faz ao nosso coração.
A voz de Deus, à primeira vista, não parece ser tão clara, porque dentro de nós existem muitos barulhos, muitas vozes que nos incomodam e até nos assustam, e diante de tudo isso, devemos também ouvir a voz de Deus que vai indicando a rota a ser seguida.
Interpretando que seja a voz de Deus que nos pede certas coisas no caminho, já é possível imaginarmos o que poderemos encontrar pela frente. Mas, o importante não é decifrar todo o plano que Deus traçou para nós, mas de procurarmos viver com intensidade aquele momento, porque ele é único em nossa vida. Se fizermos bem feito aquilo ao qual nos propusemos fazer, certamente nos servirá de base para aquilo que seremos no futuro.
Se estivermos em uma plataforma segura, bem enraizada, certamente aquilo que nos espera será algo que poderá transformar definitivamente a nossa vida e daqueles que estão ao nosso lado.
Pega seu filho único e o imole em meu nome: Deus pede que todos os nossos apegos sejam completamente destruídos. Jesus depois vai dizer: “Quem ama sua própria vida, vai perdê-la”. O nosso amor deve estar totalmente canalizado para aquele que é a fonte da vida. Se a vida vem de Deus, então ela não nos pertence mais.
Abraão saiu a caminho e chegou ao lugar indicado por Deus: ali construiu um altar e preparou-o, ou seja, se pôs à escuta de Deus. Quando se prepara um recinto é porque ali acontecerá alguma coisa importante. (Gn 22,1-2)
Colocar no altar de Deus aquilo que ele pede, é depositar nele toda a nossa confiança, sem questionar nada. O que Deus espera é apenas a fé na sua palavra. Darei a você uma grande nação e abençoarei você. Essa é a promessa de Deus. Ele nos abençoará.
Segundo a revelação da mensagem de Nossa Senhora de Kibeho, Ruanda, o sofrimento salvífico é um dos temas mais importantes da aparição, pois: “para aquele que crê, o sofrimento é inevitável na terra, constitui uma parte do caminho a ser percorrido, para se atingir a glória celeste”.
Que todos nós, ao passarmos por alguma tribulação ao longo da vida, possamos descobrir nisso, um motivo para sermos redimidos por Cristo.
Desejo a todos um bom discernimento para que, na presença de Deus, possamos oferecer o que temos de melhor, e que toda a nossa existência seja oferecida a ele, porque ele não aceita resto e nem partes, mas quer o ser humano por inteiro, quer TUDO.
Abrão não temeu oferecer seu único filho, porque sabia que Deus era capaz de dar-lhe algo maior. Deus Pai, na sua misericórdia infinita nos deu algo maior, a vida de seu Filho Jesus. Morreu, mas continua vivo em nosso meio.
Que a vitória de Cristo na cruz seja também a nossa vitória.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Os palotinos em Ilhéus

"Ide e evangelizai a todos os povos". Essa foi a ordem de Jesus. Os palotinos, iluminados pela Palavra de Deus, estão evangelizando em todas as partes do mundo. Evangelizar é preciso e você deve fazer parte dessa família. Venha evangelizar conosco! Seja um apóstolo de Jesus Cristo, como consagrado ou como leigo, vivendo o carisma da União do Apostolado Católico, fundado por São Vicente Pallotti (1795-1850).

Abertura do Postulado Palotino - 2010 - Ilhéus

O postulado é um período que antecede ao noviciado. Este tempo de formação tem por finalidade ajudar o jovem no seu discernimento vocacional. A Província São Paulo Apóstolo recebeu quatro postulandes, um de Santa Cataria e três da Bahia.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Deus sempre escuta nossos clamores

DEUS É MISERICÓRDIA - (Lc 15,11-32)

A quaresma é um tempo forte para olharmos para a nossa vida e a partir dela encontrarmos a nossa verdadeira motivação para o seguimento radical de Cristo. Dando continuidade à reflexão sobre a penitência interior, hoje queremos refletir de uma maneira um pouco mais aprofundada a respeito da atitude do filho pródigo e da acolhida de seu pai.
Quando um filho pede sua herança para o pai, a partir daquele momento ele matou o pai, e falar com alguém que esteja morto não tem mais sentido. Podemos pegar três ponto significativos do filho jovem: 1- juventude; 2- dinheiro; 3- liberdade.
O mundo era dele e não precisava pensar mais em nada. Tinha tudo. Mas nem por isso poderia esbanjar tudo. Até àquele momento estava fora de si, vislumbrado pelo fascínio da vida e das propostas de felicidade apresentadas pelo mundo. Foi um sonho, um engano. Ele se acreditava livre e agora se sente só. Tudo o que sonhara era uma loucura. A fome, o sofrimento ajudou-o a cair em si, a sair do sonho (v. 17).
Ele reconheceu o erro que cometeu. É preciso ser grande para reconhecer o próprio erro. Porém, reconhecer-se culpado não é perder a dignidade. É assumir com responsabilidade o que se é. É ser alegre, é ser comunitário.
Por que o filho voltou? Só por causa da comida? Ele que saíra orgulhoso e seguro, agora volta humilde, pisando no chão. Saíra jovem, agora traz no rosto a experiência. Saíra como filho, agora como não filho, “escravo”. Saíra livre do pai, agora livre de si mesmo, do seu orgulho. Ele perdeu tudo, esbanjou tudo, mas ganhou algo maior, a capacidade de apreciar a casa do pai. Tem a capacidade de pensar em si próprio e não nas suas pseudos possibilidades e capacidades, longe do pai. Volta com a esperança de que o pai o aceitaria, pois conhecia o coração do pai. Este coração nos desconcerta diante das coisas que vemos. É um coração surpreendente, sempre aberto e disponível para dar mais uma chance. Tudo isso foi sendo descoberto na medida em que ia tomando consciência do pecado. Pio XII diz que “o maior pecado do ser humano é de ter perdido o senso do pecado”.
Devemos ter compaixão, como o pai teve do filho. Ele vai além da simples justiça. Tudo isso é consequência do amor. Não tem limites, chega a ser um absurdo. Daí a atitude de correr ao encontro do filho para abraçá-lo e cobri-lo de beijos.
(v.22) Pai, pequei contra Deus e contra ti, não mereço ser considerado seu filho. O mais importante não é a palavra do pai, mas o crescimento do filho. Quando saiu, o pai era considerado morto, agora ele está vivo. Para o pai, isto basta. O filho entendeu na mensagem secreta do pai. Educar é também esperar. É confiar no crescimento.
(v. 25) O mais velho nunca mereceu uma repreensão, fez tudo o que o pai mandava. Mas será que por causa disso tinha o direito de causar divisão na família? Tanto o filho mais novo como o filho mais velho tinham a necessidade de conhecer o pai, pois, para conhecê-lo seria preciso conhecer também o irmão e descobrir o irmão é descobrir o pai e vice-versa.
Na oração e na missa devemos aprender a fazer esta troca, pois quando descobrimos nossos irmãos, estamos descobrindo o amor do pai.
A conversão do mais novo é mais fácil do que a do mais velho. O mais velho se revelou quando fora convidado para festejar junto. Nunca se sentiu filho, família, comunidade. Toma também uma atitude reivindicatória. Também achava que tudo era dele. Se sentiu lesado, porque não fora consultado antes. Este homem não era alegre e precisava de se converter. O pai pede que se converta para a comunhão. É mais fácil ser perdoado do que perdoar. É mais fácil ser acolhido do que acolher. É mais fácil ser tratado com compaixão do que ter compaixão. Que saibamos ter misericórdia com os irmãos. “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso”.

Textos: Mt 5,7; Lc 6,27-36; 10, 29-37; Heb 2,17; Sl 50.

O chamado de Deus



No Antigo Testamento encontramos várias passagens que mostram Deus escolhendo pessoas do meio do povo para uma função específica. A missão aparece de improviso. A pessoa fica surpresa diante de Deus. (At 9,1-22; 22,4-16; 26,9-18)

O chamado feito por ele tem sempre um objetivo muito claro, anunciar o amor, a verdade e a justiça. Em nenhum momento da história foi para proporcionar qualquer tipo de satisfação egoísta às pessoas. (Gal 1,13-16)

A missão sempre foi árdua, mas reforçada com a promessa de que ele não nos deixará sós. Por isso, encontramos, em inúmeras passagens, Deus revelando-se como alguém que caminha à nossa frente e dá-nos a devida inspiração, para suportarmos os desafios. “Tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei; nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa. Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: Nada temas, eu venho em teu auxílio” (Is 41,9-13).

“Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica tranquilo, pois estou contigo” (Is 43,4-5).
Deus se revela a seu povo de diferentes modos. Muitos o descobrem nos momentos celebrativos da comunidade. O profeta Isaías sente o chamado profético, provavelmente ouvindo o Salmo 99,3.5.9 que proclama Deus o Santo (Is 6,1-2a.3-8). Faz a experiência de um Deus absoluto na história. A realeza de Javé é maior que a imensidão do infinito. O Deus transcendente é o Deus presente no meio do povo.
Isaías viu a glória de Deus, antes de ser chamado em missão. Os apóstolos tiveram que ver o corpo do Cristo ressuscitado, antes de percorrer o mundo. Os doze, impressionados com a pesca milagrosa, abandonaram as redes, para se tornarem pescadores de pessoas.

No novo testamento, Deus se revela e chama por meio de seu Filho Jesus que se dirige às pessoas. Depois de ressuscitado, nos lábios de Jesus, o chamado assume o verdadeiro significado. Jesus chama para que o sigam. É nele que os homens atingem a condição de filhos e são libertados do pecado (Sl 103,3-4) “É ele quem perdoa todas as tuas culpas, que cura todas as tuas doenças, te coroa com a sua bondade e sua misericórdia”.

Nele, os seres humanos tornam-se colaboradores de Deus, na obra da salvação. Em torno dele, como pedra angular, organiza-se o êxito da aventura humana.
Por isso, mais do que nunca, o chamado divino está ligado a uma missão. Mas toda missão, confiada por Deus, está unida à missão pessoal de Jesus, e só nessa encontra seu verdadeiro sentido. “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo15,5).

Conforme são Paulo, os discípulos do Senhor devem estar convictos de terem sido chamados por Deus em Cristo. Chamados para um serviço, uma tarefa a desempenhar na edificação do Reino. As funções são diversas, mas quem chama e o fim para o qual chama é único. Entre o chamado de Deus e a missão está a livre resposta da pessoa. “Aspirai aos dons mais elevados. Eu vou mostrar-vos ainda um caminho incomparavelmente superior” (1Cor 12,31).

O chamado é uma livre proposta de Deus feita a pessoas livres. “Conduzi-vos como pessoas livres, mas sem usar a liberdade como pretexto para o mal” (1Ped 2,16).
A revelação, o chamado e a missão não são, na Igreja, privilégio de alguns, mas um dom feito a todos. Assim, a missão não se dirige só a algumas pessoas, mas a todos. “Ninguém será capaz de dizer: Jesus é Senhor, a não ser sob a influência do Espírito Santo” (1Cor 12,3-11).

Reflitamos hoje sobre o chamado que Deus fez diretamente a cada um de nós. Para quê Deus me chamou? O que ele espera de mim? (1Sm 3,3b-10.19; Jo 1,35-42)
Pela oração é que podemos discernir, qual é a vontade de Deus e obter a perseverança, para cumpri-la (Rm 12,2; Ef 5,17; Heb 10,36).

O que para ele constituía título de glória, tornou-se esterco (Fil 3,7-8).
Quais são os meus temores: (Is 6,1-8; Jer 1,4-5.17-19; 1Cor 12,31-13,13; 1Cor 15,1-11; Lc 5,1-11; 1Ped 5,12,16; 2Ped 1,5-11.16-21).

quarta-feira, 10 de março de 2010

80° aniversário de Pe. Schneider

Dia 08 de março, Pe Francisco Schneider, pároco da paróquia N. Sra. de Nazaré - Londrina, celebrou seus 80 anos de vida. D. Albano Cavallin, representando o Arcebispo D. Orlando Brandes, leu uma belíssima mensagem deixada pelo Arcebispo. Vários padres diocesanos e palotinos participaram de uma recepção oferecida pelo aniversariante. Estiveram presentes também noviços e teólogos palotinos. Ao Pe. Francisco, nossas congratulações pelo seu aniversário.